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Usaid b. al Hudhair
Usaid b. al Hudhair


Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“Aqueles eram os anjos que te estavam ouvindo, ó Usaid.”
(Dito pelo Profeta (S) a Usaid)

Na primeiríssima expedição missionária, Musab b. Umair foi à cidade de Yaçrib. Ele permaneceu na casa de Assad b. Zurara, um dos nobres da tribo de Al Khazraj; ele usou a casa do seu hospedeiro como um centro para a chamada do povo para Allah, e informou-os quanto à abençoada missão do Profeta Mohammad (S).

As pessoas jovens de Yaçrib formavam uma audiência ávida quanto ao moço Musab b. Umair. Encontravam nele muita coisa que era interessante: a doçura do seu discurso, a clareza das suas discussões, suas maneiras gentis, e a qualidade luminosa que a sua fé imprimia em seu formoso rosto.

O que atraía mais fortemente as pessoas, mais que tudo, era o Alcorão, que Musab lhes recitava de tempos em tempos. Com sua voz maviosa e expressiva, ele recitava os versículos sagrados da revelação, resultando que as pessoas que eram costumeiramente indiferentes eram tomadas pela emoção; as lágrimas fluíam, e nenhuma simples assembléia terminava sem que as pessoas dessem um passo à frente e declarassem sua adesão ao Islam, juntando-se às hostes dos crentes.

Um dia, Asad b. Zurara saiu com o seu convidado, Musab b. Umair, para que pudessem encontrar-se com um grupo de indivíduos do clã de Abd al Ashhal e os convidar ao Islam. Entraram num pomar que pertencia ao clã, e se sentaram próximo a um poço cintilante, sob as sombras das tamareiras.

Logo Musab foi rodeado por um grupo de pessoas, algumas das quais já haviam aceitado o Islam, e algumas das quais queriam meramente ouvir falar sobre ele. Musab começou a falar, descrevendo as benesses da fé que lhes era apresentada. A audiência o ouviu com total atenção, enlevadas com o brilho do que ele dizia.

Aconteceu que enquanto aquela assembléia estava tendo lugar, alguém levou notícias dela para Usaid b. al Hudhair e Saad b. Moaz. Estes eram dois dos chefes da tribo de Al Aws, e seu informante lhes disse que Asad b. Zurara havia incitado a Musab a levar sua pregação praticamente às suas portas.

“Não há ninguém como tu, ó Usaid”, disse Sad, “portanto vem comigo, e iremos ter com este jovem makkense. Ele veio para impingir idéias aos nossos subalternos, e para zombar das nossas deidades. Vem, escurraça-o, e dize-lhe que não ponha os pés nos nossos lares novamente. Se ele não fosse um convidado do meu primo Asad b. Zurara – e sob a sua proteção –, teria já feito alguma coisa quanto a ele, e poupado a ti o contratempo.”

Usaid pegou da sua lança e dirigiu-se para o pomar. Quando Asad b. Zurara o viu aproximando-se, disse:

“Cuidado, Musab! O homem é o chefe do seu povo, com a mais salutar das mentes e com a maior integridade. Seu nome é Usaid b. Hudhair. Se ele aceitar o Islam, muitas pessoas irão seguir o seu gesto. Convida-o ao Islam duma maneira que agrade a Allah. Faze o melhor que puderes para convencer a Usaid.”

Usaid permaneceu de pé perante a assembléia, e olhava por cima para Musab e seu companheiro. Então ele falou, dizendo:

“Que vos trouxe aos nossos domínios, e quem vos impingiu ambições entre os nossos subalternos? Saí já desta área se valorizais vossas vidas!”

Musab voltou seu luminoso rosto para Usaid e, em seu sincero e atraente estilo, respondeu-lhe, dizendo:

“Posso apresentar algo melhor do que isso para um homem que é o chefe do seu povo?”

“De que se trata?”, perguntou Usaid.

“Senta-te conosco e ouve-nos”, disse Musab, “e se gostares do que temos para dizer, poderás aceitá-lo. Se não o achares do teu agrado, nós partiremos e não mais vos aborreceremos.”

“O que tu sugeres é justo”, disse Usaid. Enfiando a ponta da sua no solo, para que ficasse de pé – como para lembrar a todos que havia vindo com intenções histis –, ele se sentou. Musab dedicou a Usaid toda a sua atenção, explicando a ele as verdades ensinadas pelo Islam; então recitou para ele uma parte do Alcorão. Usaid reagia favoravelmente, e sua expressão ia-se tornando cada vez mais concordante, até que exclamou:

“Quão belo é tudo isso que disseste, e que coisa gloriosa é essa tua recitação! O que deverei fazer se quiser tornar-me muçulmano?”
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