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Jafar b. Abi Tálib
Jafar b. Abi Tálib

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek




Havia cinco homens da tribo dos Banu Abd Manaf1 que se pareciam tanto com o Mensageiro de Allah (S), que as pessoas que enxergavam pouco chegavam a confundi-los com o Profeta (S). Aqui o leitor irá ser introduzido a cada um daqueles indivíduos que se pareciam com o Profeta (S).

O primeiro foi Abu Sufyan b. al Háris b. Abd al Muttalib2, que era primo em primeiro grau do Profeta (S), bem como seu irmão adotivo.

O segundo foi Quçam b. al Abbas b. Abd al Muttalib, outro primo em primeiro grau do Profeta (S).


O terceiro foi Al Saíb b. Ubaid b. Abd Azyd b. Háchim. Este foi avô do grande erudito Al Cháfi’i (que Allah esteja comprazido com ele).

O quarto foi Al Hassan b. Áli, neto do Profeta (S), filho de Àli e Fatima, filha do Profeta (S), e foi o que mais veio a se parecer com o Profeta (S).

Por fim, houve o Jafar b. Abi Tálib, que era irmão do Áli b. Abi Tálib, o Emir dos Crentes. Neste capítulo, iremos ver cenas da vida do Jafar.
__________________
1. Banu Abd Manaf – uma subdivisão do clã dos Banu Hashim, ao qual o Profeta (S) pertencia.
2. Abu Sufyan – o líder da oposição pagã ao Profeta (S), até à retomada de Makka.

Abu Tálib vivia em difícil situação financeira, apesar do fato de que era um dos nobres do Coraix, e altamente respeitado entre o seu povo. Tinha muitos filhos para sustentar. Sua situação rornou-se aguda, certo ano, por causa da seca que destruíu todas as espigas e plantações. O povo do Coraix estava deveras comendo “o pão que o diabo amassou”.

Ao tempo, havia dois indivíduos que eram melhores que os outros; eram eles: o Profeta Mohammad b. Abdullah (S) e seu tio, Al Abbas. O Profeta Mohammad (S) disse para o seu tio:

“Tio, teu irmão Abu Tálib tem muitos filhos para sustentar, e tu podes ver que todos estão sofrendo com a seca e com dor da fome. Por que não vamos a ele, e cada um de nós pega um dos filhos para sustentar, aliviando assim a carga do meu tio?”

“Iria ser um verdadeiro ato de caridade e de retidão isso que estás a sugerir!” disse Al Abbas.

Então os dois foram ter com o Abu Tálib, e lhe disseram:

“Queremos ajudar-te, aliviando um pouco a responsabilidade de sustentares teus filhos, pelo menos até essa crise passar.”

“Vós podeis fazer o que quiserdes, contanto que não leveis o meu filho Aqil convosco”, respondeu o Abu Tálib.

Assim, o Profeta Mohammad (S) tomou a Áli, que ficou com ele, e Al Abbas tomou a Jafar, fazendo dele um dos seus dependentes. Áli permaneceu com o Profeta Mohammad (S) até passado o tempo em que Allah enviou a primeira revelação informando o Profeta Mohammad (S) que este havia sido escolhido para ser o profeta da diretriz e da verdade. Áli foi o primeiro rapaz a acreditar no Profeta Mohammad (S).

Jafar permaneceu com o seu tio Al Abbas até que cresceu, aceitou o Islam, e foi capaz de se manter por si mesmo. Juntamente com sua esposa, Asma b. Umays, Jafar se juntou ao préstito da luz, que foi desde o início conhecido como Islam. Os dois aceitaram o Islam, levados pela mão do Abu Bakr al Saddiq, antes de o Profeta (S) começar a conclamar as pessoas ao Islam, na casa de Al Arcam.

O jovem casal era o alvo das persaguições e crueldades da parte dos coraixitas, como o foram todos os primeiros muçulmanos. Suportaram pacientemente a perseguição, pois sabiam que o caminho para o Paraíso era juncado de espinhos e rodeado de obstáculos. A única preocupação que os perturbava, bem como aos seus irmãos na fé, era o fato de que os coraixitas os impediam de praticarem seus rituais islâmicos. Eram incapazes de se juntar aos prazeres da cultuação espiritual, porque os coraixitas estavam em toda parte, à espreita, para evitarem que os muçulmanos se reunissem ou orassem juntos.

Sentindo que eram incapazes mesmo de respirar livremente, Jafar requereu junto ao Profeta (S) que permitisse que ele, sua esposa e um grupo de Companheiros, emigrassem para o país da Abissínia. Grandemente consternado, o Profeta (S) consentiu. Causava-lhe pesar ver aquelas pessoas puras, de condutas retas, serem forçadas a sair dos seus lares, e serem privadas dos lugarem onde bincaram juntas e juntas cresceram. Eram forçadas ao exílio, não por crimes,
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