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Ussama b. Zaid
Ussama b. Zaid


Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“O abençoado Profeta (S) amava mais o pai de Ussama do que amava o teu pai, e Ussama era mais querido do abençoado Profeta (S) do que tu.” (dito por Al Faruk Ômar ao seu filho)

Esta história começa sete anos antes da Hégira, em Makka. O abençoado Profeta (S) e seus seguidores estavam constantemente sofrendo perseguições da parte dos coraixitas pagãos. Em adição a essa carga, o Profeta (S) também suportava o encargo de tentar disseminar a fé no que parecia ser uma avassaladora onda de resistência. Num tempo em que a vida nada parecia ser além de uma interminável série de atribulações, um raio de felicidade brilhou na vida do Profeta (S).

Aquele raio de felicidade foi levado pela pessoa que foi ter com o abençoado Profeta (S), dando-lhe a jubilosa notícia de que a Umm Ayman havia dado um menino à luz. Seu nobre rosto brilhou com um profundo deleite, à medida em que ouvia as boas-novas.

Mas quem era aquele afortunado menino cuja notícia do nascimento pôde trazer tal alegria ao Profeta (S), num tão difícil período da sua vida? o nome dele era Ussama b. Zaid; e eis que nenhum dos companheiros do abençoado Profeta (S) mostrou-se surpreso com a reação do Profeta (S) à notícia, pois sabiam o quanto ele reverenciava os pais da criança.

Umm Ayman era o matronímico da mãe do Ussama, mas o seu nome era Baraka, a abissínia. Ela fora uma escrava que pertencera a Amina b. Wahb, a mãe do Profeta (S). Ela havia ajudado a mãe do Profeta (S) a tomar cuidado dele, e fora sua segunda mãe depois que Amina morreu. Na verdade, tanto quanto ele podia lembrar-se, essa Baraka tinha sido mais mãe dele do que qualquer uma outra. Por causa daquela relação, e toda uma vida a uni-los, o abençoado Profeta (S) costumava dizer de Baraka:

“Ela é a minha segunda mãe, e a última pessoa que resta da domesticidade da minha família.”

A afortunada mãe do novo bebê rivalizava apenas com o pai, em termos de quão próximo se estava do abençoado Profeta (S). Zaid b. Háriça, o pai, tinha o apelido de Hibb (o amado do Mensageiro de Allah). O Profeta (S) havia adotado o Zaid como seu herdeiro legal, antes do advento do Islam e, depois que o Islam aboliu a adoção, Zaid permaneceu como o confidente dos segredos do Mensageiro de Allah (S), e como um membro da família.

O nascimento da criança trouxe júbilo a toda a comunidade dos muçulmanos, dum modo que nunca antes acontecera. O motivo do júbilo deles foi que eles viam a alegria do Profeta (S), e o que dava felicidade a ele, dava felicidade igualmente a eles. Então eles apelidaram o menino de Al hibb b. al Hibb (o amado, filho do amado).

O apelido não era um exagero, pois o Mensageiro de Allah (S) tinha mais afeição pelo Ussama do que qualquer outro sonhava conseguir. Ussama tinha mais ou menos a mesma idade do filho mais velho da querida filha do abençoado Profeta (S), Fatima.

Al Hassan tinha a pele clara, as faces rosadas e belas, e parecia-se fortemente com o seu avô, o Profeta (S). Ussama tinha a pele escura e nariz chato, e parecia-se fortemente com sua mãe que era etíope. O que possuíam em comum era que ambos tinham a afeição do Profeta (S), que os pegava um em cada lado do seu colo, apertava-os contra o peito e dizia:

“Ó Allah, eu os amo, amo-os mutíssimo!”

Uma ocasião o Ussama estava brincando, e tropeçou na soleira da porta, caiu e fez um corte na cabeça. O abençoado Profeta (S) estava ocupado, e pediu para Aicha que cuidasse do ferimento do Ussama. Ela assim fez, mas com uma certa repulsa, pois não era muito mais velha do que o menino. Então o abençoado Profeta (S) foi até ele, beijou o ferimento, sem nenhuma repulsa, apertou-o e o confortou da melhor maneira possível.

Conforme Ussama crescia deixando a meninice, o abençoado Profeta (S) continuava a amá-lo. Uma ocasião foi dado, por Hakim b. Hazam, um dos chefes do coraix, ao abençoado Profeta (S), um presente. Era uma capa que havia sido usada por Dhu Yazan, um dos reis do Yêmen, e Hakim tinha pago cinqüenta dinares por ela.

O abençoado Profeta (S) recusou-se a aceitar o presente, porque o Hakim b. Hazam era ainda um idólatra, naquele tempo, mas disse que ficaria agradecido se pudesse comprá-la. Ele a comprou, e usou-a uma vez numa sexta-feira, antes de dá-la para o Ussama. Este sempre a usava, e todos os seus amigos do Muhajirun e dos Ansar sabiam que aquilo se tratava de um presente do abençoado Profeta (S).

Pelo tempo em que o Ussama atingiu a puberdade, estava claro para todos que ele merecia desfrutar da afeição do abençoado Profeta
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