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Conceitos
É-me imprescindível, neste capítulo, em que apresento a doutrina, esclarecer a nomenclatura a que se recorre constantemente, na linguagem dos ulemás e que é freqüente, nos livros da doutrina, a saber: a dúvida, a presunção e o saber (ciência), para chegar, por ela, ao conceito da doutrina. Descartes, em sua famosa metodologia, e, anteriormente, Al Ghazali, em sua obra "O Salvador do Desvio", partiram da dúvida para chegar à certeza. Duvidou Descartes e se serviu dessa dúvida como um elemento para chegar à certeza.
Que é a dúvida, pois?

Por exemplo: Se você estivesse em Makka e alguém lhe perguntasse: Está chovendo em Taif?, não poderia responder-lhe nem sim, nem não, porque é possível que esteja chovendo em Taif e é possível que o tempo esteja claro e não esteja chovendo. A probabilidade de estar chovendo seria de 50% e a de não estar seria dos outros 50%. Portanto, a igualdade entre as duas possibilidades faria com que não existisse prova alguma de que estava chovendo ou não. Isto é dúvida.

Se você olhasse para o Este (Taif está a Este de Makka) e observasse nuvens e as visse assomando-se ao longe, no horizonte, uma ligeira inclinação o levaria a pensar que estaria chovendo em Taif. Desta ligeira inclinação até essa possibilidade há o que chamamos de presunção. Você diria, pois, "presumo que agora esteja chovendo em Taif". Então, a presunção seria, por exemplo, de 60% sim e 40% não.

Se visse que as nuvens aumentavam, acumulavam-se e se enegreciam, e que o relâmpago brilhava, dentro delas, aumentaria a sua presunção de que chovia em Taif, e ela seria de 70 a 75% sim. Isto é o que os nossos sábios chamaram de "vitória da presunção". Então, diria, a quem lhe perguntasse, "estou mais perto da suposição de que esteja chovendo em Taif".

Porém, se fosse a Taif, e visse a chuva com os seus próprios olhos e a sentisse em seu rosto, então se asseguraria da sua queda. Os nossos sábios denominam esta certeza "conhecimento".

Há, pois, para a palavra "conhecimento" muitos significados. O conhecimento absoluto, em contraste com a ignorância; o conhecimento como ciência pura, em contraste com a arte e com a filosofia, pois a química é uma ciência e a física outra, porém a pintura é arte e a poesia também. O conhecimento, neste sentido, é o objetivo de se procurar a verdade; o intelecto é empregado como ferramenta, para se alcançar o objetivo. Os métodos adotados são: inquirição, experimento e dedução. Por outro lado, as artes adotam a "beleza", como seu objetivo final. Elas empregam sentimentos humanos, como ferramentas, e o teste, como o seu método.

Em nossa presente discussão, referir-nos-emos ao conhecimento, no sentido da certeza, em contraste com a dúvida e a suposição.(*4)
O Saber Essencial e o Saber Teórico

O saber adquirido por simples percepção e observação não necessita de demonstração. Por exemplo, quando você vê uma montanha, à sua frente, não necessita realizar uma demonstração, para provar a sua existência. Você sabe, necessariamente, que ela existe, e qualquer pessoa racional, que a vê, sabe que ela existe. Este é o saber imperativo. Sem dúvida, saber que a hipotenusa ao quadrado, em um triângulo retângulo, equivale à soma dos quadrados dos catetos, necessita de uma demonstração racional, pois o cientista que chegou a isso, por meio de uma demonstração, sabe que é verdade, porém o ignorante não pode saber e não crê, enquanto não lhe for feita esta demonstração, com o triângulo diante dele. Isto é o que denominamos de saber (ciência) teórico, ao qual não se pode chegar sem uma demonstração racional.
A Evidência e a Doutrina

Parte do saber teórico não necessita, geralmente, de demonstração, e mesmo que não se aprenda mediante os sentidos ou a observação, propaga-se e chega a ser conhecida, até que a perceba tanto o sábio como o ignorante, o maior como o menor; até que ela chegue perto do saber manifesto.

Por exemplo: Saber que uma parte é menor do que o todo, que um pedaço de pão é menor do que um pão inteiro pertence, originalmente, ao saber teórico, pois necessita de uma demonstração; porém, não encontramos quem duvide disso ou exija esta demonstração. Se você tira de uma criança um tablete de chocolate inteiro e logo lho devolve incompleto, ela não o aceita. Se tentar convencê-la de que é maior, ela não crê em você, pois é evidente que a parte é menor do que o todo. Cada coisa possui uma identidade.

Se alguém lhe pedisse: "Demonstre-me que essa pena que você tem na mão não é uma colher de chá", você alegaria que isto é uma evidência e não necessita de demonstração, pois uma pena é uma pena. As evidências são realidades racionais, absolutamente admitidas por todas as pessoas e ninguém lhe exigirá uma demonstração delas. Se a evidência chega ao subconsciente, se estabelece nele e influi na sua intuição e nos seus sentimentos, o conduz em seu pensamento (seu consciente) e em seus atos, isso se denomina doutrina e a crença nela chama-se fé. Porém, nós sabemos que o homem crê na razão, algumas vezes, e na falta de razão, outras.
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