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O Islã Oprime as Mulheres?
Descrição: O verdadeiro status das mulheres no Islã.
Por Aisha Stacey (© 2012 IslamReligion.com)
Publicado em 24 Sep 2012 - Última modificação em 24 Sep 2012

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Mil e quatrocentos anos atrás o Islã deu direitos às mulheres; direitos que as mulheres europeias não podiam imaginar. Palavras ousadas! Palavras que têm sido ditas repetidamente, especialmente nas últimas duas ou três décadas por convertidos muçulmanos e escritores, acadêmicos e educadores muçulmanos em todo o globo. Direitos, responsabilidades e escolhas das mulheres têm sido tema de livros, artigos, ensaios e palestras. Infelizmente, entretanto, convencer o mundo de que as muçulmanas não são oprimidas pelo Islã é uma mensagem que não está sendo transmitida.  Os destaques da mídia gritam opressão e as palavras muçulmano, mulheres e opressão parecem ter se tornado intimamente ligadas.

Não importa o que as muçulmanas façam ou digam para tentar convencer o mundo do contrário, palavras como hijab, burca, poligamia e Charia parecem convencer as pessoas que o Islã oprime as mulheres.  Até mulheres educadas e articuladas observando as condições de modéstia do hijab pouco podem fazer para dissipar os mitos.  Mulheres que se conduzem com decoro e graça e funcionam sem esforço no mundo moderno tem suas realizações e sucessos celebrados. Entretanto, se uma mulher usa um lenço, cobre seu cabelo ou coloca sua religião acima de buscas mundanas ela é imediatamente rotulada de oprimida.  É de se pensar se o mesmo acontece com mulheres de outras religiões. Mulheres religiosas e modestas de todas as religiões são rotuladas como oprimidas?  Ou é só com o Islã?

O sinal mais visível da fé de uma muçulmana é o lenço na cabeça ou hijab; também é a vestimenta que leva as pessoas a acreditarem que o Islã oprime as mulheres.  Embora os sábios islâmicos unanimemente concordem que vestimenta modesta e lenços são obrigatórios no Islã, para a maioria das muçulmanas em todo o mundo cobrir ou não cobrir é uma escolha feita livremente. As mulheres que escolhem usar o hijab o veem como um direito, não um fardo e muitas descrevem o uso do hijab como liberação da necessidade de estar em conformidade com estereótipos e imagens não realistas ditados pela mídia.

O que exatamente as muçulmanas dizem sobre si mesmas em relação ao tema da opressão? Em 2005 uma pesquisa mundial do Gallup[1] intitulada What women Want: Listening to the voices of Muslim Woman (O que as mulheres querem: Ouvindo as vozes da muçulmana), revelou que a maioria das mulheres entrevistas em países predominantemente muçulmanos se ressentiam da falta de união entre as nações muçulmanas, do extremismo violento e da corrupção política e econômica. O lenço ou hijab, ou qualquer vestimenta cobrindo o rosto e corpo, frequentemente retratados como uma ferramenta de opressão não foi nem mesmo mencionado.

O relatório concluiu que: “... a maioria das mulheres no mundo muçulmano estão bem cientes de que têm as mesmas capacidades e merecem os mesmos direitos fundamentais dos homens. A maioria das mulheres em cada um dos oito países pesquisados disse acreditar que as mulheres são capazes de tomar suas próprias decisões em relação a voto, trabalhar em qualquer emprego para as quais estiverem qualificadas e até de servir nos níveis mais altos do governo.”

O Islã elevou o nível das mulheres e elas não são mais bens móveis que passam do pai para o marido. Tornaram-se iguais aos homens, com direitos e responsabilidades que levam em consideração a natureza da humanidade.  Infelizmente em todo o mundo as muçulmanas são vítimas de aberrações culturais que não têm lugar no Islã.  Indivíduos e grupos poderosos alegam ser muçulmanos e ainda assim não praticam os verdadeiros princípios do Islã.  Sempre que a mídia revela histórias inconcebíveis de crimes em nome da honra, mutilação genital, casamento forçado, punição de vítimas de estupro, mulheres confinadas às suas casas ou que têm educação negada, revela histórias de homens e mulheres que ignoram o status das mulheres no Islã.

“Ó vós que credes!   não vos é permitido herdar as mulheres, contra a vontade delas, nem as atormentar, com os fim de vos apoderardes de uma parte daquilo que as tenhais dotado, a menos que elas tenham cometido comprovada obscenidade. E harmonizai-vos entre elas, pois se as menosprezardes podereis estar depreciando seres que Deus dotou de muitas virtudes.” (Alcorão 4:19)

A religião do Islã exige que as mulheres sejam tratadas com respeito, honra e justiça.  Condena todo tipo de opressão.  No Islã as mulheres, assim como os homens, são comandados a crerem em Deus e adorá-Lo.  As mulheres são iguais aos homens em termos de recompensa na Vida Eterna.

“Aqueles que praticarem o bem, sejam homens ou mulheres, e forem crentes, entrarão no Paraíso e não serão defraudados, no mínimo que seja.” (Alcorão 4:124)

As mulheres no Islã têm direito à propriedade, a controlar seu próprio dinheiro, comprar e vender, dar presentes e caridade.  Não é permissível a ninguém tomar os bens de uma mulher sem o consentimento dela. O Islã deu às mulheres direitos formais de herança.  As mulheres no Islã têm direito à educação; buscar e adquirir conhecimento é uma obrigação para todos os muçulmanos, homens e mulheres.

As muçulmanas têm o direito de aceitar ou recusar propostas de casamento e as casadas são completamente livres da obrigação de sustentar a família.  Mulheres casadas que trabalham são livres para contribuírem ou não com as despesas da casa. As mulheres têm o direito de buscar o divórcio, se isso tornar-se necessário.

O profeta Muhammad, que Deus o louve, disse: "Uma matrona não deve ser dada em casamento exceto após consultá-la; e uma virgem não deve ser dada em casamento exceto após sua permissão.”  As pessoas perguntaram: “Ó mensageiro de Deus! Como sabemos de sua permissão?”  Ele disse: “Seu silêncio (indica sua permissão).”[2]

Uma mulher foi dada por seu pai em casamento quando era uma matrona e ela discordou do casamento.  Então ela foi ao mensageiro de Deus e ele declarou o casamento inválido.[3]

A religião do Islã declara que as mulheres são seres humanos valiosos que merecem respeito e o direito a serem livres de opressão.  As mulheres têm direito a uma vida decente, sem enfrentarem agressão ou abuso de qualquer tipo.  Têm o direito de buscarem uma vida que lhes seja agradável dentro dos limites islâmicos. Ninguém tem o direito de forçar as mulheres a serem menos do que quiserem ser.  Os verdadeiros ensinamentos do Islã declaram que as mulheres devem ser mantidas em uma posição de alta consideração.

Infelizmente é verdade que algumas muçulmanas são oprimidas, mas em todo o mundo algumas mulheres são mal tratadas por alguns homens de todas as religiões e grupos étnicos. É possível dizer que esse ou aquele governo oprime as mulheres ou que homens muçulmanos nesse ou naquele país acham que é aceitável bater em mulheres. Entretanto, não é correto dizer que o Islã oprime as mulheres.  Se as mulheres receberem seus direitos concedidos por Deus, como determinado na religião do Islã, a opressão global das mulheres pode ser eliminada.

O profeta Muhammad, que Deus o louve, disse: “Somente um homem nobre trata as mulheres de maneira honrosa.  E somente um ignóbil trata as de maneira vergonhosa.”[4]



Footnotes:

[1] Gallup Organization, Princeton, EUA.  A pesquisa mundial Gallup é a maior fonte disponível de dados de opinião pública global, fornecendo às vozes de cidadãos em mais de 130 países e áreas.

[2] Saheeh Bukhari

[3] Ibid.

[4] At Tirmidhi

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/videos/2222/

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