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Hakim b. Hazam
Hakim b. Hazam

Dr. Abdulrahman Ráafat Bacha
Tradução: Prof. Samir El Hayek


“Há quatro indivíduos em Makka que eu sinto que são muito bons para serem idólatras, e gostaria que aceitassem o Islam... Um deles é o Hakim bin Hazam.”
{Mohammad, o Mensageiro de Allah (S)}

Em suma, o que aconteceu foi que a mãe dele adentrara a Caaba juntamente com um grupo de amigos seus para ver como o monumento era, porque este era aberto para visitação em certas ocasiões.

Será que o leitor já ouviu falar deste particular Companheiro antes? Ele foi o único menino, em toda a história, a ter nascido dentro da sagrada Caaba. A mãe estava grávida dele naquela ocasião, mas se deu aos seus afazeres, ainda dentro da Caaba. Ele foi acometida de dor, e se tornou incapaz de sair de lá, assim que uma peça de couro foi apresentada e estendida no chão para ela, e então ela teve o bebê. Ele foi aquele que é o assunto da nossa história, o Hakim b. Hazam b. Khuwailid, o sobrinho de Khadija b. Khuwailid (que Allaj esteja aprazido com ela, e que lhe conceda felicidade).

Hakim b. Hazam cresceu numa família de linhagem aristocrática, de grande riqueza e prestígio. Ele ficou conhecido como sendo honorável, inteligente e virtuoso; por essa razão o seu povo fez dele um dos seus chefes, dando-lhe a posição de rafada (provedor), que significa que era o responsável pelo provimento dos peregrinos desgarrados e necessitados. Aquela posição requeria que ele lançasse mão dos seus próprios meios para prover os visitantes da Caaba, nos dias da jahiliya.

O Hakim era um amigo íntimo do Mensageiro de Allah (S) antes de o Profeta (S) receber o chamamento divino. Embora fosse cinco anos mais velho que o Profeta (S), era muito afeiçoado a ele, sentia-se achegado a ele, e tinha muito prazer em passar o tempo junto a ele. Aquele sentimento era mútuo, pois o Profeta (S) era também muito a feiçoado ao Hakim, e sentia que era um grande amigo.

Então aconteceu que o relacionamento deles foi reforçado, quando o Profeta (S) se casou com a Khadija b. Khuwailid, tia do Hakim.

Após ter lido acerca de tudo o que era comum entre o Profeta (S) e o Hakim b. Hazam, o leitor irá ficar surpreendido ao saber que o último não aceitou o Islam, a não ser depois que os muçulmanos retomaram Makka, quando o Profeta (S) já estava fazendo o chamamento ao Islam por mais de vinte anos. Era de se esperar que um homem como o Hakim b. Hazam, a quem Allah concedera tanta inteligência, em adição ao seu relacionamento com o Profeta (S), fosse ser um dos primeiros indivíduos a acreditar nele, atender ao seu chamamento, seguir a sua diretriz.

Porém, essa foi a vontade de Allah, e o que quer que seja que Allah deseje, será.

Assim como nós nos admiramos com a delonga do Hakim b. Hazam em aceitar o Islam, ele próprio se admirou, depois. Logo que finalmente ele se tornou muçulmano e sentiu o sabor da doçura da fé, lamentou-se sentidamente de cada momento da sua vida em que passou sendo um idólatra que não acreditava no Profeta de Allah (S). Numa ocasião, após o Hakim ter-se tornado muçulmano, seu filho o viu chorando, e perguntou:

“Ó pai, por que choras?”

“Por muitas coisas, sendo que todas elas me fazem chorar, filho”, respondeu ele. “Primeiramente, vejamos, a minha demora em abraçar o Islam fez com que outros alcançassem níveis de virtuosidade que eu agora não poderia alcançar, mesmo que eu gastasse ouro suficiente para encher a terra. Segundo, depois que Allah me poupou a vida, nas batalhas de Badr e Uhud, e eu prometi a mim mesmo nunca mais apoiar o Coraix contra o Mensageiro de Allah (S), ou sair de Makka, eis que fui levado à força a apoiá-los novamente. Depois, toda vez em que eu pensava aceitar o Islam, eu observava o que restara dos mais velhos que eram tidos em boa estima pelos coraixitas, que se apegavam às normas da jihiliya, eu optava por lhes seguir as tradições. Gostaria que assim não tivesse procedido, pois, o que nos trouxe a ruína, senão a cega imitação dos nossos mais idoso e ancestrais? Como não devo chorar, meu filho?”

Assim como nós nos admiramos da delonga do Hakim b. Hazam em aceitar o Islam, e assim como este se admirou com isso, o Profeta (S) também costumava admirar-se com o fato de que aquilo acontecesse com um homem de grande raciocínio e entendimento. Como poderia a verdade do Islam não ser patente para ele e para homens como ele? O Profeta (S) desejava que eles e aqueles iguais a ele se apresentassem e declarassem suas crenças quanto ao Islam. Na noite anterior ao dia em que os muçulmanos retomaram Makka, o Profeta (S) disse a seus companheiros:

“Há quatro indivíduos em Makka que eu acho que são muito bons para
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