Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940
Email: siteluzdoislam@gmail.com

Hierarquia dos Artigos
Início dos Artigos » Os Companheiros do Profeta - Os Sahaba » Adi b. Hátim al Tai
Tamanho da Fonte
Adi b. Hátim al Tai
Adi b. Hátim al Tai


Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“Vós acreditastes, sendo que eles não; conscientizastes-vos da verdade, sendo que eles a negaram; conservastes vossas palavras, sendo que eles foram traidores; e vós avançastes, sendo que eles fugiram”
(tirado de uma citação de Ômar b. al Khattab).

No nono ano da Hégira, o Islam se tornou a opção de um dos reis dos árabes, após ele o ter rejeitado. Seu coração se abriu para a fé, após ter passado um longo tempo evitando-a e resistindo-a, até que declarou sua obediência ao Mensageiro de Allahs (S). Trata-se de Adi, filho de Hátim al Tai, que era famoso por sua generosidade.

Adi herdou a liderança do seu pai, sendo que as tribos de Tai fizeram-no rei, concedendo-lhe o direito de um quarto das pilhagens que açambarcavam nas incursões e nas batalhas, e dando-lhe autoridade sobre elas.

Quando o Mensageiro de Allah (S) proclamou o chamamento para a diretriz e a verdade, e muitas tribos árabes aceitaram o Islam, Adi viu naquilo uma ameaça; temia que o prestígio de Mohammad (S) sobrepujasse o seu próprio prestígio, e que a liderança e autoridade do Profeta (S) fossem pôr um fim às dele. Então ele se opôs ferrenhamente ao Mensageiro de Allah (S), passando a odiá-lo amargamente, embora nunca o tivesse visto. Sua hostilidade quanto ao Islam continuou por quase vinte anos, até que Allah lhe abriu o coração para a diretriz e a verdade.

A história de como o Adi b. Hátim aceitou o Islam ficou indelével na memória, preservada que foi nos livros de história, com as alavras do próprio Adi. Uma vez que foi ele quem viveu a experiência, contá-la-emos como ele a narrou:

A história de Adi

Quando eu ouvi coisas acerca do Mensageiro de Allah (S), ninguém, em toda a Arábia, o odiou mais do que eu. Eu era considerado como um da nobreza, um cristão, e era-me dado um quarto de todos os despojos açambarcados pelo meu povo, assim como a outros reis era dado. De sorte que odiei o Profeta (S) desde o momento em que ouvi falar dele.

Conforme sua importância e seu poder aumentavam, e quando seus exércitos e patrulheiros começaram chegar a todos os quadrantes da Arábia, eu disse para um dos meus escravos que era responsável pelo pastoreamento dos meus camelos:

“Ó tu, criatura incomparável, junta algumas das mais sadias camelas, que sejam fácil de se lidar, e mantém-nas amarradas perto da minha tenda. Se souberes que um exército ou um batalhão de Mohammad (S) entrou nesta parte do país, notifica-me!”

Numa manhã, o escravo veio a mim, e me disse:

“Amo meu, chegou a hora de executares o teu plano, se é que planejas fazer algo quando os exércitos de Mohammad (S) entrarem nas tuas terras.”

“Que tua mãe te perca!”, exclamei, “por que?”

Ele respondeu:

“Eu vi bandeiras serem carregadas por todos os lugares, hoje, e perguntei sobre elas. Disseram-me que eram bandeiras dos exércitos de Mohammad (S).”

Ordenei-lhe que preparasse as camelas de montaria que havia selecionado, e que as levasse até mim. Então eu reuni minha família e meus parentes, e lhes disse que iríamos abandonar as nossas amadas terras-natais. Pusemos-nos a caminho, viajando rapidamente em direção à Síria, onde planejava juntar-me aos meus correligionários cristãos.

Na pressa, esquecera-me de contar todos os meus achegados. Logo que estávamos fora de perigo, fui para o meio deles, e constatei que havia deixado uma irmã para trás. Ela ficara em Najd, nossa terra-natal, juntamente com os membros da tribo de Tai, que ficara, e não havia meios de voltarmos para a apanhar.

Nada havia que eu pudesse fazer a não ser continuar indo para a Síria com a minha família, onde iria ficar com meus companheiros cristãos. Quanto à minha irmã, temia que o prior lhe acontecesse, e não demorou muito para eu saber qual foi o seu destino.

Uma vez na Síria, as notícias chegaram a mim, dizendo que os exércitos de Mohammad (S) haviam vasculhado as nossas terras, e que a minha irmã tinha sido levada como escrava para Yaçrib. Aí, ela foi posta num grande pátio cercado, defronte ao portão da mesquita, juntamente com outras mulheres que haviam sido capturadas. Quando o Profeta (S) passou por ali, ela se dirigiu a ele, em prantos:
Navegação de Artigos:
<< Artigo Anterior || Próximo Artigo >>

Compartilhar esse Artigo:
Url
BBCode
HTML

Centro Islâmico de Taubaté © 2009-2017, todos os direitos reservados.
Rua Benedito Silveira Moraes, 221, Bairro Jardim do Sol - Taubaté - SP. CEP: 12070-290. Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940.
E-mail:
siteluzdoislam@gmail.com

2,429,863 visitas únicas

site desenvolvido por www.wsdbrasil.com.br

Powered by PHP-Fusion copyright © 2002 - 2017 by Nick Jones. Released as free software without warranties under GNU Affero GPL v3