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Azim b. Sábit
Azim b. Sábit

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek


Os coraixitas saíram para a batalha de Uhud não deixando atrás nenhum dos seus enumerados, nem os nobres, nem os de baixa condição, para encetarem a batalha contra Mohammad b. Abdullah (S). Seus corações estavam cheios de raiva e de ódio, e ferviam de desejo de se vingarem das suas perdas da batalha de Badr. Como se aquele número de homens não bastasse, levaram consigo as esposas e as filhas dos nobres da tribo. O papel destas era o de encorajarem os homens na batalha, “esporeando-os” à intrepidez e ao heroísmo, e reacenderem o entusiasmo, sempre que se enfraquecessem e negaceassem.

Entre as mulheres que foram para a batalha com os coraixitas, estavam a Hind b. Utba (a esposa de Abu Sufyan), a Raytah b. Sad (juntamente com seu marido), a Tal-ha, acompanhada dos seus três filhos, o Musafi, Al Julas, e o Kilab, juntamente com muitas outras mulheres. Quando a batalha entre os dois exércitos começou, a Hind b. Utba e as mulheres que estavam com ela se alinharam atrás das fileiras de soldados, batendo nos tamborins e entoando o seguinte cântico:

“Se fordes em frente, nós vos abraçaremos e disporemos almofadas para vós;

“Se recuardes, nós vos desertaremos, e nada de amor para vós!”

O cântico delas incitou os lutadores a uma maior intrepidez, sendo que o seu efeito foi como mágica para os seus respectivos maridos.

Quando a batalha chegou ao fim, e os coraixitas se saíram vitoriosos, as mulheres foram para a frente, intoxicadas com a excitação da vitória. Elas deram livre e devastador curso à ira, no campo de batalha, uivando de júbilo, conforme mutilavam hediondamente os corpos dos mortos. Elas os estripavam, arrancavam-lhes os olhos, cortavam fora suas orelhas e seus narizes. Uma delas sentiu que sua ira não estaria aplacada se não fizesse colares e braceletes daqueles gloriosos troféus, em vingança pelo seu pai, tio e irmão, todos eles tombados na batalha de Badr.

O que aconteceu com a Sulafah b. Sad foi diferente dos feitos das outras coraixitas. Ela estava ansiosa e inquieta, esperando pela volta do seu marido ou de um dos seus filhos, do campo de batalha. Queria saber como eles se haviam saído, para que pudesse juntar-se às suas amigas, na comemoração da vitória. Ao ver que sua longa espera não a estava levando a nada, ela se pôs a andar para cima e para baixo no campo de batalha, olhando para os rostos dos mortos. De súbito, ela deparou com o corpo do marido, encharcado de sangue. Ela pulou como uma leoa alarmada, e se pôs a correr em todas as direções, à procura dos seus filhos, Musafi, Al Julas e Kilab. Não demorou muito, e ela os encontrou jazendo no sopé do Monte Uhud. O Musafi e o Kilab já estavam mortos, mas ela viu que Al Julas ainda tinha um sopro de vida. A Sulafah se curvou sobre ele, que estava no limiar da morte, colocou a cabeça dele no seu colo, e lhe limpou o sangue da testa e da boca. Ela tinha os olhos secos por causa da catástrofe que se abatera sobre ela. Ela encostou o seu rosto no dele, e perguntou:

“Quem te cortou todo, ó meu filho?” Ele tentou responder, mas o sopro da morte embargou-lhe a garganta, impedindo-o de falar. Ela repetiu insistentemente a pergunta, e ele disse:

“Foi o Azim b. Sábit; foi ele, e ele matou o meu irmão Musafi e...” e ele morreu antes de terminar de falar.

A loucura tomou conta da Sulafah. Bramando e soluçando, ela jurou pelos ídolos Al Lat e Al Uzza que sua dor e seu pesar não iriam ser aplacados, a menos que os coraixitas se vingassem por ela, quanto ao Azim b. Sábit, levando-lhe o crânio dele, no qual ela iria beber vinho. Ela jurou que iria pagar a quem o pegasse, e lhe levasse o crânio dele, tanto dinheiro quanto desejasse.

Os coraixitas rapidamente souberam sobre ela, então, e cada jovem de Makka desejava que ele fosse o felizardo a pegar o Azim b. Sábit, apresentar a cabeça deste para a Sulafah, e receber o prêmio, em troca.

Após a batalha de Uhud, os muçulmanos voltaram para Madina. Puseram-se a comentar o que havia acontecido durante a batalha, invocando a misericórdia de Allah para os heróis que haviam sido martirizados, e louvando os bravos lutadores que permaneceram no campo, e perseveraram. O nome de Azim b. Sábit veio à baila, e todos estavam admirados de como ele havia conseguido matar três irmãos numa só batalha. Um dos presentes disse:

“Qual a causa da admiração? Acaso não estais lembrados de que, antes da batalha de Badr – quando o Mensageiro de Allah (S) nos perguntou como planejávamos lutar?–, o Azim b. Sábit ficou de pé para lhe responder, com o seu arco na mão, dizendo:

“‘Se o inimigo estiver a trinta metros de distância, irei usar flechas. Se
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