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Adoração no Islã (parte 3 de 3): A Abrangência da Adoração
Descrição: A vida inteira de um muçulmano transformada em adoração, e um retorno ao estado original de harmonia com todos, o Criador e as criaturas.
Por IslamReligion.com
Publicado em 09 Mar 2009 - Última modificação em 18 Mar 2009

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Categoria: Artigos > Adoração e Prática > Os Cinco Pilares do Islã e Outros Atos de Adoração

Como mencionado anteriormente, a definição de adoração no Islã é abrangente, incluindo tudo que a pessoa compreende, pensa, pretende, sente, diz e faz.  Também se refere a tudo que Deus requer, externo, interno ou interativo.  Isso tanto inclui rituais quanto crenças, trabalho, atividades sociais e comportamento pessoal.

Existe uma distinção entre o que é bom, o que é mal e o que é neutro.  Uma coisa boa é aquela que está de acordo com os propósitos e natureza feitos por Deus.  Leva à harmonia e é, portanto, uma recompensa em si porque remove o conflito e o sofrimento.  Disso se conclui que qualquer coisa que esteja de acordo com essa definição deve ser uma forma de adoração.

O entendimento islâmico de adoração permite que toda a vida de uma pessoa seja um ato de adoração, desde que o objetivo dessa vida seja agradar a Deus, o que é alcançado fazendo o bem e evitando o mal.  Uma pessoa pode transformar atividades diárias em atos de adoração purificando sua intenção e sinceramente buscando a satisfação de Deus através dessas atividades.  O Mensageiro de Deus, que Deus exalte sua menção, disse:

“Ajudar uma pessoa ou seus pertences em sua montaria é um ato de caridade.  Uma palavra boa é caridade.  Cada passo dado no caminho para realizar as orações é caridade.  Remover um obstáculo da estrada é caridade.” (Saheeh Al-Bukhari)

Ganhar o sustento pode ser uma forma de adoração. Os Companheiros viram um homem e ficaram atônitos com seu trabalho duro e indústria.  Eles lamentaram: “Se ele estivesse fazendo todo esse trabalho em nome de Deus...”

O Mensageiro de Deus disse:

“Se ele estiver trabalhando para sustentar seus filhos pequenos, então isso é em nome de Deus.  “Se ele estiver trabalhando para sustentar seus pais idosos, então isso é em nome de Deus.  Se ele estiver trabalhando para se ocupar e manter seus desejos sob controle, então isso é em nome de Deus.  Se, por outro lado, ele estiver fazendo isso apenas para se exibir e ganhar fama, então ele está trabalhando em nome de Satanás.” (al-Mundhiri, as-Suyuti)

Mesmo os atos mais naturais podem se tornar atos de adoração se forem acompanhados pela intenção adequada: O Mensageiro de Deus disse:

“Quando um de vocês se aproxima de sua esposa, isso é um ato de caridade.” (Saheeh Muslim)

O mesmo pode ser dito sobre comer, dormir e trabalhar, e atributos de bom caráter, como sinceridade, honestidade, generosidade, coragem e humildade, podem se tornar adoração através de intenção sincera e obediência deliberada a Deus.

Para que esses atos mundanos sejam contados como atos de adoração merecedores de recompensa divina, as seguintes condições devem ser atendidas:

A.    A ação deve ser acompanhada pela intenção apropriada.  O Mensageiro de Deus disse:

“As ações valem pelas intenções, e uma pessoa só recebe aquilo que pretendeu.” (Saheeh Al-Bukhari)

B.    A ação deve ser lícita em si mesma.  Se a ação for algo proibido, quem a executa merece punição.  O Mensageiro de Deus disse:

“Deus é puro e bom, e Ele aceita somente o que é puro e bom.” (Saheeh Muslim)

C.    Os ditames da Lei Islâmica devem ser completamente observados.  Engodo, opressão e iniqüidade devem ser evitados.  O Mensageiro de Deus disse:

“Aquele que engana não é um de nós.” (Saheeh Muslim)

D.    A atividade não deve impedir a pessoa de cumprir suas obrigações religiosas.  Deus diz:

“Ó vós que credes! Que vossas riquezas e vossos filhos não vos distraiam da lembrança de Deus.” (Alcorão 63:9)

Como vemos aqui, o conceito de adoração no Islã não está restrito ao mero monasticismo, meditação ou reconhecimento da realidade na qual Deus nos criou, nem é baseada em mero ritualismo e execução de certos atos sem significados aparentes.  Ao contrário, o Islã combinou o interior e o exterior e definiu o que é virtude e estabeleceu para ela uma recompensa.  É através dessa abrangência do conceito de adoração que os humanos podem cumprir o propósito para o qual foram criados.  Deus diz:

“E Eu não criei os jinns e os humanos, exceto para Me adorarem.” (Alcorão 51:56)

É exigido dos humanos que não vivam de acordo com seus desejos subjetivos, automatismo, condicionamento mental ou de acordo com o que ditam as autoridades sociais, políticas ou acadêmicas, mas de acordo com seu propósito cósmico inerente em nós: a adoração de Deus.

“Então ergue tua face para a religião, a natureza estabelecida por Deus com a qual Ele criou a humanidade.  Não há alteração na criação de Deus, essa é a religião reta, mas a maioria dos homens não sabe.” (Alcorão 30:30)

Quando alguém vive sua vida cumprindo os aspectos que Deus ordenou, deixando as coisas que Deus proibiu, e ajustando cada uma de suas ações à Vontade de Deus, sua vida, de manhã até a noite, do momento do nascimento até a morte, estará voltada para a adoração pela qual será recompensado.  Esse foi o estado dos Profetas, como Deus diz:

“De fato, minha oração, meu sacrifício, minha vida e minha morte são de Deus, o Senhor dos mundos.” (Alcorão 6:162)

Quando alguém alcança esse estado, entra em harmonia com o resto da criação e volta ao estado natural do ser, assim como todas as outras criações de Deus estão inconscientemente em constante adoração de Deus, como Ele disse:

“Não viste que diante de Deus se prostra quem está nos céus e na terra, o sol, a lua, as estrelas,  as montanhas, as árvores, os animais e muitos entre a humanidade...” (Alcorão 22:18)

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/220/

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