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3- Califa Osman Ibn Affan (R)




As Virtudes de Osman
Há muitas tradições falando das virtudes de Osman (R), que só são negadas por petulantes que queriam tampar o sol com a peneira. Dentre essas tradições temos:
Primeira: o terceiro entre os virtuosos: Ibn Ômar (R) relatou: “Na época do Profeta (S) não preferíamos ninguém a Abu Bakr, nem a Omar, nem a Osman. Considerávamos o resto dos companheiros do Profeta (S) no mesmo nível”. (Bukhári).
Segunda: mártir: Ánas (R) relatou: “O Profeta (S), Abu Bakr, Ômar e Osman subiram em Uhud. O monte tremeu com eles, o Profeta (S) bateu seu pé com força no monte e disse: ‘Fique firme Uhud, pois está sobre você um Profeta, um Siddik e dois mártires’”. ( Bukhári).
Terceira: Osman, um dos habitantes do Paraíso: Abu Mussa Al Achári (R) relatou: “O Profeta (S) entrou num pomar e me pediu para guardar a porta. Um homem chegou e pediu licença para entrar, o Profeta (S) disse: ‘Permita-lhe a entrada e avise-o que irá para o Paraíso’. Era Abu Bakr. Outro homem veio lhe pedir licença para entrar, o Profeta (S) disse: ‘Permita-lhe a entrada e avise-o que irá para o Paraíso’. Era Ômar. Então outro entrou e pediu licença para entrar. O Profeta (S) ficou queito um pouco e disse: ‘Permita-lhe a entrada e avise-o que irá para o Paraíso depois de uma desgraça que irá lhe acontecer.’ Era Osman Ibn Affan.” (Bukhári e Musslim).
Quarta: Os anjos se envergonham perante Osman: Aicha (R) relatou: “O Profeta (S) estava, uma vez, deitado em minha casa, com as pernas descobertas. Abu Bakr pediu licença para entrar e o Profeta lha deu, permanecendo na mesma posição. Ficaram conversando até que Ômar pediu licença para entrar. O Profeta (S) lhe autorizou entrar, permanecendo na mesma posição. Ficaram conversando até que Osman pediu licença para entrar. O Profeta (S) endireitou-se, arrumou as suas vestes e então deu autorização para o Osman entrar. Após conversarem, Osman foi embora. Aicha perguntou: “Abu Bakr entrou e não se importou; Ômar entrou e não se importou; então Osman entrou e você sentou e arrumou as vestes.” O Profeta (S) disse: “Não devo me envergonhar perante um homem perante o qual os anjos se envergonham?” (Musslim)
Em outra narrativa Aicha (R) disse: “Ó Mensageiro de Allah, não o vi ter pudor perante Abu Bakr e Ômar como teve perante Osman. O Mensageiro de Allah (S) disse: “Osman é um homem com pudor. Fiquei com receio que se eu lhe permitisse entrar e eu naquela posição, não conseguiria me transmitir o que ele queria.” (Musslim).
O Profeta (S) disse: “O mais misericordioso de minha comunidade é Abu Bakr, o mais rigoroso na sua religião é Ômar e o que tem mais pudor é Osman.” (Ahmad e Tirmizi).
Quinta: Osman o Pródigo: Abu Abdel Rahman Assalami relatou que Osman (R), quando foi cercado, disse para os insurgentes: “Por Allah, peço a vocês e só peço aos companheiros do Profeta (S). Vocês não sabem que o Mensageiro de Allah (S) disse: ‘Quem equipar o exército do apuro ingressará no Paraíso?’ Eu os equipei. Não sabem que o Mensageiro de Allah (S) disse: ‘Quem abrir o poço de Ruma terá o Paraíso por recompensa?’ Eu o abri. Eles corroboraram o que ele disse.” (Bukhári).
Abdel Rahman Ibn Khubab relatou: “Presenciei o Profeta (S) incentivando a formação do exército do apuro. Osman Ibn Affan disse: ‘Ó Mensageiro de Allah, contribuo com cem camelos com todos os seus equipamentos pela causa de Allah.’ O Mensageiro de Allah (S) continuou incentivando. Osman disse: ‘Ó Mensageiro de Allah, contribuo com duzentos camelos com todos os seus equipamentos pela causa de Allah.’ O Mensageiro de Allah (S) continuou a incentivar pela equipagem do exército. Osman disse: ‘Ó Rassulullah, contribuo com trezentos camelos com todos os seus equipamentos pela causa de Allah.’ O Rassulullah (S) desceu do lugar que estava, dizendo: ‘Osman não deve mais nada depois disso’”. (Tirmizi).
Abdel Rahman Ibn Samara relatou: “Osman foi ter com o Profeta (S), que estava equipando o exército do apuro, levando mil dinares. Ele colocou as moedas no colo do Profeta (S). O Mensageiro de Allah (S) começou a mexer com elas, dizendo: ‘Nada irá prejudicar Osman depois de hoje pelo que fez, duas vezes.’” (Ahmad e Tirmizi).

A Justiça de Osman
Dentre os aspectos da justiça de Osman é que ele obrigava os seus funcionários a comparecer no período do Hajj, todo ano. Escrevia para os cidadãos: “Quem tiver alguma reclamação deles que venha falar na época do Hajj, pois irei restituir o seu direito”.
Ele aplicava a lei tanto no próximo como no distante. Mandou açoitar, por ter bebido álcool, Walid Bin ‘Ucba, seu irmão por parte de mãe. Adiou o castigo até se certificar da acusação.

Seu Temor a Allah
Quando ficava na frente do túmulo de alguém, chorava até molhar a barba. Foi-lhe dito: ‘Você se lembra do Paraíso e do Inferno e não chora, mas chora perante o túmulo’? Respondeu que ouviu o Mensageiro de Allah (S) dizer: ‘O túmulo é a primeira fase da outra vida. Se o indivíduo escapar dela, o que virá depois será fácil. Se não escapar, tudo que virá depois será difícil. Ouvi, também, o Mensageiro de Allah (S) dizer: ‘Não vi uma cena mais terrível do que a cena do túmulo.’” (Tirmizi).

Suas Devoções
A sua esposa (R), quando Osman foi assassinado, disse: “Vocês o mataram, mesmo sabendo que ele praticava a oração da noite, recitando todo o Alcorão numa só unidade de oração.
Ele morreu com o Alcorão no colo.



Sua Piedade pelo Rebanho
Ele era piedoso, de coração sensível pelo seu rebanho, como muito pudor e modéstia. Talvez fosse isso que encorajou os insurgentes de atacá-lo, acusando-o de coisas falsamente. A respeito disso, Ibn Ômar (R) declarou: “Vocês condenaram Osman por atos que, se Ômar as tivesse cometido, não o teriam condenado.”
A sua piedade pelas pessoas se manifesta pelo seu interesse por todos, querendo saber de suas situações, seus negócios, seus enfermos e quanto a outras situações.

Descrição de seu Assassinato
Huzaifa relatou: “A primeira intriga foi o assassinato de Osman; a última intriga será o aparecimento do Anti-Cristo. Por Aquele em Cujas Mãos está a minha alma, todo aquele que morrer e tiver no coração o tamanho de uma semente de concordância quanto ao assassinato de Osman, irá seguir o anti-Cristo, se o alcançar.
Ibn Assákir (R), baseado em Hassan (R), disse: “Osman foi assassinado enquanto Áli estava ausente, em alguma terra de sua propriedade. Ao saber da notícia, disse: ‘Ó Allah, não aceito nem concordo com isso.’”
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