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A História de Abraão (parte 1 de 7): Introdução
Descrição: Uma introdução à pessoa de Abraão e à posição elevada que detém no Judaísmo, Cristianismo e Islã.
Por IslamReligion.com
Publicado em 09 Nov 2009 - Última modificação em 24 Oct 2010

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Categoria: Artigos > Crenças do Islã > Histórias dos Profetas

Um dos profetas que recebe mais atenção no Alcorão é o profeta Abraão.  O Alcorão fala dele e de sua inabalável crença em Deus, que primeiro o levou a rejeitar seu povo e sua idolatria e que mais tarde se provou verdadeira através dos vários testes que Deus colocou diante dele.

No Islã Abraão é visto como um monoteísta estrito que chama seu povo para a adoração de Deus somente.  Por essa crença ele suporta grandes dificuldades, inclusive se dissociando de sua família e povo através da migração para várias terras.  Ele cumpriu vários mandamentos de Deus com os quais foi testado.

Devido a essa força de fé o Alcorão nomeia a única religião verdadeira como o “Caminho de Abraão”, apesar dos profetas antes dele, como Noé, chamarem para a mesma fé.  Por causa de seu incansável ato de obediência a Deus, Ele lhe deu um título especial de “Khalil”, ou servo amado, que não foi dado a nenhum outro profeta antes.  Devido a excelência de Abraão, Deus fez profetas de sua descendência, dentre eles Ismael, Isaque, Jacó (Israel) e Moisés, que guiaram seu povo para a verdade.

O status elevado de Abraão é compartilhado pelo Judaísmo, Cristianismo e Islã.  Os judeus o vêem como o epítome da virtude uma vez que cumpriu os mandamentos antes de serem revelados, e foi o primeiro a se dar conta do Único e Verdadeiro Deus.  É visto como o pai da raça escolhida, o pai dos profetas através dos quais Deus começou Sua série de revelações.  No Cristianismo é visto como o pai de todos os crentes (Romanos 4:11) e sua confiança em Deus e sacrifício são tomados como um modelo para os santos posteriores (Hebreus 11).

Uma vez que Abraão tem tamanha importância, vale à pena estudar sua vida e investigar aqueles aspectos que o elevaram ao nível que Deus lhe deu.

Embora o Alcorão e a Sunnah não dêem os detalhes de toda a vida de Abraão, eles mencionam certos fatos dignos de nota.  Como acontece com outras figuras corânicas e bíblicas, o Alcorão e a Sunnah detalham aspectos de suas vidas como esclarecimento de algumas crenças desencaminhadas de religiões previamente reveladas, ou aqueles aspectos que contém certos lemas e morais dignos de nota e ênfase.

Seu Nome

No Alcorão, o único nome dado a Abraão é “Ibrahim” e “Ibraham”, todos compartilhando a raiz original b-r-h-m. Embora na Bíblia Abraão seja conhecido a princípio como Abrão e seja dito que Deus mudou seu nome para Abraão, o Alcorão mantém silêncio sobre esse assunto, sem afirmá-lo ou negá-lo.   Estudiosos judaico-cristãos modernos duvidam, entretanto, da história da mudança de seu nome e seus respectivos significados, chamando-a de “anedota popular”.  Assiriólogos sugerem que a letra hebraica Hê (h), no dialeto mineano, é escrita no lugar do ‘a’ longo (ā) e que a diferença entre Abraão e Abrão é meramente dialética.[1] O mesmo pode ser dito dos nomes Sarai e Sara, uma vez que seus significados também são idênticos.[2]

Sua Terra Natal

Estima-se que Abraão nasceu 2.166 anos antes de Jesus na cidade mesopotâmia[3] de Ur[4] ou nos seus arredores, 322 km a sudeste da atual Bagdá[5].  Seu pai era ‘Aazar’, ‘Terá’ ou ‘Terakh’ na Bíblia, um idólatra, que descendia de Sem, o filho de Noé.  Alguns estudiosos de exegese sugerem que ele pode ter recebido o nome de Azar por causa de um ídolo do qual era devoto.[6] É provável que tenha sido um acadiano, um povo semita da Península Árabe que se estabeleceu na Mesopotâmia em algum momento do terceiro milênio AEC.

Parece que Azar migrou junto com alguns de seus parentes para a cidade de Haran durante a infância de Abraão antes do confronto com seu povo, embora algumas tradições[7] judaico-cristãs digam que isso ocorreu em um período posterior em sua vida, depois de ele ser rejeitado em sua cidade natal.  Na Bíblia é dito que Haran, um dos irmãos de Abraão, morreu em Ur, “na terra de sua natividade” (Gênesis 11:28), mas ele era muito mais velho que Abraão, uma vez que seu outro irmão Nahor toma a filha de Haran como sua esposa (Gênesis 11:29).  A Bíblia também não menciona a migração de Abraão para Haran e o primeiro comando para migrar é para sair de Haran, como se tivessem se estabelecido lá antes (Gênesis 12:1-5).  Se tomarmos o primeiro mandamento como sendo a emigração de Ur para Canaã, parece não haver razão para que Abraão morasse com sua família em Haran, deixando seu pai lá e prosseguindo para Canaã depois, sem mencionar a improbabilidade geográfica [Ver mapa].

O Alcorão menciona a migração de Abraão, mas o faz depois de Abraão se dissociar de seu pai e tribo devido a sua descrença.  Se ele estivesse em Ur naquela época, parece improvável que seu pai fosse com ele para Haran depois de descrer nele e torturá-lo com seu povo.  Com relação ao motivo pelo qual escolher migrar, evidência arqueológica sugere que Ur era uma grande cidade que viu seu apogeu e declínio durante o tempo de vida de Abraão[8], e pode ser que tenham sido forçados a partir devido a dificuldades ambientais.  Podem ter escolhido Haran devido ao fato de compartilharem a mesma religião que em Ur[9].

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