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Islã, uma Civilização Profunda (parte 2 de 2): Mais Declarações
Descrição: Declarações de vários eruditos e intelectuais não-muçulmanos sobre a profundidade da religião do Islã como uma civilização.  Parte 2: Mais declarações.
Por iiie.net
Publicado em 04 Jan 2009 - Última modificação em 07 Jan 2009

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Categoria: Artigos > Os Benefícios do Islã > O Que Outros Dizem Sobre o Islã, Muhammad e o Alcorão

A.J. Toynbee, Civilization on Trial, Nova Iorque, 1948, p. 205:

A extinção da consciência de raça como acontece entre muçulmanos é uma das realizações de destaque do Islã no mundo contemporâneo.   Existe uma necessidade urgente da propagação dessa virtude islâmica.”

A.M.L. Stoddard, citado em Islam – The Religion of All Prophets, Begum Bawani Waqf, Karachi, Pakistan, p. 56:

“O surgimento do Islã é talvez o evento mais surpreendente na história humana.  Surgindo de uma terra e de um povo anteriormente negligenciados, o Islã se propagou dentro de um século para metade da terra,  esmagando grandes impérios, superando religiões estabelecidas há muito tempo, remodelando as almas de raças, e construindo um mundo todo novo – o mundo do Islã.

Quanto mais de perto nós examinamos esse desenvolvimento mais extraordinário ele parece.  As outras grandes religiões conquistaram seu espaço lentamente, através de luta dolorosa, e finalmente triunfaram com a ajuda de monarcas poderosos convertidos à nova fé.  O Cristianismo teve seu Constantino, o Budismo seu Asoka e o Zoroastrismo seu Ciro, cada um emprestando ao seu culto escolhido a força poderosa de sua autoridade secular.  Isso não aconteceu com o Islã.  Surgindo em uma terra deserta escassamente habitada por uma raça nômade que não era distinguida anteriormente nos anais humanos, o Islã se lançou em sua grande aventura com o mínimo suporte humano e contra as mais pesadas dificuldades materiais.  Ainda assim o Islã triunfou com uma facilidade aparentemente milagrosa, e algumas gerações viram o Crescente Vibrante surgir vitorioso dos Pirineus ao Himalaia e do deserto da Ásia Central aos desertos da África Central.”

Edward Montet, “La Propaganda Chretienne it Adversaries Musulmans”, Paris, 1890, citado por T.W. Arnold em The Preaching of Islam, Londres, 1913, pp. 413-414:

“O Islã é uma religião que é essencialmente racionalista no sentido mais amplo desse termo considerado etimológica e historicamente.  A definição de racionalismo como um sistema que baseia crença religiosa em princípios estabelecidos pela razão  se aplicam a ele de forma precisa... Não se pode negar que muitas doutrinas e sistemas de teologia e também muitas superstições, da adoração de santos ao uso de rosários e amuletos, se inseriram no ramo principal da crença muçulmana.  Mas apesar do rico desenvolvimento, em todo o sentido do termo, dos ensinamentos do profeta, o Alcorão manteve seu lugar como ponto de partida fundamental, e o dogma da unicidade de Deus tem sido sempre proclamado nele com uma pureza invariável, uma majestade, grandeza e com uma nota de pura convicção, que é difícil encontrar fora do Islã.  Essa fidelidade ao dogma fundamental da religião, a simplicidade elementar da fórmula na qual ele é enunciado, a prova que obtém da convicção determinada dos missionários que o propagam, são muitas causas para explicar o sucesso dos esforços missionários maometanos[1].  Deve-se esperar que um credo tão preciso, tão destituído de complexidades teológicas e conseqüentemente tão acessível ao entendimento comum possua e, de fato, possui, um poder maravilhoso de abrir seu caminho até as consciências dos homens.”

W. Montgomery Watt, Islam and Christianity Today, Londres, 1983, p.IX:

“Eu não sou um muçulmano no sentido usual, embora eu espero ser um “muçulmano” como “aquele que se submete a Deus”, mas eu acredito que embutido no Alcorão e outras expressões da visão islâmica estão vastos estoques da verdade divina da qual eu e outros ocidentais temos muito que aprender, e ‘o Islã é certamente um grande contendor para o suprimento da estrutura básica de uma religião do futuro.’”

Paul Varo Martinson (editor), ISLAM, An Introduction for Christians, Augsburg, Mineápolis, 1994, p. 205:

“O Islã é uma fé autêntica que molda o íntimo dos  nossos vizinhos muçulmanos e determina suas atitudes na vida.  E a fé islâmica é geralmente mais voltada para a tradição do que a forma ocidental recente da fé cristã, que experimentou considerável secularização.  Nós só seremos justos com a população islâmica quando os compreendermos a partir de seu centro religioso e os respeitarmos como uma comunidade de fé.  Os muçulmanos se tornaram parceiros importantes no diálogo sobre a fé.”

John Alden Williams (editor), ISLAM, George Braziller, Nova Iorque, 1962, na parte de dentro da capa:

“O Islã é muito mais que uma religião formal: é um modo de vida completo.  De muitas formas é um fator mais determinante na experiência de seus seguidores do que qualquer outra religião.  O muçulmano (“Aquele que se submete") vive face a face com Deus em todos os momentos, e não fará separação entre sua vida e a sua religião, sua política e sua fé.  Com sua forte ênfase na irmandade dos homens cooperando para cumprir a vontade de Deus, o Islã se tornou uma das religiões mais influentes no mundo hoje.”

John L. Esposito, ISLAM, The Straight Path, Oxford University Press, Nova Iorque, 1988, pp. 3-4:

“O Islã se encaixa em uma longa linha semita de tradições religiosas proféticas, que compartilham um monoteísmo determinado, crença na revelação de Deus, Seus profetas, responsabilidade ética e prestação de contas, e o Dia do Juízo.   De fato, os muçulmanos, como os cristãos e os judeus, são os Filhos de Abraão, uma vez que todos remontam suas comunidades a ele.  A relação política, religiosa e histórica do Islã com o Cristianismo e o Judaísmo se manteve forte ao longo da história.  Essa interação tem sido a fonte de benefício e empréstimo mútuo e também de mal-entendidos e conflito.”



Footnotes:

[1] N.T: O termo “maometano” não é empregado pelos muçulmanos e é considerado errado por eles, por passar a impressão de que o profeta Muhammad é o centro de sua fé. Os muçulmanos adoram a Deus e a Deus somente. O termo só foi mantido por fidelidade ao texto original do autor citado.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/192/

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