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Islã na China (parte 2 de 2)
Descrição: A propagação do Islã na China na sua chegada e um olhar sobre as várias mesquitas construídas naquela época.
Por Mohammed Khamouch
Publicado em 18 Jul 2011 - Última modificação em 18 Jul 2011

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Categoria: Artigos > História Islâmica > Em Detalhes

Sad e sua delegação trouxeram presentes e foram recebidos calorosamente na corte real pelo imperador t’ang Kao-tsung (reinou de 650-683) em 651 E.C, apesar de um apelo recente de apoio contra os árabes apresentado ao imperador no mesmo ano pelo xá Peroz (governante da Pérsia sassânida).  Era um filho de Yazdegerd que, junto com os bizantinos, já tinha baseado suas embaixadas na China há uma década.  Juntos eram os dois maiores poderes no ocidente.  Um apelo semelhante feito ao imperador Tai Tsung (reinou de 627-649) contra a propagação simultânea de exércitos muçulmanos foi recusada.

As primeiras notícias sobre o Islã já tinham alcançado a corte real de T’ang durante o reinado do imperador Tai Tsung, quando ele foi informado por uma embaixada do rei sassânida da Pérsia e também pelos bizantinos da emergência do governo islâmico.  Ambos buscaram proteção do poderoso da China.  Entretanto, o segundo ano do reinado de Kao-tsung marca a primeira visita oficial por um embaixador muçulmano.

O imperador, após fazer questionamentos sobre o Islã, deu aprovação geral para a nova religião, que considerou compatível com os ensinamentos de Confúcio.  Mas sentiu que as cinco orações diárias canônicas e um mês de jejum eram exigências muito severas para seu gosto e não se converteu.  Permitiu a Sad Ibn Abi Waqqas e sua delegação liberdade para propagar sua fé e expressou sua admiração pelo Islã, que consequentemente ganhou uma base sólida no país.

Sad posteriormente se estabeleceu em Guangzhou e construiu a mesquita Huaisheng que foi um evento importante na história do Islã na China.  É supostamente a mesquita mais antiga que sobreviveu em toda a China e tem mais de 1.300 anos.  Sobreviveu ao longo de vários eventos históricos que inevitavelmente ocorreram do lado de fora de suas portas.  Essa mesquita continua de pé e em excelentes condições na moderna Guangzhou depois de reparos e restaurações.

É contemporânea de Da Qingzhen Si (Grande Mesquita) de Chang’an (atual Xi’an) na província de Shaanxi, fundada em 742 C.E. É a maior (12.000 metros quadrados) e a melhor das primeiras mesquitas na China, tendo sido belamente preservada à medida que se expandiu ao longo dos séculos.  O espaço atual foi construído pela dinastia Ming em 1392 E.C, um século antes da queda de Granada, sob seu (aparente) fundador Hajj Zheng He, que tinha uma tábua de pedra na mesquita em comemoração ao seu apoio generoso, que foi fornecido pelo agradecido imperador.

Um excelente modelo da Grande Mesquita com todos os seus arredores e a aparência magnificente e elegante de seus pavilhões e pátios pode ser visto no museu Hong Kong, colocado graciosamente ao lado do modelo da mesquita Huaisheng.  Foi afortunado visitar a mesquita real ano passado durante a oração de Asr e depois encontrar com o imame, que me mostrou um antigo Alcorão manuscrito e me presenteou com uma touca branca.

Caminhar para o salão de oração é como viajar através de um oásis oriental confinado em uma cidade proibida para os impuros.  Um símbolo de dragão está esculpido na base da entrada oposta do salão de oração, demonstrando o encontro entre o Islã e a civilização chinesa.  Em tudo é um encontro fascinante da arquitetura da China oriental com o gosto elegante nativo de Harun ar-Rashid (147-194 AH/764-809 EC) de Bagdá - uma cidade recém-fundada que se tornaria a maior entre Constantinopla e China, cinquenta anos depois da época de Harun.

A Sheng-You Si (Mesquita do Amigo Sagrado), também conhecida como Qingjing Si (Mesquita da Pureza) e Mesquita Al-Sahabah (Mesquita dos Companheiros) foi construída em granito puro em 1009 E.C. durante a dinastia Song do norte (960-1127). Seu projeto e estilo arquitetônicos foram moldados a partir da Grande Mesquita de Damasco (709-715) na Síria, fazendo do par as mesquitas mais antigas existentes a sobreviverem (na forma original) até o século 21.

A mesquita Qingjing está localizada na “Madinat al-Zaytun” (Quanzhou) ou, em português, “Cidade das Azeitonas” na província de Fujian, onde dois companheiros do profeta que acompanharam a delegação de Sad Ibn Abi Waqqas à China também foram enterrados.  São conhecidos pelas pessoas do local por seus nomes chineses de “Sa-Ke-Zu e Wu-Ku-Su”.

Acredita-se que a Zhen-Jiao Si (Mesquita da Verdadeira Religião), também conhecida como Feng-Huang Si (a Mesquita Fênix) em Hangzhou, província de Zhejiang, seja da dinastia Tang.  Tem um portal de vários andares que serve como minarete e uma plataforma para observar a lua.  A mesquita tem uma longa história e foi reconstruída e renovada em várias ocasiões ao longo dos séculos.  Está muito menor do que costumava ser, especialmente com o alargamento da estrada em 1929, e foi parcialmente reconstruída em 1953.

A outra mesquita antiga está localizada na cidade de Yangzhou na província de Jiangsu, que já foi a cidade de comércio e negócios mais movimentada durante a dinastia Song (960-1280). A Xian-He Si (Mesquita da Garça Azul Imortal) é a mais antiga e maior na cidade e foi construída em 1257 E.C por Pu-ha-din, um pregador muçulmano que era da décima-sexta geração de descendentes do profeta Muhammad.

De acordo com historiadores chineses muçulmanos, Sad Ibn Abi Waqqas morreu em Guangzhou onde se acredita que foi enterrado.  Entretanto, os estudiosos árabes discordam, afirmando que Sad morreu e foi enterrado em Medina entre outros companheiros.  Definitivamente existe um túmulo, enquanto que o outro é simbólico, e somente Deus sabe se é na China ou em Medina.  Como se pode ver, a propagação do Islã na China foi de fato pacífica.  A primeira delegação alcançou o sudeste via Zhu Jiang (o rio Pérola) e foi posteriormente seguida por contato através de uma rota terrestre a partir do noroeste.  Comunidades muçulmanas estão presentes em uma ampla área geográfica na China hoje, incluindo algumas em locais remotos do Tibet, onde uma vez encontrei muçulmanos tibetanos no meio do nada, enquanto fazia uma trilha.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/488/

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