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Salama b. Cais al Ashjai
Ele recitava o Alcorão para os seus soldados, bem tarde da noite, enchendo-lhes as almas de luz.


Uma noite o califa Ômar b. al Khattab estava a fazer a sua ronda pelas ruas de Madina, enquanto todos estavam a dormir pacificamente e em segurança. Era hábito seu certificar-se de que tudo ia bem na cidade. Enquanto caminhava por entre as casas e a praça do mercado, revisava mentalmente qual era o mais valente e capacitado dos Companheiros disponíveis. Ele precisava de um deles para servir como comandante do exército que estava planejando enviar para Al Ahwaz, no oeste da Pérsia. De súbito, ele parou e exclamou em voz alta:

“Encontrei o homem! Sim, assim queira Deus, encontrei-o!”

Logo que chegou a manhã, ele chamou o Salama b. Cais, e disse:

“Estou pondo-te no comando do exército que irá para Al Ahwaz. Vai com o nome de Deus nos teus lábios. Combate, pela causa de Deus, aqueles que forem hostis à causa do Islam. Se aceitarem o Islam, terão a escolha de permanecerem em suas casas e de não irem para a guerra ao vosso lado, contra outros. Nesse caso, terão apenas que dar o zakat1, e não terão quinhão algum dos despojos de guerra; ou terão a escolha de lutarem ao vosso lado, sendo que deverão compartilhar das vossas responsabilidades, e irão ter o seu quinhão em todos os ganhos que obtiverdes.

“Se recusarem a aceitar o Islam, deverás intimá-los a pagarem o jizya2, sem os infernizares ou interferires em seus negócios; e deverás protegê-los dos seus inimigos. Não peças mais do que possam agüentar.

“Caso se recusem a aceitar tal arranjo, e insistam na hostilidade, então deveis dar-lhes combate. Se procurarem abrigos nas fortaleza, e pedirem que façais negociações nas bases das leis de Deus e do Seu Mensageiro, não aceites isso, porquanto não sabeis quais seriam as leis de Deus e do Seu Mensageiro nesse caso. Se pedirem para negociardes com base no tratado com Deus e o Seu Mensageiro, não faças o tratado em tal base. Qualquer tratado de proteção que fizerem terá de ser contigo.

“E se vos for concedida a vitória na batalha, não cometais atrocidades. Não devereis trair aqueles que se renderem, ou mutilar os mortos, ou matar crianças.”

“Ouço, e obedecerei”, respondeu o Salama.

Ômar apresentou uma clorosa despedida ao Salama, apertando-lhe a mão, e orando humildemente, pedindo a Deus por ele. O califa bem sabia do peso da carga que havia posto nos ombros do Salama e dos seus soldados.
__________________
1. Zakat – caridade ritual realizada anualmente pelos muçulmanos. Trata-se de uma porcentagem da sua riqueza acumulada, da produção agrícola, dos animais de rebanho. Costumeiramente é de 2,5%.
2. Jizya – uma taxa anual paga pelos súditos não-muçulmanos ao tesouro islâmico. Em troca os súditos ficam isentos do serviço militar, e são protegidos pelo Estado.

Al Ahwaz era uma região montanhosa com estradas difíceis de serem percorridas, e com fortalezas inexpugnáveis. Situava-se entre Basra e os planaltos da Pérsia, e era habitada pelos rústicos e aguerridos kurdos.

Os muçulmanos não tinham outra escolha senão anexar a região a eles, para que ficassem livres dos ataques dos persas a Basra. Al Ahwaz iria ser o baluarte de onde iriam lançar os seus ataques, ameaçando toda a região da Mesopotâmia.

Assim o Salama saiu dirigindo o exército, na sua missão de lutar pela causa de Deus. Tão logo fincaram pé na região de Al Ahwz, encararam sua primeira batalha. Esta não foi de cunho militar, mas uma porfia contra a rudeza do próprio terreno.

As gargantas entre as montanhas que tinham de transpor eram bem íngremes e traiçoeiras. Mesmo os terrenos baixios eram pantanosos e cheios de pestilência. Ademais, tinham de estar em constante alerta quanto às víboras mortíferas e aos escorpiões venenosos que os ameaçavam noite e dia.

Somente a profunda natureza espiritualista do Salama sustinha suas forças. Feito um guardião angelical, ele cuidava dos seus homens duma maneira que lhes abrandava as asperezas e lhes tornava suportáveis as dificuldades. Passava todo o tempo com eles, ministrando-lhes tocantes discursos, recitando-lhes adoravelmente o Alcorão noite adentro, enchendo-lhes as almas e os corações de luz, banindo das suas memórias o que tinham sofrido durante as horas do dia claro.

O Salama b. Cais obedeceu as ordens do Emir dos Crentes, pois logo que encontrou os indivíduos de Al Ahwaz, convidou-os para se juntarem à religião do Islam. Eles rejeitaram aquilo abruptamente; então ele os convidou a se tornarem, pacificamente, membros do
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