Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940
Email: siteluzdoislam@gmail.com

Hierarquia dos Artigos
Início dos Artigos » Os Companheiros do Profeta - Os Sahaba » Ikrima b. Abi Jahl
Tamanho da Fonte
Ikrima b. Abi Jahl
Ikrima b. Abi Jahl


Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“O Ikrima irá vir a vós como um Crente e um muhajir (Emigrante); portanto, não amaldiçoeis o seu pai, pois o amaldiçoar os mortos ofende os vivos, e não afeta os mortos” (dizer do Profeta Mohammad -S-).

“Dai as boas–vindas ao cavaleiro que vem como um muhajir” (a saudação do Profeta – S – para o Ikrima).

Ele tinha quase trinta anos no tempo em que o Profeta da misericórdia (S) estava a proclamar publicamente o chamamento à Divina diretriz e à verdade. Era da tribo do Coraix, com o mais nobre status, grande riqueza, e com a mais proeminente das linhagens.

Iria ser uma mostra de dignidade da parte dele, eceitar o Islam, como muitos dos seus iguais haviam feito, tais como o Saad b. Abi Waccas, o Mussab b. Umayr, e outros descendentes das distintas famílias maquenses. No entanto, por causa do seu pai, ele não o fez, pois seu pai era um dos homens fortes de Makka, e um dos principais líderes do paganismo. Por meio das suas bravatas e traições, Allah testava a fé dos Crentes. Com as determinações destes, eis que respondiam ao teste e provavam a veracidade das suas declarações de fidelidade.

Desse feitio era o pai do Ikrima, o Abu Jahl. Quanto a este, era o Ikrima b. Abi Jahl al Makhzumi, um dos cavaleiros do Coraix, conhecidos pela suas bravuras e valores. Por causa da liderança do seu pai, era requerido que o Ikrima fosse um oponente a Mohammad (S), e se tornasse um dos mais hostis inimigos dele. De modo desabrido, ele insultava o Islam e os seus seguidores, e procurava agradar a seu pai por meio de os perseguir intrepidamente.

Seu pai foi o líder do acampamento pagão, na batalha de Badr. Tinha jurado pelos ídolos Al Lat e Al Uzza que somente iria voltar para Makka após ter derrotado a Mohammad (S). Armou o seu acampamento em Badr, onde passou três dias abatendo ovelhas, em festa, bebendo vinho e ouvindo música cantada por garotas.

Conquanto Abu Jahl fosse o líder daquela batalha, seu filho Ikrima era o seu braço direito, de quem ele dependia, para fortidão, na batalha. Porém, os ídolos não lhe garantiram nem lhe concederam a vitória, pois não tinham o poder de ouvir, muito menos de lhe conceder algo.

Ele caiu em Badr, sem conseguir o que desejava. Seu filho Ikrima viu-o cair, dilacerado pelas lanças dos muçulmanos, e ouviu o seu último grito.

Ikrima voltou para Makka, após Badr, deixando o corpo do seu pai, o senhor do Coraix, para trás, no campo. Com a derrota e apressada fuga deles, ele se vira impossibilitado de levar o corpo do pai para Makka, e o sepultar, corpo esse que foi deixado com os muçulmanos. Estes o puseram, junto com dezenas de outros pagãos mortos, num poço seco conhecido como Qulayb, e acabaram de enchê-lo com areia.

Desde aquele dia, a hostilidade de Ikrima quanto à religião do Islam tomou um novo matiz. Antes, ele se havia oposto a ela por lealdade ao seu pai; mas, depois de Badr, ele sentia ódio e uma necessidade de vingar a morte do pai.

Naquele ponto, o Ikrima e um pequeno grupo de pagãos cujos pais foram mortos em Badr se movimentavam, reavivando as chamas da hostilidade nos corações dos pagãos contra Mohammad (S). Os Coraixtas que tinham sido privados dos seus parentes pouco precisavam para que lhes fossem ativadas as fráguas do ódio, sendo que suas sedes por vingança levaram à batalha de Uhud.

Ikrima b. Abi Jahl aprontou-se para a batalha, e resolveu levar consigo a sua esposa Umm Hakim. Era uma prática dos pagãos levarem consigo suas mulheres para a guerra, e fazer com que ficassem por detrás das fileiras de combatentes. Cantarolando e batendo nos tambores, elas incitavam os homens a serem intrépidos na briga. Nada era melhor do que aquelas mulheres que haviam perdido um parente na batalha, porquanto clamavam por vingança.

Os Coraixtas puseram o Khalid b. al Walid( Que Allah esteja aprazido dele) à direita das suas fileiras e, à esquerda, puseram o Ikrima b. Abi Jahl. Os dois cavaleiros obtiveram na batalha o sucesso que fez oscilar a balança em favor dos pagãos, que venceram a batalha contra o abençoado Profeta (S) e seus companheiros. Os pagãos saíram dizendo que pagaram a eles pelo que tinha acontecido em Badr.

Durante a batalha seguinte, a batalha da Trincheira, os pagãos sitiaram a cidade de Madina. O Ikrima b. Abi Jahl ficou impaciente com a longa espera. Ansioso por ação, procurou e achou uma seção da trincheira que era estreita. Juntamente com poucos outros cavalarianos, ele tentou bravamente atravessá-la. A aventura falhou, e o Amr b. Abd Wudd al Amiri caiu. Quanto ao Ikrima e os outros, tiveram que fugir para se salvar.
Navegação de Artigos:
<< Artigo Anterior || Próximo Artigo >>

Compartilhar esse Artigo:
Url
BBCode
HTML

Centro Islâmico de Taubaté © 2009-2017, todos os direitos reservados.
Rua Benedito Silveira Moraes, 221, Bairro Jardim do Sol - Taubaté - SP. CEP: 12070-290. Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940.
E-mail:
siteluzdoislam@gmail.com

2,431,080 visitas únicas

site desenvolvido por www.wsdbrasil.com.br

Powered by PHP-Fusion copyright © 2002 - 2017 by Nick Jones. Released as free software without warranties under GNU Affero GPL v3