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Abu Tal-ha al Ansari
Abu Tal-ha al Ansari
Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“Jamais soubemos de um homem que tivesse dado um dote mais precioso do que aquele dado pelo Abu Tal-ha para a Umm Sulaim pois o dote que ela queria era que ele aceitasse o Islam.”
(as mulheres de Madina)


Zaid b. Sahl al Najjari, também conhecido como Abu Tal-ha, ficou a par de um rumor que o encheu de alegria. Ouviu dizer que a Rumaysa b. Mil-ham al Najjariya, também conhecida como Umm Sulaim, acabara de ficar viúva. Agora que a Umm Sulaim estava livre para se casar, e como tatava-se duma senhora de elevadas qualidades morais e intelectuais, o Abu Tal-ha decidiu tomar a iniciativa de lhe pedir a mão em casamento, antes de qualquer um – pois havia muitos que tinham a ambição de se casar com ela. Estava certo de que ela não iria preferir a nenhum outro dos seus pretendentes a ele, pois que ele era um homem de maturidade, com elevado status social e de vasta riqueza. Não obstante isso, ele era um dos mais cavalheirescos guerreiros dos Banu Naffar, e um dos melhores arqueiros de toda Yaçrib1.

Abu Tal-ha pôs-se a caminho da casa da Umm Sulaim. No caminho, lembrou-se de ter ouvido dizer que a mulher havia ouvido o pregador maquense, o Musab b. Umair, e que acreditava em Mohammad (S), e seguia a religião dele. Ele deu de ombros, descartando o pensamento, achando que aquilo não vinha ao caso. O último marido dela apegava-se à religião dos seus antepassados, recusando-se a ter qualquer coisa a ver com Mohammad (S) e o seu chamamento missioneiro.

Quando o Abu Tal-ha chegou a casa de Umm Sulaim, pediu permissão para entrar, e lhe permitiram. O Anas, o filho da Umm Sulaim, estava com ela. Sem hesitar, o Abu Tal-ha pediu a mão dela em casamento.

“Um homem como tu, ó Abu Tal-ha, é muito bom para que seja recusado, mas não me casarei contigo, porque és pagão”, respondeu a Umm Sulaim.

Abu Tal-ha achava que a Umm Sulaim estava a usar aquilo como uma desculpa, pois que havia escolhido a outro mais rico que ele, duma tribo mais poderosa que a dele; ele perguntou:

“Dize-me a verdade: por que não queres casar-te comigo, ó Umm Sulaim?”

“Será que pensas que há outra razão?” ela respondeu.

“Amarelo e branco, ou seja, ouro e prata”, disse ele.

“Ouro e prata!?” ela exclamou.

“É isso que eu penso”, disse ele.

“Peço-te que prestes testemunho, ó Abu Tal-ha”, ela disse, “e peço a Allah e ao Seu Mensageiro (S) que prestem testemunho de que se tu aceitares o Islam, concordarei em casar-me contigo, sem requerer nem ouro nem prata. O teu Islam irá ser o meu dote.”

Logo que o Abu Tal-ha ouviu aquilo dito pela Umm Sulaim, começou a pensar no seu ídolo que era feito de madeira rara e preciosa, e que era o seu totem pessoal, que o ajudava a conservar os costumes da nobreza da sua tribo. A Umm Sulaim teve o instinto de bater enquanto o ferro estava quente, então continuou:

“Ó Abu Tal-ha, acaso não sabes que essa deidade que tu cultuas, em vez de Allah, cresceu da terra?”

“Claro que sei”, ele respondeu.

“Não te sentes envergonhado ao adorares um pedaço duma árvore que moldaste em um deus, sendo que outras pessoas usaram o restante da árvore como lenha para se aquecer ou para assar seus pães? Se aceitares o Islam, ó Abu Tal-ha, eu te aceitarei como marido, e não irei querer dote outro que não seja a tua aceitação quanto ao Islam.”

“E que tenho eu que fazer para me tornar muçulmano?” perguntou ele.

“Dir-te-ei”, ela respondeu: “Pronuncia a palavra da verdade, e presta testemunho de que não há outra divindade além de Allah, e que Mohammad (S) é o Mensageiro de Allah. Depois vai para tua casa, destrói o teu ídolo, e joga-o fora.”

Abu Tal-ha ficou contente, e disse:

“Presto testemunho de que não há outra divindade além de Allah, e presto testemunho de que Mohammad (S) é o Mensageiro de Allah.”

Pouco depois ele se casou com a Umm Sualim, e os muçulmanos de Madina diziam entre si:
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