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Abdullah b. Huzafa
Abdullah b. Huzafa al Sahmi



Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek


Todos os muçulmanos deverão beijar Abdullah b. Hudhafa na cabeça, e eu serei o primeiro a fazê-lo.” Ômar b. al Khattab.

O herói desta história é um Companheiro chamado Abdullah b. Huzafa al Sahmi. A história pode ter tratado esse homem, como tratou milhões de árabes, e passado por ele sem lhe dar o mínimo de atenção. O Islam, porém, em sua grandeza, deu-lhe a oportunidade de se encontrar entre mestres terrenos do seu tempo: Cosroé Parviz, o imperador sassânida, e Heraclius, o imperador bizantino. Com cada um deles, ele teve uma experiência, cuja estória tem permanecido viva através da história.

A história de Abdullah b. Huzafa envolvendo o imperador sassânida teve lugar no sexto ano da Hégira (hijra), quando o abençoado Profeta resolveu enviar um grupo de seus companheiros como emissários para os impérios vizinhos. Com eles, ele enviava cartas, convidando aqueles governantes para o Islam. O abençoado Profeta estava ciente do perigo que aquela missão envolvia. Os mensageiros eram enviados para terras distantes, das quais não tinham conhecimento algum. Não estavam familiarizados com as línguas aí faladas, e alheiados quanto às naturezas dos seus governantes. A despeito disso, iriam ter que exortar aqueles governantes a que abandonassem suas velhas crenças, a que deixassem de lado seus poderios e suas posições, e a que acatassem a religião dos povoados que, até recentemente, haviam sido meros satélites dos seus reinados. Tratava-se duma aventura tão perigosa, que aquele que escolhesse empreendê-la poderia contar-se como perdido; e aquele que lograsse voltar dela são e salvo poderia considerar-se renascido.

Por essa razão, o abençoado Profeta reuniu seus companheiros em torno dele, e se pôs de pé, ao dirigir-se a eles. Após evidenciar o louvor a Allah, e testemunhar que Ele é o Único, e que Mohammad (ele próprio) era o Seu Mensageiro, ele começou:

“Desejo enviar alguns de vós para os reis das terras que estão fora da Arábia. Não tenteis me deter, como fizeram os filhos de Israel quanto a Jesus, o filho de Maria.”

Os companheiros do Mensageiro de Allah disseram que iriam fazer tudo o que ele desejasse, e que iriam para onde ele os mandasse. O abençoado Profeta delegou seis dos seus companheiros para que portassem suas cartas, um dos quais foi Abdullah b. Huzafa al Sahmi. Este foi escolhido para levar a missiva do abençoado Profeta ao Cosroé, o imperador sassânida.

Abdullah b. Huzafa preparou sua montaria, despediu-se de sua esposa e seus filhos, e se pôs a caminho. Sem nenhuma companhia, a não ser Aççah, andou sobre morros e vales, procurando chegar à distante Pérsia. Quando chegou ao destino, pediu que sua chegada fosse anunciada ao imperador, informando os cortesãos sobre a carta que estava endereçada ao governante deles. Cosroé ordenou que sua assembéia fosse ornamentada, e ordenou que os maiorais da Pérsia a ela comparecessem. Quando todos estavam presentes, foi dada ao Abdullah b. Huzafa permissão para entrar. Ele entrou de maneira despretenciosa, vestido como um árabe, envolto num manto rústico e com um delgado lenço de cabeça. Postou-se eretamente, com a cabeça altiva. O poderio do Islam proporcionava-lhe o porte, e seu coração estava inflamado pelo orgulho da fé.

Quando Cosroé o viu aproximando-se, assinalou para um dos cortesãos que pegasse a carta dele, ao que Abdullah b. Huzafa disse:

“Não; o abençoado Profeta me ordenou que a entregasse nas tuas mãos, e eu nunca desobedeço uma ordem do abençoado Profeta.”

Cosroé disse então para os seus cortesãos que permitissem que o Abdullah b. Huzafa se aproximasse; ele se aproximou e entregou a carta para o imperador. Cosroé mandou chamar um escriba árabe de Al Hirah, que foi levado a ele. Disse ao escriba que abrisse a carta, e lesse o seu conteúdo, que era como se segue:

“Em nome de Allah, o Clemente, o Misericordiosíssimo. De Mohammad, o Mensageiro de Allah, para Cosroé, imperador da Pérsia. Que a paz esteja com aquele que segue a divina diretriz...”

Tão logo Cosroé ouviu aquilo, ficou cheio de raiva. Seu rosto ficou vermelho, e suas veias cresceram, enfurecido que ficou pela saudação do abençoado Profeta, que começava com o próprio nome. Ele arrancou a carta da mão do escriba e a fez em pedaços, explodindo:

“Então é assim que ele se dirige a mim, sendo ele meu escravo?” Depois ordenou que o Abdullah b. Huzafa fosse expulso da assembléia.

Abdullah b. Huzafa deixou a assembléia de Cosroé sem saber o que lhe iria acontecer. Iria ele ser morto, ou iria ser-lhe permitido ir
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