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Al Bará b. Málik al Ansari
Al Bará b. Málik al Ansari


Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek


“Que não seja dada para Al Bará a liderança de nenhum exército muçulmano, pois, com o seu entusiasmo, ele iria levar os soldados à morte.” "Ômar b. al Khattab".


Ele era de cor embaçada, tinha cabelos emaranhados, e um porte esquelético, coisas que faziam com que aqueles que o não conheciam se afastassem dele com repugnância. No entanto, foi ele que derrotou uma centena de pagãos, em duelos, sem contarmos aqueles que ele havia matado, em batalhas. Era o corajoso e feroz campeão das armas, sobre quem o Al Faruq1 Ômar b. al Khattab havia escrito aos seus representantes, nas províncias:

“Que não seja dada para Al Bará a liderança de nunhum exército muçulmano, pois, com o seu entusiasmo, ele iria levar os soldados à morte.”

Assim era Al Bará b. Málik, irmão de Anas b. Málik, o “servo”2 do abençoado Profeta. Se fôssemos contar toda a história dos seus feitos heróicos, isso iria levar muito tempo. Um evento que passaremos a descrever irá dar uma idéia das suas ações constantes.

Esta história começa nas horas que se sucederam à morte do abençoado Profeta (S), que foi-se juntar ao Mais Elevado Companheiro, o seu Senhor. As tribos árabes do deserto abandonavam, em bandos, as suas crenças, até que nenhuma delas permaneceu nas lindes do Islam, exceto o povo de Makka, Madina e Taif, e bandos esparsos daqueles cujos corações Allah havia tornado firmes.

O primeiro califa, Abu Bakr Al Siddik3, permanecia inflexível face àquele assolador sublevantamento. Juntamente com os muhajirun e os ansar, ele preparou onze forças armadas, e fez com que cada uma delas marchasse atrás de um líder que portava a bandeira do Islam. Foram enviados aos distantes quadrantes da Arábia para fazerem com que os renegados voltassem para o caminho da verdade, com a ameaça de que iriam usar da força contra aqueles que teimassem em fazer corrupção.

O mais feroz bando dos apóstatas, e o maior em número, era a tribo dos Banu Hanifa. Um falso profeta chamado Musaylima apresentou-se para o liderar. Ele reuniu uma força de quarenta mil soldados, da sua própria tribo e dos seus aliados. Muitos deles eram guerreiros rudes, e calejados na arte da guerra. A maioria deles o seguia, não porque acreditassem nele, mas por causa de velhas filiações tribais pagãs. Alguns deles diziam:

“Presto testemunho de que Mussaylima é um mentiroso, e de que Mohammad é veraz. Porém, um mentiroso de Rabia4 é melhor do que um veraz de Múdar.”

A primeira força muçulmana que saiu para tratar de Musaylima foi dirigida por Ikrima, filho de Abu Jahl. Ela foi derrotada e posta em debandada pelas forças dos renegados. Então Al Saddik enviou outra força dirigida por Khalid b. al Walid. Na vanguarda estavam os mais proeminentes Companheiros oriundos dos muhajirun e dos ansar e, entre eles, estavam Al Bará b. Málik e outros notáveis muçulmanos, campeões em armas.

Os dois exércitos se defrontaram no campo de Al Yamama, em Najd, e não demorou muito para que as forças de Mussaylaima ganhassem o primeiro assalto, sendo que as forças muçulmanas ficaram seriamente abaladas. Estas se retiraram das suas posições, até que as forças de Musaylima entraram no acampamento de Khalid b. al Walid. A esposa de Khalid teria sido morta, se um deles não lhe tivesse dado proteção.

Naquele ponto os muçulmanos se conscientizaram do perigo de perderem aquela crucial batalha. Sabiam que se fossem derrotado por Mussaylima, o Islam iria perder sua força, e Allah não mais iria ser cultuado na Península Arábica. O povo iria voltar para a idolatria, e estaria perdido. Khalid reuniu as forças muçulmanas, e as reagrupou de acordo com a filiação tribal, para que reconhecessem seus camaradas e andassem a páreo e passo com eles. Colocou cada grupo sob uma bandeira separada para que pudesse acompanhar os ganhos e as perdas constantes da batalha.

Aquela batalha foi a mais sangrenta e feroz já experimentada pelos muçulmanos. Ela se arrastou por muito tempo, e as forças de Musaylima permaneciam firmes e inabaladas, a despeito das suas perdas. Os feitos heróicos dos muçulmanos, naquela batalha, foram do tipo sobre o qual a poesia épica é escrita.

Sábit b. Qays, o porta-estandarte dos ansar, untou-se com uma fragrância impregnante, envolveu-se numa mortalha, e cavou uma trincheira raza. Aí permaneceu defendendo o estandarte do seu povo, até que caiu como um mártir (chahid).
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