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Nascemos “para ser livres”? (parte 1 de 2)
Descrição: Um olhar em quanta liberdade realmente temos e não temos sobre nós mesmos e nossas vidas.
Por Ruqaiyyah Waris Maqsood
Publicado em 30 Mar 2009 - Última modificação em 01 Nov 2009

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Categoria: Artigos > Adoração e Prática > Moral e Práticas Islâmicas

“O livre arbítrio é a mais difícil das dádivas de Deus para se compreender ou apreciar. A pessoa que abre mão de liberdade egoísta e concorda em ser um servo de Deus será sempre verdadeiramente livre.”

A liberdade é uma das coisas mais valiosas que existe, embora muitos de nós não tenham idéia do quanto é preciosa até que ela seja perdida.  É considerada um dos direitos humanos básicos, e tentar remover esse direito sem uma causa muito justa é um pecado muito sério.  Todos gostamos de pensar que somos livres, e que temos o livre arbítrio quando fazemos nossas escolhas na vida – mas pensemos por um momento sobre as realidades da situação.  Realmente nascemos “para ser livres”?  Se sim, de que forma?  O que isso significa para nós?

Para começar, a quantidade de liberdade que temos de fato é muito mais limitada do que talvez percebamos.  Comecemos com exemplos simples que todos podemos entender, coisas que se referem aos nossos corpos físicos.  Quanta liberdade temos sobre o bocejo, espirro, suor, sangramento, respiração, digestão, ou evacuação?  Quanta liberdade temos sobre o que podemos ver, ouvir, sentir, ou colocar nossos músculos ou membros para trabalhar?  Eu costumava ser capaz de correr para pegar o ônibus e escalar montanhas – mas independentemente do quanto insista que sou livre para fazer isso agora, não posso mais fazê-lo.  Não posso nem escolher ficar de pé; se eu digitar por um período longo minhas pernas ficam tão rígidas que simplesmente não posso fazê-lo.  Não tenho nenhum controle sobre o que acontece dentro do meu corpo – não tenho idéia de como meus rins extraem matéria, ou como eles sabem o que é necessário e o que é para ser eliminado.  Não tenho idéia do que faz meu coração bater, ou quando ele parará.  Não posso escolher se salivo, urino, coagulo, reproduzo, deterioro ou desintegro!

E considere as pessoas que são meus parentes.  Não tive liberdade de escolher meus pais ou avós, ou irmãos e irmãs.  Não pude escolher minha constituição genética.  Tentei escolher quando meus próprios filhos nasceriam, mas não funcionou como esperava.  E não tive idéia de qual seria o sexo de meus filhos, ou como eles seriam.  Algumas pessoas acreditam que é apenas questão de tempo antes que sejamos capazes de mexer com a genética para produzir crianças de encomenda, mas então – claro – a pessoinha produzida não terá nenhuma liberdade sobre o que ele ou ela será fisicamente.  Então, quando se considera tudo isso – não parece realmente que os seres humanos têm muita liberdade, não é?

E ainda assim, a crença na liberdade do espírito humano é uma das coisas chaves que Deus revelou através dos tempos.  No Islã somos ensinados que foi algo que Deus concedeu aos seres humanos e que Ele não concedeu aos anjos.   Podemos não ser capazes de escolher como somos fisicamente, mas temos que escolher o que faremos em relação à atividade de nossa alma.  Deus exige que assumamos o controle de nós mesmos, e façamos escolhas particulares e ajamos de determinadas maneiras – mas Ele nunca nos força.  Não temos nem que acreditar Nele, e podemos escolher ignorá-Lo ou desobedecê-Lo.  Milhões de pessoas o fazem.

Já que isso acontece, não somos robôs programados.  Não reagimos da mesma forma em determinadas situações; alguns de nós são muito mais altruístas, generosos, dispostos a perdoar e ajudar e capazes de lidar com dificuldades do que outros.  Mas não temos que ser.  Se virmos uma senhora na estrada com dificuldades carregando pacotes pesados, podemos escolher se a ajudamos, a derrubamos e roubamos seus pacotes, a ignoramos, ou gritamos palavras rudes e corremos.  Isso leva a um pensamento interessante.  Podemos nos distrair adivinhando o quê um indivíduo em particular pode fazer à senhora idosa com os pacotes.  Mas todos temos um sentimento de ‘dever’; achamos que sabemos qual curso de ação a pessoa boa, a pessoa religiosa, a pessoa de consciência, deve tomar.

Toda vez que dizemos que uma pessoa deve fazer algo, supomos que a pessoa é de fato livre e capaz para fazê-lo.  É totalmente sem sentido dizer que alguém deve fazer algo para ajudá-la, por exemplo, se esse alguém está preso em uma cadeia, ou inconsciente, ou vivendo em um país distante.  ‘Dever’ implica em ‘poder’.  Agora, se Deus pode fazer qualquer coisa que queira, então seria perfeitamente possível para Ele controlar nossas mentes e nossas escolhas.  É uma questão que está dentro das capacidades dos próprios seres humanos, e seria muito fácil para Deus.  Entretanto, o fato Dele permitir que as pessoas escolham não acreditar Nele e não fazer o que Ele quer, demonstra conclusivamente que Deus não robotiza as mentes das pessoas.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/1178/

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