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Abu Ubaida b. al Jarrah
Abu Ubaida b. al Jarrah

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek


“Toda nação tem o seu membro fidedigno; e o nosso é o Abu Ubaida.”
(Dizer do abençoado Profeta (S).

Seu rosto era notavelmente carismático. Ele era alto, delgado e gracioso. Verem-no, as pessoas, era coisa agradável, encontrarem-se com ele era um conforto para seus corações, e elas sentiam tranqüilidade na presença dele.

Juntamente com isso, ele era gentil e discreto, com um intenso senso de decência. Porém, na hora da turbulência, tornava-se mais intrépido que um leão raivoso.

Era como a lâmina duma espada, no seu esplêndido brilho e, na verdade, assemelhava-se à espada, na sua refinada pungência.

Tal era o “fidedigno” da comunidade do abençoado Profeta (S). Seu nome todo era Amir b. Abdullah b. al Jarrah al Fihri, vindo da tribo do Coraix, e havia acatado o patronímico de Abu Ubaida.

Foi descrito pelo Abdullah b. Ômar b. al Khattab (que Allah esteja aprazido com ele) com a seguinte caracterização:
“Há três homens procedentes à Coraix que têm os rostos francos, as melhores maneiras e o mais sólido senso de decência. Caso se dirijam a vós, jamais mentem; e se vos dirigirdes a eles, não vos irão desecreditar. São eles Abu Bakr al Siddik, Otman b. Affan e Abu Ubaida b. al Jarrah.”

Abu Ubaida foi um dos primeiros a se converter ao Islam, declarando sua fé na dia em que Abu Bakr declarou a sua. Como de fato, sua conversão esteve na mão de Abu Bakr, o qual, de pronto levou-o, juntamente com o Abdur Rahman b. Auf, o Otman b. Mazun e o Al Arcam, ao abençoado Profeta (S). Juntos, eles declararam a ele as palavras da verdade, e tornaram-se a fundação sobre a qual foi eregida a grande torre da verdade, conhecida como Islam.

Abu Ubaida passou pela cruel experiência de ser o primeiro muçulmano da Makka pagã, desde o começo até ao fim. Ele suportou dela, juntamente com os muçulmanos, sua ferocidade, brutalidade, dor e inquietação. Foi um sofrimento sem paralelo suportado pelos seguidores de qualquer outra religião, na face da terra. Ele passou pelo teste, e permaneceu veraz a Allah e ao Seu Profeta (S), em todos os passos do caminho.

Abu Ubaida se arrojou para a batalha de Badr, desafiando a morte, à medida em que desfechava a sua carga por entre as fileiras inimigas. Os pagãos se esquivavam dele, sendo que os campeões, dentre eles, se retiravam perante o seu avanço. Porém, um pagão houve que não se intimidou com a intrepidez do Abu Ubaida; e esse insólito guereiro se postou à sua frente, e o desafiou. Abu Ubaida evitou lutar com o homem, que o perseguia, aonde quer que fosse. Continuou a fugir do inimigo, até que não lhe restou escapatória, coisa que fez com que ele o encarasse. Como num sonho, ele se viu a levantar a espada e, com um simples golpe na cabeça, abateu o inimigo.

Aquele momento foi a corporificação de todos os sofrimentos dos muçulmanos que se haviam afastado do paganismo. Ao fazerem isso haviam cortado os laços com o conforto: suas famílias, seus lares, seu mundo... o golpe da espada com que Abu Ubaida abateu o seu atacante foi aquele que cortou o último laço com a descrença, porquanto o guerreiro que tão insistentemente o desafiara não era outro senão o seu próprio pai pagão, o Abdullah b. al Jarrah.

O Todo-Poderoso Allah revelou um versículo concernente ao Abu Ubaida, no Alcorão Sagrado, que diz:
“Não encontrarás pessoa alguma que creia em Allha, e no Dia do Juízo Final, que tenha relações com aqueles que contrariam a Allah e ao Seu Mensageiro, ainda que sejam seus pais ou seus filhos, seus irmãos ou parentes. Para esses, Allah lhes firmou a fé nos corações e os confortou com o Seu Espírito, e eis que os introduzirá em jardins, abaixo dos quais correm os rios, onde morarão eternamente. Allah Se comprazerá com eles e eles se comprazerão n’Ele. Estes formam o partido de Allah. Acaso não é certo que os que formam o partido de Allah serão os bem-aventurados?” (58:22).

Embora tal provação nos pareça estar além das possibilidades, não foi nada de extraordinário para o Abu Ubaida. Ele havia atingido um grau de fé na e de comissionamento quanto à sua religião, que causavam inveja àqueles que se posicionavam elevadamente aos olhos de Allah.

O Mohammad b. Jafar conta a seguinte história, com suas próprias palavras:

“Uma delegação de árabes cristãos foi ter com o Mensageiro de Allah (S), e lhe contaram que estavam a braços com certas disputas acerca de questões financieras. Pediram-lhe que escolhesse um dos seus companheiros, com os quais estivesse satisfeito, para ir com eles, e servir de árbitro para eles. A razão que apresentaram foi a de que os muçulmanos tinham boa reputação.
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