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Abu al Dardá
Abu al Dardá

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek


“Abu al Dardá usava ambas as mãos e toda sua força para empurrar o mundo material para longe de si”
Abdur Rahman b. Awf.

Uwaymir b. Málik acordou cedo e dirigiu-se ao local mais proeminente da sua casa, onde mantinha o seu ídolo. Uwaymir, que tinha o nome patronímico de Abu al Dardá, saudou o ídolo, e o esfregou com o mais caro perfume que sua loja possuia. Depois enrolou-o com um manto de cara seda que lhavia sido dado como presente por uma mercador que voltava do Yêmen.

Quando o sol saiu, Abu al Dardá foi para fora de sua casa e se dirigiu para a sua loja. Constatou que as ruas de Yaçrib estava cheias dos seguidores de Mohammad que estavam voltando da batalha de Badr. Com eles estavam os cativos de guerra, os pagãos do coraix. Primeiramente Abu al Dardá procurou evitar encontrá-los, mas, repentinamente, voltou-se, e perguntou para um dos muçulmanos se o Abdullah b. Rawwhah havia voltado a salvo com eles da batalha.

O jovem, que era da tribo dos Khazrij, como o era o Abu al Dardá, afirmou-lhe:

“Ele lutou valentemente, e voltou a salvo, e carragado de despojos.”

O jovem não se surpreendeu com o fato de que Abu al Dardá perguntasse sobre o Abdullah b. Rawahah, pois todos sabiam que os dois eram como irmãos um para o outro. Na hora da Al Jahiliya (idolatria), os dois deveras juraram irmandade. Quando o Islam chegou a Yaçrib, Abdullah b. Rawaha abraçou o Islam, ao passo que o Abu al Dardá se afastou dele.

A despeito disso, os dois permaneciam ligados um com o outro. Abdullah b. Rawaha visitava constantemente o Abu al Dardá, e o convidava a aceitar a fé do Islam. Aquele fazia tudo o que podia para tornar a idéia plausível a este, pois sentia pena por cada dia em que Abu al Dardá disperdiçava sua vida como pagão.

Abu al Dardá continuou a andar, até que chegou à sua loja. Sentando-se em sua cadeira, passou a conduzir seus negócios, vendendo, comprando e dirigindo seus empregados no sentido de comprirem suas ordens. Ele não tinha como saber o que se passava em sua casa.

Abdullah b. Rawaha pôs-se a dirigir-se para a casa de Abu al Dardá, pois havia tomado uma séria decisão. Encontrou o portão aberto, e viu que a Umm al Dardá estava sentada no quintal. Ele a saudou:

“Que a paz esteja contigo, ó serva de Allah.”

“Que a paz esteja contigo, ó irmão de Abu al Dardá”, ela respondeu

“Onde está o Abu al Dardá?” perguntou o Abdullah.

“Ele foi à sua loja, e irá voltar logo”, respondeu ela.

“Será que posso entrar?” perguntou ele.


“Tu és benvindo”, respondeu ela, e permitiu que ele adentrasse a casa. Ela se retirou para o seu quarto onde, ocupada com seu serviço e suas crianças, não deu atenção a ele.

Abdullah b. Rawaha entrou no quarto onde Abu al Dardá conservava seu ídolo, e retirou um afiado enxó que trazia escondido sob seu manto. Voltando sua atenção para o ídolo, ele se pôs a talhá-lo com o enxó, dizendo repetidamente:

“A cultuação de qualquer coisa que não seja Allah é falsidade!”

Quando acabou de cortar o ídolo, ele saiu da casa.

A Umm al Dardá, sem saber o que tinha acontecido, foi ao quarto onde o ídolo havia estado. Para seu horror, notou que nada havia sido deixado dele, a não ser pedacinhos de madeira espelhados pelo chão. Batendo em suas próprias faces, ela exclamou:

“Tu me arruinaste, ó Ibn Rawaha, tu me aruinaste!”

Quando o Abu al Dardá voltou para casa, um pouco depois, encontrou sua esposa sentada perto da porta do quarto onde o ídolo havia estado. Ela estava a soluçar, e ele pôde notar que ela estava também com medo dele.

“Qual o problema?” perguntou ele.

“O teu irmão, Abdullah bin Rawahah veio a nossa casa enquanto tu estavas fora”, respondeu ela, “e olha o que ele fez com o ídolo!”

Quando Abu al Dardá viu que nada restava do ídolo a não ser lascas
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