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Hajj – A Jornada de Uma Vida (parte 1 de 2): O Dia de Arafah e sua Preparação

Como a jornada do hajj levava meses se tudo corresse bem, os peregrinos carregavam com eles provisões para sustentá-los na viagem.  As caravanas eram elaboradamente supridas com amenidades e segurança se as pessoas que viajavam eram ricas, mas os pobres geralmente ficavam sem provisões e tinham que interromper sua jornada para trabalhar, poupar o que tinham ganho, e então seguir caminho.  Isso resultava em longas jornadas que, em alguns casos, duravam dez anos ou mais.  Viajar naqueles tempos estava repleto de aventura.  As estradas eram inseguras devido a ataques de bandidos.  O terreno no qual os peregrinos passavam também era perigoso, e perigos naturais e doenças freqüentemente clamavam muitas vidas ao longo do caminho.  Portanto, o retorno bem-sucedido dos peregrinos para suas famílias era ocasião de celebração festiva e gratidão por sua chegada a salvo.

Atraídos pelo mistério de Meca e Medina, muitos ocidentais têm visitado essas duas cidades sagradas, para as quais os peregrinos convergem, desde o século 15.  Alguns deles se disfarçam de muçulmanos; outros, que genuinamente se converteram, vêm para cumprir seu dever.  Mas todos parecem ter sido movidos por sua experiência, e muitos registraram suas impressões da jornada e dos rituais do hajj em relatos fascinantes.  Existem muitos diários de viagem do hajj, escritos em idiomas tão diversos quanto os próprios peregrinos.

A peregrinação acontece a cada ano entre o oitavo e o décimo-terceiro dia de Dhul-Hijjah, o décimo-segundo mês do calendário islâmico lunar.  O seu primeiro ritual é adotar a vestimenta de ihram.

O ihram, usado por homens, é uma vestimenta branca sem costura feita de duas peças de tecido; uma cobre o corpo da cintura até abaixo dos joelhos, e a outra é jogada sobre o ombro.  Essa vestimenta foi usada por Abraão e Muhammad.  As mulheres se vestem como elas usualmente fazem.  As cabeças dos homens devem estar descobertas; tanto homens quanto mulheres podem usar uma sombrinha.

O ihram é um símbolo de pureza e de renúncia do mal e de assuntos mundanos.  Também indica a igualdade de todas as pessoas aos olhos de Deus.  Quando o peregrino usa sua vestimenta branca, ele ou ela entra em um estado de pureza que proíbe discussão, cometer violência contra um homem ou animal e ter relações conjugais.  Uma vez que ele ponha suas roupas de hajj o peregrino não pode se barbear, cortar suas unhas ou usar qualquer jóia, e ele usará a sua vestimenta sem costura até completar a peregrinação.

Um peregrino que já está em Meca começa seu hajj do momento em que ele coloca o ihram.  Alguns peregrinos vindos de lugares distantes podem ter entrado em Meca mais cedo com seu ihram e podem continuar a usá-lo.  O vestir o ihram é acompanhado pela invocação básica do hajj, a talbiyah:

“Aqui estou, Ó Deus, a Teu Serviço!  Aqui estou a Teu Serviço!  Tu não tens parceiros; Aqui estou a Teu Serviço!  Teu é o louvor, a graça e o domínio!  Tu não tens parceiros.”

Os cânticos melodiosos e ensurdecedores da talbiyah ecoam não apenas em Meca mas também em outros locais sagrados relacionados com o hajj nas proximidades.

No primeiro dia do hajj, os peregrinos saem de Meca na direção de Mina, uma pequena aldeia desabitada a oeste da cidade.  Enquanto as multidões se espalham em Mina, os peregrinos geralmente passam seu tempo meditando e orando, como o Profeta fez em sua peregrinação.

Durante o segundo dia, o nono dia de Dhul-Hijjah, os peregrinos deixam Mina para a planície de Arafat, onde eles descansam.  Esse é o ritual central do hajj.  Enquanto eles congregam lá, a postura e a reunião dos peregrinos os relembra do Dia do Juízo.  Alguns deles se reúnem no Monte da Misericórdia, onde o Profeta fez seu inesquecível Sermão da Despedida, enunciando reformas religiosas, econômicas, sociais e políticas abrangentes.  Essas são horas carregadas de emoção, que os peregrinos passam em adoração e súplicas.  Muitos choram enquanto pedem a Deus que os perdoe.  Nesse local sagrado, eles alcançam o ápice de suas vidas religiosas enquanto sentem a presença e proximidade de um Deus misericordioso.

A primeira mulher inglesa a realizar o hajj, Lady Evelyn Cobbold, descreveu em 1934 os sentimentos que os peregrinos experimentam em Arafat.

“Seria preciso uma pena de mestre para descrever a cena, pungente em sua intensidade, daquela grande reunião de humanidade da qual eu era apenas uma pequena unidade, completamente perdida nas circunstâncias em um fervor de entusiasmo religioso.  Muitos dos peregrinos tinham lágrimas correndo por suas bochechas; outros elevavam seus rostos para o céu que tinha testemunhado esse drama tão freqüentemente nos séculos passados.  Os olhos brilhantes, os apelos apaixonados, as mãos lastimosas estendidas em oração me comoveram de uma forma que nada tinha feito antes, e eu me senti presa em uma forte onda de exaltação espiritual.  Eu era uma com o resto dos peregrinos em um ato sublime de completa submissão à Vontade Suprema que é o Islã.”

Ela continua descrevendo a proximidade que os peregrinos sentem em relação ao Profeta quando estão em Arafat:

“...enquanto eu estava ao lado de um pilar de granito, eu me senti em solo sagrado.  Eu vi com os olhos da minha mente o Profeta fazendo seu último sermão, mais de treze séculos atrás, para as multidões em lágrimas.  Eu visualizei os muitos pregadores que falaram para incontáveis milhões que se reuniram na vasta planície abaixo, porque essa é a cena culminante da Grande Peregrinação.”

É relatado que o Profeta pediu a Deus o perdão dos pecados dos peregrinos que se reunissem em Arafat, e que teve o seu pedido concedido.  Portanto, os peregrinos esperançosos se preparam para deixar a planície com alegria, se sentindo renascidos sem pecados e pretendendo abrir uma nova página.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/468/

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