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Nuaim b. Massud
com que aquele ato de traição parecesse coisa certa, e lhes garantiu que a derrota de Mohammad (SAAS) era inevitável, com dois enormes exércitos a caminho, para lhes darem assistência.

Depois de um curto tempo, os de Banu Curaiza enfraqueceram-se em sua postura e, por fim, consentiram em romper o tratado com o Mensageiro de Deus (SAAS). Rasgaram sua cópia do tratado, e anunciaram sua aliança com os Confederados, na sua guerra contra o Profeta (SAAS). Os muçulmanos ficaram atônitos com a notícia.

As forças dos Confederados circundaram a cidade de Madina de tal modo, que nenhum suprimento podia chegar aos citadinos. O Profeta (SAAS) sentia que a sua comunidade havia caído diretamente nas mandíbulas do inimigo. Os coraixitas e os de Ghatafan estavam acampados fora da cidade, e os de Banu Curaiza estavam dentro dela, esperando a oportunidade para atacar. Entre os muçulmanos, uma porção deles revelavam-se formar uma quinta-coluna. Eram os munaficun2 que começaram a dizer entre eles:
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2. Munaficun – os hipócritas. Um Munaficun é um “duplo agente”, um indivíduo que pretende ser um muçulmano, para que possa causar danos ao Islam, estando do lado de dentro.

“Mohammad estava a nos prometer posses dos tesouros da Pérsia e de Bizâncio, mas olha para nós! estamos num perigo tal, que se um de nós precisar ir fora para fazer suas necessidades, estará arriscando sua vida!”

Em pequenos grupos, começaram a ir ter com o Profeta com a desculpa de que seus filhos estavam em perigo de serem atacados pelos de Banu Curaiza quando a batalha começasse. Com aquela desculpa, muitos abandonaram suas posições de encararem o inimigo, até que umas poucas centenas dos mais sinceros crédulos permaneceram com o Mensageiro de Deus (SAAS).

O cerco já se arrastava por quase vinte dias. A situação era tão desesperadora, que uma noite o Profeta passou em claro, em oração, implorando incessantemente:

“Ó Deus, imploro-Te pelo que nos prometeste!”

Naquela mesma noite, o Nuaim b. Massud estava-se debatendo na cama, como se as suas pálpebras estivessem pregadas, abertas. Sem poder dormir, ele olhava para o céu como se estivesse tentando ver além das estrelas, a meditar. De súbito, ele se viu a cismar:

“Que tolo és, ó Nuaim! Que coisa te trouxe, por todo o caminho desde Najd, a fazer guerra contra esse homem e o seu povo? Tu não o estás combatendo para reaver um direito que te foi usurpado, nem tampouco em defesa da honra de algém. Tu vieste lutar, e nem sequer sabes a razão por quê. Será que faz sentido um homem da tua inteligência encetar uma batalha e ser morto, sem nenhuma razão?

“Quão tolo és! Que te faz levantares tuas armas contra esse homem de retidão, que ordena seus seguidores a praticarem a justiça, a caridade e a generosidade para com os seus parentes? Por que deverias derramar o sangue dos seus companheiros que estão apenas a seguir a diretriz e a verdade que lhes foi apresentada?”

Aquele debate continuou dentro do Nuaim b. Massud, até que chegou a uma conclusão: decidiu-se por uma corrente de ação, determinado a agir de acordo com ela, imediatamente.

Na escuridão, o Nuaim b. Massud saiu sorrateiramente do acampamento do seu povo, e apressou-se em direção ao campo muçulmano, à procura do Mensageiro de Deus (SAAS). Quando o Profeta (SAAS) o viu, exclamou:

“És o Nuaim bin Massud?”

“Sim, sou eu, ó Mensageiro de Deus”, ele respondeu.

“O que te trouxe aqui a esta hora da noite?” perguntou o Profeta (SAAS).

“Eu vim para dizer que presto testemunho de que não há outra divindade além de Deus, e que tu és o servo de Deus e o Seu Mensageiro, e que a revelação que trouxeste é verdadeira”, ele disse. “Eu aceitei o Islam, ó Mensageiro de Deus, mas o meu povo ainda não sabe disso. Dize-me o que queres que eu faça.”

“Se ficares conosco agora”, disse o Profeta (SAAS), “irás ser apenas mais um homem, e nada poderás fazer de bom. Volta para o teu povo, e vê se podes encontrar um meio de os desencorajar quanto ao desfecharem a batalha. Guerra é estratégia.”

“Concordo, ó Mensageiro de Deus”, respondeu o Nuaim, “e acho que obterei algo que te irá agradar, assim queira Deus.”

Nuaim foi primeiramente ter com os de Banu Curaiza, que eram velhos associados a ele nos seus dias de devaneio e frivolidade. Disse-lhes:

“Ouvi-me, ó vós dos Banu Curaiza! Vós sabeis que sou amigo de vós, e o quanto me preocupo com o vosso bem-estar.”
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