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Al Tufail b. Amr al Dawsi
Al Tufail b. Amr al Dawsi

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“Ó Allah, dá-lhe um sinal, para que o ajudes nas boas ações que ele pretende realizar!”
Oração do abençoado Profeta em prol do Al Tufail.

Al Tufail b. Amr al Dawsi era um dos senhores da tribo dos Daws, nos dia da al jahiliya, e um dos árabes mais nobres. Era conhecido como sendo um exemplo vivo de cavalheirismo. A porta da sua casa estava sempre aberta, e havia sempre comida cozinhando no seu fogão para um convidado ou outro.

Alimentava os famintos, proporcionava segurança aos temerosos, e oferecia proteção aos indefesos. Acima de tudo, era um homem de letras, um poeta com refinados sensos, tendo um conhecimento intuitivo da beleza da linguagem. Com ele, as palavras operavam milagres.

Al Tufail saíu da sua terra natal, na Tihama, dirigindo-se para Makka, no tempo da vigente luta entre o abençoado Profeta (S) e os pagãos da tribo dos Caraixitas. Cada lado tentava conseguir apoiadores e obter mais ajuda para a sua causa. O abençoado Profeta (S) estava a chamar o povo para o Senhor, sendo que suas armas eram a fé e a verdade. Os Coraixtas estavam a lutar contra o chamamento dele, utilizando todos os tipos de armas, não se detendo perante nada, para evitarem que o povo o seguisse.

Al Tufail passou a se envolver despreparadamente naquela porfia. Virtualmente ele entrou no campo de batalha por engano. Não tinha ido a Makka para aquele propósito, e Mohammad (S) – e seus problemas com os Coraixtas – jamais lhe havia passado pela cabeça. Mas a história de Al Tufail e da sua luta é inesquecível. Iremos ouvi-la nas palavras do próprio Al Tufail, como estão registradas na história. Ela diz:

“Cheguei a Makka, e logo que os senhores dos Coraixtas puseram os olhos em cima de mim, chegaram-se e me deram calorosas boas-vindas, e me trataram como um hóspede honrado. Os senhores e os maiorais deles se aproximaram, e me disseram:

“‘Tufail, tu chegaste à nossa terra num tempo em que esse homem, que diz ser profeta, vem corrompendo os nossos assuntos, e desfigurando a estrutura da nossa unidade. Tememos que isto que está acontecendo a nós aconteça contigo, na tua posição de líder do teu povo. Não fales com o homem, e não ouças nada dito por ele, porque ele tem a fala como mágica. Pode separar o filho do pai, a esposa do seu marido, e pode dividir irmãos entre si.’”

Al Tufail continua:

“Juro por Allah, eles se puseram a contar-me histórias distorcidas sobre ele, fazendo-me temer, por mim e por meu povo, quanto aos feitos extraordinários dele. Decidi firmemente não me aproximar dele, falar com ele, ou ouvir o que ele dizia.

“Quando eu ia à masjid e caminhava em torno da Kaaba, e apresentava meus respeitos aos ídolos que costumávamos glorificar, tapava meus ouvidos com algodão, temendo que alguma coisa que Mohammad (S) estava a dizer chegasse aos meus ouvidos. Logo que eu adentrava a masjid, encontrava-o de pé na Caaba, dizendo uma oração diferente das nossas, e fazendo uma cultuação diferente das nossas. Sua aparência me fascinava, e sua maneira de cultuar me comovia. Sem querer, encontrava-me indo, devagarinho, em direção a ele, até que ficava bem perto dele. Foi da vontade de Allah que eu pudesse ouvir algo do que ele estava a dizer. Era uma coisa bela, então eu disse a mim mesmo:

“‘Que tua mãe te perca, Tufail. Tu és um sensível poeta que sabe dizer a diferença entre a alocução bela e a feia. Que te poderá impedir que ouças o que o homem tem a dizer? Se for coisa boa, aceitá-la-ei; se for má, não a acatarei.’ Permaneci por ali até que o abençoado Profeta (S) se pôs a caminho do seu lar; e quando ele entrou na sua casa, entrei atrás dele, e disse:

“‘Ó Mohammad (S), teu povo contou-me umas coisas sobre ti cuja natureza me amedrontou, tanto que chegei a tapar os ouvidos com algodão para que não pudesse ouvir o que dizias. Foi da vontade de Allah que pude, por fim, ouvir algo, e confesso que achei-o lindo. Dize-me, que é que isso que estás a ensinar?’

“Então ele me falou sobre o Islam, e recitou para mim as Suratas do Alcorão, Al Ikhlass e Al Falac. Juro que nunca havia ouvido nada tão belo, ou tomado conhecimento de nada tão preciso como os seus ensinamentos. Estendi minha mão a ele, e prestei testemunho de que não há Allah a não ser Allah, e que Mohammad é o Seu Mensageiro. Assim foi que entrei para o Islam.

“Depois daquilo, permaneci em Makka por um certo tempo, para que pudesse aprender acerca do Islam e guardar na memória o que pudesse do Alcorão; e antes de voltar para o meu povo, disse:

“‘Ó Mohammad (S) , sou um homem a quem o meu povo é obediente;
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