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Ucba b. Amir al Juhani
Ucba b. Amir al Juhani

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

Nossa história se abre com a cena da chegada do Mensageiro de Allah (S) a Madina. Ele era esperado com ansiedade e esperança. Ele chegou à periferia da cidade e encontrou os citadinos esperando por ele, alinhados nas ruas, apinhando os telhados, gritando:

“la ilaha illa Allah! Allahu akbar!”

O deleite deles, ao receberem o Mensageiro de Allah (S) e seu amigo Abu Bakr al Siddik era ilimitado. As menininhas da cidade acorreram com seus tamborins às mãos, com os olhos a brilharem de expectativa, e lágrimas de alegria, entoando o cântico:

“A lua cheia se alevantou
De entre as gargantas montanhosas de Wada1.
É nosso devar darmos graças,
Pois jamais houve outro conclamador a Allah
Melhor do que ele!”

A procissão dignificada, liderada pelo Mensageiro de Allah (S) abria caminho por entre as multidões, rodeada pelos Crentes devotos, alguns dos quais derramavam lágrimas de júbilo, enquanto outros irradiavam felicidade.
________________
1. Wada – nome duma montanha. Um duplo sentido foi provavelmente pretendido, uma vez que wada significa também adeus, sendo que o Profeta (S) foi o último a deixar Makka, na Hégira. Os muçulmanos maquenses haviam esperado a sua chegada a Madina por um bom tempo.

Contudo, o Ucba b. Amir al Juhani não estava lá para testemunhar a chegada do Mensageiro de Allah (S) ou para compartilhar das alegrias dos Crentes que o receberam. Aquilo foi porque ele tinha ido longe, fora da cidade, para levar umas poucas ovelhas ao pasto, para que pudessem gramar e engordar. Já fazia tempo desde a última vez que as tinha levado a pastar, e elas haviam-se tornado tão esquálidas, que ele temia que morressem, pois que elas constituíam toda a sua riqueza terrena.

A alegria que se fazia sentir em Madina não demorou muito a se estender até aos vilarejos vizinho e ao interior, e até às regiões semi-desérticas e inabitadas, aonde pessoas como o Ucba b. Amir al Juhani costumavam levar seus rebanhos. Ucba b. Amir contou a história de como aceitou o Islam, nestas palavras:

“O Mensageiro de Allah (S) chegou a Madina quando eu estava fora fazendo pastar o meu rebanho de ovelhas. Tão logo ouvi as notícias, deixei minhas ovelhas ao léu e fui diretamente até ele. Quando o vi, perguntei-lhe se aceitaria a minha jura de fidelidade. Ele (S) me perguntou o que eu preferia: uma jura beduína de fidelidade, ou uma jura que me ligasse ao Islam sobre todos os outros laços? Eu disse que preferia a última; então o Mensageiro de Allah (S) aceitou de mim o mesmo voto que aceitara dos Muhajirun. Passei a noite em Madina e, pela manhã, voltei ao meu rebanho.

“Incluindo a mim, havia uma dezena de pastores que viviam bem longe de Madina; assim podíamos pastorear nossos rebanhos. Todos aceitamos o Islam, e decidimos que a nossa conversão apenas iria valer alguma coisa, se nos beneficiássemos todos os dias da presença do Mensageiro de Allah (S), que poderia nos ensinar acerca da nossa religião e recitar para nós o que lhe havia sido revelado, vindo do Alto. Nós concordamos com que, a cada dia, cada um de nós fosse à cidade e aprendesse com o Profeta (S), e deixasse suas ovelhas aos cuidados dos outros. Eu lhes disse que aproveitasem suas vezes, que deixassem suas ovelhas comigo, pois eu era muito zeloso para com meus animais, e não queria deixá-los com ninguém mais.

Meus amigos começaram a ir ver o Mensageiro de Allah (S), um após outro, deixando suas ovelhas comigo. Em troca, eu ouvia de cada um deles o que tinham ouvido, e aprendia o que tinham aprendido. Depois de certo tempo, comecei a me indignar por ter feito tal arranjo, até que senti que era um tolo por permitir que umas poucas ovelhas, que de nada me iriam servir, me privassem da companhia do Mensageiro de Allah (S) e de aprender diretamente com ele. Desisti do meu rebanho, deixando para trás, e foi para Madina viver na mesquita, perto do Mensageiro de Allah (S).”

Nunca ocorrera ao Ucba b. Amir al Juhani, quando tomou a decisão de fazer aquele sacrifício, que, após uma década, iria tornar-se um dos mais eruditos entre os Companheiros. Iria tornar-se um dos mais dotados recitadores do Alcorão, bem como um dos mais distinguidos líderes do exército muçulmano, e um respeitado governador de um dos estados muçulmanos. Jamais imaginara, ao deixar abandonado o seu rebanho e ir para perto do Mensageiros de Allah (S), que iria estar na vanguarda do exército que iria libertar a mais linda cidade do mundo, Damasco, ou que iria construir o seu lar entre os jardins próximos a Tuma Gate.

Ele não tinha como saber que iria ser um dos líderes que iriam abrir as portas da terra que era a jóia da civilização, o Egito, ou que iria ser o seu governador, que iria contruir o seu lar na ladeira do Monte
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