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Islã na China (parte 1 de 2)
Descrição: Um relato de como e quando o Islã entrou na China.
Por Mohammed Khamouch
Publicado em 18 Jul 2011 - Última modificação em 18 Jul 2011

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Categoria: Artigos > História Islâmica > Em Detalhes

A “Grande Mesquita de Guangzhou” também é conhecida como Mesquita Huaisheng que significa “Relembre o Sábio” (uma mesquita memorial para o profeta) e também é popularmente chamada a “Mesquita Guangta”, que se traduz como “Mesquita de Torre Luminosa”.  A mesquita Huaisheng fica localizada na estrada Guantgta (Estrada Light Pagoda) que vai em direção ao leste à direita de Renmin Zhonglu.

Antes do ano 500 EC e, portanto, antes do estabelecimento do Islã, os marinheiros árabes tinham estabelecido relações comerciais com o “Reino Médio” (China).  Navios árabes bravamente saíam de Basra no final do Golfo Arábico e também da cidade de Qays (Siraf) no Golfo Pérsico.  Navegavam o Oceano Índico passando por Sarandip (Sri Lanka) e foram até o Estreito de Málaca, entre Sumatra e a Península Malaia na rota para o Mar da China Meridional.  Estabeleceram entrepostos de comércio nos portos costeiros ao sudeste de Quanzhou e Guangzhou.  Alguns árabes já tinham se estabelecido na China e provavelmente abraçaram o Islã quando a primeira delegação muçulmana chegou, já que suas famílias e amigos na Arábia já tinham abraçado o Islã durante a revelação do profeta (610-632).

Guangzhou é chamada de Khanfu pelos árabes que posteriormente estabeleceram um quarteirão muçulmano que se tornou um centro de comércio.  A posição geográfica superior de Guangzhou deu a ela um papel importante como a mais antiga cidade comercial e porto internacional na China.  Testemunhando uma série de eventos históricos, a China se tornou um lugar significativo na história e uma das regiões que crescem mais rapidamente no mundo, desfrutando de prosperidade sem precedentes.

Enquanto um estado islâmico era fundado pelo profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, a China passava por um período de unificação e defesa.  Os primeiros anais chineses mencionavam árabes muçulmanos e chamavam seu reino de al-Medina (da Arábia).  O Islã em chinês é chamado de “Yisilan Jiao” (que significa “Religião Pura”).  Um oficial chinês uma vez descreveu Meca como sendo o local de nascimento de Buda Ma-hia-wu (ou seja, profeta Muhammad).

Existem várias versões históricas relatando o advento do Islã na China.  Alguns registros alegam que os muçulmanos chegaram primeiro na China em dois grupos vindos da Abissínia (Etiópia).

A Etiópia era a terra para onde alguns dos primeiros muçulmanos fugiram temendo a perseguição da tribo dos coraixitas em Meca.  Entre aquele grupo de refugiados estava uma das filhas do profeta Muhammad, Ruqayya, o marido dela Uthman ibn Affan, Sad Ibn Abi Waqqas e muitos outros Companheiros proeminentes que migraram seguindo o conselho do profeta.   Receberam asilo político do rei abissínio Atsmaha Negus na cidade de Axum (615 EC).

Entretanto, alguns Companheiros nunca retornaram para a Arábia.  Podem ter viajado na esperança de ganhar seu sustento em outro lugar e podem, por fim, ter chegado à China por terra ou mar durante a Dinastia Sui (581-618 EC).  Alguns registros relatam que Sad Ibn Abi Waqqas e três outros Companheiros navegaram para a China em 616 EC da Abissínia (Etiópia) com o apoio do rei da Abissínia.  Sad então retornou para a Arábia, trazendo uma cópia do Alcorão Sagrado para Guangzhou 21 anos depois, o que coincide com o relato de Liu Chih que escreveu “A Vida do Profeta” (12 volumes).

Acredita-se que um dos Companheiros que viveu na China morreu em 635 EC e foi enterrado na parte urbana ocidental de Hami.  Seu túmulo é conhecido como “Geys Mazars” e é reverenciado por muitos na região.  Fica na província autônoma ao noroeste de Xingjian (Sinkiang) e aproximadamente a 400 milhas a oeste da capital desta, Urumqi.  Xingjian tem quatro vezes o tamanho do Japão, compartilha sua fronteira internacional com oito nações diferentes e é o lar do maior grupo indígena dos uigures, que falam turco.   Portanto, além de ser a maior área islamizada da China, Xingjian também tem importância estratégica geograficamente.

O Alcorão afirma em palavras inequívocas que Muhammad foi enviado como misericórdia de Deus para todos os povos (21:107):

“E não te enviamos, senão como misericórdia para a humanidade.”

Essa universalidade do Islã facilitou sua aceitação por povos de todas as raças e nações e é amplamente demonstrada na China, cuja população indígena de variedades étnicas de muçulmanos chineses hoje é maior que a população de muitos países árabes, incluindo a Arábia Saudita.

A história da Mesquita de Huaisheng representa séculos de cultura islâmica que data de meados do século 7 durante a Dinastia T’ang (618-907) - “a era dourada da história chinesa”.  Foi nesse período, dezoito anos depois da morte do profeta, que o Islã - a última das três religiões monoteístas - foi primeiro introduzido na China pelo terceiro califa, Uthman Ibn ‘Affan (644-656 EC/23-35 AH).

Uthman foi um dos primeiros a abraçar o Islã e a memorizar o Alcorão Sagrado.  Possuía uma natureza calma e gentil e se casou com Ruqayyah. Após sua morte, se casou com Umm Kulthum (ambas eram filhas do profeta).  Consequentemente, lhe foi dado o epíteto de ‘Dhu-n-Nurayn’ (aquele com duas luzes).  Uthman foi muito elogiado por salvaguardar os manuscritos do Alcorão contra disputas, ao ordenar sua compilação das memórias dos Companheiros e enviar cópias para os quatro cantos do Império Islâmico.

Uthman enviou uma delegação para a China liderada por Sad Ibn Abi Waqqas (morto em 674 EC/55 AH), que era um tio materno muito amado do profeta e um dos Companheiros mais famosos que se converteu ao Islã com a idade de apenas dezessete anos.  Era um veterano de todas as batalhas e um dos dez a quem é relatado que o profeta garantiu um lugar no paraíso.

Em Medina Sad, usando sua habilidade na arquitetura acrescentou um Iwan (uma entrada em forma de arco usada pelo imperador persa) como área de adoração.  Posteriormente estabeleceu a fundação do que seria a primeira mesquita na China, onde a arquitetura islâmica em seu início forjou uma relação com a arquitetura chinesa.

De acordo com os registros históricos antigos da Dinastia T’ang, um emissário do reino de al-Medina liderado por Sad Ibn Abi Waqqas e sua delegação de Companheiros navegaram como enviados especiais para a China em 650 EC via Oceano Índico e o Mar da China para o famoso porto de Guangzhou. Dali viajaram por terra para Chang’an (hoje Xi’an), através do que ficou posteriormente conhecido como “Rota da Seda”.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/486/

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