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Umayr b. Wahb
Umayr b. Wahb

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“Umayr b. Wahb tornou-se mais amado, para mim, do que um filho.” Ômar b. al Kattab.


Umayr b. Wahb voltou a salvo da batalha de Badr, mas deixou para trás o seu filho Wahb, cativo nas mãos dos muçulmanos. Umayr temia que os muçulmanos se vigassem do rapaz, por causa dos seus próprios malfeitos. Temia que o tratassem com crueldade, como castigo pelos danos que ele, Umayr, tinha causado ao abençoado Profeta, e pelas torturas que ele havia infligido aos companheiros do abençoado Profeta.

Numa manhã, Umayr foi para a mesquita para caminhar en torno da Kaaba e aprsentar seus respeitos aos ídolos. Aí ele encontrou Safwan b. Umaiya sentado perto do santuário, e o saudou, dizendo:

“Bom dia, mestre dos Coraixtas!”

“Bom dia, Abu Wahb. Vem sentar-te e conversar um pouco, pois não há nada melhor para passar o tempo do que uma conversação.”

Umayr sentou-se, ficando de frente para o Safwan b. Umaiya, e se puseram a recapitular as grande perdas em Badr, e os números dos cativos que haviam caído nas mãos de Mohammad (S) e dos seus companheiros. Lamentaram-se quanto aos senhores do Coraix que caíram sob as espadas dos muçulmanos, e jaziam então no fundo do poço de Culaib. Safwan b. Umaiya suspirou e disse:

“A vida não vale mais a pena, agora que se foram!” Umayr assentiu e, depois dum breve silIencio, disse:

“Juro pelo Senhor da Kaaba que, se não fosse pelas dívidas que não posso pagar e pelos meus filhos, por quem temo, caso venha a morrer, iria matar o Mohammad, livrando-nos dele, duma vez por todas!”

Então, baixando a voz, continuou:

“Aliás, o fato de que tenho o meu filho, Wahb, cativo, faz parecer perfeitamente normal eu viajar para Yaçtrib1. Ninguém iria suspeitar de nada...”

Safwan b. Umaiya viu na fala do Umayr uma oportunidade de ouro, e se apegou a ela. Voltou-se para ele, dizendo:

“Ó Umayr, considera minha as tuas dívidas; haverei de pagá-las, não importa quão pesadas sejam. E considera meus os teus filhos, pois irei provê-los por todo o tempo em que eles e eu vivermos. Tenho dinheiro suficiente para garantir que eles vivam no luxo.”

“Então, guarda a nossa conversa em segredo, e não fales com ninguém sobre ela”, disse Umayr, e Safwan concordou.

Umayr deixou a mesquita com o coração alastrando-se de ódio por Mohammad (S). Começou a fazer os preparativos para levar avante a sua resolução, e não tinha medo de que alguém suspeitasse que na sua viagem havia um quê de vingança.

Muitos dos indivíduos do Coraix tinham parentes que eram cativos de guerra nas mãos dos muçulmanos, e tinham o hábito de viajar para Yaçtrib para os resgatarem. Pediu para que seu criado lhe troussesse a espada, afiou-a e untou-a com veneno. Pediu por sua montaria, que foi preparada e levada a ele. Pulou para as costas dela, e se pôs a caminho de Madina, com o coração agitado de ódio e rancor.

Quando chegou a Madina, dirigiu-se para a mesquita, à procura do abençoado Profeta (S). Ao chegar perto da entrada, fez o seu camelo ajoelhar, e desmontou.

Naquele momento, Ômar b. al Khattab (que Allah esteja aprazido com ele) estava sentado com alguns Companheiros perto da entrada da mesquita. Estavam a falar da batalha de Badr e das perdas dos Coraixtas, bem como dos prisioneiros que os muçulmanos haviam feito. Recapitulavam as heróicas ações dos muçulmanos no campo de batalha, os muhajirun2 aqui, os ansar3 ali, e de como Allah os havia honrado com a vitória, e massacrado os inimigos. Aconteceu que Ômar se virou e viu Umayr b. Wahb desmontando e se dirigindo para a mesquita com a sua espada enfiada na sua bainha, e pulou alarmado, e disse:

“Aquele cão, aquele inimigo de Allah, é Umayr b. Wahb. Ele vem com más intenções! Em Makka, ele costumava incitar os pagãos contra nós, e era o espião deles contra nós, um pouco antes da batalha de Badr.”

Então, disse para os seus associados:

“Ide ter com o Mensageiro de Allah, e postai-vos ao redor dele. Tomai cuidado para que nenhuma traição lhe seja feita por aquele vil intrigante!”
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