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Elevação da Condição das Mulheres (parte 3 de 5)
Descrição: Uma palestra na universidade sobre como o Islã elevou a condição das mulheres.  Parte 3: A diferença entre as visões de mundo islâmica e ocidental e um relance de alguns dos direitos concedidos às mulheres há 1.400 anos pelo Islã.
Por Ali Al-Timimi
Publicado em 19 Dec 2011 - Última modificação em 19 Dec 2011

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Categoria: Artigos > Atualidades > Mulheres

Vamos levar isso para outra etapa: qual é o objetivo da humanidade?  Qual é o propósito pelo qual seres humanos existem na terra? Com qual objetivo se empenham?  O que lhes acontecerá caso se empenhem para aqueles objetivos e o que ocorrerá caso não se empenhem para aqueles objetivos?

Uma vez que o Islã é uma religião que se vê como revelação de Deus e a verdade, os muçulmanos sentem que os seres humanos têm um propósito estabelecido na terra e que em tudo na criação de Deus existe sabedoria.  Não existe nada na criação de Deus que não tenha qualquer sabedoria.  Nada é por esporte ou diversão e, portanto, os seres humanos têm um propósito e esse propósito lhes foi elucidado nos ensinamentos do Islã.  Foram criados para adorar Deus.  Em um versículo do Alcorão Deus diz que não criou os seres humanos exceto para adorá-Lo.  Portanto, a essência da humanidade é a mesma entre homem e mulher e eles também compartilham o mesmo objetivo que é adorar Deus.  E essa é a questão mais importante na cultura e civilização islâmicas.

A cultura e civilização islâmicas estão enraizadas na crença religiosa.  A civilização americana está enraizada em que?  Nos escritos dos fundadores dos Estados Unidos da América. Está enraizada na Declaração de Independência, os ideais que foram colocados nela.   Está enraizada na Constituição dos Estados Unidos.  Em alguns dos argumentos entre monarquia ou democracia que foram escritos por alguns dos primeiros escritores ou fundadores.  Assim, está enraizada em pensamento político.  Sim, pode ter algumas tradições que podem remontar e se estender a certas idéias como em partes do Cristianismo e assim por diante, mas em sua essência é um pensamento político, ao contrário do Islã que é uma religião em sua essência.

A civilização do Islã - uma civilização que tem 1.400 anos de idade - está enraizada em religião.  Para um muçulmano o maior objetivo é servir a Deus, adorar a Deus somente e isso é o que significa a palavra muçulmano.

Muçulmano não é uma descrição racial, não é uma categoria étnica, muçulmano significa aquele que se submete.  Islã significa se submeter à vontade de Deus - a submissão voluntária a Deus - e assim o Islã é uma religião de submissão.  Portanto, no aspecto mais importante da religião islâmica encontramos que homens e mulheres compartilham no mesmo objetivo e é esperado que tenham as mesmas responsabilidades, uma vez que se exige ou obriga que tanto homens quanto mulheres testemunhem que ninguém é merecedor de adoração exceto somente Allah - somente Deus - e que Muhammad é Seu mensageiro.  Homens e mulheres são ambos obrigados a orar cinco vezes ao dia, que é o segundo pilar do Islã.  São obrigados a jejuar no mês de Ramadã.  São obrigados a fazer a peregrinação à Meca.  A dar caridade.  A ter as mesmas crenças.  São obrigados a terem o mesmo tipo de moralidade e o mesmo tipo de código de conduta e comportamento.

Homens e mulheres compartilham esses ingredientes essenciais do comportamento islâmico, que distingue um muçulmano de um não-muçulmano.  E isso é de extrema importância porque rompe com a tradição das religiões.  Por exemplo, cinquenta anos antes do nascimento do profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, que nasceu por volta de 560 E.C, encontramos que houve uma reunião de bispos na França para discutir se as mulheres possuíam ou não alma e, se possuíssem alma, qual seria seu propósito na terra?  Era adorar Deus?  E se adorassem Deus, iriam para o paraíso?  No fim foi decidido que sim, as mulheres possuíam alma - o que era um rompimento com a tradição anterior - mas que seu propósito não era apenas adorar Deus, mas também servir aos homens.

No Islã, entretanto, a base da submissão não é que mulheres estão se submetendo aos homens, mas que homens e mulheres juntos se submetem a Deus.  Portanto, quando se lê as passagens do Alcorão fica muito claro que o obediente entre os crentes e as crentes recebem o paraíso, que é o maior objetivo na vida de um muçulmano e a base dessa civilização.  Da mesma forma, aqueles que são desobedientes e renegados e não querem adorar Deus também recebem a mesma punição, sejam homens ou mulheres.  É por isso que em todo o Alcorão se encontra que as palavras são dirigidas tanto aos homens quanto às mulheres.  A língua árabe, como a francesa, tem dois tipos de verbos, um que representa o feminino e outro o masculino.  Assim, o Alcorão se dirige a ambas as categorias de raça humana, a ambos os sexos.  Isso é encontrado repetidamente.   Não é necessário recitar agora todas essas passagens, mas elas estão lá se alguém quiser conhecê-las.

Em resumo, encontramos três fundamentos: que compartilham a mesma humanidade, que têm o mesmo objetivo nessa terra e, também, que esperam a mesma recompensa, que é o objetivo pelo qual estão trabalhando coletivamente como seres humanos.  E esse é um rompimento, como eu disse antes, com as tradições religiosas anteriores e também com o entendimento político e social prevalente entre os filósofos antes do Islã.  E como resultado disso, encontramos que o Islã conferiu às mulheres direitos que talvez tenhamos como certos agora, mas que foram conferidos por Deus a homens e mulheres 1.400 anos atrás.  Esses direitos, como o direito de ter propriedades, de dispor delas de acordo com seus próprios desejos, desde que sigam as leis da religião do Islã, e se aplicam igualmente para homens ou mulheres. E também o direito de assegurar o que agora chamamos de direitos políticos, como o direito de entrar em um tratado com combatentes, são coisas muito recentes, relativamente falando, no ocidente.

Um dos direitos concedidos pelo Islã na época do profeta Muhammad foi que se uma mulher fizer um trato com um combatente de uma força de ataque não-muçulmana o trato dela será considerado como foi o caso da companheira do profeta Muhammad.  Na igreja cristã esses companheiros eram chamados de discípulos, mas os discípulos do profeta Muhammad são chamados de companheiros.  Eram em centenas e milhares, não apenas doze como com Jesus Cristo, e havia homens e mulheres entre eles.  Quando o profeta Muhammad veio para Meca, uma das companheiras chamada Umm Hani, que era habitante de Meca e crente no profeta Muhammad, colocou certos parentes sob sua proteção para que não fossem feridos.  O irmão dela, que era um dos principais companheiros do profeta Muhammad e casado com sua filha, Ali b. Abi Talib, queria executar dois desses homens que eram conhecidos por prejudicar os muçulmanos e combatê-los.  Então Umm Hani foi até o profeta Muhammad e reclamou que ela tinha lhes garantido proteção e o profeta reconheceu a proteção dela a esses dois indivíduos.

Isso é o que podemos chamar, na classificação e terminologia que usamos agora, um direito político.  Garantir proteção para outra pessoa durante o estado de guerra é algo relativamente novo no ocidente, mas era uma tradição conhecida no mundo islâmico há 1.400 anos.  Da mesma forma, em termos do que podemos chamar de participação pública, existem certos atos de adoração que são atos públicos de adoração no Islã e existem certos atos de adoração que são privados.  Um dos atos públicos é a peregrinação, um dos pilares do Islã, realizado por homens e mulheres.  Outro ato público de adoração são as duas orações de Eid que acontecem duas vezes ao ano, uma após a peregrinação e outra após o término do Ramadã.  Homens e mulheres participam publicamente.  Temos um versículo que mostra que o contrato social entre homens e mulheres é o mesmo no Islã.  Esse versículo pode ser traduzido da seguinte maneira:

“E os crentes e as crentes são,”

o que podemos traduzir como

“awliyaa”

- a palavra em árabe para amigos, aliados ou apoiadores mútuos,

“eles”

- significando homens e mulheres -

“recomendam o bem”

ou seja, recomendam o que é correto,

“proíbem o ilícito”

Esse é um processo corretivo em sociedade, removendo o mal e recomendando o que é bom.  E então

“praticam a oração”

ambos, homens e mulheres,

“pagam o zakat”

ou a caridade para os pobres,

“e obedecem a Deus e ao Seu Mensageiro.” (Alcorão 9:71)

E então Deus lhes mostra a recompensa, que são aqueles com quem Deus terá misericórdia e que Deus é Todo-Poderoso e Sábio.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/850/

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