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Abul As b. al Rabi
Abul As b. al Rabi

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek

“Ele falou, e me disse a verdade, e prometeu, e cupriu a sua promessa para comigo.”
(Mohammad, o Mensageiro de Allah {S})

Foi um coraixita jovem e cheio de energia, que era belo, e agradava a todos que com ele privavam. Seu nome era Abul As al Rabi, procedente do clã dos Abd Shams, sendo que tudo, nele, fazia ver aos observadores que provinha duma família rica e duma linhagem aristocrática. Era um modelo de cavalheirismo árabe, com todas as virtudes de refinamento, orgulho, masculinidade, lealdade e, acima de tudo, com o espírito de entesourar a herança dos ancestrais.

Ele herdou da sua tribo a paixão pelo comércio, pois os coraixitas eram famosos por suas caravanas, caravanas hibernais ao Yêmen, e caravanas estivais à Síria. Tal qual às dos seus antepassados, a caravana de Abul As seguia seus caminhos, indo pelas e vinda das velhas rotas comerciais. Muitas vezes ele enviava tanto quanto cem camelos, com duzentos homens, porque outras pessoas lhe davam seus dinheiros para que ele os pudesse investir para elas. Ele construíra para si uma reputação de astúcia e confiabilidade, como homem de negócios.

Sua tia, a Khadija b. Khuwailid, esposa do Profeta Mohammad b. Abdullah (S), tratava-o como se ele fosse um dos seus próprios filhos, e abria seu lar e seu coração para ele, com a maior afabilidade e generosidade. Esse amor de Khadija pelo seu sobrinho só se igualava ao amor que Mohammad b. Abdullah (S) nutria pelo Abdul As.

Aqueles anos se passaram rapidamente, pois a domesticidade de Mohammad b. Abdullah (S) cresceu, e sua filha mais velha, a Zainab, se tornou uma damazinha , tão refinada e adorável quanto uma rosa nos seus primeiros dias de floração. Os filhos dos altos chefes de Makka rivalizavam-se em suas ambições de ser, cada qual, o marido dela. Isso não causava surpreza, pois ela era, por si, da mais nobre linhagem, tanto pela família do lado paterno, como do lado materno. Em adição, era a moça mais virtuosa e de boas maneiras de Makka.

Contudo, todas aquelas ambições foram em vão. Elas foram baldadas pelo Abul al As b. al Rabi, primo dela, e o mais cavalheiro dos jovem de Makka.

Apenas uns poucos anos depois que Zainab estava casada com o Abul al As, toda Makka foi iluminada pela luz divina, quando Allah enviou a Mohammad (S) como Seu Mensageiro, com a religião da diretriz e da verdade. Allah ordenou a ele que fizesse a admoestação quanto ao Dia do Julgamento, ao seu clã mais achegado e à sua tribo. A primeira mulher a acreditar nele foi a sua esposa, Khadija b. Khuwailid; depois, suas filhas, a Zainab, a Rucaiya, a Umm Kulçum, e a Fatima, embora esta última não fosse matura o suficiente para compreender a seriedade daquele comprometimento.

No entanto, o seu genro Abul al As achava difícil abandonar o culto dos seus ancestrais, e se recusava juntar-se ao Islam, como havia feito a sua esposa Zainab, embora ele a amasse de todo o coração. Quando a querela entre o Profeta (S) e os coraixitas se desenvolveu, por causa da raiva destes quanto ao chamamento do Profeta ao Islam, eles conferenciaram entre si, e se puseram a tecer planos contra ele. Uma das suas conclusões consistia em que, consentindo que os filhos deles casassem com suas filhas, estavam a aliviá-lo de alguns dos seus encargos e compromissos. Um deles sugeriu:

“Se lhe devolverdes vossas filhas, ele irá ficar preocupado com o provimento delas e não mais vos incomodará.”

Todos concordaram com a idéia; foram ter com o Abul al As, e lhe disseram:

“Ó Abul al As, divorcia-te da tua esposa, e manda-a de volta a casa do seu pai! Dar-te-emos, ao invés dela, qualquer esposa que escolheres, dentre as mais nobres do Coraix!”

“Não! Juro por Allah que não me divorciarei dela”, respondeu o Abul al As, “e não irei trocá-la nem por todas as mulheres do mundo!”

No entanto, as outras filhas do Profeta (S), a Rucayia e a Umm Kulçum, foram divorciadas dos seus respectivos maridos e voltaram para a casa do seu pai. Na verdade, o Profeta (S) não ficou descontente que elas se tivessem separado dos seus maridos pagãos, e desejava que o Abul al As fizesse o mesmo. Mas o Profeta (S) não tinha poder para compeli-lo a fazer aquilo, e ainda não tinha sido promulgada a lei que dizia que um crente não pudesse desposar uma pagã, e vice-versa.

Mais tarde, depois que o Profeta (S) havia emigrado para Madina, e tinha arrebanhado um grande número de seguidores, os coraixitas se dispuseram a declarar guerra contra os muçulmanos, e encetaram a batalha de Badr. O Abul al As foi compelido a se juntar aos coraixitas, na batalha, embora não nutrisse ódio pelos muçulmanos. Porque ele estava numa posição de liderança entre o seu povo, foi-lhe requerido que aceitasse aquilo com que todos concordaram, ou seja, que
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