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Um Vislumbre da Espanha Muçulmana
Descrição: Com a chegada dos muçulmanos na Espanha, a terra antes árida e iletrada se tornou a capital da erudição e agricultura européias, onde as pessoas de todas as crenças tinham segurança sob governo muçulmano.
Por Dean Derhak (editado por IslamReligion.com)
Publicado em 12 Apr 2010 - Última modificação em 12 Apr 2010

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Categoria: Artigos > História Islâmica > Em Detalhes

Quando se pensa na cultura européia uma das primeiras coisas que podem vir à mente é a renascença.  Muitas das raízes da cultura européia podem ser traçadas a partir daquele tempo glorioso de arte, ciência, comércio e arquitetura.  Mas você sabia que muito antes da renascença havia um lugar de beleza humanística na Espanha muçulmana?  Não somente era artística, científica e comercial, ma também exibia tolerância, imaginação e poesia incríveis.  Os muçulmanos habitaram a Espanha por quase 700 anos.  Como você poderá ver, foi sua civilização que iluminou a Europa e a tirou da idade das trevas para introduzi-la na renascença.  Muitas das suas influências culturais e intelectuais continuam vivas conosco hoje.

Muito tempo atrás, durante o século oito, a Europa continuava imersa no período medieval.  Essa não era a única coisa na qual estava imersa.  Em seu livro, “The Day The Universe Changed” (O Dia que o Universo Mudou, em tradução livre), o historiador James Burke descreve como típicos cidadãos europeus viviam:

“Os habitantes lançavam todo seu esgoto em valas no centro das ruas estreitas”. O fedor devia ser insuportável, embora aparentemente tenha passado virtualmente despercebido. Misturados com excremento e urina estavam juncos e palhas encharcados, usados para cobrir os chãos de terra. (p. 32)

Essa sociedade esquálida era organizada sob um sistema feudal e pouco lembrava uma economia comercial.  Junto com outras restrições, a Igreja Católica proibia o empréstimo de dinheiro – o que não ajudava muito a impulsionar as coisas.  “O antissemitismo, antes raro, começou a crescer. O empréstimo de dinheiro, que era proibido pela Igreja, era permitido sob a Lei Judaica.” (Burke, 1985, p. 32). Os judeus trabalharam para desenvolver uma moeda, embora fossem muito perseguidos por isso.  A Europa medieval era uma região miserável, na qual imperavam o analfabetismo, superstição, barbarismo e imundície.

Durante esse mesmo período os muçulmanos entraram na Europa pelo sul.  Abd al-Rahman I, um sobrevivente de uma família de califas do império muçulmano, alcançou a Espanha em meados dos anos 700.  Tornou-se o primeiro califa de Al-Andalus, a parte muçulmana da Espanha, que ocupou a maior parte da Península Ibérica.  Ele também estabeleceu a Dinastia Omíada que governou Al-Andalus por mais de trezentos anos.  (Grolier, History of Spain (História da Espanha)).  Al-Andalus significa “a terra dos vândalos”, a partir do qual vem o nome moderno Andaluzia.

A princípio a terra se parecia com o resto da Europa em toda sua miséria.  Mas dentro de duzentos anos os muçulmanos tinham transformado Al-Andalus em um bastião de cultura, comércio e beleza.

“Sistemas de irrigação importados da Síria e Muslimia transformaram as planícies secas... em uma cornucópia agrícola. Azeitonas e trigo sempre cresceram lá. Os muçulmanos acrescentaram romãs, laranjas, limões, berinjelas, alcachofras, cominho, coentro, bananas, amêndoas, henna, isatis, garança, açafrão, cana de açúcar, algodão, arroz, figos, uvas, pêssegos e abricós.” (Burke, 1985, p. 37).

Por volta do início do século nove, a Espanha muçulmana era a gema da Europa com sua capital, Córdoba.  Com o estabelecimento de Abd al-Rahman III – “o grande califa de Córdoba” – veio a era dourada de Al-Andalus.  Córdoba, ao sul da Espanha, era o centro intelectual da Europa.

Em uma época em que Londres era uma pequena aldeia lamacenta que “não podia ostentar uma simples lâmpada de rua” (Digest, 1973, p. 622), em Córdoba ...

“… existia meio milhão de habitantes, vivendo em 113.000 casas. Havia 700 mesquitas e 300 banhos públicos espalhados pela cidade e seus vinte e um subúrbios. As ruas eram pavimentadas e iluminadas.” (Burke, 1985, p. 38)

“As casas tinham balcões de mármore para o verão e dutos de ar quente sob pisos de mosaico para o inverno. Eram adornadas com jardins com fontes artificiais e pomares.” (Digest, 1973, p. 622). “O papel, um material ainda desconhecido para o ocidente, estava em toda parte. Havia livrarias e mais de setenta bibliotecas.” (Burke, 1985, p. 38).

Em seu livro intitulado “Spain In The Modern World” (Espanha no Mundo Moderno, em tradução livre), James Cleuge explica o significado de Córdoba na Europa medieval:

“Não havia nada semelhante, naquela época, no resto da Europa. As melhores mentes naquele continente olhavam para a Espanha para tudo que mais claramente diferencia um ser humano de um tigre.” (Cleuge, 1953, p. 70)

Durante o fim do primeiro milênio, Córdoba era a fonte intelectual na qual a humanidade européia vinha beber.  Estudantes da França e Inglaterra viajavam para se sentar aos pés de eruditos muçulmanos, cristãos e judeus, para aprender filosofia, ciência e medicina (Digest, 1973, p. 622).  Só na grande biblioteca de Córdoba havia em torno de 600.000 manuscritos (Burke, 1978, p. 122).

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