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Umm Salama
Umm Salama
A Nobre Viúva da Arábia


Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek


Como poderemos começar a conhecer tudo o que há para conhecer acerca dela?

Seu pai foi um dos mais nobres da tribo dos makhzum, e um daqueles destacados por sua generosidade. Era conhecido como aquele que provia os viajantes, tanto que as pessoas não portavam provisões consigo, caso fossem pasar pelas terras dele, ou fossem estar em sua companhia.

Seu marido era Abdullah b. Abd al Asad, um dos dez primeiros homens a aceitar o Islam. Ninguém se tornara muçulmano antes dele, salvo Abu Bakr al Siddiq e um pequeno número de outros.

O nome dela era Hind; mas quando lhe foi dado o matronímico Umm Salama, este se tornou o nome pelo qual todas a conheciam. Torno-se muçulmana juntamente com o seu marido e, portanto, compartilha da dignidade de estar entre os primeiros muçulmanos. A tribo dos Coraixtas ficou furiosa quando a notícia das conversões de Umm Salama e do seu esposo se espalhou, e eles lançaram contra ambos uma campanha de crueldade que podia comover até os matacões. Os dois não arrefeceram face a tal tratamento, nem tampouco suas crenças ficaram abaladas.

Quando seus sofrimentos atingiram seus extremos, e o abençoado Profeta (S) deu aos seus seguidores permissão de emigrarem para a Abissínia, eles estiveram na vanguarda dos emigrantes. Umm Salama viajou juntamente com seu marido para o exílio, deixando para trás seu lar opulento, seu status social, e seu orgulho tribal, esperando pela recompensa de Allah, e tendo tudo como de pouco valor em comparação ao Seu aprazimento.

Umm Salama e seus companheiros encontraram proteção junto ao Negus1 da Abissínia (que Allah lhe conceda a felicidade, no Paraíso); contudo, seus corações tinham saudades de Makka, onde a Palavra de Deus estava sendo revelada ao seu amado Profeta (S). Em pequenos fragmentos, as notícias chegavam aos imigrantes da Abissínia, primeiramente do aumento do número de muçulmanos, depois das conversões de Hamza b. Abd al Muttalib e de Ômar b. al Khattab, sendo que ambos eram homens poderosos e calejados guerreiros. A entrada deles para o Islam aumentou em muito a capacidade da recém criada comunidade de se defender por si só. Alguns dos exilados resolveram voltar para Makka, levados pela vontade de se reunirem aos muçulmanos, em casa. Umm Salama e seu marido estiveram entre os primeiros que voltaram.

Os repatriados muçulmanos rapidamente descobriram que muitas das notícias que haviam chegado até eles tinham sido exageradas, e que a evolução da situação dos muçulmanos, causada pelas conversões de Ômar e Hamza, havia-se voltado contra eles. Os pagãos, dentre os Coraixtas, tornavam-se mais determinados nas suas perseguições contra os muçulmanos, e tornaram-se mais do que nunca cruéis, calculistas e inescrupulosos. Naquele ponto, o Profeta (S) anunciou aos seus seguidores a sua decisão de fazer com que eles emigrassem para Madina. Umm Salama e seu marido resolveram ser os primeiros emigrantes, para o bem da sua religião, e para escaparem à perseguição feita pelos Coraixtas. A Hégira deles não iria ser tão fácil como imaginaram. Foi uma experiência dura e amarga, que evidenciou no seu rastro uma tragédia, sobre todas as tragédias.

A própria Umm Salama assim relata a estória:

“Quando Abu Salama (seu marido) planejou sair para Madina, preparou um camelo para que eu montasse, e ajudou-me a montar nele. Então ele colocou o Salama, nosso filho, no meu colo, e se pôs a caminho, dirigindo o camelo e avançando sem parar, no seu curso. Antes de atingirmos os arredores de Makka, fomos vistos por alguns homens da minha tribo, os Banu Makhzum, e eles nos bloquearam o caminho. Disseram para o Abu Salama:

“Se pensas em nos deixar, não podes levar também a tua esposa contigo. Ela é filha nossa; e como poderemos deixar que a tires de nós e se ponham a vagar pelo país?’ Então arremeteram contra ele, e me tiraram dele pela força.

“Quando a tribo dele, os Banu Abd al Asad, soube daquilo, seus menbros ficaram irados, e foram tirar satisfações com o meu povo, dizendo-lhes:

“Vós podeis ter tomado vossa parenta, mas nós juramos por Deus que não vos deixaremos tomar a criança, depois de terdes tirado, à força, a mãe do nosso parente. Ele é filho nosso, e nós temos mais direito sobre ele.’

“Depois eles começaram a puxar a criança Salama, para lá e para cá, entre eles, até que lhe destroncaram o braço; e a criança foi tomada. Assim, em questão de momentos, minha família foi separada, e eu me vi sozinha. Meu marido não teve outra escolha senão seguir sozinho
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