Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940
Email: siteluzdoislam@gmail.com

Hierarquia dos Artigos
Início dos Artigos » Livro: Fiqh al Sunnah » Livro: Fiqh al Sunnah (Parte II)
Tamanho da Fonte
Livro: Fiqh al Sunnah (Parte II)

A oração (As-Salat)

 

A oração é uma adoração constituída por declarações e ações específicas. É iniciada com Allahu Akbar (At-Takbir) e é concluida com Assalamu Alaikum wa Rahmatullah (At-Taslim).

 

A importância da oração no Islam

A oração é a adoração mais importante no Islam, pois ela é considerada a base fundamental da religião e sem ela o Islam não pode subsistir. O profeta (SAW) disse: “Acima de tudo está o Islam, seu pilar é a oração e o seu auge é a luta pela causa de Allah”.

A oração foi a primeira das adorações prescritas por Allah no Islam, sua transmissão se deu no céu, feita diretamente por Allah ao seu último mensageiro na noite da sua ascensão (Al-Mi’raj). Anas disse: O número de orações prescritas ao Profeta (SAW) na noite de sua ascensão é cinquenta, mas esse número foi reduzido para cinco. Em seguida Allah proclama: “Ó Muhammad, minha ordem não é alterada, você terá nas cinco orações recompensa de cinquenta”.

A oração é a primeira coisa pela qual as pessoas terão de prestar contas no Dia do Juízo Final. Abdullah ibn Qort relatou que o Profeta Muhammad (SAW) disse: “A primeira coisa pela qual o homem terá de prestar contas no Dia do Juízo Final, será a oração. Se as orações foram válidas, toda a sua obra será; se foram defeituosas, toda a sua obra também terá sido”.

A oração é o último conselho que o Profeta (SAW) deu a sua nação antes de sua morte, dizendo: “A oração, a oração ...”.

A oração será o último laço da religião a ser abandonado, e quando isso acontecer, a religião perecerá. O Profeta (SAW) disse: “Os laços do Islam serão abandonados um por um, e cada vez que um desses laços é abandonado, as pessoas irão segurar firme o próximo. O primeiro a ser abandonado é o ato de governar dentro do islam e o último é a oração”.

No Alcorão, Allah menciona a oração junto com:

1 – A recordação: “E observa a oração, porque a oração preserva (o homem) da obscenidade e do ilícito; mas, na verdade, a recordação de Allah é o mais importante” (Alcorão 29:45), “Bem-aventurado aquele que se purificar, e mencionar o nome do seu Senhor e orar” (Alcorão 87:14-15) e “E observa a oração, para celebrar o Meu nome” (Alcorão 20:14).

2 – Az-Zakat: “Observai a oração, pagai o zakat” (Alcorão 2:110).

3 – A perseverança: “Amparai-vos na perseverança e na oração” (Alcorão 2:45).

4 – As devoções: “Reza, pois, ao teu Senhor, e faze sacrifício” (Alcorão 108:2) e “Dize: Minhas orações, minhas devoções, minha vida e minha morte pertencem a Allah, Senhor do Universo. Que não possui parceiro algum, tal me tem sido ordenado e eu sou o primeiro dos muçulmanos” (Alcorão 6:162-163).

5 – Ato de piedade: “É certo que prosperarão os fiéis que são humildes em suas orações, que desdenham a vaidade, que são ativos em pagar o zakat, que observam a castidade exceto para os seus cônjugues ou cativas - nisso não serão reprovados. Mas aqueles que se excederem nisso serão os transgressores. Os que respeitarem suas obrigações e seus pactos e que observarem as suas orações, estes serão os herdeiros. Herdarão o Paraíso, onde morarão eternamente” (Alcorão 23:1-11).<--PAGEBREAK-->

A importância da oração é tão grande no Islam que a pessoa deve realizá-la independentemente se está na região onde reside ou em viagem, se está seguro ou em perigo. Allah diz: “Observai as orações, especialmente as intermediárias, e consagrai-vos fervorosamente a Allah. Se estiverdes em perigo, orai andando ou cavalgando; porém, quando estiverdes seguros, invocai Allah, tal como Ele vos ensinou o que não sabíeis” (Alcorão 2:238-239). E Allah esclarece no Alcorão como realizá-la na viagem, na guerra e quando a pessoa estiver segurança, e diz: “Quando viajantes pela terra não sereis recriminados por abreviardes as orações, temendo que vos ataquem os incrédulos; em verdade, eles são vossos inimigos declarados. Quando estiveres entre eles e os convocares a observarem a oração (Ó Mensageiro), que uma parte deles tome de suas armas e a pratique contigo; e, quando se prostrarem, que a outra se poste na retaguarda; ao concluírem, que se retire e se ponha de guarda e suceda-lhe a parte que não tiver orado, ainda, e que reze contigo. Que não precavenham e levem suas armas, porque os incrédulos ansiarão para que negligencieis as vossas armas e provisões, a fim de vos atacarem de surpresa. Tampouco sereis recriminados se depuserdes as armas quando a chuva a isso vos obriga, ou estiverdes enfermos; mas tomai vossas precauções. Sem dúvida, Allah destina aos incrédulos um castigo ignominioso. E quando tiverdes concluído a oração, mencionai Allah, quer estejais de pé, sentados, ou deitados. Porém, quando estiverdes fora de perigo, observai a devida oração, porque ela é uma obrigação prescrita aos fiéis para ser cumprida em seu devido tempo” (Alcorão 4:101-103).

Allah adverte fortemente aquele que abandona a oração dizendo: “Sucedeu-lhes, depois, uma descendência, que abandonou a oração e se entregou às concupiscências. Porém, logo terão o seu merecido castigo” (Alcorão 19:59) e disse: “Ai, pois, dos praticantes das orações que são negligentes em suas orações” (Alcorão 107:4-5).

E por sua importância, o profeta Abraão pediu para seu Senhor fazer dele um observante da oração, assim como à sua prole, e disse: “Ó Senhor meu, faze-me observante da oração, assim como à minha prole! Ó Senhor nosso, escuta a minha súplica” (Alcorão 14:40).

 

A sentença de quem abandona a oração

Há um consenso de que a pessoa que abandonar a oração e negar sua obrigatoriedade é um incrédulo e não é muçulmano. Aquele que a abandonar por estar ocupado, por preguiça ou por qualquer outro motivo inaceitável pela Chari’a, e estiver ciente de sua obrigatoriedade, é um incrédulo e deve ser sentenciado à morte.

Hadiths que afirmam que aquele que abandona a oração é incrédulo:

1 – Jaber relatou que o Profeta (SAW) disse: “Entre o homem e a incredulidade, está o abandono da oração”.

2 – Buraidah relatou que o Profeta (SAW) disse: “O nosso pacto com eles é a oração, aquele que a abandona é um incrédulo”.

3 – Abdullah Ibn Amr Ibn Al-Ass relatou que o Profeta (SAW) disse sobre a oração: “Para aquele que a observa assiduamente será uma luz, um argumento e uma salvação no Dia do Juízo Final. Aquele que não a pratica, não terá luz, nem argumento, nem salvação e no Dia do Juízo Final será junto com Qarun, Faraó, Haman e Ubai Ibn Khalaf”. Esses são os líderes dos descrentes e certamente, quem estará junto deles, na outra vida, é um deles. <--PAGEBREAK-->

Ibn Al-Qayim disse: A pessoa que abandona a sua oração, deve estar preocupada com a sua riqueza, seu reino, sua liderança, ou seu negócio. Aquele que está preocupado com a sua riqueza estará junto com Qarun, aquele que está preocupado com o seu reino estará junto com Faraó, aquele que está preocupado com a sua liderança estará junto com Haman e aquele que está preocupado com o seu negócio estará junto com Ubai Ibn Khalaf.

4 – Abdullah Ibn Chaqiq Al-Uqaili disse: Os companheiros do Profeta Muhammad (SAW) não consideravam que o abandono de um ato é uma descrença, exceto o abandono da oração.

5 – Muhammad Ibn Nasr Al-Mirwazi relatou: Eu ouvi Ishaq dizer que o Profeta (SAW) disse: “Aquele que abandona a oração é um descrente” e todos os sábios afirmam, que a pessoa que não executa intencionalmente a oração deixando passar o tempo dela, é um incrédulo.

6 – Ibn Hazm disse que, Omar, Abdurrahman Ibn Auf, Muaz Ibn Jabal, Abu Hurairah e outros companheiros do Profeta (SAW) disseram: Aquele que não executa uma oração obrigatória deixando passar o tempo dela é um incrédulo. Al-Munziri no seu livro, Al-Targhib wa Al-Tarhib, disse: Os companheiros Omar Ibn Al-Khattab, Abdullah Ibn Massud, Abdullah Ibn Abbas, Muaz Ibn Jabal, Jaber Ibn Abdullah e Abu Ad-Dardaa , e os sábios Ahmad Ibn Hanbal, Ishaq Ibn Rahawaih, Abdullah Ibn Al-Mubarak, An-Nakha’i, Al-Hakam Ibn Utaibah, Abu Ayyub As-Sakhtiani, Abu Daud At-Taialissi, Abu Bakr Ibn Abi Chaibah, Zuhair Ibn Harb e outros, consideram aquele que não executa uma oração obrigatória deixando passar o tempo dela é um incrédulo.

Hadiths que afirmam que aquele que abandona a oração deve ser sentenciado à morte:

1 – Ibn Abbas relatou que o Profeta (SAW) disse: “Os laços e as bases da religião que sobre eles se alicerçou o Islam, são três: O testemunho de que não há outra divindade além de Allah, a oração determinada e o jejum no mês de Ramadan. Quem abandonar um só deles torna-se um incrédulo e seu sangue será então lícito”. Em outro relato: “Quem abandonar um só deles torna-se um incrédulo, suas adorações voluntárias e involuntárias não serão aceitas e seu sangue e seus bens serão lícitos”.

2 – Ibn Omar relatou que o Profeta (SAW) disse: “Eu fui ordenado por Allah a continuar a combater as pessoas, até que prestem testemunho de que não há outra divindade além de Allah e de que Muhammad é seu mensageiro, até que pratiquem a oração e paguem Az-Zakat. Quando fazem isso, suas vidas e seus bens estarão a salvos de mim, exceto quanto às obrigações em relação ao Islam, e Allah os julgará”.

3 – Umm Salamah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Haverá governantes injustos e quem desgostar e repudiar seus atos será salvo do pecado, e quem aceitar e segui-los será um pecador”. Então, lhe perguntaram: Ó mensageiro de Allah, devemos lutar contra eles? Ele respondeu: “Não, desde que mantenham a oração”. Portanto, o Profeta proibiu lutar contra um governante injusto que observa suas orações.

4 – Abu Said disse: Quando Ali estava no Iêmen, enviou para o Profeta (SAW) uma peça de ouro, que ele então dividiu entre quatro pessoas. Um homem disse: Ó Mensageiro de Allah, seja temente a Allah. O Profeta disse: “Ai de vós, eu não sou o homem mais temente a Allah na face da terra?” Khalid Ibn Al-Walid disse: Ó Mensageiro de Allah, me deixa matá-lo? Ele (SAW) disse: “Não, talvez ele observe a oração”. Khalid disse: Quantas pessoas dizem com seus lábios o que não está em seus corações? O Profeta disse: “Eu não tenho sido ordenado a olhar para dentro dos corações das pessoas, nem dentro de suas barrigas”. Neste hadith também, a oração é dada como razão para não matar uma pessoa. Entende-se, portanto, que a pessoa que não ora, deve ser morta.

Mesmo que os hadiths anteriores afirmem claramente que aquele que não observa a oração torna-se um descrente e deve ser morto, muitos sábios não concordam com isso:<--PAGEBREAK-->

Malik e Ach-Chafii e outros dizem: Aquele que não observa a oração não é incrédulo, mas é um depravado e deve se arrepender, se não, deve ser sentenciado à morte.

Abu Hanifah disse: não deve matá-lo, mas deve puni-lo e aprisioná-lo até que ele ore.

Dizem somente que aquele que abandona a oração e nega sua obrigatoriedade torna-se um incrédulo, pois Allah diz: Deus jamais perdoará quem Lhe atribuir parceiros, conquanto perdoe os outros pecados, a quem Lhe apraz” (Alcorão 4:116). Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: Todo profeta tem uma súplica especial atendida, todos os profetas se apressaram a suas súplicas, mas eu escondi a minha que é interceder pela minha nação no Dia da Ressurreição. Essa intercessão será concedida, se Allah quiser, para quem morrer sem associar ninguém a Allah”. Abu Hurairah também relatou que o Profeta (SAW) disse: “A pessoa que será mais feliz devido a minha intercessão é aquela que diz que não há outra divindade a não ser Allah, sinceramente do seu coração”.

Ach-Chaukani disse: A verdade da questão é que esse indivíduo se torna um incrédulo e deve ser morto por sua incredulidade, pois, os hadiths autênticos e o consenso em geral chamam aquele que não reza de descrente.

 

Quem deve observar a oração

A oração é obrigatória para todo muçulmano adulto. Aicha relatou que o Profeta (SAW) disse: “Não há nenhuma obrigação para três pessoas: aquele que está dormindo até que acorde, a criança até que se torne adulto e aquele que é insano, até que se torne são”.

 

A oração da criança

Embora a oração não seja obrigatória para as crianças, os pais e os responsáveis devem ordená-los a praticá-la aos sete anos e castigá-los aos dez se não executá-la, para treiná-los e os acostumar a fazer quando se tornarem adultos. O Profeta (SAW) disse: “Ordenem vossos filhos a praticar a oração quando estes tiverem sete anos de idade, castigá-los (por não a praticarem) aos dez anos e separá-los nas camas”.

 

As orações obrigatórias

As orações prescritas por Allah, diariamente, são cinco. Ibn Muhairiz narrou que Al-Mukhdaji, da tribo de Kananah, ouviu Abu Muhammad, um homem do Ach-Cham, dizer que a oração do Witr é obrigatória. Ubadah Ibn As-Samit ao saber do fato disse: Abu Muhammad está enganado, eu ouvi o Mensageiro de Allah, dizer: “Allah prescreveu cinco orações aos seus servos. Aquele que as cumprir e não perder nenhuma delas terá um pacto com Allah e Ele o deixará entrar no Paraíso. Quem não as cumprir não terá nenhum pacto com Allah e Ele poderá puni-lo ou perdoá-lo”.

Talha Ibn Ubaidullah relatou que um beduíno com o cabelo despenteado veio ao Mensageiro de Allah (SAW), e disse: Ó mensageiro de Allah, informe sobre o que Allah tornou obrigatório para mim no que diz respeito a oração. Ele disse: “Cinco orações, a menos que você faça outras voluntariamente”. Ele pediu ao Profeta (SAW) para informar-lhe sobre o jejum, e ele disse: “O jejum do Ramadan, a menos que você faça outro voluntariamente”. Então ele perguntou sobre Az-Zakat e o Mensageiro de Allah (SAW) informou-o das legislações islâmicas. O beduíno, em seguida, disse: Por Aquele que te honrou, não vou voluntariamente acrescentar nada e farei perfeitamente o que Allah me mandou fazer. O Mensageiro de Allah (SAW), então disse: “Se ele é verdadeiro no que disse, entrará no Paraíso”.

 

Os tempos das orações

Cada oração tem seu devido tempo, Allah diz: Porque ela (a oração) é uma obrigação prescrita aos fiéis para ser cumprida em seu devido tempo” (Alcorão 4:103).<--PAGEBREAK-->

E sobre os tempos das orações Allah diz no Alcorão: “E observa a oração em ambas as extremidades do dia e em certas horas da noite, porque as boas ações anulam as más. Nisto há mensagem para os que recordam” (Alcorão 11:114), “Observa a oração, desde o declínio do sol até à chegada da noite, e cumpre a recitação matinal, porque é sempre testemunhada”(Alcorão17:78) e “E celebra os louvores do teu Senhor antes do nascer do sol, antes do seu ocaso[1] e durante certas horas da noite; glorifica teu Senhor nos dois extremos do dia, para que sejas comprazido” (Alcorão 20:130).

Os louvores antes do nascer do sol é a oração da manhã (Al-Fajr), e antes do seu ocaso é a oração da tarde (Al-Asr). Jarir Ibn Abdullah Al-Bajali disse: Uma noite estávamos sentados com o Profeta e a lua estava cheia. Ele olhou para ela e disse: “Vereis o vosso Senhor no Dia do Julgamento como estais vendo esta lua, e não sentireis nenhuma fadiga por isso se puderdes não perder as orações da manhã (Al-Fajr) e as orações da tarde (Al-Asr), e perseverardes nisso, e recitou a Aya 20:130”.

Na Sunnah, os tempos das orações são bem especificados:

1 – Abdullah Ibn Amr relatou que o Profeta (SAW) disse: “O tempo da oração do meio-dia (Al-Duhr) é quando o sol passa o meridiano e continua até a sombra de um homem ser aproximadamente o mesmo comprimento de sua altura. O tempo da oração da tarde (Al-Asr) é até antes de o sol tornar-se amarelo. O tempo da oração do pôr do sol (Al-Maghrib) é até desaparecimento do crepúsculo. O tempo da oração da noite (Al-Icha’a) é a metade de uma noite de duração média. E o tempo da oração da manhã (Al-Fajr) começa com o alvorecer do dia e termina ao nascer do sol. Quando o sol se levanta, abstenha-se de rezar, pois o sol sobe entre os dois chifres de Satanás”.

2 – Jaber Ibn Abdullah relatou que o anjo Gabriel veio ao Profeta (SAW) e disse-lhe: “Levante-se e ore”, e eles fizeram a oração do meio-dia (Al-Duhr) quando o sol já tinha passado o seu ponto culminante. O anjo então, veio a ele (SAW), para a oração da tarde (Al-Asr) e disse: “Levante-se e ore”, e eles fizeram a oração da tarde (Al-Asr) enquanto a sombra de um objeto estava do mesmo tamanho do objeto. E o anjo veio ao pôr do sol (Al-Maghrib) e disse: “Levante-se e ore”, e eles fizeram a oração do pôr de sol (Al-Maghrib) quando o sol desapareceu. Então, ele veio à noite e disse: “Levante-se e ore”, e eles fizeram a oração da noite (Al-Icha’a) quando o crepúsculo tinha desaparecido. E veio a ele (SAW) na alvorada e eles fizeram a oração da manhã (Al-Fajr) ao alvorecer do dia. O anjo Gabriel veio no dia seguinte, ao meio-dia, e disse ao Mensageiro de Allah (SAW), “Levante-se e ore”, e eles fizeram a oração do meio-dia (Al-Duhr) quando a sombra de um objeto estava do mesmo tamanho do objeto. E veio para a oração da tarde (Al-Asr) e disse: “Levante-se e ore”, e eles fizeram a oração da tarde (Al-Asr) quando a sombra de um objeto estava o dobro do objeto. Então, ele veio ao mesmo tempo, como no dia anterior, para a oração do pôr de sol (Al-Maghrib), sem qualquer alteração. E ele veio para a oração da noite (Al-Icha’a) depois de havia passado a metade da noite ou um terço da noite, e eles então fizeram a oração da noite (Al-Icha’a). E ele veio quando o dia clareou e disse: “Levante-se e ore”, e eles fizeram a oração da manhã (Al-Fajr). Em seguida, Gabriel disse: “Entre essas duas orações há tempo”. Isto quer dizer que entre uma oração e outra tem tempo para executá-las.
 

O tempo da oração do meio-dia (Al-Duhr)

Os dois Hadiths anteriores deixam claro que o tempo da oração do meio-dia começa quando o sol passa o meridiano e continua até a sombra de um objeto ser aproximadamente do mesmo comprimento que o próprio objeto.

É recomendado, em dia de muito calor, atrasar a oração de meio-dia( devido ao forte calor) para manter a humildade e o temor à oração, e executá-la logo se este não for o caso.<--PAGEBREAK-->

Anas disse: Em dia de frio o Mensageiro de Allah executava a oração logo (no início do seu horário), e em dia de calor ele a executava mais tarde (antes do final de seu horário).

Abu Zharr relata: Estávamos com o Profeta em uma viagem quando o Muazhin queria fazer Adhan do meio dia (Al-Duhr) e o Profeta disse: “Calma! Deixe-o esfriar”. Isso aconteceu duas ou três vezes, até que vimos as sombras das montanhas. Então, o Profeta disse: “O calor extremo é da fragrância do Inferno, quando o calor se tornar extremo, atrasem a oração”.

No entanto, este atraso tem um limite, Al-Hafiz no livro “Al-Fath” disse: Os sábios divergem sobre quanto tempo pode-se esperar para deixar a temperatura baixar. Alguns dizem que é até que a sombra de um objeto se torne do tamanho de um braço, outros dizem que é até que a sombra se torne um quarto da altura do homem, outros dizem um terço ou a metade e assim por diante. A regra nisso é não retardar a oração para que não passe do seu devido tempo.

 

O tempo da oração da tarde (Al-Asr)

Esta oração começa no período da tarde, quando a sombra de um objeto fica do mesmo tamanho que o objeto em si, e continua até o sol se por. Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quem alcançar uma genuflexão (Rakaah) da oração da tarde antes do sol se por e, em seguida, rezar o restante da oração após o pôr do sol, não perde a oração da tarde (Al-Asr)”.

O melhor e mais preferido momento para rezar a oração da tarde (Al-Asr) termina quando o sol se torna amarelado no horizonte. Isso está nos Hadiths anteriores de Jabir e Abdullah Ibn Omar. Atrasar a oração até que o sol se torne amarelado, embora seja permissivel, é muito desagradável, a menos que haja alguma necessidade de fazê-lo. Anas relatou que ouviu o Profeta (SAW) dizer: “Esta é a oração do hipócrita. Ele espera até que o sol esteja entre os dois chifres de Satanás, então se levanta e reza quatro genuflexões (Raka’ah) rápidas, recordando um pouco de Allah”.

An-Nawawi em seu comentário sobre o livro “Sahih Muslim” disse que o tempo da oração da tarde (Al-Asr) pode ser dividido em cinco categorias:

1 – O tempo mais virtuoso: que é o inicio do tempo permissível.

2 – O tempo preferido: que é até que a sombra de um objeto torna-se o dobro do comprimento do próprio objeto.

3 - O tempo permitido: que é a partir do momento em que o sol torna-se amarelado.

4 – O tempo permitido mas não recomendável: que é a partir do momento em que o sol torna-se amarelado até o pôr do sol.

5 - O tempo de desculpa ou necessidade: que começa, de fato, no momento da oração do meio-dia (Al-Duhr) para quem juntar a oração do meio-dia (Al-Dohr) e a oração da tarde (Al-Asr) devido à viagem ou à chuva.

Se a oração da tarde (Al-Asr) é feita durante qualquer uma dessas cinco categorias, ela foi cumprida corretamente, se não e se o sol já se pôs, o indivíduo perde sua oração e deve fazê-la mesmo com atraso (Qadhaa)”.

Em dia nublado, a oração da tarde (Al-Asr) deve ser feita no início de seu tempo. Buraidah Al-Aslami relatou: Nós estávamos com o Mensageiro de Allah durante uma batalha e ele disse: “Apressem a oração em dia nublado, pois, quem perde a oração da tarde (Al-Asr) destrói todas as suas obras”.

Ibn Al-Qayyim diz: O abandono da oração se dá de duas formas. Abandoná-la completamente e não executá-la nunca, destrói todas as obras, ou abandoná-la durante um determinado dia, destrói as obras daquele dia”.<--PAGEBREAK-->

A oração da tarde (Al-Asr) é “a oração intermediária”. Allah diz: Observai as orações, especialmente as intermediárias, e consagrai-vos fervorosamente a Deus” (Alcorão 2:238).

Ali relatou que o Profeta (SAW) disse no dia de Al-Ahzab (dia da batalha dos clãs): “Que Allah encha suas sepulturas e suas casas com fogo, pois eles nos mantiveram ocupados durante todo o tempo da oração intermediária (Al-Asr) até que o sol se pôs”.

Ibn Massud disse: Os incrédulos mantiveram o Profeta ocupado durante todo o tempo da oração da tarde (Al-Asr) até que o sol havia se tornado avermelhado e amarelado. O Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Eles nos mantiveram ocupados durante todo o tempo da oração intermediária, a oração da tarde (Al-Asr): Que Allah encha suas barrigas e sepulturas com fogo”.


O tempo da oração do pôr do sol (Al-Maghrib)

O tempo para a oração do pôr do sol começa com o desaparecimento do sol e perdura até as extremidades vermelhas do crepúsculo.

Abdullah Ibn Amr relatou que o Profeta (SAW), disse: “O tempo para a oração do pôr do sol (Al-Maghrib) começa com o pôr do sol e termina com o desaparecimento do crepúsculo vermelho”.

Abu Mussa relatou que um homem perguntou ao Profeta (SAW) sobre o tempo das orações, e ao chegar a hora da oração do pôr do sol (Al-Maghrib) o Profeta (SAW) ordenou que ele a executasse quando o sol se pusesse e, no dia seguinte, ele orou quando o crepúsculo vermelho começou desaparecer. Então, o Profeta (SAW) disse: “A oração do pôr do sol (Al-Maghrib) é entre esses dois tempos”.

An-Nawawi diz em seu comentário sobre o livro “Sahih Muslim”, disse: É permitido adiá-la enquanto ainda for crepúsculo e executá-la a qualquer momento durante esse período.

Quanto ao hadith anteriormente citado, no qual o anjo Gabriel e o Profeta (SAW) executaram a oração do pôr do sol (Al-Maghrib) quando o sol havia desaparecido em ambos os dias, serve para mostrar que é muito preferido realizá-la o mais cedo possível.

As-Sa'ib Ibn Yazid relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Minha nação estará no caminho natural (Al-Fitrah), desde que executem a oração do pôr do sol (Al-Maghrib) antes que as estrelas apareçam”.

Abu Ayyub Al-Ansari relatou que o Profeta (SAW) disse: “Façam a oração do pôr do sol (Al-Maghrib) quando o jejuador quebra o seu jejum e quando as estrelas estão prestes a aparecer”.

Rafi’ Ibn Khadij disse: Nós executávamos a oração do pôr do sol (Al-Maghrib) com o Mensageiro de Allah e, ao sair, ainda éramos capazes de ver onde havíamos disparado as nossas flechas.[2]

Salamah Ibn Al-Akuaa disse que o Mensageiro de Allah (SAW) executava a oração do pôr do sol (Al-Maghrib) quando o sol se punha e desaparecia por trás do horizonte.

 

O tempo da oração da noite (Al-Icha’a)

O tempo da oração da noite (Al-Icha’a) começa quando o crepúsculo vermelho desaparece e continua até a metade da noite. Aicha disse: Os companheiros executavam a oração da noite (Al-Icha’a) entre o desaparecimento do crepúsculo e o fnal do primeiro terço da noite.

Abu Hurairah relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Se eu não temesse que isso fosse causar uma dificuldade para minha nação, eu teria lhes ordenado que atrasassem a oração da noite (Al-Icha’a) até que já tivesse passado um terço ou metade da noite”.<--PAGEBREAK-->

Abu Said relatou: Certa vez, nós esperamos o Mensageiro de Allah para executar a oração da noite (Al-Icha’a) até que metade da noite já tinha passado. Quando o Profeta chegou, orou conosco e disse: “Fiquem sentados em seus lugares, pois, enquanto as pessoas foram dormir, vocês permaneceram em oração durante todo o tempo que voces passaram me esperando. Se não fosse a fraqueza dos fracos, a doença do doente e a necessidade dos necessitados, eu teria atrasado o tempo dessa oração até a metade da noite”.

Os hadiths anteriores descrevem o melhor horário para se realizar a oração da noite (Al-Icha’a), mas caso seja necessário, o tempo dela se estende até o raiar da aurora. Abu Qatadah relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Não há negligência em dormir, mas a negligência está em não executar uma oração até que o tempo da outra oração chegue”. Este hadith mostra que o tempo de cada oração se estende até o início do tempo da oração seguinte, exceto a oração da manhã (Al-Fajr), que como todos os sábios concordam, que o seu tempo termina ao nascer do sol.

É melhor atrasar a oração da noite (Al-Icha’a) até o final do tempo preferido para ela, que é metade da noite. Aicha relatou: Uma noite, o Profeta (SAW) executou a oração da noite (Al-Icha’a) um pouco antes da meia noite e a maioria das pessoas na mesquita tinha caído no sono. Então, ele fez a oração e disse: “Este seria o seu tempo adequado se não fosse causar uma dificuldade para minha nação”. O Profeta (SAW) não fazia isso sempre pois, ele sabia que seria uma dificuldade para os oradores. Ele levava em consideração a situação das pessoas que estão na mesquita. Às vezes, ele se apressava em realizar a oração e em outras vezes ele retardava. Jabir disse: O Mensageiro de Allah (SAW) executava a oração do meio-dia (Al-Duhr) na hora mais quente do dia, que é meio-dia, a oração da tarde (Al-Asr) quando o sol estivesse claro, a oração do pôr do sol (Al-Maghrib) quando o sol desaparecesse e a oração da noite (Al-Icha’a) às vezes atrasava e às vezes apressava. Quando ele via que as pessoas já haviam se reunido na mesquita, ele apressava, e quando ele percebia que eles estavam demorando, ele atrasava. Ele executava a oração da manhã (Al-Fajr) enquanto ainda estava escuro”.

Não é recomedado dormir antes da oração da noite (Al-Icha’a) e nem conversar depois dela. Abu Barza Al-Aslami relatou que o Profeta (SAW) gostava de atrasar a oração da noite (Al-Icha’a), não gostava de dormir antes dela e nem de conversar depois de terminá-la. Em outro Hadith Ibn Massud disse: O Mensageiro de Allah (SAW) nos ordenou que não ficássemos conversando após a oração da noite (Al-Icha’a)”. As razões por trás disso são: o sono pode fazer com que uma pessoa perca a oração da noite (Al-Icha’a) em seu melhor momento ou fazer com que perca a oração em congregação e conversar depois dela é perder o tempo no qual poderia aproveitar em outras coisas úteis. Se a pessoa, ao dormir, tem alguém para acordá-la ou ele estiver discutindo uma questão benéfica, então não há problema nisso. Disse Ibn Omar: O Profeta e Abu Bakr discutiram alguns dos assuntos dos muçulmanos durante a noite e eu estava com ele”. Ibn Abbas disse: Dormi uma noite na casa de Maimunah quando o Profeta estava lá. Eu queria ver como era a oração do Profeta durante a noite. Ele conversou por um tempo com sua esposa e depois dormiu”.

 

O tempo da oração da manhã (Al-Fajr)

O tempo da oração da manhã começa com o alvorecer do dia e termina ao nascer do sol.<--PAGEBREAK-->

É preferivel executar a oração da manhã (Al-Fajr) no início do seu tempo. Abu Massud Al-Ansari relatou que uma vez o Mensageiro de Allah (SAW) executou a oração da manhã (Al-Fajr) enquanto ainda esta escuro e outra vez ele a retardou. Depois disso, ele sempre a executou enquanto ainda estava escuro e nunca a retardou até seu falecimento.

Aicha disse: As mulheres crentes executavam a oração da manhã com o Profeta, enroladas com suas roupas, voltavam para suas casas depois da oração e ninguém conseguia reconhecê-las devido à escuridão da madrugada”.

Rafi’ Ibn Khadij relatou um hadith em que o Profeta (SAW) disse: “Retardai a oração da manhã (Al-Fajr) até amanhecer (clarear o dia), pois, a recompensa será maior”. Em outra versão: “Retardai a oração da manhã (Al-Fajr), pois, a recompensa será maior”. Isso quer dizer, que deve-se retardar o término da oração e não o início. Ou seja, recitar vários versículos do Alcorão para alongar a oração, isto é, o que o Profeta (SAW) costumava fazer. Ele (SAW) recitava entre 60 e 100 ayas[3]. Porém, também pode ser para que se tenha certeza que o tempo da oração (Al-Fajr) realmente iniciou e não se reze com dúvida.

 

Quem alcançar uma genuflexão (Raka'ah) da oração

Quem alcançar uma genuflexão (Rakaah) da oração antes de expirar seu tempo, não perde a oração. Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quem alcançar uma genuflexão (Rakaah) da oração, não perde a oração”. Isso é valido para todas as orações. Al-Bukhari disse: Quem alcançar uma genuflexão (Rakaah) da oração da tarde (Al-Asr), antes de o sol se por, deve completar sua oração, e quem alcançar uma genuflexão (Rakaah) da oração da manhã (Al-Fajr) antes de nascer do sol, deve completar sua oração. Isso significa que é permitido completar a oração da manhã (Al-Fajr) após nascer do sol e a oração da tarde (Al-Asr) após o sol se por, mesmo que isso seja desagradével, e não é permitido retardar essas orações intencionalmente.

 

Quem dorme ou esquece a oração

Quem dorme ou esquece da oração, deve executá-la ao acordar ou se lembrar. Abu Qatadah relatou que o Profeta (SAW), ao ser perguntado sobre dormir no tempo da oração, disse: “Não há negligência no sono. A negligência ocorre enquanto a pessoa está acordada. Se um de vocês se esquecer de uma oração ou dormir no seu devido tempo, deve executá-la quando se lembrar”. Anas relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quem esquecer de executar a oração, deve executá-la ao se lembrar e não há expiação além disso”.

Umran Ibn Al-Hussain relatou: Estávamos com o Mensageiro de Allah numa viagem noturna, na última parte da noite, ficamos cansados, caímos no sono e só acordamos quando sentimos o calor do sol. Levantamos apressadamente para fazer a purificação e o Profeta nos ordenou que tivéssemos calma. Então, nós andamos até que o sol se levantou e fizemos a ablução. O Profeta pediu para que Bilal fazesse o chamado à oração (Al-Azan), fizemos duas genuflexões (Rakaah) antes da oração da manhã (Al-Fajr) e depois executamos a oração. Nós dissemos: Ó Mensageiro de Allah, não devemos repeti-la amanhã, no seu devido tempo? Ele disse: “Será que o vosso Senhor, o Altíssimo, que vos proíbe de praticar a usura iria aceitá-la de vocês?”<--PAGEBREAK-->

 

Os tempos em que as orações não são permitidas

Os tempos em que as orações não são permitidas, são:

- Após a oração da manhã (Al-Fajr) até o nascer do sol.

- Do nascer do sol até que o sol suba o comprimento de uma lança acima do horizonte.

- Quando o sol está no seu meridiano até que ele se mova para o oeste.

- Após a oração da tarde até o sol se por.

Abu Said relatou que o Profeta (SAW) disse: “Não há oração após a oração da tarde (Al-Asr) até o sol se por e não há oração após a oração da manhã (Al-Fajr) até o sol nascer”.

Amr Ibn Absah relatou que pediu para o Profeta(SAW) lhe falar sobre a oração e ele (SAW) disse: “Faça a oração da manhã (Al-Fajr) e pare antes do nascer do sol, até que ele suba acima do horizonte, pois o sol sobe entre os dois chifres do Satanás e é nessa hora que os incrédulos se prostram a ele. Depois ore, pois a sua oração será testemunhada e presenciada pelo os anjos até que uma lança torna-se sem sombra, então pare de orar, pois é nessa hora que o fogo do inferno é alimentado. Quando a sombra vem, você pode orar, porque a tua oração será testemunhada e presenciada pelos anjos até a oração da tarde (Al-Asr). Então, pare de orar até que o sol se ponha, pois o sol se põe entre os dois chifres do Satanás e é nessa hora que os incrédulos se prostram a ele”.

Uqbah Ibn Amer disse: Há três horários que, neles, o Profeta proibiu-nos de rezar ou enterrar nossos mortos. Quando o sol nasce até que tenha subido, quando estiver no seu meridiano e quando estiver se pondo até desaparecer completamente”.

 

As opiniões dos juristas a respeito de orar depois da oração da manhã (Al-Fajr) e da oração da tarde (Al-Asr)

A maioria dos sábios concordam que a pessoa pode executar as orações perdidas após a oração da manhã (Al-Fajr) ou da tarde (Al-Asr). Isto é baseado no hadith do Profeta(SAW): “Quem esquece de executar uma oração, deve executá-la assim que se lembrar”.

No que diz respeito as orações voluntárias, há varias opninões. Os companheiros que não permitiram tais orações durnte estes tempos, são: Ali, Ibn Massud, Zaid Ibn Thabit, Abu Hurairah e Ibn Omar. Omar e Khalid Ibn Al-Walid castigavam quem fazia isso.

Os seguidores que não permitiram tais orações são: Al-Hassan e Said Ibn Al-Mussayyab. Abu Hanifa e Malik também não permitiram essas orações. Ach-Chafii permitia isso em casos específicos como a oração de saudação à mesquita (Tahiyatul masjid) e a Sunnah pós-ablução, e ele usa como prova o fato de que o Profeta (SAW) rezou a Sunnah da oração do meio-dia (Al-Duhr) após as orações da tarde (Al-Asr). Os Hanabilah dizem que é proibido rezar durante esses tempos mesmo que se tenha uma razão para isso, exceto as duas genuflexões (Rakaah) da circumambulação ao redor da Qaabah (At-Tawaf). Isto baseia-se no hadith de Jubair Ibn Mut'im em que o Profeta (SAW) disse: “Ó filhos de Abd Manaf, não impeçam ninguém de circumambular esta Casa (a Caaba) e de rezar aqui a qualquer hora que desejar, seja dia ou noite”.

 

As opiniões dos juristas a respeito de orar quando o sol nasce, quando estiver se pondo e quando estiver no seu meridiano

Os Ahnaf dizem que a oração durante esses tempos não é válida, independentemente se a oração for obrigatória ou voluntária, exceto a oração da tarde (Al-Asr), a oração fúnebre e a prostração em resposta à recitação do Alcorão se os versículos respectivos forem recitados em tais ocasiões. Abu Youssuf também faz uma exceção para as orações voluntárias da sexta-feira, enquanto o sol estiver no seu meridiano.<--PAGEBREAK-->

Os Ach-Chafiyyah dizem que as orações voluntárias sem um motivo específico são indesejáveis em tais ocasiões, mas as orações obrigatórias, orações voluntárias em algumas ocasiões, orações voluntárias da sexta-feira, quando o sol estiver no seu meridiano e a oração da circumambulação ao redor da Caaba são permitidas.

Os Malikiyyah dizem que as orações voluntárias, a prostração em resposta à recitação do Alcorão e a oração fúnebre (a menos que há um medo de deterioração ou alteração no cadáver) todas são proibidas durante o nascer e o pôr do sol, mas permitem as orações obrigatórias. Permitem também as orações voluntárias ou obrigatórias quando o sol estiver no seu meridiano. Al-Baji escreveu no seu livro “Charh Al-Muwatta”, que Ibn Wahab disse que Malik foi questionado sobre a oração do meio-dia e ele disse: Eu encontrei o povo rezando ao meio-dia de sexta-feira. Alguns hadiths não consideram isso desejável (orar nessa hora do dia), mas eu não vou interromper a oração das pessoas. Eu não gosto de orar nessa hora do dia porque não é desejável.

Os Hanabilah dizem que nenhuma oração voluntária deverá ser feita durante esses três tempos, independentemente se há motivo para isso ou não, se em Makkah ou em outro lugar, se na sexta-feira ou em outro dia. Mas eles permitem a oração de saudação à mesquita na sexta-feira enquanto o sol estiver no seu meridiano ou enquanto o imam estiver fazendo o sermão. Também dizem que a oração fúnebre é proibida nesses três tempos, a menos que haja medo da alteração ou deterioração do cadáver. Permitem a composição das orações perdidas, a oração por promessa e as orações da circumabulação ao redor da Caaba em qualquer um desses três tempos.

As orações voluntárias após o nascer do sol e antes da oração da manhã (Al-Fajr)

Yassar disse: Ibn Omar me viu quando eu estava orando depois do nascer do sol e ele disse: O Mensageiro de Allah veio a nós enquanto estávamos orando nesse tempo (após nascer do sol) e disse para que quem estava presente transmitisse o que ele iria dizer para quem estava ausente: “Não há oração após o nascer do sol senão duas genuflexões (Rakaah)”.

Ach-Chukani disse: Embora esse hadith seja fraco, podemos dizer que, fazer orações voluntárias, após o nascer do sol, além das duas genuflexões (Rakaah) é indesejavel.

Al-Hassan, Ach-Chafii, e Ibn Hazm permitiram as orações voluntárias nesse tempo.

Malik disse que são permitidas as orações durante esse tempo para aqueles que perderam as orações voluntárias durante a noite por algum motivo e menciona que Abdullah Ibn Abbas, Al-Qassim Ibn Muhammad, e Abdullah Ibn Amer Ibn Rabi'ah fizeram a oração do Witr após o nascer do sol. E que Abdullah Ibn Massud disse: Não me incomoda se as pessoas fizerem Al-Iqamah para a oração da manhã (Al-Fajr) enquanto estou orando Al-Witr. Yahya Ibn Said disse: Ubadah Ibn As-Samit era o Imam do povo. Um dia ele foi para a oração da manhã (Al-Fajr) e uma pessoa estava fazendo Al-Iqamah. Ubadah parou ele e fez Al-Witr e, em seguida, executou a oração da manhã (Al-Fajr) como Imam.

Said Ibn Jubair relatou que Ibn Abbas dormiu a noite e ao acordar disse ao seu empregado: Vá e veja para mim o que as pessoas estão fazendo (Naquele tempo ele tinha perdido a visão). O empregado voltou e disse-lhe que eles haviam acabado de fazer a oração da manhã (Al-Fajr). Então, Ibn Abbas levantou-se, orou Al-Witr e, em seguida, executou a oração da manhã (Al-Fajr).

 

 

 

As orações voluntárias durante Al-Iqamah

Se a oração já foi iniciada, não se deve fazer orações voluntárias. Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Se a oração já foi iniciada, não há oração exceto a obrigatória”. Em outra narração: “exceto a oração que está sendo feita”.<--PAGEBREAK-->

Abdullah Ibn Sarjis disse: Um homem entrou na mesquita enquanto o Profeta (SAW) estava executando a oração da manhã (Al-Fajr). O homem orou duas genuflexões (Rakaah) num dos lados da mesquita e, em seguida, juntou-se a oração atrás do Mensageiro de Allah. Quando o Profeta terminou a oração, lhe perguntou: “Ó fulano, qual das duas orações é sua oração da manhã (Al-Fajr)? A que você orou sozinho ou a que você orou conosco?” O Mensageiro (SAW) se opôs a este ato, mas ele não ordenou que essa pessoa repetisse a sua oração e isso mostra que essa oração é válida, mas não é desejada.

Ibn Abbas relatou: Eu estava rezando enquanto o chamado para a oração da manhã (Al-Iqamah) estava sendo feito. O Mensageiro de Allah me puxou e disse: “Você executa quatro genuflexões (Rakaah) na oração da manhã (Al-Fajr)?”

Abu Mussa Al-AChaari relatou que o Profeta (SAW) viu um homem fazer as duas genuflexões voluntárias da oração da manhã (Al-Fajr) enquanto o chamado para a oração (Al-Iaqamah) estava sendo feito. O Profeta (SAW) tocou seu ombro e disse: “Isso não poderia ser feito antes disso?” Ou seja, essa oração não poderia ser feita antes do chamado (Al-Iqamah)?
 

 

 

 

 

 

 

O chamado para oração

(Al-Adhan)

 

Al-Adhan é um chamado para informar as pessoas, com palavras específicas, que o tempo da oração está começando. É tambem, um chamado para a oração em congregação e uma expressão das práticas islâmicas.

Al-Adhan é obrigatório ou altamente desejável. Al-Qurtubi e outros disseram que Al-Adhan, embora tenha poucas palavras, abrange todos os aspectos essenciais da fé. Ele começa por proclamar a grandeza de Allah, apontando para a Sua existência e perfeição. Menciona Sua unicidade e a negação ao politeísmo. Confirma a mensagem de Muhammad (SAW). Chama as pessoas para a obediência, para a salvação eterna e o retorno a Allah. Em seguida, repete alguns termos já mencionados para reafirmá-los.

 

A virtude do chamado para oração (Al-Adhan)

Muitos Hadiths descrevem as virtudes do Adhan e daquele que o executa (Al-Mu’adhin).

1 – Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Se as pessoas soubessem da magnitude e da recompensa por realizar o chamado para oração (Al-Adhan) e orar na primeira fileira, fariam o possível para garantir essas posições. E se soubessem das recompensas de se chegar cedo à mesquita para a oração do meio-dia (Al-Duhr), apressar-se-iam em chegar. E se soubessem das recompensas da oração da manhã (Al-Fajr) e da oração da noite (Al-Ichaa) em congregação, iriam, mesmo que fossem se arrastando”.

2 – Muawiyah relatou que o Profeta (SAW) disse: “No Dia da Ressurreição, os mu’adhins terão os pescoços mais longos do que o resto das pessoas”.

3 – Al-Baraa Ibn Azib relatou que o Profeta (SAW) disse: “Allah e Seus anjos abençoam aqueles que estão na primeira fileira e Ele perdoa os pecados de quem faz o chamado à oração (Al-Mu’adhin) elevando ao máximo a sua voz. Todos que ouvirem seu chamado suplicarão por ele, até as plantações e as pedras, e ele terá recompensa por cada pessoa que rezar junto dele”.<--PAGEBREAK-->

4 – Abu Ad-Dardaa relatou que ouviu o Profeta (SAW) dizer: “Se três pessoas reunidas não fizeram Al-Adhan e nem executaram a oração, é porque foram dominadas pelo Satanás”.

5 – Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “O Imam garante a veracidade das orações e Al-Mu’adhin é o responsável por seus devidos tempos. Ó Allah, guia os Imames e perdoa os mu’adhins”.

6 – Uqbah Ibn Amer disse que ouviu o Profeta (SAW) dizer: “O Senhor, o Altíssimo, ficou surpreso (contente) com um pastor de ovelha, num lugar alto da montanha, ele fazia Al-Adhan e executava a oração, então Ele disse: “Olhem o meu servo! Ele fazia Al-Adhan e executava a oração por temor a mim. Perdoei os pecados dele e lhe permiti que entrasse no Paraíso”.

 

Como foi estabelecido Al-Adhan

O chamado para oração (Al-Adhan) foi estabelecido no primeiro ano da Hégira, os Hadiths seguintes esclarecem o motivo de sua legitimação:

1 Nafi’ relatou que Ibn Omar disse: Os muçulmanos se reuniam para esperar o tempo da oração chegar, então, eles executavam a oração sem fazer o chamamento. Um dia, Eles começaram a discutir o assunto. Alguns disseram: Nós deveríamos usar um sino como os cristãos. Outros disseram: Nós deveríamos usar um chifre como os judeus. Omar disse: Por que não mandamos um homem chamar as pessoas à oração? Então, o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Ó Bilal, levanta-te e faça o chamado para oração”.

2 – Abdullah Ibn Zaid Ibn Abd Rabbih, na época em que se utilizava um sino para chamar as pessoas à oração (apesar do Profeta (SAW) não gostar dessa maneira, pois se parecia com a prática cristã) disse que em um sonho, um homem lhe veio com um sino na mão. No sonho, Abdullah pediu que ele lhe vendesse o sino e o homem lhe perguntou: O que você gostaria de fazer com ele? Abdullah respondeu: Com ele, eu chamaria as pessoas à oração. Então o homem lhe disse: Voce não gostaria que eu lhe indicasse algo melhor? E após Abdullah dizer que sim, ele sugeriru que ele dissesse:

 

“Allahu akbar! Allahu akbar! Allahu akbar! Allahu akbar! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Achhadu anna Muhammadan rassullah! Hayya ala as-salat! Hayya ala as-salat! Hayya ala al-falah! Hayya ala al-falah! Allahu akbar! Allahu akbar! La ilaha illallah!”

(Allah é o Maior! Allah é o Maior! Allah é o Maior! Allah é o Maior! Testemunho que não há outra divindade além de Allah! Testemunho que não há outra divindade além de Allah! Testemunho que Muhammad é mensageiro de Allah! Testemunho que Muhammad é mensageiro de Allah! Venha para a oração! Venha para a oração! Venha para a salvação! Venha para a salvação! Allah é o Maior! Allah é o Maior! Não há outra divindade além de Allah!)

 

Logo depois, o homem chegou mais perto e disse: Quando você estiver pronto para a oração, diga:

 

“Allahu akbar! Allahu akbar! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Hayya ala as-salah! Hayya ala al-falah! Qad qamat as-salat! Qad qamat as-salat! Allahu akbar! Allahu akbar! La ilaha illallah!”

(Allah é o Maior! Allah é o Maior! Testemunho que não há outra divindade além de Allah! Testemunho que Muhammad é o mensageiro de Allah! Venha para a oração! Venha para a salvação! A hora da oração chegou! A hora da oração chegou! Allah é o Maior! Allah é o Maior! Não há outra divindade além de Allah!)<--PAGEBREAK-->

 

De manhã, quando Abdullah acordou, foi para o Mensageiro de Allah (SAW) para dizer-lhe o que havia sonhado. Ele (SAW) disse: “Seu sonho é verdadeiro, se Allah quiser, vá até Bilal e diga-lhe o que você viu. Diga-lhe para fazer o chamado à oração, pois, a voz dele é melhor do que sua”. Então, Abdullah foi até Bilal, lhe disse o que fazer e ele fez o chamado para a oração. Omar estava em sua casa e quando ouviu, saiu correndo e disse: Por Aquele que te enviou com a verdade, eu sonhei o mesmo que Abdullah sonhou e o Profeta (SAW) disse: “Louvado seja Allah!”

 

Como é feito o chamado para oração (Al-Adhan)

Há três maneiras de se fazer o Adhan:

1 – Dizer quatro vezes “Allahu Akbar” no início e dizer o resto das frases duas vezes, com exceção da última declaração de “La illaha illallah”. Assim, o Adhan seria composto de quinze frases, como no hadith anterior de Abdullah Ibn Zaid.

2 – Dizer quatro vezes “Allahu Akbar” e repetir “Achhadu an la ilaha illallah” e “Achhadu anna Muhammadan rassulullah” duas vezes cada em voz baixa e depois novamente em voz alta. Abu Mahzhura relatou que o Profeta (SAW) ensinou-lhe o Adhan composto de dezenove frases.

3 – Dizer duas vezes “Allahu Akbar” e repetir as "declarações de testemunho", tornando o número das frases dezessete.

Muslim relatou que Abu Mahzhura disse que o Profeta (SAW) ensinou-lhe o Adhan da seguinte forma:

“Allahu Akbar! Allahu Akbar! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Hayya ala as-salat! Hayya ala as-salat! Hayya ala al-falah! Hayya ala al-falah! Allahu Akbar! Allahu Akbar! La ilaha illallah!”

 

At-Tathwib (Dizer: a oração é melhor que o sono)

Ao fazer o chamado para oração da manhã (Al-Fajr), depois de “Hayya ala as-salat! Hayya ala as-salat! Hayya ala al-falah! Hayya ala al-falah!” Al-Mu’adhin deve dizer:

“As-salatu khairun minan-naum!”

(A oração é melhor que o sono!)

 

Abu Mahzhurah pediu para o Profeta (SAW) ensiná-lo Al-Adhan e ele (SAW) lhe disse: “E no Adhan da oração da manhã (Al-Fajr) diga: As-salatu khairun minan-naum! As-salatu khairun minan-naum! Allahu akbar! Allahu akbar! La ilaha illallah! (A oração é melhor que o sono! A oração é melhor que o sono! Allah é o Maior! Allah é o Maior! Não há outra divindade além de Allah!). Isso é apenas no Adhan da oração da manhã (Adhan Al-Fajr).

 

Como é feito Al-Iqamah (O segundo chamado para oração)

Há três maneiras de se realizar Al-Iqamah:<--PAGEBREAK-->

1 – Dizer quatro vezes “Allahu Akbar” no início e dizer o resto das frases duas vezes, com exceção da última declaração de “La illaha illallah”. Abu Mahzhura disse que o Profeta (SAW) lhe ensinou Al-Iqamah composto de dezessete frases:

“Allahu akbar! Allahu akbar! Allahu akbar! Allahu akbar! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Achhadu anna Muhammadan rassullah! Hayya ala as-salat! Hayya ala as-salat! Hayya ala al-falah! Hayya ala al-falah! Qad qamat as-salat! Qad qamat as-salat!(arrumei para salat) Allahu akbar! Allahu akbar! La ilaha illallah!”
 

2 – Dizer “Allahu Akbar” duas vezes no início e no final, “Qad qamat as-salat” duas vezes e o restante apenas uma vez, totalizando onze frases. Isto se baseia no hadith anterior de Abdullah Ibn Zaid: Quando você estiver para a oração diga:

“Allahu akbar! Allahu akbar! Achhadu an la ilaha illallah! Achhadu anna Muhammadan rassulullah! Hayya ala as-salah! Hayya ala al-falah! Qad qamat as-salat! Qad qamat as-salat! Allahu akbar! Allahu akbar! La ilaha illallah!”

(Allah é o Maior! Allah é o Maior! Testemunho que não há outra divindade além de Allah! Testemunho que Muhammad é o mensageiro de Allah! Venha para a oração! Venha para a salvação! A hora da oração chegou! A hora da oração chegou! Allah é o Maior! Allah é o Maior! Não há outra divindade além de Allah!)

 

3 – Dizer tudo da mesma forma como o exemplo anterior, porém, dizer “Qad qamat as-salat” apenas uma vez, totalizando dez frases.

 

Al-Imam Malik escolheu essa maneira, porque ela é a maneira adotada pelos habitantes de Medina.

Ibn Al-Qayyim disse: Mas é provado que o Mensageiro de Allah nunca disse (Qad qamat as-salah) somente uma vez.

Ibn Abdul-Barr disse: Em todo caso, ela deve ser repetida duas vezes.

 

As recordações durante o chamado para oração (Al-Adhan)

É preferível que, quem estiver ouvindo o Adhan, repita o que o Mu’adhin recita, exceto após “Hayya ala as-salat” e “Hayya ala al-falah”, quando deve dizer:

“La haula wa la quwata illa billah!”

(Não há mudança nem poder a não ser por Allah.)

 

Abu Said Al-Khudri relatou que o Profeta (SAW) disse: Quando ouvirdes o Adhan, repita as palavras que o Mu’adhin disser.

Omar relatou que o Profeta (SAW) disse: “Se o Mu’adhin disser: “Allahu Akbar, Allahu Akbar” e a pessoa repetir, se disser “Achhadu an la ilaha illallah” e a pessoa repetir, se disser “Achhadu anna Muhammadan rassulullah” e a pessoa repetir, se disser “Hayya ala as-salat” e a pessoa dizer “La haula wa la quwata illa billah”, se disser “Hayya ala al-falah” e a pessoa dizer “La haula wa la quwata illa billah”, e se disser “Allahu Akbar, Allahu Akbar” e a pessoa repetir e se por fim ele disser “La ilaha illallah” a pessoa repetir e se tudo isso vier do seu coração, entrará no paraíso”.

An-Nawawi disse: Nossos companheiros sábios afirmam que é preferível para o ouvinte repetir o que o Mu’adhin estiver recitando, exceto quando recitar “Hayya ala as-salat” e “Hayya ala al-falah”, pois isso mostra que o ouvinte aprova e reafirma o que o Mu’adhin estiver dizendo. “Hayya ala as-salat” e “Hayya ala al-falah” são chamados para a oração e só o Mu’adhin deve recitá-los e o ouvinte deve dizer “La haula wa la quwata illa billah”.

Abu Mussa Al-Achaari relatou que o Profeta (SAW) disse: “La haula wa la quwata illa billah” é um dos tesouros do Paraíso”.<--PAGEBREAK-->

Os sábios também dizem que repetir o que o Mu’adhin estiver recitando é preferido estando o ouvinte purificado ou não, estando em genebah ou a mulher menstruada, se é um homem adulto ou uma criança, pois isso é uma recordação e todas as pessoas devem fazê-la, exceto aquele que estiver orando, fazendo suas necessidades fisiológicas ou estiver durante uma relação sexual. Aquele que estiver fazendo suas necessidades fisiológicas deve fazê-las ao terminar. Se alguém estiver recitando o Alcorão ou fazendo recordação (Dhikr), deve parar o que estiver fazendo e fazer as recordações do Adhan e depois voltar ao que estava fazendo, se desejar. Se a pessoa estiver em uma oração voluntária ou obrigatória, Ach-Chafii e outros dizem: Não se deve fazer as recordações do Adhan e fazê-las ao terminar sua oração.

No livro Al-Mughni: Se alguém entrar na mesquita e ouvir o Adhan, é melhor acompanhar o Mu’adhin, fazer as recordações e depois rezar. Dessa forma terá as duas boas ações. O Imam Ahmad disse: Se a pessoa não fizer as recordações e começar a orar, não há problema.

Deve-se pedir bênçãos para o Profeta (SAW) depois do Adhan e rogar a Allah que conceda a ele (SAW) Al-Wassilah (Lugar privilegiado no Paraiso). Abdullah Ibn Amr relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Quando ouvirdes o Adhan, repita as palavras e implore a bênção de Allah para mim. Porque aquele que implorar a bênção de Allah para mim uma vez, Allah lhe abençoará dez vezes. Então rogai a Allah que me conceda Al-Wassilah, que é um lugar no Paraiso que ninguém alcançará, a não ser que seja um verdadeiro servo de Allah, e espero que eu seja esse servo. Quem rogar a Allah que me conceda esse lugar, merecerá a minha intercessão.

Jabir relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quem disser depois de ouvir o Adhan:

 

اللّهُـمَّ رَبَّ هَذِهِ الدّعْـوَةِ التّـامَّة وَالصّلاةِ القَـائِمَة آتِ محَـمَّداً الوَسيـلةَ وَالْفَضـيلَة وَابْعَـثْه مَقـامـاً مَحـموداً الَّذي وَعَـدْتَه إِنَّـكَ لا تُـخْلِفُ الميـعاد.

 

Allahumma rabba hadhihi da’wati tammah, was-salatil qa’imah, ati Muhammadan Al-Wassilata wal Fadhilah, wab’athhu maqaman mahmudan alladhi wa adtah, innaka la tukhliful mi’ad

 

(Ó Allah, Senhor deste perfeito chamado e desta oração que está para ser realizada, confira a Muhammad Al-Wassilah e Al-Fadhilah[4] e o coloque na posição louvada, aquela ao qual toda a criação saudará para que o acerto de contas seja feito rapidamente e ser aliviado do peso da espera ou ainda na busca por intercessão, que o Senhor prometeu-lhe e na verdade o Senhor nunca quebra uma promessa)

 

Quem dizer isso, merecerá a minha intercessão por ele no Dia do Juízo

 

As súplicas após o chamado para oração (Al-Adhan)

Após o Adhan, a pessoa deve fazer súplicas, pois, provavelmente serão atendidas. Anas relatou que o Profeta (SAW) disse: “As súplicas feitas entre o Adhan e Al-Iqamah não serão rejeitadas”. At-Tirmizi acrescentou: E perguntaram ao Mensageiro de Allah o que deveríamos dizer e ele respondeu: “Ó Allah, imploro-Te o perdão e o bem-estar nesta e na outra vida”.

Abdullah Ibn Amr relatou que um homem disse: Ó Mensageiro de Allah, Os chamadores da oração (Al-Mu’adhinin) obtiveram mais virtudes do que nós. Ele disse: “Diga o que dizem e ao terminar faça súplicas, pois o que pedir será dado”.

Sahl Ibn Saad relatou que o Profeta (SAW) disse: “Existem dois momentos nos quais as súplicas não serão rejeitadas, depois do Adhan e durante a batalha, quando o combate é grave”.<--PAGEBREAK-->

Umm Salamah disse: O Profeta (SAW) me ensinou a dizer depois do Adhan Al-Maghrib: Ó Allah, esta é a chegada de Sua noite, a partida do Seu dia e o momento das súplicas dos Seus suplicadores. Eu imploro-Te o perdão”.

 

Recordação durante Al-Iqamah

É preferível que quem ouça Al-Iqamah repita as palavras, exceto “Hayya ala as-salat! Hayya ala al-falah!, quando deve dizer “La haula wa la quwata illa billah”, e “Qad qamatis-salat” (a hora da oração chegou), quando deve dizer “Aqamahallahu wa adamaha” (Que Allah a estabeleça e a torne permanente).

Alguns dos companheiros relataram que, quando Bilal disse “Qad qamati as-salat”, o Profeta (SAW) disse:

 

أقامَها اللهُ وَ أدامَها

 

Aqamahallahu wa adamaha

 

Condições a serem cumpridas pelo Mu’adhin

É preferível que Al-Mu’adhin cumpra as seguintes condições:

1 – É uma obrigação que ele faça o Adhan por Allah e não por um salário. Uthman Ibn Abu Al-Aas pediu que o Mensageiro de Allah (SAW) o nomeasse imam de seu povo. Ele (SAW) disse : “Você será o imam deles, seja cuidadoso com os fracos dentre eles ao executar as orações e nomea um Muazzin que não aceite salario por seu Adhan”. At-Tirmizi disse: Todos os sábios concordam que o Mu’adhin deve fazer o Adhan por Allah e não por um salário.

2 – Deve ser livre da impureza maior e menor. Al-Muhajir Ibn Qanfazh relatou que o Profeta (SAW) disse: “Nada me impedia de responder a suas saudações, exceto que eu não gosto de mencionar o nome de Allah quando não estou em pureza”.

De acordo com Ach-Chafiyyah, pode-se fazer o Adhan enquanto não se está em estado de pureza, mas não é recomendável. E de acordo com Ahmad, os Hanafiyyah e outros, é admissível e não há nada nisso.

3 – Deve estar de pé e de frente para Qiblah. Ibn Al-Munzir disse: Há um consenso de que é sunnah que o Mu’adhin esteja de pé, pois assim ele pode ser ouvido longe. Também é sunnah que enfrente a Qiblah ao fazer o Adhan e se ele se afasta da Qiblah, seu Adhan será valido, mas isso não é recomendável.

4 – Deve girar com a cabeça, pescoço e peito para a direita ao dizer: “Hayya ala as-salat” e para a esquerda ao dizer: “Hayya ala al-falah”.

An-Nawawi disse: Essa é a forma mais autêntica.

Abu Juhaifah disse: Eu acompanhei Bilal fazendo o Adhan, girando para direita e para esquerda dizendo “Hayya ala as-salat! Hayya ala al-falah”.

5 – Deve inserir seus dedos indicadores em seus ouvidos. Falando de sua prática, Bilal disse: Eu coloquei os meus dedos indicadores em meus ouvidos e fiz o Adhan.

At-Tirmizi disse: Os estudiosos preferem que o Mu’adhin coloque seus dedos indicadores em seus ouvidos enquanto faz o Adhan.

6 – Deve levantar a voz ao fazer o Adhan, mesmo que esteja sozinho no deserto. Abdullah Ibn Abdul Rahman Ibn Abi Saassaah relatou que Abu Said Al-Khudri disse-lhe: Vejo que você gosta das ovelhas e do deserto, por isso, quando estiveres com suas ovelhas ou no seu deserto e quizeres fazer o Adhan, eleve ao máximo a tua voz, pois todo ser humano, gênio ou qualquer outra coisa que ouve a voz do Mu’adhin será testemunho no Dia da Ressurreição. E ainda disse: Eu ouvi o Mensageiro de Allah (SAW) dizer isso.<--PAGEBREAK-->

7 – Deve fazer uma pausa entre cada frase durante o Adhan e ser rápido ao fazer o Iqamah.

8 – Não se deve falar durante o Iqamah. Alguns sábios disseram que isso não é recomendável durante o Adhan, porém Al-Hassan, Ataa e Qatadah permitiram. Abu Daud disse: Perguntei a Ahmad se um homem poderia falar durante seu Adhan e ele disse que sim. E perguntei se durante Al-Iqamah também e ele disse que não, pois é preferível fazê-lo rapidamente.

 

O Adhan antes e no ínicio do tempo da oração

O Adhan deve ser feito no início do tempo da oração, sem adiantá-lo e nem atrasá-lo, exceto o Adhan Al-Fajr que é permitido um pouco antes do início do tempo, desde que as pessoas sejam capazes de distinguir entre o primeiro Adhan e o segundo. Abdullah Ibn Omar relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quando Bilal faz o Adhan ainda é noite e vocês podem comer e beber (para jejuar) até ouvir o Adhan de Ibn Umm Maktum”. E sobre o motivo de fazer o Adhan Al-Fajr mais cedo, Ibn Massud relatou que o Profeta (SAW) disse: “Nenhum de vocês deve deixar o Adhan de Bilal impedi-lo de fazer seu Suhur[5], pois ele está fazendo o Adhan para aqueles que estão acordados se prepararem para a oração do Fajr e para aqueles que estão dormindo se levantarem”. At-Tahawi e An-Nasa'i dizem que o tempo entre o Adhan do Bilal e o Adhan de Ibn Umm Maktum é o tempo necessário para um deles subir e outro descer.

 

O tempo entre o Azan e o Iqamah

Deve ser deixado um tempo suficiente entre o Adhan e o Iqamah para que as pessoas se preparem para a oração cheguem à mesquita. Ibn Batal disse: Não há qualquer limite de tempo entre o Adhan e o Iqamah. Se o início do tempo for confirmado e as pessoas estiverem reunidas para a oração, o Mu’adhin pode fazer o Iqamah. Jabir Ibn Sumra disse: O Mu’adhin do Mensageiro de Allah (SAW) executava o Adhan, esperava algum tempo, e quando via o Profeta (SAW) chegando à mesquita, ele fazia o Iqamah.

 

Quem faz o Adhan deve fazer o Iqamah

É permitido que o Mu’adhin faça o Adhan e outra pessoa faça o Iqamah, mas é melhor que a mesma pessoa que faça o Adhan, execute o Iqamah. Ach-Chafii disse: Eu gostaria que a mesma pessoa que fizesse o Adhan, fizesse o Iqamah também. At-Tirmizi disse: A grande maioria dos sábios concorda que aquele que executa o Adhan deve executar o Iqamah.

 

Quando as pessoas devem se levantar para a oração

Malik no seu livro Al-Muwatta disse: Eu nunca ouvi nada sobre um momento específico para a pessoa se levantar para a oração quando o Iqamah estiver sendo executado, isso depende da capacidade de cada pessoa, umas são rápidas e outras lentas. Ibn Al-Munzir relatou que Anas se levantava para a oração quando o Mu’adhin dizia “Qad qamat as-salat” (a hora da oração chegou).

 

Sair da mesquita após o Adhan (Antes da oração)

Não é permitido sair da mesquita, depois do Adhan e antes de fazer a oração, a menos que haja alguma motivo ou que se tenha a intenção de retornar para a oração. <--PAGEBREAK-->Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Se uma pessoa estiver na mesquita e o Adhan tiver sido feito, não deve deixar a mesquita antes da oração”. Abu Hurairah, sobre uma pessoa que deixou a mesquita após o Adhan ter sido feito, disse: Esse homem desobedeceu Abu Al-Qasim[6] (SAW).

Mu'az Al-Jahni relatou que o Profeta (SAW) disse: “É antipatia extrema, sinal de incredulidade e hipocrisia, não atender o chamado de Allah para a salvação(Al-Adhan)”.

At-Tirmizi disse: Foi relatado que mais de um dos companheiros disseram que aquele que ouve o Adhan e não o atende, não terá uma oração válida. Alguns sábios disseram que essa é a punição máxima, mostrando que não se pode deixar de comparecer na oração coletiva sem motivo suficiente.

 

 

Al-Adhan e Al-Iqamah para quem perdeu a oração

Aquele que dormiu e perdeu a oração ou esqueceu de fazê-la, pode executar o Adhan e o Iqamah quando for fazê-la. Em uma história relatada por Abu Daud, quando o Profeta (SAW) e seus companheiros dormiram durante o tempo da oração do Fajr e só acordaram com o nascer do sol, o Profeta (SAW) pediu que Bilal fizesse o Adhan e o Iqamah para a oração.

Se a pessoa perdeu varias orações, é preferido que faça somente um Adhan no início e depois faça um Iqamah para cada oração. Al-Athram disse que Abu Abdullah foi perguntado sobre o que um homem que tinha perdido uma oração deveria fazer em relação ao Adhan. Ele mencionou o hadith de Abu Huchaim de que os idólatras mantiveram o Profeta ocupado durante quatro de suas orações na Batalha dos clãs. Quando uma parte da noite já tinha passado, ele pediu para Bilal executar o Adhan e em seguida um Iqamah para cada oração perdida.

 

Al-Azan e Al-Iqamah para as mulheres

Ibn Omar disse: Não há Adhan ou Iqamah para as mulheres. Esta foi a opinião de Anas, Al-Hassan, Ibn Sirin, An-Nakha'i, Al-Thauri, Malik, Abu Thaur e outros.

Ach-Chaifi, Ishaq e Ahmad disseram que se elas fazem o Iqamah ou o Adhan não há problema. Aicha disse que fazia o Adhan e o Iqamah e liderava as mulheres nas orações, ficando no meio da primeira fileira.

 

Entrar na mesquita após o término da oração

Ibn Qudamah no seu livro “Al-Mughni” disse: Se alguém entrar na mesquita depois que a oração tiver terminado, pode fazer o Adhan e Iqamah se quizer. Al-Athram e Said Ibn Mansur disseram que, certa vez, Anas entrou na mequita depois que a oração havia terminado e pediu para uma pessoa fazer o Adhan e Iqamah, para em seguida, executar a oração em congregação.

Também é permitido orar sem executar o Adhan e o Iqamah se quiser. Urwa disse: Se você chegar a uma mesquita e as pessoas já tiverem orado, pode basear sua oração no Adhan e no Iqamah deles, pois o Adhan e o Iqamah que fizeram são suficientes para aqueles que vieram depois deles. Esta foi a opinião de Al-Hassan, Ach-Chaabi e An-Nakha'i. Al -Hassan, no entanto, disse: Eu prefiro que execute o Iqamah e se fizer o Adhan, que seja em voz baixa para não confundir as pessoas com um Adhan fora do seu tempo.
<--PAGEBREAK-->

O tempo entre o Iqamah e a oração

É permitido conversar entre a Iqamah e a oração e não precisa repetir Al-Iqamah, mesmo se o intervalo é longo. Anas ibn Malik disse: "Certa vez, a Iqamah foi feita enquanto o Mensageiro de Allah(SAWE) estava conversando com um homem no canto da mesquita, e ele não veio para a oração até que o povo tinha adormecido."

Uma vez, o Mensageiro de Allah(SAW), lembrou que ele estava em Geneba depois que a Iqamah tinha sido feita, então ele foi fazer ghusl e ao voltar, ele liderou a oração sem fazer uma nova Iqamah.

 

O Adhan da pessoa que não é o Mu’adhin nomeado

Aquele que não for o Mu’adhin nomeado e quiser fazer o Adhan, deve obter a permissão do Mu’adhin, a menos que ele esteja atrasado e as pessoas temem perder o tempo da oração.

 

Atos e palavras que não fazem parte do Adhan

O Azan é uma adoração e nas adorações a regra é o seguimento, por isso, não é permitido acrescentar ou subtrair algo que não faça parte da religião. Aicha relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Aquele que tentar introduzir em nossa religião algo que não faça parte dela, será rechaçado”.

Aqui vamos enumerar alguns atos que foram acrescentados ao Adhan e não fazem parte dele:

1 – O Mu’adhin dizer no Adhan ou no Iqamah: “Achhadu anna sayyidana Muhammadan rassulullah”. Acrescentando a palavra “sayyidana” que significa “nosso senhor”. Al-Hafiz disse: Isso não pode ser acrescentado no Adhan, embora seja permitido em outras ocasiões.

2 – Sheikh Ismail Al-Ajluni, no seu livro “Kachful-Khafa’a”, disse que o ato beijar os dedos indicadores e esfregá-los nos olhos depois de ouvir o Mu’adhin dizer “Achhadu anna Muhammadan rassulullah” (Testemunho que Muhammad é o mensageiro de Allah) e depois dizer “Testemunho que Muhammad é Seu servo e mensageiro. Estou satisfeito de ter Allah como nosso Criador, o Islam como religião e Muhammad como profeta” está baseado no relatório de Ad-Dailami que disse que quando Abu Bakr ouviu o Mu’adhin dizer “Achhadu anna Muhammadan rassulullah” ele beijou os seus dedos indicadores e esfregou seus olhos e o Profeta então disse: “Quem faz o que o meu amigo (Abu Bakr) fez, terá minha intercessão permitida para ele” Porém, ele diz que As-Sakhawi, em seu livro “Al-Maqassid Al-Hassanah”, diz que isso tudo não é verdade.

Abu Al-Abbas Ibn Abi Bakr Ar-Razzaz Al-Yamani diz, no seu livro “Mujibat Ar-Rahmah wa Aza'im Al-Maghfirah”, que Al-Khidhr disse que quem disser “Bem-vindo ó meu querido Muhammad Ibn Abdullah (SAW)” e beijar seus dedos indicadores e esfregá-los nos olhos, depois de ouvir o Mu’adhin dizer “Achhadu anna Muhammadan rassulullah”, nunca ficará cego e nem será atingido com uma infecção nos olhos. Entretanto, o Sheikh Ismail Al-Ajluni afirma que isso tudo também não é verdade.

3 – Cantar o Azan acrescentando letra, sinal ou vogal, é repudiado e se mudar o sentido, torna-se proibido.<--PAGEBREAK-->

Yahya Al-Bakaa disse: Eu vi Ibn Omar dizer a um homem que não gostava dele e justificar a seus companheiros: Ele faz o Adhan cantando e recebe salário para executá-lo.

4 – As recordações, as súplicas e outras práticas semelhantes feitas pelo Mu’adhin antes do Adhan do Fajr, todas elas são detestáveis ​​inovações introduzidas após o tempo do Profeta (SAW) e seus companheiros.

Ibn Al-Jauzi no seu livro “Talbis Iblis” disse: Eu vi as pessoas que ficam uma parte da noite no minarete fazendo recordações, súplicas, recitando o Alcorão em voz alta, impedindo as pessoas de dormir e perturbando aqueles que estão fazendo as orações noturnas.Todas essas ações são rejeitadas.

Al-Hafiz no seu livro “Fath Al-Bari” disse: As recordações e as invocações de bênçãos para o Profeta (SAW) antes Adhan do Fajr e da oração de sexta-feira, não fazem parte do Adhan e nem da Charia.

5 – Não é permitido ao Mu’adhin dizer em voz alta “A paz e as bênçãos sobre o Mensageiro”, após o Adhan.

Al-Hafiz no seu livro “Al-Fatawa Al-Kubra” disse: Nossos Cheikhs foram perguntados sobre invocar a bênção para o Profeta após o Adhan e eles disseram: Isso é uma Sunnah, mas a maneira como as pessoas realizam é ​​uma inovação. O Mufti do Egito, Al-Imam Muhammad Abdu, foi perguntado sobre invocar a bênção para o Profeta (SAW) após o Adhan e ele disse: O Adhan, conforme mencionado na Al-Khaniyyah, é apenas para as orações prescritas, é composto de quinze frases, sendo a última La ilaha illallah e tudo o que for mencionado antes ou depois é uma inovação que foi introduzida para dar melodia e nada mais. Dificilmente se encontra um sábio que tem permitido essas práticas e nem faz qualquer sentido dizer que é uma boa inovação, pois qualquer inovação nas adorações é rejeitada. Quem diz que isso não é para a melodia, está mentindo.

 

 

 

 

As condições para uma oração correta

 

O orador deve seguir algumas condições antes de iniciar sua oração, e caso não respeite uma delas, sua oração se tornará inválida. São elas:

 

1 – Certeza de que o tempo da oração já começou.

 

2 – Purificação da impureza maior e menor.

Allah diz: Ó fiéis, sempre que vos dispuserdes a observar a oração, lavai o rosto, as mãos e os antebraços até aos cotovelos; esfregai a cabeça, com as mãos molhadas e lavai os pés, até os tornozelos. E, quando estiverdes polutos, higienizai-vos” (Alcorão 5:6).

Ibn Omar relatou que o Profeta (SAW) disse: “Allah não aceita uma oração sem pureza e nem uma caridade de espólios desviados”.

 

3 – Purificação do corpo, roupas e lugar.

O corpo, as roupas e o lugar da oração devem estar puros, tanto quanto for possível. Se não conseguir remover a impureza, pode orar sem ter de repetir a oração mais tarde.

Em relação a pureza corporal, Anas relatou que o Profeta (SAW) disse: “Purifica-se da urina, pois a maioria dos castigados no túmulo é devido a isso”.

Ali disse: Eu costumava excretar mazhi, então pedi a um homem que perguntasse ao Mensageiro de Allah sobre isso, pois fiquei tímido de perguntar por ser esposo da filha do Profeta e ele disse: “Lave seu órgão e faça a ablução”.<--PAGEBREAK-->

Aicha também relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse à mulher com fluxo prolongado de sangue: “Limpe-se do sangue e reze”.

E sobre a purificação da roupa, Allah diz: E purifica as tuas vestimentas” (Alcorão 74:4).

Jabir Ibn Sumrah relatou que ouviu um homem perguntar ao Profeta (SAW) se podia orar com a mesma roupa que estava usando durante a relação sexual com sua esposa e ele (SAW) disse: “Sim, mas se ver alguma mancha, deve lavá-la”.

Muawiyah disse: Perguntei a Umm Habibah se o Profeta orava com as mesmas roupas que usava ao ter relações sexuais e ela disse que sim, se não houvesse manchas sobre ela.

Abu Said relatou que certa vez, o Profeta (SAW) tirou os sapatos e as pessoas fizeram o mesmo. Quando terminou a oração, ele (SAW) perguntou: “Por que vocês tiraram seus sapatos?” Eles disseram: Nós vimos você remover o seus e fizemos o mesmo. Ele (SAW) disse: “Gabriel veio até mim e me informou que havia alguma sujeira sobre eles, portanto, quando um de vocês vem à mesquita, deve virar seus sapatos e examiná-los. Se alguém encontrar qualquer sujeira neles, deve esfregá-los contra o chão antes de rezar”. Este hadith mostra que, se alguém entrar na mesquita com seus sapatos, sem saber se estão impuros ou souber mas se esqueceu, deve tentar remover a impureza ao se lembrar e prosseguir com a oração, não sendo necessário repeti-la mais tarde.

Em relação à pureza do lugar da oração, Abu Hurairah relatou que um beduíno urinou na mesquita. O povo se levantou para buscá-lo e fazê-lo parar e o Profeta (SAW) disse: “Deixe-o e despejem um balde ou um recipiente de água sobre a sua urina. Vocês foram enviados para facilitar, não para dificultar”.

Comentando sobre a purificação das roupas, Ach-Chaukani disse: Esses relatos mostram que a pessoa deve remover as impurezas de suas roupas, entretanto, aquele que orar com uma impureza em sua roupa, deixou uma das obrigações da oração, mas a sua oração não será anulada.

O livro “Ar-Raudhah An-Nadiyyah” declara: A maioria dos sábios diz que é uma obrigação purificar o corpo, as roupas e o lugar da oração. Alguns dizem que isso é condição para uma oração válida e outros dizem que é apenas sunnah. A verdade é que isso é obrigatório. Quem rezar intencionalmente com impurezas em sua roupa, deixou uma das obrigações da oração, mas a sua oração é válida.

 

4 – Cobrir Al-Aurah.

Allah diz: Ó filhos de Adão, revesti-vos de vosso melhor atavio quando fordes às mesquitas” (Alcorão 7:31), “melhor atavio” significa roupas adequadas que cobrem Al-Aurah, e “as mesquitas” são as orações. Portanto, significa: “Cubra sua Aurah em todas as orações”.

Salamah Ibn Al-Akuaa disse que perguntou ao Mensageiro de Allah (SAW): Ó Mensageiro de Allah, posso rezar com uma camisa comprida? Ele disse: “Sim, mas feche ela nem que seja com um alfinete”.

 

A Aurah do homem:

Compreende a parte dianteira e traseira de sua região pubiana, porém há discordância em relação ao umbigo, coxas e joelhos. Uns sábios dizem que são Aurah e outros dizem que não.

 

Alguns hadiths afirmam que o umbigo, as coxas e os joelhos não são Aurah:<--PAGEBREAK-->

- Aicha disse: Certa vez, o Profeta estava sentado com a sua coxa exposta, chegou Abu Bakr e pediu a permissão para entrar. O Profeta lhe disse para entrar. Depois chegou Omar, pediu a permissão e o Profeta lhe disse para entrar. No entanto, quando Uthman chegou e pediu a permissão para entrar, o Profeta cobriu-se com suas roupas. Quando eles saíram, eu perguntei: Ó Mensageiro de Allah, você permitiu que Abu Bakr e Omar entrassem enquanto a sua coxa estava exposta e quando Uthman pediu permissão para entrar, você se cobriu? Ele disse: “Ó Aicha, eu não deveria ter vergonha de um homem que, por Allah, até os anjos se envergonham diante dele?

- Anas disse: Durante a batalha de Khaibar, o Profeta levantou seu Izar[7] até sua coxa e eu pude ver sua brancura.

Ibn Hazm disse: Na verdade, a coxa não é Aurah, pois se fosse Aurah, Allah não iria permitir que o Profeta a descobrisse e que Anas Ibn Malik e outros a visse, pois o Profeta é protegido por Allah desde sua infância.

Jaber disse que, quando o Profeta era jovem (antes da profecia), carregava pedras para reformar a Caaba junto com outras pessoas vestindo apenas um izar. Seu tio Al-Abbas disse-lhe: Ó sobrinho, porque você não tira seu izar e o coloca em seu ombro para protegê-lo das pedras? E o Profeta, ao fazer isso, caiu inconsciente e nunca mais foi visto nu depois disso.

- Abu Al-Aliyah Al-Baraa disse: Certa vez, Abdullah Ibn Al-Samit bateu na minha coxa e disse: Fiz uma pergunta para Abu Zar que bateu na minha coxa e disse que o Profeta (SAW) fez o mesmo, bateu na minha coxa quando perguntei sobre a oração.

Ibn Hazm disse: Se a coxa fosse Aurah, o Profeta não a tocava, nem Abu Zar e nem Abdullah Ibn Al-Samit, pois não é permitido, por exemplo, que um muçulmano toque a dianteira ou a traseira de outro homem ou o corpo de uma mulher, mesmo por cima da roupa.

- Jubair Ibn Al-Huairith disse que viu a coxa de Abu Bakr e Anas Ibn Malik foi até Qiss Ibn Chammas que estava com coxa descoberta.

 

Alguns hadiths que afirmam que o umbigo, as coxas e os joelhos são Aurah:

- Muhammad Ibn Jahch disse: O Mensageiro de Allah passou por Muammar que estava com as coxas descobertas e disse: “Ó Muammar, cubra as suas coxas, pois são Aurah”.

- Jarhad disse: Certa vez, o Profeta passou por mim quando eu estava com a coxa descoberta e disse: “Cubra suas coxas, pois são Aurah”.

Esses relatos sustentam as duas opiniões e a pessoa pode escolher o que preferir, mas é melhor cobrir a região que está entre o umbigo e os joelhos.

 

A Aurah da mulher:

A Aurah da mulher é o corpo inteiro, exceto o rosto e as mãos.

Allah diz: Conservem os seus pudores e não mostrem os seus atrativos além dos que (normalmente) aparecem” (Alcorão 24:31). Os que normalmente aparecem são o rosto e as mãos.

Aicha relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Allah não aceita a oração de uma mulher adulta sem o véu”.

Umm Salamah disse: Eu perguntei para o Mensageiro de Allah se a mulher pode rezar com vestido e véu, e ele disse: “Sim, se o vestido cobrir a parte superior dos pés”.

Aicha disse: Uma pessoa me perguntou sobre as roupas que a mulher precisa usar para rezar e eu pedi para que ela fosse perguntar para Ali Ibn Abi Talib e voltasse para que eu visse a resposta. Ali disse: Um véu e um vestido comprido. Eu disse: Ali falou a verdade.<--PAGEBREAK-->

 

As roupas adequadas para fazer a oração

Para fazer a oração, a pessoa deve vestir roupas que cobrem Al-Aurah, porém, não é permitido vestir roupas apertadas ou finas que dão para ver o corpo através delas e nem executar a oração vestindo apenas uma peça de roupa. Abu Hurairah disse que o Profeta (SAW) foi perguntado sobre rezar com apenas uma peça de roupa. Ele disse: “O melhor é duas”.

É preferível que a pessoa vista duas peças de roupa ou mais e se embeleze dentro do possível quando for fazer a oração. Ibn Omar relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Quando alguém vai rezar, é melhor que vista duas peças de roupa e se embeleze, pois Allah merece que a pessoa se embeleze para Ele. Se a pessoa não possui duas roupas, então que use um izar e não se enrole com uma roupa igual a dos judeus”.

Buraidah disse que o Profeta (SAW) proibiu as pessoas de rezar enrolados com uma peça de roupa ou rezar com uma calça sem camisa.

Al-Hassan Ibn Ali ao executar as orações, usava suas melhores roupas. Quando foi perguntado sobre o assunto ele disse: Allah é belo e ama a beleza, e eu me embelezo para meu Senhor que disse: “Revesti-vos de vosso melhor atavio quando fordes às mesquitas” (Alcorão 7:31).

 

Rezar sem cobrir a cabeça

Ibn Abbas disse que o Profeta (SAW) às vezes, tirava seu turbante e colocava como barreira na sua frente para rezar.

Al-Hanafiyyah dizem que a pessoa pode rezar com cabeça descoberta e isso é prefirivel se for para a humildade e reverência na oração.

 

5 – Voltar-se para a direção da Qiblah.

Todos os sábios concordam que o muçulmano deve voltar-se, durante a oração, em direção a Sagrada Mesquita (Al-Masjid Al-Haram) em Makkah.

Allah disse: Orienta teu rosto (ao cumprir a oração) para a Sagrada Mesquita (de Makka)! E vós (crentes), onde quer que vos encontreis, orientai vossos rosto até ela” (Alcorão 2:144).

Al-Baraa disse: Nós rezamos com o Mensageiro de Allah (SAW), por cerca de 16 ou 17 meses voltados para Jerusalém, depois fomos ordenados a rezar em direção a Caaba.

Quem vê a Caaba, deve voltar-se para ela, e quem não a vê deve voltar-se para a direção, pois isso é só o que se pode fazer e Allah não impõe a alma alguma senão o que é de sua capacidade. Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “A Qiblah é entre o levante e o poente”. Entretanto, isso é para os habitantes de Medina, de Ach-cham (Síria), da Península Arábica e do Iraque. Para os habitantes do Egito, a Qiblah é entre o leste e o sul. No Iêmen, a pessoa deve executar a oração deixando o leste a sua direita e o oeste a sua esquerda. Na Índia, a pessoa deve rezar em direção ao oeste.

As pessoas de todo o mundo conhecem a Qiblah através do Mihrab das mesquitas ou através da bússola.

Se a pessoa não puder determinar a direção da Qiblah, deve perguntar a quem sabe, se não encontrar ninguém que saiba, deve fazer um esforço para encontrá-la, orietando-se, então, na direção que lhe parecer ser a mais acertada. Nesse caso, a oração será válida e não precisa repetí-la, mesmo se descobrir mais tarde que a direção estava errada. Se a pessoa, durante a oração, descobrir que está orando na direção errada, deve girar para a direção certa sem parar sua oração. Ibn Omar disse: As pessoas estavam fazendo a oração do Fajr na mesquita de Qubaa quando veio uma pessoa e disse: Allah revelou uns versículos do Alcorão ao Profeta (SAW) e ele foi ordenado a rezar em direção a Caaba. Fazei, pois, o mesmo. Eles imediatamente viraram os seus rostos da Síria para a Caaba.

Voltar-se para a Caaba, durante a oração, é um ato obrigatório, a não ser um dos seguintes casos:<--PAGEBREAK-->

- No caso da oração voluntária, para aquele que estiver sobre a sua montaria. Nesse caso, pode realizar a sua oração fazendo apenas o gesto de inclinar-se ou de prostrar-se, inclinando-se mais para as prostrações. Do mesmo modo, aquele que estiver num navio, avião, trem ou qualquer outro meio de transporte. Amer Ibn Rabiah disse: Eu vi o Mensageiro de Allah realizando a oração sobre a sua montaria na direção de onde estava indo. Al-Bukhari acrescentou: Fazendo o gesto com a sua cabeça. Mas ele não fazia isso nas orações obrigatorias.

Ahmad, Muslim e At-Tirmizhi disseram que o Profeta (SAW) estava fazendo a oração sobre sua montaria durante a viagem de Makkah para Medina, de costas para Makkah, então, Allah revelou: E para onde quer que vos volteis, lá está a face de Allah” (Alcorão 2:115).

Ibrahim An-Nakha'i disse: Eles rezavam em suas montarias e animais na direção em que eles estavam indo. Ibn Hazm disse: É assim que os companheiros e a geração seguinte faziam durante as viagens.

- No caso da pessoa doente, correndo perigo ou impedida de voltar-se para Caaba, por uma força maior, é permitido rezar sem voltar-se para a Qiblah. O Profeta (SAW) disse: “Quando lhes ordeno algo, façam o que vocês forem capazes de fazer”. Allah diz: Se estiverdes em perigo, orai andando ou cavalgando” (Alcorão 2: 239). Ibn Omar acrescentou: Voltados para a Qiblah ou não.

 

6 – Como executar a oração.

Há varios Hadices do Profeta (SAW) sobre esse assunto e aqui vamos citar apenas dois deles que descrevem as ações e as declarações do Profeta (SAW) durante a oração.

- Abdullah Ibn Ghanam relatou que Abu Malik Al-Ach'ari reuniu seu povo, dizendo: Ó Tribo de Al-Ach'ari, reuna-se e traga suas mulheres e crianças para que eu ensine a vocês como o Mensageiro de Allah (SAW) realizava a oração conosco em Medina. Quando todos se reuniram, ele executou a ablução perfeitamente, mostrando como realizá-la. Em seguida, ele esperou até que o sol passase o meridiano e houvesse alguma sombra e fez o Adhan. Ele colocou os homens na primeira fileira, as crianças em uma fileira atrás dos homens e as mulheres em uma fileira atrás das crianças. Após Al-Iqamah, ele levantou as mãos e disse Allahu Akbar e silenciosamente recitou Al-Fatiha e outra surata, repetiu Allahu Akbar e genufletiu-se e disse Glorificado seja Allah e o louvor é para Ele, por três vezes. Depois ele disse Allah ouve quem O louva, e ficou de pé com corpo reto. Então disse Allahu Akbar, prostrou-se e disse outra vez Allahu Akbar. Ergueu a cabeça e se sentou. Repetiu Allahu Akbar e prostrou-se novamente. Depois ele disse Allahu Akbar e se levantou. Na primeira Rakaah ele repetiu seis vezes Allahu Akbar. Quando terminou a oração, ele se virou para o seu povo e disse: Memorizem quantas vezes eu fiz o Takbir e aprendam minhas genuflexões e minhas prostrações, pois esta é a forma como o Profeta (SAW) orou conosco durante esta hora do dia. Disse ainda que, quando o Profeta (SAW) terminava a oração, ele se virava para o povo dizendo: “Ó povo, ouçam e entendam. Allah tem servos, que não são nem profetas nem mártires, que os próprios profetas e mártires os invejam por sua proximidade com Allah”. Um beduíno disse: Ó Mensageiro de Allah, descreva para nós sobre essas pessoas. O Profeta ficou satisfeito com o pedido do beduíno e disse: “Eles são de vários povos e tribos que não têm laços de parentesco entre si. Eles se amam puramente por Allah. No Dia da Ressurreição, Allah os dará assentos de luz para que se sentem. Seus rostos e suas roupas serão de luz. As pessoas ficarão com medo no Dia da Ressurreição, mas eles não terão medo. Eles são os aliados de Allah, não haverá nada para que eles temam e eles não se entristecerão.<--PAGEBREAK-->

- Abu Hurairah relatou: Um homem entrou na mesquita e após executar a oração foi até o Profeta (SAW). O mensageiro de Allah (SAW) respondeu as suas saudações e disse: “Volte e ore, pois você não orou”. Isso aconteceu três vezes e finalmente o homem disse: Por Aquele que te enviou com a verdade, eu não sei rezar melhor do que isso, ensina-me. Ele disse: “Quando você for iniciar a oração, diga Allahu Akbar e depois recite o que você puder do Alcorão. Então, genuflexione-se até atingir a serenidade na genuflexão e então, erga-se ficando com corpo reto. Depois, prostre-se até atingir a serenidade na prostração, erga-se até atingir a serenidade sentado e depois prostre-se novamente até atingir a serenidade na prostração. Faça isso durante todas a suas orações”.

 

Os atos obrigatórios na oração

A oração tem certos atos obrigatórios que, se não forem cumpridos corretamente, a oração torna-se inválida de acordo com a Charia. Esses atos são:

1 – A Intenção: Allah diz: E lhes foi ordenado que adorassem sinceramente a Deus” (Alcorão 98:5). O profeta (SAW) disse: “As obras vêm determinadas pelas intenções. Assim, cada pessoa alcançará o que busca, de acordo com suas intenções. Desse modo, aquele cuja emigração acontecer pela causa de Allah e de seu mensageiro, essa emigração será considerada como sendo pela causa de Allah e de seu mensageiro. Porém, aquele que emigrar em busca de algum benefício material, ou para desposar uma mulher, sem dúvida, sua emigração será para aquilo para o que emigrou”.

Em relação a pronunciar a intenção, Ibn Al-Qayyim no seu livro Ighathatul-lahfan disse: A intenção é o objetivo e o propósito de alguma coisa. Seu lugar é o coração e não a língua. Por isso, o Profeta (SAW) e seus companheiros não pronunciavam a intenção e essas palavras que foram introduzidas para serem faladas ao iniciar a purificação e a oração é uma armadilha de Satanás para pertubar e confundir as pessoas, principalmente aqueles que tem dificuldade de pronunciá-las, mas isso tudo não faz parte da oração.

2 – Falar “Allahu Akbar” ao iniciar a oração (Takbirat Al-Ihram): Ali relatou que o Profeta (SAW) disse: “A chave da oração é a purificação, seu inicio é At-Takbir (Allahu Akbar) e sua finalização é At-Taslim (Assalamu alikum wa rahmatullah)”.

Abu hamid disse: Quando o Profeta inicia a oração, ele fica em pé com corpo reto, levanta suas mãos e fala Allahu Akbar.

Ali disse: Quando o Profeta inicia sua oração, ele fala Allahu Akbar.

3 – Executar as orações obrigatórias em pé: Executar as orações obrigatórias em pé é obrigatório para quem é capaz de fazer. Allah diz: “Observai as orações, especialmente as intermediárias, e consagrai-vos fervorosamente a Deus” (Alcorão 2:238).

Umran Ibn Hussain disse: Eu tinha hemorróida e perguntei ao Profeta sobre a oração. Ele me disse: “Se for possível, reze em pé, senão, reze sentado. Se mesmo assim não conseguires, reze deitado de lado”.

Os sábios dizem que é prefirível deixar os pés separados durante a oração.

Nas orações voluntárias, a pessoa pode orar sentada mesmo se puder rezar em pé, mas a recompensa é maior para quem ora em pé. Abdullah Ibn Omar relatou: Me falaram que o Profeta disse que a oração de uma pessoa sentada equivale a meia oração.<--PAGEBREAK-->

A pessoa que é incapaz de fazer as orações obrigatórias em pé, pode rezar de acordo com sua capacidade e terá a recompensa completa, pois Allah não impõe a nenhuma alma uma carga superior às suas forças. Abu Mussa relatou que o Profeta (SAW) disse: “Se uma pessoa estiver doente ou em viagem, receberá as mesmas recompensas por seus atos como quando era saudável e residente".

4 – A leitura da Fatiha: A leitura da Fatiha é obrigatória em cada Raka’a da oração, independente se a oração é obrigatória ou voluntária, e não há divergência de opinião sobre este ponto.

Abdullah Ibn As-Samit relatou que o Profeta (SAW) disse: “Não há nenhuma oração para aquele que não recita a abertura do Livro (Al-Fatiha)”.

Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Aquele que faz uma oração e não recita (Umm Al-Qur’an[8]) Al-Fatiha, sua oração é incorreta e incompleta”.

Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “A oração sem a recitação da abertura do Livro (Al-Fatiha) é incorreta”.

Abu Said disse: Recebemos ordem para recitar a abertura do Livro (Al-Fatiha) e mais alguns versículos do Alcorão.

Ao ensinar uma pessoa a fazer a oração, o Profeta (SAW) disse: “Então, recite (Umm Al-Quraan) Al-Fatiha e faça isso em cada Raka’a da oração”.

Foi confirmado que o Profeta (SAW) recitava Al-Fatiha em cada Raka’a das orações obrigatórias e voluntárias, e nas adorações a regra é o seguimento. O Profeta (SAW) disse: “Realizai a oração tal como me viste fazê-la”.

Al-Basmalah :

“Bissmillah Ar-rahman Ar-rahim”

(Em nome de Allah o Clemente o Misericordioso)

 

Todos os sábios estão de acordo que Al-Basmalah é um versículo da Sura das Formigas (An-Naml), mas em relação ao Basmalah no início das outras suratas, se dividiram em três grupos:

1 – O primeiro grupo diz que Al-Basmalah é um versículo (Aya) da Fatiha e de todas as outras suratas, recitá-la na Fatiha é obrigatório, e quando a Fatiha é recitada em voz audível, ela deve ser recitada em voz audível também.

Naim Al-Mujammar disse: Eu orei atrás de Abu Hurairah. Ele recitou Bismillah Ar-rahman Ar-rahim e em seguida a Fatiha. Ao terminar a oração ele disse: Por Aquele em cuja minha alma está em Suas mãos, a minha oração é a mais parecida com a oração do Profeta (SAW).

2 – O segundo grupo diz que Al-Basmalah é um versículo independente que foi revelado para demarcar as suratas. É melhor recitá-lo na Fatiha, mas não é Sunnah recitá-lo em voz audível. Anas disse: Eu orei atrás do Profeta (SAW), Abu Bakr, Omar e Uthman, e nenhum deles recitou Al-Basmalah em voz audível.

3 – O terceiro grupo disse que Al-Basmalah não é um versículo da Fatiha, nem das outras suratas e não deve recitá-lo em voz audível e nem em silêncio nas orações obrigatórias.

Ao analizar os hadiths citados, Ibn Al-Qayyim disse: Às vezes, o Profeta recitava Al-Basmalah em voz audível, mas na maioria das vezes ele recitava em silêncio. É impossivel que o Profeta (SAW) tenha recitado sempre em voz audível sem a ciência dos quatro Khalifas e dos outros companheiros naquela nobre epoca do Islam.<--PAGEBREAK-->

 

Aquele que não sabe recitar Al-Fatihah corretamente: Em relação a aquele que não sabe recitar Al-Fatiha corretamente, Al-Khattabi disse: A oração sem leitura da Fatiha é incompleta, se uma pessoa não sabe recitá-la, então pode recitar qualquer outros setes versículos do Alcorão. Se a pessoa não consegue aprender a recitar o Alcorão por incapacidade, memória fraca ou dificuldade na pronúncia por ser estrangeiro, nesse caso, deve dizer o que o Profeta nos ensinou: Tasbih (Subhanallah), Tahmid (Al-hamdulillah) e Tahlil (La ilaha illallah). O Profeta disse: “A melhor recordação depois do Alcorão é: Subhanal-lah (Glorificado seja Allah), Al-hamdulillah (Louvado seja Allah), La ilaha illallah (Não há outra divindade além de Allah) e Allahu Akbar (Allah é o Maior)”.

O que Al-Khattabi declarou está apoiado pelo hadith de Ibn Rafi’ que relatou que o Profeta (SAW) estava ensinando a oração para uma pessoa e lhe disse: “Se você tem algo do Alcorão, então recite, senão diga: Al-Hamdulillah, Allahu Akbar, La ilaha illallah, e em seguida genuflete-se”.

5 – A genuflexão: A genuflexão é ato obrigatório na oração. Allah disse: Ó fiéis, genuflete e prostrai-vos” (Alcorão 22:77).

A genuflexão é o inclinar do corpo, colocando as mãos com firmeza nos joelhos, ficando assim até atingir a serenidade, pois o Profeta (SAW) disse: “Genufleta-se até atingir a serenidade na genuflexão”.

Abu Qatadah relatou que o Profeta (SAW) disse: “O pior dos ladrões é aquele que rouba na sua oração”. Eles perguntaram: Ó mensageiro de Allah, como a pessoa rouba na oração? Ele disse: “Ao não aperfeiçoar a suas genuflexões e prostrações”. Ou “Ao não endireitar suas costas nas genuflexões e prostrações”.

Abu Massud Al-Badri relatou que o Profeta (SAW) disse: “A oração daquele que não endireita suas costas nas genuflexões e prostrações é uma oração incorreta”.

Huzaifah viu uma pessoa, que orando, não completava suas genuflexões e prostrações, e lhe disse: Você não rezou e se tu morres agora, não morreria dentro da religião de Muhammad”.

6 – Levantar-se da genuflexão e ficar de corpo ereto até atingir a serenidade.

Abu Humaid disse sobre a oração do Profeta (SAW): Ele levantava a sua cabeça ficando de corpo ereto até que todas as suas vértebras voltassem aos seus lugares.

Aicha relatou que quando o Profeta (SAW) levantava a sua cabeça da genuflexão, não prostrava antes que seu corpo ficasse reto.

O Profeta (SAW) disse: “Erga-se ficando com corpo ereto”.

Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Allah não olha para a oração de uma pessoa que não endireita suas costas entre suas genuflexões e suas prostrações”.

7 – A prostração: A prostração é um ato obrigatório na oração e Allah disse: Ó fiéis, genuflete e prostrai-vos” (Alcorão 22:77). O Profeta (SAW) disse: “Então, prostra-se até atingir a serenidade na prostração, depois erga-se até atingir a serenidade sentado e depois prostra-se novamente até atingir a serenidade na prostração”. Isso é obrigatório em todas as orações.

Atingir a serenidade ou a tranquilidade na oração significa que a pessoa deve ficar algum tempo para que seus ossos voltem para seus lugares. Os sábios dizem que, no mínimo, um tempo suficiente para falar “Subhanal-lah”.

As partes do corpo que tocam o chão durante a prostração, são: O rosto, as palmas, os joelhos e os pés.<--PAGEBREAK-->

Al-Abbas Ibn Abdul-Muttalib relatou que ouviu o Profeta (SAW) dizer: “Quando um servo de Allah se prostra, sete partes do corpo prostram com ele: Seu rosto, suas mãos, seus joelhos e seus pés”.

Ibn Abbas disse: O Profeta ordenou-nos a prostrar em sete partes do corpo e não ajuntar o cabelo ou a roupa durante a oração: a testa, as mãos, os joelhos e os pés.

Em outro hadith, o Profeta (SAW) disse: “Eu fui ordenado a prostrar em sete partes do corpo: a testa, e ele apontou para o nariz, as mãos, os joelhos e as pontas dos pés”.

Abu Humaid relatou que, quando o Profeta (SAW), se prostrava, deixava seu nariz e sua testa tocarem no chão.

At-Tirmizi disse: Os sábios se prostram deixando a testa e o nariz tocarem no chão. Uns sábios dizem que prostrar apenas com a testa tocando o chão é suficiente, outros dizem que não seria suficiente até que a testa e o nariz toquem o solo.

8 – Sentar após a última prostração e recitar At-Tachahhud: Foi confirmado que o Profeta (SAW) sentava depois da última prostração e recitava At-Tachahhud. Ele (SAW) disse para o homem que não sabia rezar: “E ao levantar sua cabeça depois da última prostração, sente-se e recite At-Tachahhud e sua oração estará concluída”.

Ibn Abbas disse: Antes que At-Tachahhud se tornasse obrigatória, nós costumavamos dizer depois da última prostração: “Que a paz esteja com Allah diante de Seus servos, que a paz esteja com Gabriel e que a paz esteja com Miguel”. O Profeta (SAW) disse: “Não digam: Que a paz esteja com Allah, mas digam At-Tahiyyatulillah”. Isso prova que At-Tachahhud se tornara obrigatória.

O relato mais autêntico sobre At-Tachahhud é de Ibn Massud, que disse: Quando nós sentávamos com o Profeta na oração, dizíamos: “Que a paz esteja com Allah diante de Seus servos, que a paz esteja sobre isso e aquilo”. O Profeta disse: “Não digam: Que a paz esteja com Allah, porque Allah é a paz. Quando um de vocês se sentar, deve dizer:

 

التَّحِيّـاتُ للهِ وَالصَّلَـواتُ والطَّيِّـبات ، السَّلامُ عَلَيـكَ أَيُّهـا النَّبِـيُّ وَرَحْمَـةُ اللهِ وَبَرَكـاتُه ، السَّلامُ عَلَيْـنا وَعَلـى عِبـادِ كَ الصَّـالِحـين . أَشْـهَدُ أَنْ لا إِلـهَ إِلاّ الله ، وَأَشْـهَدُ أَنَّ مُحَمّـداً عَبْـدُهُ وَرَسـولُه .

 

At-tahiyátulillah, was-salauátu, wat-tayyibát, as-salámu alaika aiyuhan-nabiyu, wa rahmatullahi wa barakatuh, as-salámu alaina, wa ala ibádillahis-sálihina. Achhadu an la ilaha illallahu, wa achhadu anna Muhammadan abduhu, wa rassuluhu

 

(At-tahiyát (Todas as palavras que indicam a glorificação de Allah, Sua Eterna Existência, Sua Perfeição, Sua Soberania) são para Allah, todos os atos de adoração e boas ações são para Allah. A paz, a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre você, ó Profeta. A paz esteja sobre nós e todos os virtuosos servos de Allah. Eu testemunho que não há divindade além de Allah e testemunho que Muhammad é Seu servo e mensageiro)

 

Depois, a pessoa pode fazer qualquer súplica que desejar.

Ibn Abbas disse O Mensageiro de Allah nos ensinou At-Tachahhud como ele nos ensinou o Alcorão. Ele dizia: “At-tahiyátul-mubarakat, was-salauátut-tayyibatlillah, as-salámu alaika aiyuhan-nabiyu, wa rahmatullahi wa barakatuh, as-salámu alaina, wa ala ibádillahis-sálihina. Achhadu an la ilaha illallahu, wa achhadu anna Muhammadan abduhu, wa rassuluhu”.

Abdurahman Ibn Abd Al-Qari disse que ouviu Omar Ibn Al-Khattab ensinar as pessoas, a partir do púlpito, o seguinte tachahhud: At-tahiyátu lillah, Az-zakiyatulillah, at-tayyibat was-salauatulillah, as-salámu alaika aiyuhan-nabiyu, wa rahmatullahi wa barakatuh, as-salámu alaina, wa ala ibádillahis-sálihina. Achhadu an la ilaha illallahu, wa achhadu anna Muhammadan abduhu, wa rassuluhu”.

Al-Imam An-Nawawi disse: Todos esses relatos sobre At-Tachahhud, são autênticos, o mais autêntico é o de Ibn Massud e depois de Ibn Abbas.<--PAGEBREAK-->

Ach-Chafii disse: Qualquer um desses três é suficiente e todos os sábios concordam com isso.

9 - At-Taslim: At-Taslim é obrigatório no final da oração. Ali relatou que o Profeta (SAW) disse: “A chave da oração é a purificação, seu início é At-Takbir (Allahu Akbar) e sua finalização é At-Taslim (Assalamu alaikum wa rahmatul-lah)”.

Amer Ibn Saad relatou que seu pai disse: Eu vi o Profeta fazer At-Taslim na sua direita e na sua esquerda até que eu pudesse ver a brancura de sua face.

Wa-il Ibn Hujr disse: Orei com o Mensageiro de Allah. Ele fazia At-Taslim em seu lado direito, dizendo: Assalamu alaikum wa rahmatullahi wa barakatuh, e em seu lado esquerdo, dizendo: Assalamu alaikum wa rahmatullahi wa barakatuh.

 

Fazer um Taslim é obrigatório, mas fazer dois é o melhor: Ibn Al-Munzir comenta que todos os sábios concordam que fazer apenas um Taslim é permitido.

Ibn Qudamah no seu livro “Al-Mughni” disse: No comentário do Imam Ahmad, não há nenhum texto claro que afirma que as dois Taslim são obrigatórias. Ele apenas diz: fazer dois taslim é o ato mais autêntico do Mensageiro de Allah e que o Profeta disse: “O mais preferido por mim, é dois Taslim. E que Aicha, Salamah Ibn Al-Akwa e Sahl Ibn Saad relataram que o Profeta e os emigrantes faziam apenas um Taslim.

Baseado nesses relatos, nós podemos afirmar que é sunnah fazer dois Taslim, e obrigatório fazer um. Os sábios concordam que apenas um Taslim é obrigatório.

Se alguém faz apenas um Taslim, deve fazê-la olhando para sua frente sem virar o rosto e se fizer dois, o primeiro deve ser para sua direita e o segundo para sua esquerda, virando em cada Taslim até que os lados do rosto, possam ser vistos por trás. Essa é a forma mais autêntica.

Se alguém faz os dois Taslim para direita ou para esquerda, para frente ou faz a primeira para esquerda e a segunda para direita, sua oração ainda é valida e os dois taslim foram cumpridas, porém a pessoa perde a virtude pela forma que foram executadas.

 

As Sunnas da oração

 

A oração tem também certos atos que são Sunnah. É preferível que a pessoa realize-os para obter sua recompensa.

1 – Levantar as mãos: Levantar as mãos é recomendado em quatro momentos na oração:

- O primeiro é no inicio da oração ao pronunciar Takbiiratul-Ihraam (Allahu Akbar).

Ibn Al-Munzir disse: Todos os sábios concordam que o Profeta levantou as mãos no início da oração.

Al-Hafiz Ibn Hajar disse: Cinquenta companheiros, dentre eles os dez aos quais foi prometido um lugar no paraíso, relataram que o Profeta levantava as mãos no início da oração.

Al-Baihaqi relatou que Al-Hakim, ao comentar sobre o assunto, disse: Eu não sei de nenhuma outra sunnah do Profeta que teve tanta concordância como essa. Ela é confirmada pelo os quatro Khalifas, os dez aos quais foi prometido um lugar no paraíso e pelos outros companheiros que se espalharam pela terra naquela epoca.

 

A maneira correta de levantar as mãos: Há muitos relatos sobre o assunto, mas os sábios escolheram a seguinte forma: <--PAGEBREAK-->

Levantar as mãos para cima dos ombros com as pontas dos dedos paralelas com as orelhas, sendo os dois polegares paralelos com os lóbulos das orelhas. É preferível que a pessoa estenda os dedos ao levantar as mãos. Abu Hurairah disse: Ao fazer a oração, o Profeta levantava as mãos com os dedos estendidos.

 

Quando deve levantar as mãos: Juntamente com a Takbirah ou um pouco antes.

Nafi’ disse: Ao iniciar a oração, Ibn Omar falava Allahu Akbar e levantava as mãos, e ele disse que o Profeta fazia isso. Ele também relatou que o Profeta (SAW) levantava as mãos ao falar Allahu Akbar, até que elas ficassem na mesma altura dos ombros ou próximo a isso.

Quanto a levantar as mãos antes da Takbirah, Ibn Omar disse: Ao iniciar a oração, o Profeta (SAW) levantava as mãos até que elas ficassem na mesma altura dos ombros e falava Allahu Akbar.

No hadith de Malik Ibn Al-Huwairith no qual afirmou que o Profeta (SAW) falava Allahu Akbar e em seguida levantava as mãos, implica que Allahu Akbar vem antes da elevação das mãos, porém, Ibn Hajar disse: Eu nunca ouvi ninguém dizer que a Takbirah vem antes da elevação das mãos.

- O segundo e terceiro momentos são ao genufletir-se e ao se levantar da genuflexão. Vinte e dois companheiros narraram que o Profeta (SAW) assim o fez. Ibn Omar disse: Ao iniciar a oração, o Profeta levantava as mãos até que elas ficassem na mesma altura dos ombros e então falava Allahu Akbar, fazia o mesmo ao genufletir-se e ao levantar-se da genuflexão, levantava as mãos e dizia: “Sami’allahu liman hamidah, rabbana wa lakal-hamd” (Allah ouve quem Te louva, nosso Senhor, para Ti é o louvor). Al-Bukhari disse: Ele não levantava as mãos ao se prostrar e nem ao leventar a cabeça da prostração.

Muslim disse: Ele não fazia isso ao levantar sua cabeça da prostração e nem entre as duas prostrações.

Ao comentar sobre o assunto, Al-Baihaqi disse: O Profeta sempre executou a oração dessa maneira até o dia do seu falecimento.

Bukhari, ao falar sobre o assunto, relatou que Al-Hassan e Humaid Ibn Hilal disseram que todos os companheiros realizavam a oração dessa maneira.

Al-Hanafiyyah disseram que a pessoa só deve elevar as mãos no Takbiratul-Ihram, pois, isso se baseia no hadith de Ibn Massud, que rezou e levantou as mãos apenas no Takbiratul-Ihram e disse que o Profeta (SAW) orava dessa maneira. Essa é uma opinião fraca e muitos sábios estudiosos do hadith criticaram esse relatório. Uns dizem que talvez Ibn Massud esqueceu de fazer isso.

- O quarto instante é ao levantar para executar a terceira Raka’a. Nafi’ relatou que Ibn Omar disse que ao terminar as primeiras duas Raka’a, o Profeta (SAW) levantava e elevava as mãos.

Ali disse que ao terminar as primeiras duas Raka’a, o Profeta (SAW) levantava e elevava as mãos até que elas ficassem na altura dos ombros e falava Allahu Akbar.

Essa é uma Sunnah comum entre os homens e as mulheres e elas devem executá-la da mesma maneira.

Ach-Chaukani disse: Saibam que isto é uma sunnah comum entre os homens e as mulheres. As mulheres devem executá-la da mesma maneira que os homens. Não há nenhuma prova que mostra qualquer diferença entre eles sobre este ponto. Também não há prova para mostrar que as mulheres não devem levantar as mãos até a altura dos ombros como os homens.

2 – Colocar a mão direita sobre a esquerda: Colocar a mão direita sobre a esquerda é um ato preferido na oração. Há vinte hadiths relatados por dezoito companheiros e seus seguidores que confirmam este ponto.

Sahl Ibn Saad disse: Os muçulmanos foram ordenados a colocar a mão direita sobre o antebraço esquerdo durante a oração.<--PAGEBREAK-->

Al-Hafiz relatou que o Profeta (SAW) disse: “Nós, os Profetas, fomos ordenados a apressar em quebrar nosso jejum, retardar nosso Suhur e colocar nossas mãos direitas sobre nossas mãos esquerdas durante a oração”.

Jabir disse que o Profeta (SAW) passou por um homem que, ao executar a oração, colocava a mão esquerda sobre a direita, e ele (SAW) puxou a direita e a colocou sobre a esquerda.

 

O lugar onde as mãos devem ser colocadas: Al-Kamal Ibn Al-Hamam disse que não há nenhum hadith autêntico que afirma onde as mãos devem ser colocadas, se sob o peito ou abaixo do umbigo. De acordo com Hanifiyyah, as mãos devem ser colocadas abaixo do umbigo e Chafiyyah dizem abaixo do peito.

At-Tirmizi disse que os sábios, os companheiros, seus seguidores e os que vieram depois, disseram que a pessoa deve colocar a mão direita sobre a esquerda durante a oração, enquanto alguns dizem que acima do umbigo e outros dizem que abaixo do umbigo. No entanto, existem relatos de que o Profeta (SAW) colocava as mãos sobre o peito. Hulb At-Ta'i disse: Eu vi o Profeta orando com a mão direita sobre a esquerda sobre o peito.

Wa'il Ibn Hujr disse: Eu orei com o Profeta e ele colocou sua mão direita sobre a esquerda sobre o peito. Abu Dawud e An-Nasa'i relataram o hadith com o texto: Então, ele colocou a mão direita sobre o dorso de seu pulso e antebraço esquerdo.

3 – Súplica no inicio da oração, após At-Takbir: É recomendável que a pessoa inicie a sua oração com uma das súplicas que o Profeta (SAW) fazia ao iniciar suas orações. Isso ocorre após o Takbir e antes da recitação da Fatiha.

- Abu Hurairah disse: Ao iniciar a oração, depois do Takbirat Al-Ihram, o Profeta ficava em silêncio por um tempo antes da recitação da Fatiha. Perguntei-lhe: Ó Mensageiro de Allah, o que você recita quando fica em silêncio entre o Takbir e a recitação? Ele respondeu que dizia:

 

اللّهُـمَّ باعِـدْ بَيـني وَبَيْنَ خَطـايايَ كَما باعَدْتَ بَيْنَ المَشْرِقِ وَالمَغْرِبْ ، اللّهُـمَّ نَقِّنـي مِنْ خَطايايَ كَمـا يُـنَقَّى الثَّـوْبُ الأَبْيَضُ مِنَ الدَّنَسْ ، اللّهُـمَّ اغْسِلْنـي مِنْ خَطايـايَ بِالثَّلـجِ وَالمـاءِ وَالْبَرَدْ

 

Allahumma Ba’id baini wa baina khataiaia kama baadta bainal-machriqi wal maghrib. Allahumma naqqini min khataiaia kama iunaqqath-thaubu al-abiadhu minad-danas. Allahumma ighsilni min khataiaia bith-thalji wal ma’i wal barad

 

(Ó Allah, distancia-me de meus pecados assim como Tu distanciaste o nascente do poente. Ó Allah, purifica-me de meus pecados como a roupa branca é purificada da sujeira. Ó Allah, lava-me de meus pecados com a neve, a água e o granizo)

 

- Ali disse: Ao iniciar a oração e depois de Takbirat Al-Ihram, o Profeta dizia:<--PAGEBREAK-->

 

وَجَّهـتُ وَجْهِـيَ لِلَّذي فَطَرَ السَّمـواتِ وَالأَرْضَ حَنـيفَاً وَمـا أَنا مِنَ المشْرِكين ، إِنَّ صَلاتـي ، وَنُسُكي ، وَمَحْـيايَ ، وَمَماتـي للهِ رَبِّ العالَمين ، لا شَريـكَ لَهُ وَبِذلكَ أُمِرْتُ وَأَنا مِنَ المسْلِـمين . اللّهُـمَّ أَنْتَ المَلِكُ لا إِلهَ إِلاّ أَنْت ،أَنْتَ رَبِّـي وَأَنـا عَبْـدُك ، ظَلَمْـتُ نَفْسـي وَاعْـتَرَفْتُ بِذَنْبـي فَاغْفِرْ لي ذُنوبي جَميعاً إِنَّـه لا يَغْـفِرُ الذُّنـوبَ إلاّ أَنْت وَاهْدِنـي لأَحْسَنِ الأَخْلاقِ لا يَهْـدي لأَحْسَـنِها إِلاّ أَنْـت ، وَاصْـرِف عَـنّْي سَيِّئَهـا ، لا يَصْرِفُ عَـنّْي سَيِّئَهـا إِلاّ أَنْـت ، لَبَّـيْكَ وَسَعْـدَيْك ، وَالخَـيْرُ كُلُّـهُ بِيَـدَيْـك ، وَالشَّرُّ لَيْـسَ إِلَـيْك ، أَنا بِكَ وَإِلَيْـك ، تَبـارَكْتَ وَتَعـالَيتَ أَسْتَغْـفِرُكَ وَأَتوبُ إِلَـيك

 

Wajjahtu wajhi lillazi fataras-samauati wal ardha hanifan musliman wama ana minal muchrikin. Inna salati wa nussuki wa mahiaia wa mamati lillahi rabbil alamin, wahdahu la charika lahu, wa bizalika umirtu wa ana minal muslimin. Allahumma antal maliku, la ilaha illa anta, anta rabbi wa ana abduk, zalamtu nafsi wa i’taraftu bizanbi faghfirli zunubi jami’an inahu la iaghfiruz-zunuba illa ant. Wa-hdini li ahsanil akhlaqi la iahdi li ahsaniha illa ant, wasrif anni saii’aha la iasrifu anni saii’aha illa ant. Labbaika wa saadaik wal khairu kulluhu bi iadaik wach-charru laissa ilaik, ana bika wa ilaik, tabarakta rabbana wa taalait, astaghfiruka wa atubu ilaik

 

(Eu dirijo minha face para o Criador dos céus e da terra corretamente, e eu não me conto entre aqueles que associam parceiros a Ti, na verdade minha oração, minha devoção, minha vida e minha morte pertencem a Allah, o Criador dos mundos, não há parceiros junto a Ele, e a isto fui ordenado, e eu sou um dos muçulmanos. Ó Allah, Tu é o Soberano, não há divindade real além de Ti. Tu és meu senhor, eu sou Teu servo. Oprimi-me, e reconheço meu pecado. Perdoa-me em todos os meus pecados, pois és Tu, e não há outro além de Ti, que possa perdoar os pecados. Guia-me para as melhores das condutas, pois mais ninguém é capaz de guiar a elas, a não ser Ti. E me livra das más condutas, pois não há quem possa me livrar delas a não ser Ti. Eis-me aqui livre e feliz te servir. Todo o bem esta em Tuas mãos. O mal não é julgado a Ti. Eu sou do Senhor e para o Senhor. Abençoado e Altíssimo és Tu. Eu busco por Teu perdão e arrependo-me a Ti)

 

- Omar disse que o Profeta (SAW) costumava dizer, depois de Takbirat Al-Ihram, o seguinte:

 

سُبْـحانَكَ اللّهُـمَّ وَبِحَمْـدِكَ وَتَبارَكَ اسْمُـكَ وَتَعـالى جَـدُّكَ وَلا إِلهَ غَيْرُك

 

Subháánaka Allahumma wa bi hámdika wa tabaaraka ásmuka wa ta’aalaa jádduka wa laa ilaha ghairuka

 

(Glorificado sejas, ó Allah, o louvor é para Ti. Abençoado seja Teu nome, e altíssimo é Teu poder, e não há divindade real além de Ti)

 

- Asim Ibn Humaid perguntou a Aicha como o Profeta (SAW) iniciava suas orações noturnas e ela respondeu: Você me perguntou sobre algo que ninguém me perguntou antes. Ao começar a oração, ele falava dez vezes Allahu Akbar, dez vezes Al-Hamdulillah, dez vezes Subhanallah, dez vezes la ilaha illallah, dez vezes Astaghfirullah, e então dizia:

 

Allahumma aghfirli, wa ahdini, wa arzuqni wa afini. Allahumma inni auuzu bika min dhiqil-maqam iaumal-qiyamah

 

(Ó Allah, perdoa-me, guia-me, enriquece-me e dá-me saúde. Ó Allah, eu protejo-me em Ti das dificuldades do Dia da Ressurreição)
 

- Abdurrahman Ibn Auf perguntou para Aicha como o Profeta (SAW) iniciava suas orações noturnas e ela respondeu que ao iniciar sua oração o Profeta dizia:

 

اللّهُـمَّ رَبَّ جِـبْرائيل ، وَميكـائيل ، وَإِسْـرافيل، فاطِـرَ السَّمواتِ وَالأَرْض ، عالـِمَ الغَيْـبِ وَالشَّهـادَةِ أَنْـتَ تَحْـكمُ بَيْـنَ عِبـادِكَ فيـما كانوا فيهِ يَخْتَلِفـون. اهدِنـي لِمـا اخْتُـلِفَ فيـهِ مِنَ الْحَـقِّ بِإِذْنِك ، إِنَّـكَ تَهْـدي مَنْ تَشـاءُ إِلى صِراطٍ مُسْتَقـيم

 

<--PAGEBREAK-->Allahumma Rabba Jibraa‘iil, wa Mikaa‘iil, wa Israafiil, fáát́ira assamauaati ual ard’a, ‘aalima al ghaibi wa ashshaháádati Anta táhkumu baina ‘ibaadika fiimaa kaanuu fiihi iakhtalifuuna. Ihdinii limaa ukhtúlifa fiihi min al haqqi bíí‘zhnika ínnaka tahdii man tashaa‘u ilaa śiraat́ in mustaqiimin

 

(Ó Allah, Senhor de Gabriel, de Miguel, de Israfil, Criador dos céus e da terra. Conhecedor do que está oculto e do que está evidente, Tu julgarás Teus servos entre tudo o que eles se divergiram. Guia-me à verdade a que as pessoas divergiram, com sua permissão. Em verdade, Tu guias a quem Tu queres à senda reta)

 

- Nafi’ Ibn Jubair Ibn Mut'am relatou que seu pai disse que ouviu o Mensageiro de Allah (SAW) dizer na oração voluntária:

 

اللهُ أَكْبَـرُ كَبـيرا ، اللهُ أَكْبَـرُ كَبـيرا ، اللهُ أَكْبَـرُ كَبـيرا ، وَالْحَـمْدُ للهِ كَثـيرا ، وَالْحَـمْدُ للهِ كَثـيرا ، وَالْحَـمْدُ للهِ كَثـيرا ، وَسُبْـحانَ اللهِ بكْـرَةً وَأَصيـلا .

أَعـوذُ بِاللهِ مِنَ الشَّـيْطانِ مِنْ نَفْخِـهِ وَنَفْـثِهِ وَهَمْـزِه.

 

Allahu Akbarun kabira, Allahu Akbarun kabira, Allahu Akbarun kabira, Alhamdu lillahi kathira, Alhamdu lillahi kathira, Alhamdu lillahi kathira, Subhanalllahu bukratan wa assila, Subhanalllahu bukratan wa assila, Subhanalllahu bukratan wa assila. A’uuzhu billahi minash-shait́aani rajiimi, min hámzihi wa náfthihi wa náfkhihi

 

(Allah é o Maior dos maiores, Allah é o Maior dos maiores, Allah é o Maior dos maiores, muitos são os louvores para Allah, muitos são os louvores para Allah, muitos são os louvores para Allah, glorificado seja pela manhã e pela tarde, glorificado seja pela manhã e pela tarde, glorificado seja pela manhã e pela tarde. Eu protejo-me em Allah do maldito Satanás, de suas emissões, de seus sussurros, e seus sopros)

 

E disse que seu pai continuou e perguntou: Ó mensageiro de Allah, quais são as emissões, os sussurros e os sopros do Satanás? Ele (SAW) respondeu: “Sua emissão é a loucura que atinge os filhos de Adão, seu sopro é a arrogância e seu sussurro é a má poesia”.

- Ibn Abbas disse: Ao iniciar suas orações nutornas, depois do Takbiratul-Ihram o profeta (SAW) dizia:

 

اللّهُـمَّ لَكَ الْحَمْدُ أَنْتَ نـورُ السَّمـواتِ وَالأَرْضِ وَمَنْ فيـهِن ، وَلَكَ الْحَمْدُ أَنْتَ قَـيِّمُ السَّـمواتِ وَالأَرْضِ وَمَنْ فيـهِن ،وَلَكَ الْحَمْدُ أَنْتَ رَبُّ السَّـمواتِ وَالأَرْضِ وَمَنْ فيـهِن وَلَكَ الْحَمْدُ لَكَ مُلْـكُ السَّـمواتِ وَالأَرْضِ وَمَنْ فيـهِن وَلَكَ الْحَمْدُ أَنْتَ مَلِـكُ السَّـمواتِ وَالأَرْضِ وَلَكَ الْحَمْدُ أَنْتَ الْحَـقّّ وَوَعْـدُكَ الْحَـق ، وَقَوْلُـكَ الْحَـق ، وَلِقـاؤُكَ الْحَـق وَالْجَـنَّةُحَـق ، وَالنّـارُ حَـق ، وَالنَّبِـيّونَ حَـق ، وَمـحَمَّدٌ حَـق وَالسّـاعَةُحَـق.اللّهُـمَّ لَكَ أَسْلَمت ، وَعَلَـيْكَ تَوَكَّلْـت ، وَبِكَ آمَنْـت ، وَإِلَـيْكَ أَنَبْـت ، وَبِـكَ خاصَمْت ، وَإِلَـيْكَ حاكَمْـت . فاغْفِـرْ لي مـا قَدَّمْتُ ، وَما أَخَّـرْت ، وَما أَسْـرَرْت ، وَما أَعْلَـنْت .أَنْتَ المُقَـدِّمُ وَأَنْتَ المُـؤَخِّر ، لا إِاـهَ إِلاّ أَنْـت. أَنْـتَ إِلـهي لا إِاـهَ إِلاّ أَنْـت ولا حَوْلَ وَلا قُوَّةَ إلاّ بالله.

 

Allahumma laka al hamdu, Anta qaíímu ssamaauaati wal ard’ i, wa man fii hinna, wa lakal hamdu Anta nuuru ssamaauaati wal ard́ i wa man fii hinna, wa lakal hamdu Anta máliku ssamaauaati wal ard́ i wa man fii hinna, wa lakal hamdu Antal haqqu, wa wa’dukal haqq, wa qaulukal haqq , wa liqaukal haqq, wal jannatu haqqun, wan naaru haqqun wan nabiiuna haqqun, wa Muhámmadun haqqun, wassaa’ atu haqqun. Allahumma laka aslamtu, wa aleika tauakaltu, wa bika áamantu, wa ileika anabtu wa bika khaśamtu wa ileika háakamtu. Fáaghfir lii maa qaddamtu, wa maa akhartu, wa maa asrartu, wa ma ‘a lantu. Antal Muqáddimu, wa Antal mu‘akhkhiru, laa ilaha illa Anta, Anta ilahii laa ilaha illa Anta, wa laa haula walaa quwata illa billaah

 

(Ó Allah para Ti é o louvor. Tu és o sustentador dos céus, da terra e do que está contido em ambos. Para Ti é o Louvor. Tu és a luz dos céus, da terra e do que está contido em ambos. Para Ti é o louvor. Tu és o Senhor dos céus, da terra e do que está contido em ambos. Para Ti é o louvor. Tu és a Verdade e Tua promessa é a verdade, Tua palavra é a verdade e o dia que Te encontraremos é a verdade, o paraíso é uma verdade, o fogo é uma verdade, os profetas são uma verdade, a hora é uma verdade e Muhammad é uma verdade. Ó Allah, a Ti me submeto, a Ti me entrego, em Ti creio, para Ti me repreendo, sobre Ti eu disputo e em Ti me julgo. Então, me perdoe pelo que já pequei e pelo que ainda pecarei, pelo que tenho escondido e pelo que tenho feito publicamente. Tu és a minha Divindade, não há divindade real além de Ti e não há transformação nem poder a não ser por Allah)

 

4 – Dizer Al-Istiaazhah (A’uuzhu billahi min ash-shaitaani rajiimi): É recomendado que a pessoa, depois da súplica da abertura e antes da recitação da Fatiha, diga a Istiaazhah:

 

A’uuzhu billahi min ash-shaitaani rajiimi

 

(Eu protejo-me em Allah do maldito Satanás)

 

Allah diz: Quando leres o Alcorão, ampara-te em Allah contra o maldito Satanás” (Alcorão 16:98).

No hadith anterior de Nafi’ Ibn Jubair, o Profeta (SAW) disse: “Eu protejo-me em Allah do maldito Satanás”.

Ibn Al-Munzhir disse: É relatado que o Profeta dizia Al-Istiaazhah antes da recitação.

 

É da sunnah dizer Al-Istiaazhah, silenciosamente: O livro Al-Mughni, afirma que a pessoa deve dizer A’uuzhu billahi min ash-shaitaani rajiimi em silêncio e não em voz audível. Não há diferença de opinião sobre esse ponto, mas Ach-Chaf'i disse: Nas orações recitadas em voz audível, a pessoa pode pronunciá-la em silêncio ou em voz audível.

 

A pessoa deve dizer Al-Istiaazhah no inicio de cada Raka’a, ou somente na primeira? Al-Istiaazhah deve ser falada apenas na primeira Raka’a.

Abu Hurairah disse: Quando o Profeta se levantava para executar a segunda Raka’a, ele começava com al-hamdu lillahi Rabbil aalamiin, sem qualquer tempo de silêncio.

Os sábios dizem que a oração toda é considerada apenas uma recitação, porém, a pessoa deve dizer Al-Istiaazhah somente na primeira Raka’a. Isso se basea no hadith do Abu Hurairah citado anteriormente.

Ach Chaukani disse: É melhor seguir a Sunnah, que é dizer Al-Istiaazhah, somente no início da recitação da primeira Raka’a.<--PAGEBREAK-->

 

5 – Falar [Amiin] depois da recitação da Fatiha: É da Sunnah o orador falar “Amiin” depois da recitação da Fatiha, independentemente se é Imam ou está orando atrás do Imam, se está em oração individual ou em oração coletiva e deve falá-la em voz audível quando a oração é em voz audível e silenciosamente quando a oração é feita em silêncio. Nuaim Al-Mujmir disse: Eu orei atrás de Abu Hurairah e ele disse “Bismillahir-rahmanir-rahim”, recitou Al-Fatiha e ao chegar em “Wala Dhdhaalliin”, ele e os oradores disseram: “Amiin”. Ao terminar a oração, Abu Hurairah disse: Por aquele cuja minha alma está em Sua mão, minha oração é a mais parecida com a do Profeta.

Ibn Chihab Az-Zuhri disse: O Mensageiro de Allah falava Amiin.

Ibn Ataa disse: Amiin é uma súplica.

Ibn Az-Zubair liderou a oração e ele e os oradores disseram Amiin em voz alta.

Nafi’ disse: Ibn Omar sempre falava Amiin nas orações e incentivava as pessoas a dizê-lo.

Abu Hurairah disse que o Profeta (SAW), após falar “Wala dhaliin”, dizia “Amiin” em voz alta, escutava quem estava na primeira fileira da oração e a mesquita chegava a tremer.

Wa’il Ibn Hujr disse: Eu ouvi o Profeta, que após recitar “Wala dhalliin”, dizia “Amiin” em voz alta.

At-Tirmizhi disse: Os sábios, companheiros do Profeta, seus seguidores e os que vieram depois, disseram que a pessoa deve falar “Amiin” em voz alta e não em silêncio.

Ataa disse: Eu conheci duzentos companheiros nessa mesquita, quando o Imam dizia “Wala dhalliin”, eles diziam “Amiin” em voz alta.

Aicha relatou que o Profeta (SAW) disse: “O que mais deixa os Judeus com inveja de vocês, são dois de seus atos: “Assalamu alaikum wa rahmatullah” e o “Amiin” na oração coletiva”.

É preferível dizer “Amiin” junto com o Imam, nem antes dele e nem depois. Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quando o imam disser “Ghairil maghdhuubi alaihim wala dhallin”, digam “Amiin”, pois os anjos falam “Amiin” também. Se alguém falar “Amiin” com o “Amiin” dos anjos, terá todos os seus pecados anteriores perdoados”.

A palavra “Amiin” não é um versículo da Fatiha, mas é uma súplica que significa: Ó Allah, atenda as nossas súplicas.

 

6 – A recitação depois da Fatiha: É da Sunnah recitar uma sura ou versículos do Alcorão depois da Fatiha na duas Raka’a do Fajr e da oração de sexta-feira, nas primeiras duas Raka’a do Dhuhr, Asr, Maghrib e Icha’a e em cada Raka’a das orações vuluntárias.

Abu Qatadah disse que o Profeta (SAW) recitava nas duas primeiras Raka’a do Dhuhr Al-Fatiha e duas suratas e nas duas últimas, recitava apenas Al-Fatiha. Disse que ele (SAW) demorava na primeira Raka’a mais do que na segunda e assim fazia no Asr e no Fajr.

Abu Daud disse que o profeta (SAW) demorava para aquele que estivesse atrasado conseguisse alcançar a primeira Raka’a da oração.

Jabir Ibn Sumrah relatou que o povo de Kufah reclamou de Saad para Omar. Isso levou Omar a demiti-lo e substitui-lo por Ammar. Eles reclamaram dizendo que Saad não executava a oração corretamente. Omar pediu explicação para Saad dizendo: Ó Abu Ishaq (Saad), essas pessoas afirmam que você não ora corretamente. Saad respondeu: Por Allah, eu orei com eles da mesma maneira que o Mensageiro de Allah orou conosco alongando as duas primeiras Raka’a do Icha’a e encurtando as duas últimas. Então, Omar disse que era isso o que ele esperava dele e lhe mandou de volta para Kufah com umas pessoas para perguntar ao povo da Kufah sobre ele. Todas as pessoas elogiavam Saad, mas quando entraram em uma mesquita da tribo de Abs, um homem chamado Usamah Ibn Qatadah, também conhecido como Abu Saadah, se levantou e disse: Por Allah, Saad não acompanha o exército nas batalhas, não distribui o butim com justiça e seus veredictos são injustos. Saad, em seguida, disse: Ó Allah, se esse servo está mentindo e fez isso para aparecer, dê-lhe uma longa vida, aumente sua pobreza e coloque-o nas tentações e tribulações. Anos mais tarde, Usamah disse: Eu sou um velho alienado e a súplica de Saad me acertou.

Abdul-Malik (um dos narradores) disse: Eu vi esse homem com as sobrancelhas pendendo nos olhos devido à idade avançada e ser zombado pelos jovens nas ruas.

Abu Hurairah disse: A recitação deve ser feita em cada oração. Se alguém recitar somente Al-Fatiha, será suficiente, e se recitar Al-Fatiha e mais outra sura ou alguns versículos, a recompensa é ainda maior.

 

Como é feita a recitação depois da Fatiha: Isso pode ser realizado de várias maneiras:

Al-Hussain disse: Quando conquistamos Khurassan, havia trezentos companheiros conosco, um deles liderava a oração, recitava uns versículos depois da Fatiha e genufletia.

Foi relatado que Ibn Abbas recitou Al-Fatiha, mais alguns versículos da sura Al-Baqarah em cada Raka’a.

Abdullah Ibn As-Sa’ib disse: O Profeta recitou a sura Al-Mu’minun na oração do Fajr e quando chegou aos versículos que falam sobre Moises, Araão e Jesus, começou a tossir e genufletiu-se. Omar recitou 120 versículos da sura Al-Baqarah na primeira Raka’a e uma Sura do Al-Mathani (uma das sete suratas mais compridas no Alcorão) na segunda. Al-Ahnaf recitava a sura Al-Kahf na primeira Raka’a e a sura Youssef ou Yunus na segunda. Omar recitava as mesmas suratas na oração do Fajr. Ibn Massud recitou quarenta versículos da sura Al-Anfal na primeira Raka’a e uma sura da Mufassal (Suratas 50 até 114) na segunda.

Qatadah comentou sobre a pessoa que recita a mesma sura nas duas Raka’a dizendo: Tudo é do Livro de Allah.

Ubaidullah Ibn Thabit relatou que Anas disse: Um homem de Al-Ansar que era o imam da mesquita de Qubaa, sempre recitava a sura Al-Ikhlas e mais outra sura em cada Raka’a da oração. Quando o povo reclamou da sua atitude dizendo que ele deveria recitar uma ou outra, que isso seria suficiente, ele disse: Eu não abandonarei essa sura, então, ou vocês aceitam meu jeito de orar ou nomeiam outro imam. Ao saber do fato, o Profeta lhe perguntou: “Ó fulano, o que te impede de fazer o que seus companheiros estão lhe pedindo? Porque você está recitando essa sura em cada Raka’a?” Ele respodeu: Eu amo essa sura. Então, o Profeta disse: “Seu amor por ela te levará para o Paraíso”.

Um homem da tribo de Juhainah disse: Eu ouvi o Mensageiro de Allah recitar a sura Az-Zalzalah nas duas Raka’a do Fajr. Eu não sei se ele esqueceu ou fez isso de propósito.

 

A recitação do Profeta (SAW) depois da Fatiha: Sobre esse assunto, Ibn Al-Qayyim disse: Depois de recitar Al-Fatiha, o Profeta recitava uma sura, às vezes grande e às vezes pequena, por ele estar em viagem ou por outro motivo, mas na maioria das vezes ele fazia uma recitação de comprimento intermediário.

 

A recitação do Profeta (SAW) na oração do Fajr: O Profeta (SAW) recitava, na oração do Fajr, 60 a 100 versículos. O que recitava nessa oração é a sura Qaf, Ar-Rum, At-Takwir, Az-Zalzalah, Al-Mu’minun e recitava Al-Falaq e An-Nas quando estava de viagem.

Nas orações do Fajr de sexta-feira, ele (SAW) recitava As-Sajdah e Al-Insan completas. Ele (SAW) não fazia, o que muitas pessoas fazem hoje, como recitar parte de uma sura e depois parte de outra. Muitas pessoas ignorantes pensam que é melhor recitar uma sura com uma prostração (Sajdah) na manhã de sexta-feira, mas isso é ignorância pura. Alguns sábios não gostam de recitar a sura As-Sajdah na oração do Fajr devido a esse pensamento errado.

O Profeta (SAW) costumava recitar essas duas Suratas (As-Sajdah e Al-Insan) porque elas falam de assuntos que aconteceram ou irão acontecer especificamente ocorrer numa sexta-feira, como a criação do homem, o retorno a Allah, a criação de Adão e a entrada no Paraíso ou no Inferno. Portanto, ele (SAW) recitava essas suratas na sexta-feira para lembrar seus companheiros dos acontecimentos daquele dia. Ele (SAW) também recitava Qaf, Al-Qamar, Al-A'la e Al-Ghachiyah em dias de grande importância, como sexta-feira e os dias de Eid.<--PAGEBREAK-->

 

A recitação do Profeta (SAW) na oração do Dhuhr: O Profeta (SAW), às vezes, fazia uma recitação longa na oração do Dhuhr. Abu Said disse: Às vezes, o Profeta iniciava a oração do Dhuhr e até dava tempo de uma pessoa ir até Al-Baqi’ fazer suas necessidades, voltar para sua casa, executar a ablução, retornar a mesquita e ainda encontrar o Profeta na primeira Raka’a da oração devido a sua longa recitação.

Ele (SAW), às vezes, recitava na oração do Dhuhr As-Sajdah, Al-A’la, Al-Lail, Al-Buruj e At-Tariq.

 

A recitação do Profeta (SAW) na oração do Asr: A recitação do Asr é a metade do comprimento da recitação do Dhuhr quando é comprida e do mesmo comprimento quando essa é de recitação curta.

 

A recitação do Profeta (SAW) na oração do Maghrib: O Profeta (SAW) recitava na oração do Maghrib Al-A’raf nas duas Raka’a, At-Tur e Al-Mursalat.

Abu Omar Ibn Abdulbar relatou que o Profeta (SAW) recitou no Maghrib Al-A’raf, As-Saffat, Ad-Dukhan, Al-A’la, At-Tin, Al-Falaq, An-Nas, Al-Mursalat e as pequenas suratas da Mufassal.

Recitar sempre as pequenas suratas da Mufassal, no Maghrib, não é da Sunnah. Marwan Ibn Al-Hakam recitava sempre as pequenas suratas no Maghrib até que foi questionado por Zaid Ibn Thabit, que lhe disse: Porque você recita sempre as pequenas suratas no Maghrib sabendo que o Profeta (SAW) recitava Al-A’raf?

Aicha disse que o Profeta (SAW) recitava Al-A’raf nas duas primeiras Raka’a do Maghrib, metade em cada Raka’a. Então, recitar sempre as pequenas suratas no Maghrib é prática de Marwan Ibn Al-Hakam e isso não é da Sunnah.

 

A recitação do Profeta (SAW) na oração do Icha’a: Na oração do Icha’a, o Profeta (SAW) recitou At-Tin e disse para Muaz recitar nela as pequenas suratas como Ach-Chams, Al-A’la e Al-Lail e não recitar Al-Baqarah para não colocar as pessoas em dificuldade.

 

A recitação do Profeta (SAW) na oração de sexta-feira: O Profeta (SAW) recitava na oração de sexta-feira: Al-Jumu’ah, Al-Munafiqun, Al-Ghachiyah e Al-A’la.

Não é da Sunnah recitar apenas o final da sura Al-Jumu’ah (do versículo 9 até o versículo 11) na oração da sexta-feira.

 

A recitação do Profeta (SAW) nos dois Eid: Nas orações dos dois Eid, o Profeta (SAW) recitou Qaf, Al-Qamar, Al-A’la e Al-Ghachiyah. Essas são as orientações do Profeta (SAW) que ele as seguiu até o seu falecimento e que seus Khalifas as seguiram depois e nunca foram alteradas. Abu Bakr recitou Al-Baqarah na oração do Fajr e terminou ela quando o sol estava prestes a subir. Omar recitou na oração do Fajr Youssef, An-Nahl, Hud, Al-Israa e outras suratas compridas e nenhum dos Khalifas ou dos companheiros disse que a recitação de longas suratas na oração foi revogada.

Em relação ao hadith de Jaber Ibn Sumrah citado por Muslim de que o Profeta (SAW) recitou na oração do Fajr a sura Qaf e a suas orações seguintes eram curtas, mostra que a recitação na oração do Fajr deve ser mais longa do que nas outras orações. Umm Al-Fadhl, ao ouvir seu filho Ibn Abbas recitar Al-Mursalat, disse: Ó meu filho, você me fez lembrar que essa foi a última sura que eu ouvi do Profeta e isso foi na oração do Maghrib.

Em relação ao hadith do Profeta (SAW), de que o Imam deve encurtar (facilitar) a oração e ao relato de Anas que diz que o Profeta (SAW) executava uma oração curta e perfeita, o termo “curto” é relativo, por isso, ao fazer uma oração curta, a pessoa deve se basear nas práticas do Profeta (SAW) e não nos desejos dos oradores. O Profeta (SAW) sabia que entre os oradores há idosos e fracos, então, devemos fazer a oração curta da mesma maneira que ele fazia. Ibn Omar disse: O Profeta nos ordenou encurtar (facilitar) a oração e recitar a sura As-Saffat ao liderar a oração. Então, quando o Profeta (SAW) disse aos imames para encurtar (facilitar) as orações, quis dizer uma sura do comprimento da As-Saffat.

 

Recitar uma sura específica: O Profeta (SAW) não recitou uma sura especifica para cada oração, exceto para as orações de sexta-feira e para os dois Eid. Quanto às outras orações, Amr Ibn Chuaib relatou que seu avô disse: Não há nenhuma sura da Mufassal, grande ou pequena, que eu não tenha ouvido o Profeta recitá-la ao liderar as orações obrigatórias.

O Profeta (SAW) recitava uma sura inteira em cada Raka’a, às vezes, dividia a sura recitando a metade em cada uma das duas Raka’a ou apenas recitava a parte inicial da sura. Não foi relatado que ele recitava, nas orações, uns versículos do meio ou do final da sura, nem que recitava duas suratas em uma Raka’a durante as orações obrigatórias. No entanto, o fez durante as orações voluntárias. Ibn Massud disse: Eu sei as suratas que o Profeta costumava recitar juntas em uma Raka’a: Ar-Rahman e An-Najm, Al-Qamar e Al-Haqqah, At-Tur e Azh-Zhariyat, Al-Waqi'ah e Al-Qalam. Entretanto, este hadith não nos diz se foi nas orações obrigatórias ou voluntárias, o que é mais provável. O Profeta (SAW) raramente recitava a mesma sura nas duas Raka’a. Um homem da tribo do Juhainah disse: Eu ouvi o Mensageiro de Allah recitar a sura do Az-Zalzalah nas duas Raka’a do Fajr, mas não sei se ele esqueceu ou fez isso de propósito.

 

Alongar a primeira Raka’a do Fajr: O Profeta (SAW) alongava a primeira Raka’a do Fajr mais do que a segunda e fazia isso em todas as orações, para que os oradores conseguissem chegar e alcançar a oração no seu início.

Porque o Profeta (SAW) alongava a oração do Fajr mais do que outras orações?<--PAGEBREAK-->

- A recitação do Fajr é testemunhada por Allah e seus anjos.

- A oração do Fajr tem o menor número de Raka’a e a sua recitação se prolonga para compensar isso.

- As pessoas estão bem descansadas corporalmente e espiritualmente, pois, ainda não se engajaram em seus trabalhos ou em outros assuntos mundanos e poderão refletir e compreender o Alcorão melhor.

- A oração do Fajr é a primeira obra e a base de todas as obras do dia. Portanto, é preferível prolongar a recitação na oração do Fajr.

 

Como o Profeta(SAW) recitava o Alcorão: Ibn Al-Qayyim disse: A recitação do Profeta era alongada, ele fazia uma pausa no final de cada versículo e alongava sua voz.

 

Recomendações durante a recitação: É da Sunnah recitar o Alcorão em voz bonita e agradável. O Profeta (SAW) disse: “Embelezai vossas vozes com o Alcorão”, “Aquele que não lê melodiosamente o Alcorão não é um de nós”, “Quem tem a melhor voz com o Alcorão é aquele, o qual sentimos o seu temor a Allah, ao ouvir sua recitação” e “Nada apraz mais a Allah do que ouvir um profeta, de voz agradável, recitar o Alcorão”.

An-Nawawi disse: É sunnah para quem está recitando o Alcorão, independentemente se na oração ou não, pedir as bênçãos a Allah ao recitar um versículo de misericórdia, pedir proteção a Allah do fogo infernal e de todo o mal ao recitar um versículo de castigo, dizendo, por exemplo: Allahumma inni as’aluka al-afiyah (Ó Allah, imploro-Te o bem estar). Glorificar Allah ao recitar um versículo que O glorifica, dizendo, por exemplo: Subhanahu wa taala (Exaltado e Altíssimo seja) ou Tabarakal-lahu rabbil-alamin (Bendito seja Allah, Senhor do Universo). Huzhaifah Ibn Al-Yamman disse: Uma noite, eu orei com o Profeta e ele começou a ler Al-Baqarah. Achei que ele ia se genufletir depois de cem versículos, mas ele continuou. Então eu pensei: Ele vai completar a Sura, mas ao completá-la ele recitou Al Imran e depois An-Nisaa. Ele recitou as Suratas lentamente e ao chegar a um versículo que glorificava Allah, ele O glorificava; e ao chegar a um versículo de súplica, ele suplicava; e ao chegar a um versículo de pedir proteção a Allah, ele pedia.

Ach-Chafi’iyyah dizem: Glorificar, suplicar e pedir proteção a Allah, são atos recomendados para o recitador do Alcorão, independentemente se ele está orando ou não, se é o Imam ou está em uma oração coletiva ou individual, pois esses atos são súplicas e elas devem ser faladas, como o caso do “Amiin” na oração.

É preferível que ao recitar: Acaso, não é Allah o mais prudente dos juízes?” (Alcorão 95:8), a pessoa deve dizer: Bala wa ana ala zhalika minach-chahidin (Certamente, e eu sou testemunho disso). Ao recitar: “Porventura, Ele não será capaz de ressuscitar os mortos?” (Alcorão 75:40), a pessoa deve dizer: Bala wa ana achhad (Certamente, e eu sou testemunho). Ao recitar: “Assim, pois, em que mensagem crerão, depois desta?” (Alcorão 77:50), a pessoa deve dizer: Amantu billah (Eu creio em Allah). Ao recitar: “Glorifica o nome do teu Senhor, o Altíssimo” (Alcorão 87:1), a pessoa deve dizer: Subhana rabbial a’la (Glorificado seja o meu Criador, o Altíssimo). Isso deve ser dito independentemente se a recitação é feita na oração ou não.

 

A oração em voz audível e em silêncio: É da Sunnah recitar em voz audível as duas Raka’a do Fajr e da sexta-feira, as duas primeiras Raka’a do Maghrib e do Icha’a, a oração dos dois Eid, a oração do eclipse e a oração para pedir chuva. É da Sunnah recitar em silêncio a oração do Dhuhr, a oração do Asr, a terceira Raka’a do Maghrib e as duas últimas Raka’a do Icha’a. No que diz respeito as outras orações voluntárias, aquelas que são feitas durante o dia devem ser recitadas em silêncio, enquanto aquelas feitas durante a noite podem ser em voz audível ou em silêncio, mas o melhor é a moderação. Uma noite, o Profeta (SAW) passou por Abu Bakr quando estava rezando em voz muito baixa e por Omar que estava orando em voz muito alta. Mais tarde, quando o Profeta (SAW) se encontrou com eles, disse: “Ó Abu Bakr, passei quando você estava orando em voz muito baixa”. Ele disse: Ó Mensageiro de Allah, é para Aquele, que eu estava orando, ouvir. E ele (SAW) disse para Omar: “Ó Omar, eu passei por você quando estava orando em voz muito alta”. Ele disse: Ó Mensageiro de Allah, isso é para acordar o sonolento e afugentar Satanás. O Profeta (SAW) disse: “Ó Abu Bakr, levanta a sua voz um pouco. E ó Omar, abaixe a sua voz um pouco”.

Não há problema se alguém esquecer e recitar em voz alta quando deveria recitar em silêncio ou vice-versa, mas se a pessoa perceber sua falha durante a recitação, deve mudar para o modo correto.

 

A recitação atrás do Imam: A regra principal é que a oração sem recitação da Fatiha é inválida e o orador deve recitar Al-Fatihah em cada Raka’a das orações obrigatórias e voluntárias, mas se a pessoa estiver orando atrás do Imam em uma oração de voz audível, deve ficar em silêncio ouvindo a recitação do Imam. Allah disse: “E quando for lido o Alcorão, escutai-o e calai, para que sejais compadecidos” (Alcorão 7:204). O Profeta (SAW) disse: “Quando o Imam disser Allahu Akbar, vocês digam Allahu Akbar também e quando ele recitar, vocês fiquem em silêncio”. O Profeta (SAW) disse: “Quem estiver orando atrás de um Imam, a recitação do Imam lhe é suficiente”.

Isso é nas orações feitas em voz audível, mas nas orações feitas em silêncio, cada um dos oradores deve fazer a sua recitação.

Se alguém não conseguir ouvir a recitação do Imam em uma das orações feitas em voz audível, deve fazer sua própria recitação.

Abu Bakr Ibn Al-Arabi disse: Baseado nos relatos, a recitação nas orações feitas em silêncio é obrigatória, mas nas orações feitas em voz audível, o orador não deve recitar. Isto se baseia nas seguintes provas:

- Essa era a prática do povo de Medina;

- É um decreto do Alcorão em que Allah diz: E quando for lido o Alcorão, escutai-o e calai, para que sejais compadecidos” (Alcorão 7:204);

- Na sunnah há esses dois hadiths do Profeta (SAW):

Imran Ibn Hussain relatou que ao ouvir um homem recitar atrás dele na oração, o Profeta disse: “Sei que alguns de vocês competirão comigo”.

E quando ele (o Imam) recitar, fiquem em silêncio”.

- Quando o orador pode recitar atrás do Imam? Alguém pode até dizer que quando ele ficar em silêncio, porém dizemos que o Imam não é obrigado a ficar em silêncio, portanto, um ato obrigatório (que é recitar a Fatiha) não pode ser dependente de um ato que não é obrigatório (o silêncio do Imam após a sua recitação da Fatiha).

A recitação atrás do Imam na oração audível é feita no coração e a pessoa deve refletir e se concentrar no que está sendo recitado.

Essa também é a opinião de Az-Zuhri, Ibn Al-Mubarak, Malik, Ahmad, Ishaq e Ibn Taimiyyah.<--PAGEBREAK-->

 

7 – At-Takbir ao mudar de posição: É da Sunnah o orador fazer At-takbir ao se genufletir, ao se prostrar, ao levantar a cabeça depois da prostração, ao se levantar depois das duas prostrações e ao sentar e dizer Sami’al-lahu liman hamidah (Allah ouve quem O louva) ao se levantar da genuflexão.

Ibn Massud disse: Eu vi o Mensageiro de Allah fazer At-Takbir em todas as genuflexões, prostrações, ao se levantar e ao se sentar.

At-Tirmizhi disse: Os companheiros do Profeta, incluindo Abu Bakr, Omar, Uthman, Ali e outros, seus seguidores e todos os sábios e juristas executavam a oração de acordo com este hadith.

Abu Bakr Ibn Abdurrahman Ibn Al-Harith relatou que ouviu Abu Hurairah dizer que o Profeta (SAW) falava Allahu Akbar ao iniciar a oração, ao genufletir-se, Sami’al-lahu liman hamidah ao se levantar da genuflexão e depois Rabbana lakal hamd ao ficar de corpo reto e antes de se prostrar. Falava Allahu Akbar ao fazer as duas prostrações, ao levantar a cabeça e ao terminar as prostrações e ficar em pé. Ele fazia isso em cada Raka’a da oração. Então, Abu Hurairah disse que o Profeta (SAW) sempre orou desta maneira até a sua despedida desse mundo.

Ikrimah disse a Ibn Abbas: Eu executei a oração do Dhuhr no deserto atrás de um velho tolo. Ele executou vinte e dois Takbir. Ele fazia o Takbir ao se prostrar e ao levantar a cabeça. Ibn Abbas lhe disse: Essa é a oração de Abu Al-Qasim.

É preferível dizer Allahu Akbar ao iniciar a mudança de posição, nem antes e nem depois.

 

8 – A maneira de se genufletir: A obrigação na genuflexão é a pessoa curvar-se para frente, colocando as mãos sobre os joelhos. Mas é da Sunnah deixar a cabeça no nível das costas, apoiar as mãos com os dedos separados sobre os joelhos e as canelas, mantendo os braços afastados do corpo e as costas retas.

Ao genufletir-se, Uqbah Ibn Amer colocou as mãos com os dedos separados sobre os joelhos e disse: Eu vi o Mensageiro de Allah orar dessa maneira.

Abu Humaid disse: Ao genufletir, o Profeta deixava suas costas e sua cabeça em linha reta e colocava suas mãos sobre seus joelhos como se estivesse segurando-os.

Aicha disse: Ao genufletir, o Profeta deixava sua cabeça em linha reta, nem para cima e nem para baixo.

Ali disse: Quando o Profeta se genufletia, se alguém colocasse um copo de água nas suas costas, o copo não se derramaria.

Mus’ab Ibn Saad disse: Eu orei ao lado de meu pai e ao me genufletir, juntei minhas palmas e as coloquei entre minhas pernas. Meu pai me parou e disse: Nós faziamos isso e o Profeta nos ordenou a colocar nossas mãos sobre os joelhos.

 

9 – As recordações durante a genuflexão: É preverivel recordar Allah durante a genuflexão dizendo: Subhana rabbil adhim (Glorificado seja o meu Criador, o Poderosíssimo).

Uqbah Ibn Amer disse: Quando o versículo: Glorifica, pois, o nome do teu Supremo Senhor!” (Alcorão 56:74), o Profeta disse: “Façam isso em suas genuflexões”.

Huzhaifah disse: Eu orei com o Profeta, e ao genufletir-se, ele dizia: Subhana rabbil adhim.

Em ralação ao termo Subhana rabbil adhim wa bihamdihi, veio através de relatos fracos.

Ach-Chaukani disse: É suficiente para o orador, dizer: Subhana rabbil adhim ou acrescentar uma das seguintes recordações:

- Ali relatou que quando o Profeta (SAW) se genufletia, dizia:

 

اللّهُـمَّ لَكَ رَكَـعْتُ وَبِكَ آمَـنْت ، ولَكَ أَسْلَـمْت ، خَشَـعَ لَكَ سَمْـعي ، وَبَصَـري ، وَمُخِّـي ، وَعَظْمـي ، وَعَصَـبي ، وَما استَقَـلَّ بِهِ قَدَمي لله رَبّ العالَمين.

 

Allahumma laka raka’atu, wa bika aamantu wa laka aslamtu, anta rabbi. Khacha’a Sam’ii, wa basarii, wa mukhii, wa ‘adhmii, wa ma istaqallat bihi qádamii lillahi rabbil alamiin

 

(Ó Allah, a Ti me genuflicto, em Ti creio, a Ti me submeto, Tu és meu Senhor. Minha audição, minha vista, minha mente, meus ossos, meus nervos, e o que meus pés carregam humilham-se perante Allah, o Senhor dos mundos)

 

- Aicha relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) dizia nas suas genuflexões e prostrações:

 

سُبـّوحٌ قُـدّْوس ، رَبُّ الملائِكَـةِ وَالـرُّوح .

 

Subbuuhun Quddusun Rabbul malaa‘ikati war Ruuhi

 

(Ó livre de imperfeições, Sagrado, Senhor dos anjos e do espírito - Gabriel)

 

- Auf Ibn Malik Al-Achja’i disse: Eu executei uma oração noturna com o Profeta e ele recitou Al-Baqarah e disse nas genuflexões:

 

سُبْحانَ ذي الْجَبَـروت ،والمَلَـكوت ، وَالكِبْـرِياء ، وَالْعَظَـمَه .

 

Subhaana zhiil jabaruuti, wal malakuuti, wal kibri‘ai, wal’ádhamah

 

(Quão perfeito Ele é, o Possuidor do Poder Total, da Soberania, da Grandeza, da Magnificência)

 

- Aicha relatou que o Profeta (SAW) dizia nas suas genuflexões e prostrações:

 

سُبْـحانَكَ اللّهُـمَّ رَبَّـنا وَبِحَـمْدِك ، اللّهُـمَّ اغْفِـرْ لي .

 

Subhaanaka Allahumma Rabbanaa wa bihámdika Allahumma agfir lii

 

(Quão perfeito Tu és, ó Allah, nosso Senhor, o louvor é Teu, ó Allah me perdoe)

 

Obedecendo o que Allah diz no Alcorão: “Celebra, então, os louvores do teu Senhor, e implora o Seu perdão” (Alcorão 110:3).

 

10 – As recordações ao levantar da genuflexão: É preverível recordar Allah ao levantar da genuflexão, independentemente se a pessoa é o Imam, está rezando atrás do Imam ou está orando individualmente. O orador deve dizer Sami’a Allahu liman hamidah (Allah ouve quem O louva) ao levantar e dizer Rabbanaa wa lakal hamd (Nosso Senhor, para Ti é o louvor) ou Allahumma rabbana wa lakal hamd ao ficar de corpo reto. Abu Hurairah disse que o Profeta (SAW) dizia: Sami’a Allahu liman hamidah ao levantar e Rabbanaa wa lakal hamd ao ficar de corpo reto.

Anas relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quando o Imam falar Sami’a Allahu liman hamidah, digam: Rabbanaa wa lakal hamd”.

Alguns sábios dizem: Quem está orando atrás do Imam não deve falar Sami’a Allahu liman hamidah, mas ao ouvir do Imam, deve dizer: Rabbanaa wa lakal hamd. Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quando o Imam falar Sami’a Allahu liman hamidah, digam: Rabbanaa wa lakal hamd, pois, se alguém disser isso junto com a fala dos anjos, seus pecados anteriores serão perdoados”.

Ao falar Rabbana wa lakal hamd, é preferível acrescentar uma das seguintes recordações:

- Rifaah Ibn Rafi’disse: Um dia estávamos orando atrás do Profeta, quando ele disse: “Sami’a Allahu liman hamidah”, um homem disse:<--PAGEBREAK-->

 

رَبَّنـا وَلَكَ الحَمْـدُ حَمْـداً كَثـيراً طَيِّـباً مُـبارَكاً فيه

 

Rabbana wa lakal hamdu, hamdan kathiiran taiiban mubaarakan fiihi

 

(Nosso Senhor, para Ti é o louvor, um louvor abundante, grande, beneplácito, abençoado)

 

Ao terminar a oração o Profeta (SAW) perguntou: “Quem disse essa frase?” O homem disse: Ó mensageiro de Allah, sou eu quem disse. O Profeta (SAW) disse: “Eu vi mais do que trinta anjos te ouvindo e observava qual deles iria gravá-la primeiro”.

- Ali disse: Ao levantar da genuflexão, o Profeta dizia:

 

سَمِـعَ اللهُ لِمَـنْ حَمِـدَه، رَبَّنـا وَلَكَ الحَمْـدُ مِلْءَ السَّمـواتِ وَمِلْءَ الأَرْض ، وَما بَيْـنَهُمـا ، وَمِلْءَ ما شِئْـتَ مِنْ شَيءٍ بَعْـدْ.

 

Sami’a Allahu liman hamidah, Rabbana wa lakal hamdu Mil‘a assamauaati wa mil‘al ard́ i wa maa bainahuma wa mil‘a maa chi‘ta min chei‘in ba’d

 

(Allah ouve quem O louva. Nosso Senhor, para Ti é o louvor preenchendo os céus e preenchendo a terra e tudo que se encontra entre eles, e preenchendo tudo o mais que possas Tu permitir)

 

- Abdullah Ibn Abu Aufa relatou que o Profeta (SAW) dizia ao levantar da genuflexão:

 

اللَّهُمَّ لَكَ الحَمْدُ مِلءَ السَّمَواتِ و مِلْءَ الأرْضَ وَما بَيْنَهُما وَمِلْءَ ما شِئْتَ مِنْ شَيْءٍ بَعْد. اللّهُمَّ طَهِّرْني بِالثَّلْجِ والبَرَدِ وَالماءِ البارِدِ. اللَّهُمَّ طَهِّرْني مِنَ الذُّنوبِ وَنَقِّني مِنْها كَما يُنَقَّى الثَّوْبُ الأبْيَضُ مِنَ الدَّنَس.

 

Allahumma lakal hamdu mil‘a assamauaati wa mil‘al ard́i wa maa bainahuma wa mil‘a maa chi‘ta min chei‘in ba³d. Allahumma tahhirni bith thalji wal baradi wal maa’il baarid, allahumma tahhirnii minazh zhunuub wa naqqinii minhaa kama yunaqqath thaubul abiadhu minal wassakh

 

(Ó Allah, para Ti é o louvor preenchendo os céus e preenchendo a terra e tudo que se encontra entre eles, e preenchendo tudo o mais que possas Tu permitir. Ó Allah, purifica-me com neve, gelo e água gelada. Ó Allah, purifica-me dos pecados assim como Tu purificas a roupa branca da sujeira)

 

- Abu Said Al-Khudri relatou que o Profeta (SAW) dizia ao levantar da genuflexão:

 

اللّهُمَّ لَكَ الحَمْدُ مِلْءَ السَّمـواتِ وَمِلْءَ الأَرْض ، وَما بَيْـنَهُمـا ، وَمِلْءَ ما شِئْـتَ مِنْ شَيءٍ بَعْـدْ . أَهـلَ الثَّـناءِ وَالمَجـدْ ، أَحَـقُّ ما قالَ العَبْـد ، وَكُلُّـنا لَكَ عَـبدْ . اللّهُـمَّ لا مانِعَ لِما أَعْطَـيْت ، وَلا مُعْطِـيَ لِما مَنَـعْت ، وَلا يَنْفَـعُ ذا الجَـدِّ مِنْـكَ الجَـد .

 

Allahumma lakal hamdu mil‘a assamauaati wa mil‘al ard́ i wa maa bainahuma wa mil‘a maa chi‘ta min chei‘in ba’du, ahla aththanaá‘i wa almajdi ahaqqu maa qaala al’abdu wa kúllunaa laka ‘abdun. Allahumma laa maan’ia limaa a’t́eita wa laa mu’t́ii limaa mana’ta wa laa ianfa’u zhaal jaddi minkal jaddu

 

(Ó Allah, para Ti é o louvor preenchendo os céus e preenchendo a terra e tudo que se encontra entre eles, e preenchendo tudo o mais que possas Tu permitir, Possuidor do louvor e da majestade, a mais pura enunciação de um servo, e nós todos somos Teus servos. Ó Allah, ninguém é impedido quando Tu dás, e ninguém recebe se Tu impedes. E ninguém pode beneficiar-se com o esforço, pois Tu és o distribuidor do esforço)

 

- Também foi relatado que o Profeta (SAW) dizia depois de Sami’a Allahu liman hamidah: “Lirabbial hamd, lirabbial hamd” (Para meu Senhor é o louvor, para meu Senhor é o louvor)

 

11 – Como prostrar ou levantar da prostração: A maioria dos sábios prefere que o orador coloque os joelhos no chão antes de colocar as mãos.<--PAGEBREAK-->

Ibn Al-Qayyim disse que o Profeta (SAW) colocava primeiro os joelhos no chão, depois as mãos e em seguida, a testa e o nariz.

Wa’il Ibn Hujr disse: Eu vi o Mensageiro de Allah na oração, ao prostrar, ele colocava seus joelhos no chão antes de suas mãos e ao ficar em pé, ele levantava suas mãos antes dos seus joelhos.

Malik, Al-Awza’i e Ibn Hazm dizem: É melhor colocar as mãos antes dos joelhos.

Em relação ao modo como se levantar da prostração para fazer a segunda Raka’a, a maioria dos sábios diz que é melhor levantar as mãos antes dos joelhos e alguns dizem que é melhor levantar os joelhos antes das mãos.

O prostrador deve seguir os seguintes pontos:

1 – Colocar a testa, o nariz e as mãos no chão, deixando os braços afastados do corpo. Wa’il Ibn Hujr disse: Ao se prostrar, o Profeta colocava a sua testa entre as palmas das suas mãos e separava os braços dos lados de seu corpo. Abu Humaid disse: Ao se prostrar, o Profeta colocava a testa e o nariz no chão deixando os seus braços afastados do seu corpo e suas mãos paralelas com seus ombros.

2 – Colocar as duas palmas paralelas com as orelhas ou com os ombros. Uns sábios dizem que as extremidades dos dois polegares devem estar paralelos com as orelhas e as duas palmas paralelas com os ombros.

3 – Estender os dedos e não separá-los um do outro. Al-Hakim e Ibn Habban dizem que o Profeta (SAW) separava os dedos ao genufletir-se e os mantinha juntos ao se prostrar.

4 - Deixar as pontas dos dedos na direção da Qiblah. Abu Humaid disse: Ao prostrar, o Profeta não espalhava seus dedos e nem juntava-os, deixando os dedos dos seus pés? voltados para a Qiblah.

 

12 – A duração da prostração e suas recordações: É preferível recordar Allah durante a prostração dizendo: Subhana rabbil a’la (Glorificado seja o meu Criador, o Altíssimo).

Uqbah Ibn Amer disse: Quando o versiculo Glorifica o nome do teu Senhor, o Altíssimo” (Alcorão 87:1), o Profeta disse: “Façam isso em suas prostrações”.

Huzhaifah disse: Ao prostrar, o Profeta dizia: “Subhana rabbil a’la”.

É uma obrigação repetir o Tasbih pelo menos três vezes durante as genuflexões e as prostrações. At-Tirmizhi disse: Os sábios preferem que o orador faça o Tasbih nas genuflexões e nas prostrações, pelo menos três vezes. A maioria dos sábios diz que o orador deve fazer pelo menos uma Tasbiha, o mínimo suficiente nas genuflexões e nas prostrações para que se atinja a serenidade obrigatória, como foi mensionado anteriormente, e isso requer o tempo de pelo menos uma Tasbiha.

Alguns sábios dizem que a recordação perfeita é de dez Tasbiha. Said Ibn Jubair relatou que Anas disse: Eu nunca vi uma oração mais semelhante à oração do Profeta do que a oração desse menino (Omar Ibn Abdul-Aziz). Nós estimamos que ele tenha feito dez Tasbiha em cada genuflexão e dez Tasbiha em cada prostração. Comentando sobre o assunto, Ach-Chaukani disse: Alguns dizem que a perfeição é dez Tasbiha, mas se o orador estiver em oração individual, pode fazer mais, que é melhor. O imam também pode fazer o mesmo e alongar a oração se estiver confiante de que seus seguidores não se cansarão.

Ibn Abdul-Barr disse: O imam não deve alongar a oração, mesmo sabendo que seus seguidores são jovens ou fortes, pois pode não saber o que está acontecendo com eles, ou se algum deles nessecita de alguma coisa ou precisa cuidar de algo.

Ibn Al-Mubarak disse: É recomendado que o imam faça cinco Tasbiha, assim, todas as pessoas que estiverem orando atrás dele serão capazes de fazer pelo menos três. É recomendável também que o orador faça algumas súplicas durante a prostração. O Profeta (SAW) disse: “O servo está mais próximo de seu Sustentador enquanto está se prostrando, portanto, deveis suplicar profusamente enquanto estiverdes nessa posição”. E ele (SAW) também disse: “Eu fui proibido de recitar durante as genuflexões e as prostração, portanto, glorifiquem o Senhor nas genuflexões e esforcem-se fazendo súplicas nas prostrações, pois, é muito provável que vossas súplicas sejam atendidas”.

É preferível acrescentar uma das seguintes súplicas:

- Ali disse: Ao prostrar, o Profeta dizia:

 

اللّهُـمَّ لَكَ سَـجَدْتُ وَبِـكَ آمَنْـت ، وَلَكَ أَسْلَـمْت ، سَجَـدَ وَجْهـي للَّـذي خَلَقَـهُ وَصَـوَّرَهُ وَشَقَّ سَمْـعَـهُ وَبَصَـرَه ، تَبـارَكَ اللهُ أَحْسـنُ الخـالِقيـن.

 

Allahumma laka sajadtu wa bika aamantu, wa laka aslamtu sájada wajhii lillazhii khaláqahu wa śawuárahu wa shaqqa sam’ahu wa baśarahu tabaaraka Allahu ahsanul khaaliqiin

 

(Ó Allah, A Ti prostro-me, e em Ti creio, e a Ti submeto-me. Minha face prostra-se àquele Que a criou, e a deu forma, e deu-lhe as suas faculdades de audição e visão. Abençoado seja Allah, o Melhor Dos criadores)

 

- Ao descrever as orações noturnas do Profeta (SAW), Ibn Abbas disse: Então ele disse na prostração:

 

اللّهُـمَّ اجْعَـلْ في قَلْبـي نورا ، وَ في سَمْعي نورا، و في بَصَري نورا، وعَنْ يَميني نُورا وَعَنْ يَساري نُورا و أَمامـي نورا وخَلْفي نورا، وفَوْقـي نورا ، و تَحْتـي نورا واجْعَلْني نورا.

 

Allahumma aj’al fii qalbii nuuran, wa fii sam’ii nuuran, wa fii bassarii nuuran wa’an yamiinii nuuran wa’an yasaarii nuuran, wa amaamii nuuran, wa khalfii nuuran, wa fauqii nuuran, wa tahtii nuuran, waj’alni nuuran

 

(Ó Allah coloque em meu coração luz, em meus ouvidos luz, e em meus olhos luz, em minha direita luz e em minha esquerda luz, em minha frente luz e em minhas costas Luz, e coloque sobre mim luz e sob mim luz. Ó Allah faça-me uma luz)

 

- Aicha relatou que o Profeta (SAW), ao se prostrar, disse:

 

رَبِّ آتِ نَفْسي تَقْواها وَزَكِّها أنْتَ خَيْرُ مَنْ زَكَّاها، أنْتَ وَلِيُّها وَ مَوْلاها.

 

Rabb a’ti nafsi taquaahaa, wa zakkihaa anta khairu man zakkaahaa, anta waliyuhaa wa maulaahaa

 

(Ó Senhor, concede piedade à minha alma, e a purifica, porque Tu és o Melhor para purificá-la, e Tu lhe és Guardião e Dono)

 

- Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) dizia ao prostrar:

 

اللّهُـمَّ اغْفِـرْ لي ذَنْـبي كُلَّـه ، دِقَّـهُ وَجِلَّـه ، وَأَوَّلَـهُ وَآخِـرَه وَعَلانِيَّتَـهُ وَسِـرَّه .

 

Allahumma aghfir lii zhanbii kullahu, diqqahu wa jillahu, wa auualahu wa aakhirahu, wa ‘alaaniatahu wa sirrahu

 

(Ó Allah, perdoa-me em todos os meus pecados, pequenos ou grandes, o primeiro e o último, os que estão manifestos e os que estão ocultos)

 

- Aicha relatou que o Profeta (SAW), ao se prostrar numa oração noturna, disse:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَعـوذُ بِرِضـاكَ مِنْ سَخَطِـك ، وَبِمعـافاتِـكَ مِنْ عُقوبَـتِك ، وَأَعـوذُ بِكَ مِنْـك ، لا أُحْصـي ثَنـاءً عَلَـيْك ، أَنْـتَ كَمـا أَثْنَـيْتَ عَلـى نَفْسـِك

 

Allahumma innii a’uzhu bi rid́haaka min sákhat́ika wa bimu’aafaatika min ‘uquubatika wa a’uuzhu bika minka, laa uhśii thanaa‘an ‘aleika Anta kama athneita ‘ala náfsika

 

(Ó Allah, eu protejo-me com Tua satisfação de Tua insatisfação, e com Teu perdão de Tua punição, eu me protejo em Ti de Ti. Eu sou incapaz de enumerar Teus louvores, Tu és como louvaste a Ti mesmo)

 

- Aicha também relatou, que em certa noite, o Profeta (SAW) prostrou-se e disse:<--PAGEBREAK-->

 

سُبْـحانَكَ اللّهُـمَّ وَبِحَمْـدِكَ لا إلهَ إلاّ أنْتَ.

 

Subhaanakal laahumma wa bihamdika, laa ilaaha illaa anta

 

(Quão perfeito Tu és, ó Allah em Teu louvor, não há divindade além de Ti)

 

- Ao prostrar, o Profeta (SAW), dizia:

 

اللَّهُمَّ اغْفِرْ لي خَطيئَتي وَجَهْلي وإسْرافي في أمْري وما أنْتَ أعْلَمُ بِهِ مِنِّي. اللَّهُمَّ اغْفِرْ لي جِدِّي وَهَزْلي، وَخَطأي وَعَمْدي، وَكُلُّ ذَلِكَ عِنْدي. اللهُمَّ اغْفِرْ لي ما قَدَّمْتُ وما أخَّرْتُ وما أسْرَرْتُ وما أعْلَنْتُ. أنْتَ إلَهي لا إلَهَ إلا أنْت.

 

Allahumma aghfir lii khatii’atii wa jahlii, wa israafi fii amrii, wa maa anta a’lamu bihi minnii. Allahumma aghfir lii jiddii wa hazlii, wa khata’ii wa ‘amdii, wa kullu zhaalika ‘indii. Allahumma aghfir lii maa qaddamtu wa maa akh khrtu, wa maa asrartu wa maa a’lantu, anta ilaahi laa ilaaha illaa anta

 

(Ó Allah, perdoe meus pecados e minha ignorância e por exceder os limites da justiça em minhas ações e por aquilo que sabes melhor que eu. Ó Allah! Perdoe meus erros, aqueles que eu cometo intencionalmente ou por ignorância ou sem ignorância ou sinceridade, e eu confesso que todos esses erros são cometidos por mim. Ó Allah, perdoe meus pecados do passado e do futuro que eu cometi claramente ou em segredo, Tu és meu Deus, não há divindade além de Ti)

 

13-Sentar entre as duas prostrações: É da Sunnah que a pessoa se sente entre as duas prostrações deixando o pé esquerdo deitado para que se sente sobre ele e mantenha o pé direito na posição vertical com os dedos dos pés apontandos para a Qiblah. Aicha relatou que o Profeta (SAW) colocava seu pé esquerdo deitado e mantinha o pé direito na vertical. Ibn Omar disse: É da Sunnah, na oração, manter o pé direito na vertical, com os dedos apontando para o Qiblah, e sentar-se sobre o pé esquerdo. Abu Humaid, em seu hadith, no qual descreve a oração do Profeta (SAW), ele disse: Então, ele (SAW) deitou o seu pé esquerdo e sentou sobre ele de corpo reto até que todos os seus ossos voltaram para seus devidos lugares, e em seguida, ele prostrou.

Também foi relatado que deixar os pés na vertical e sentar sobre os calcanhares é um ato permitido. Abu Az-Zubair relatou que ouviu Tawus dizer: Nós perguntamos para Ibn Abbas sobre isso, e ele disse que é uma sunnah. Nós dissemos que achávamos isso cansativo para o homem e ele disse: É uma sunnah do Profeta.

Foi relatado que Ibn Omar, ao levantar a sua cabeça da primeira prostação, ele se sentava em cima de seus dedos. Ele costumava dizer: Isso é da Sunnah. Tawus disse: Eu vi Abdullah Ibn Abbas, Abdullah Ibn Omar e Abdullah Ibn Az-Zubair fazer o mesmo.

Em relação ao sentar com as nádegas no chão e os joelhos erguidos, é um ato odiado por todos os sábios. Abu Hurairah disse que o Profeta (SAW) proibiu-nos de três atos na oração: bicar como um galo (fazer as prostrações muito rápido), sentar-se como um cão (ao sentar na oração) e virar o rosto como uma raposa (fazer o Taslim muito rápido).

É preferível, ao se sentar entre as duas prostrações, que coloque a mão direita sobre a coxa direita e a mão esquerda sobre a coxa esquerda com os dedos esticados e voltados para Qiblah. Os dedos devem estar ligeiramente separados e não devem ir além dos joelhos.

As súplicas devem ser feitas ao sentar entre as duas prostrações. É preferível que se faça uma das seguintes súplicas:

 

- Huzhaifah relatou que o Profeta (SAW) dizia entre as duas prostrações:

 

رَبِّ اغْفِـرْ لي ، رَبِّ اغْفِـرْ لي .

 

Rabb ighfir lii

 

(Meu Senhor, perdoa-me)

 

- Ibn Abbas relatou que o Profeta (SAW) dizia entre as duas prostrações:

 

اللّهُـمَّ اغْفِـرْ لي ، وَارْحَمْـني ، وَعافِنـي، وَاهْدِنـي ، وَارْزُقْنـي.

 

Allahumma aghfir lii, wa arhamnii, wa ‘afinii, wa ahdinii, wa arziqnii

 

(Ó Allah, perdoa-me, tenha misericórdia de mim, dá-me saúde, guia-me e sustenta-me)

 

14 – Sentar para descansar: Isso se refere a um rápido descanso ao:

- Terminar a segunda prostração da primeira Raka’a e antes de levantar para a segunda Rakka’a.

- Terminar a segunda prostração da terceira Raka’a e antes de levantar para a quarta Raka’a.<--PAGEBREAK-->

Há uma divergência entre os sábios sobre esse ato. Ibn Al-Qayyim disse: Os juristas divergem sobre esse ato. É uma sunnah da oração que o orador deve realizá-la ou deve ser realizado somente devido a alguma necessidade. Há duas declarações sobre esta questão e as duas são narradas por Ahmad. Disse Al-Khallal que Ahmad se refere ao hadith de Malik Ibn Al-Huwairith sobre esse descanso. Ele disse que Yussuf Ibn Mussa lhe informou que Abu Umamah foi questionado sobre como levantar para ficar em pé (na oração) e ele disse: deve ser feito sobre os cumes dos pés de acordo com o hadith de Rifa’a. No hadith de Ibn Ajlan há prova de que ele (SAW) levantava nas pontas dos seus pés. Muitos dos companheiros e outros que descreveram as orações do Profeta (SAW) não mencionaram esse ato, exceto no que é relatado por Abu Humaid e Malik Ibn Al-Huwairith. Se isso fosse parte da orientação do Profeta (SAW) e ele sempre o fazia, aqueles que descreveram suas orações teria mencionado esse ato.

O fato de que o Profeta (SAW) pode ter feito isso não significa necessariamente que deve se tornar uma sunnah da oração, a menos que tenha feito isso como uma prática regular para as pessoas seguirem. Caso contrário, pode ter feito isso devido a alguma necessidade e isso não provaria que esse ato é uma sunnah da oração.

 

15 – Sentar-se para fazer o Tachahhud: Ao sentar para fazer o Tachahhud, o orador deve seguir as seguintes Sunnas:

- Ibn Omar relatou que o Profeta (SAW), ao sentar para fazer o Tachahhud, colocava sua mão esquerda sobre seu joelho esquerdo, sua mão direita sobre seu joelho direito e fechava a mão direita apontando com seu dedo indicador.

- Wa’il Ibn Hujr relatou que o Profeta (SAW) colocou sua mão esquerda sobre sua coxa e joelho esquerdo, a ponta de seu cotovelo direito sobre a sua coxa direita, fechou sua mão direita formando um círculo com o polegar e o dedo médio e apontando e movimentando o seu dedo indicador ao suplicar. Al-Baihaqi disse: O provável significado de movimentar o indicador nesse relato, é apontá-lo e não movementá-lo repetidamente. Isso estaria de acordo com a narração de Ibn Az-Zubair, que relatou: O Profeta apontava o seu dedo enquanto suplicava e não o movimentava.

- Az-Zubair disse: Ao sentar para fazer o Tachahhud, o Profeta colocava sua mão direita sobre sua coxa direita, sua mão esquerda sobre sua coxa esquerda, apontava com seu dedo indicador e não olhava além de seu indicador.

Esse Hadith mostra que é suficiente para o orador colocar a mão direita sobre a coxa, apontando com o indicador direito sem fechar a mão e da Sunnah também que o orador não olhe além de seu indicador.

As três maneiras são corretas e a pessoa pode seguir qualquer uma delas.

- Numair Al-Khaza’i disse: Eu vi o Mensageiro de Allah sentado na oração fazendo súplicas, com o seu antibraço direito ao longo de sua coxa direita e seu dedo indicador um pouco dobrado.

- Anas Ibn Malik disse: O Mensageiro de Allah, passou por Saad enquanto ele estava suplicando, usando dois dedos. O Profeta disse-lhe: “Apenas um, Saad”.

Em relação à levantar o dedo ao suplicar, Ibn Abbas disse: Isso é a sincera devoção. Anas disse: Isso é a humildade. E Mujahid disse: É uma proteção contra Satanás.

Em relação a quando se deve levantar o dedo, Ach-Chafi’iah dizem: Ao falar ilallah (senão Allah) ao pronunciar (Ach-hadu an la ilaha illallah). Al-Hanafii dizem: Deve levantar o dedo indicador ao falar la ilaha (não há divindade) e baixar ao falar ilallah (senão Allah). Al-Malikiiah dizem: Movimentar o dedo para direita e para esquerda até terminar a oração. Al-Hanabilah dizem: Levantar o dedo sem movementá-lo ao mencionar Allah, em sinal da Sua unicidade.

- No primeiro Tachahhud, o orador deve sentar deixando o pé esquerdo deitado para sentar-se sobre ele e o pé direito na posição vertical com os dedos dos pés apontandos para Qiblah.

- No último Tachahhud, deve deixar o pé direito na posição vertical com os dedos do pé apontados para Qiblah, o pé esquerdo deitado em baixo do pé direito e sentar-se com as nádegas no chão.

 

16 – O primeiro Tachahhud: A maioria dos sábios dizem que o primeiro Tachahhud é uma Sunnah. Abdullah Ibn Buhainah disse: Certa vez o Profeta levantou na segunda Raka’a da oração do Dhuhr sem fazer o Tachahhud. Ao terminar a oração e antes do Taslim, fez duas prostrações com um Takbir para cada prostração, e os oradores fizeram o mesmo.

O livro “Subul Assalam” diz que esse hadith afirma que quem esquece o Tachahhud deve fazer as prostrações do esquecimento. E o hadith do Profeta (SAW): “Realizai a oração tal como me viste fazê-la”. Ambos afirmam que o Tachahhud é um dever, e ao esquecê-lo, o orador deve fazer as prostrações do esquecimento.

At-Tabari disse: No início, as oração obrigatórias eram duas Raka’a, e o Tachahhud era obrigatório, e quando as orações foram aumentadas, o tachahhud não foi eliminado. Portanto, ele é obrigatório.

É preferível fazer o primeiro Tachahhud rapidamente.

Ibn Massud disse: Quando o Profeta sentava no primeiro Tachahhud, parecia que ele estava sentado sobre pedras quentes.

At-Tirmizhi disse: Os sábios preferiam não demorar ao sentar depois da segunda Raka’a e não acrescentar nada ao Tachahhud.

Ibn Al-Qayim disse: Não foi relatado que o Profeta pediu as bênçãos de Allah para si e sua família no primeiro Tachahhud e nem pedir proteção em Allah do castigo do túmulo, do castigo infernal , das tentações e tribulações da vida e da morte e nem da aflição maldosa do anti-cristo. Isso tudo deve ser feito no último Tachahhud.

 

17 – Invocar as bênçãos sobre o Profeta (SAW): No último Tachahhud é recomendado a invocar as bênçãos sobre o Profeta (SAW).

Abu Massud Al-Badri relatou que Bachir Ibn Saad disse ao Profeta (SAW): Ó Mensageiro de Allah, Allah nos ordenou invocar as bênçãos sobre você, como podemos fazer isso? O Profeta (SAW) disse: “ Antes de fazer o Taslim, digam”:

 

اللّهُـمَّ صَلِّ عَلـى مُحمَّـد، وَعَلـى آلِ مُحمَّد، كَمـا صَلَّيـتَ عَلـى إبْراهـيمَ وَعَلـى آلِ إبْراهـيم، إِنَّكَ حَمـيدٌ مَجـيد ، اللّهُـمَّ بارِكْ عَلـى مُحمَّـد، وَعَلـى آلِ مُحمَّـد، كَمـا بارِكْتَ عَلـى إبْراهـيمَ وَعَلـى آلِ إبْراهيم، إِنَّكَ حَمـيدٌ مَجـيد .

 

Allahumma salli ala Muhammad wa ala aali Muhammad, kama sallaita ala Ibrahim wa ala aali Ibrahim, innaka hamiidun majiid. Allahumma baarik ala Muhammad wa ala aali Muhammad, kama baarakta ala Ibrahim wa ala aali Ibrahim, innaka hamiidun majiid

 

(Ó Allah exalta Muhammad e sua família assim como Tu exaltaste Abraão e a família de Abraão, em verdade Tu és o Laudabilíssimo, Munificente. Ó Allah abençoa Muhammad e sua família assim como Tu abençoaste Abraão e a família de Abraão, em verdade Tu és o Laudabilíssimo, Munificente)

 

Invocar as bênçãos sobre o Profeta (SAW) é um ato preferido e não obrigatório. Fadhalah Ibn Ubaid disse: O Mensageiro de Allah ouviu um homem suplicando em sua oração sem invocar as bênçãos de Allah sobre ele (o Profeta). O Mensageiro de Allah observou que o homem foi precipitado. Então, ele lhe disse: “Quando um de vós cumpre a oração, deve louvar a Allah, exaltando-O, invocar as bênçãos de Allah sobre Seu Profeta e em seguida deve suplicar o que quiser”.

<--PAGEBREAK-->O autor do livro “Al-Muntaqa” disse: Esta é uma prova de que invocar as bênçãos sobre o Profeta é um ato não obrigatório, pois o Profeta não ordenou ao homem repetir sua oração. Isto também está de acordo com o relato de Ibn Massud: Fazer o Tachahhud e em seguida suplicar o que quiser.

Comentando sobre o assunto, Ach-Chaukani disse: Na minha opinião, não há prova que confirma que isso seja obrigatório.

 

18- As súplicas depois do último Tachahhud e antes do Taslim: Após o último Tachahhud e antes do Taslim, é recomendado suplicar e pedir a Allah o que quiser de bem para essa vida e para outra. Ibn Massud relatou que o Profeta (SAW) os ensinou o Tachahhud e disse: “Então, em seguida, suplica o que quiser”.

Súplicas recomendadas:

- Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Ao terminar o último Tachahhud, a pessoa deve dizer”:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَعـوذُ بِكَ مِـنْ عَذابِ القَـبْر، وَمِـنْ عَذابِ جَهَـنَّم، وَمِـنْ فِتْـنَةِ المَحْـيا وَالمَمـات، وَمِـنْ شَـرِّ فِتْـنَةِ المَسيحِ الدَّجّال

 

Allahumma inni auuzu bika min azhaabil-qabr, wa min azaabi jahannam, wa min fitnatil-mahiaa wal-mamaat, wa min chaari fitnatil-massiihil dajjaal

 

(Ó Allah eu protejo-me em Ti do castigo do túmulo, e do castigo infernal, e das tentações e tribulações da vida e da morte, e da aflição maldosa do Al-Macih Ad-Dajjal[9])

 

- Aicha relatou que o Profeta (SAW) suplicava na oração:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَعـوذُ بِكَ مِـنْ عَذابِ القَـبْر ، وَأَعـوذُ بِكَ مِـنْ فِتْـنَةِ المَسيحِ الدَّجّـال ، وَأَعـوذُ بِكَ مِـنْ فِتْـنَةِ المَحْـيا وَالمَمـات . اللّهُـمَّ إِنِّـي أَعـوذُ بِكَ مِنَ المَأْثَـمِ وَالمَغْـرَم .

 

Allahumma inni auuzu bika min azhaabil-qabri, wa auuzu bika min fitnatil-massiihil Dajjal, wa auuzu bika min fitnatil-mahiaa wal-mamaat. Allahumma inni auuzu bika minal-ma’thami wal-maghram

 

(Ó Allah eu protejo-me em Ti do castigo do túmulo, eu protejo-me em Ti das tentações e tribulações do Al-Macih Ad-Dajjál, eu protejo-me em Ti das tentações e tribulações da vida e da morte. Ó Allah eu protejo-me em Ti do pecado e da dívida)

 

- Ali relatou que o Profeta (SAW) dizia entre o Tachahhud e o Taslim:

 

اللّهُـمَّ اغْـفِرْ لي ما قَدَّمْـتُ وَما أَخَّرْت ، وَما أَسْـرَرْتُ وَما أَعْلَـنْت ، وَما أَسْـرَفْت ، وَما أَنْتَ أَعْـلَمُ بِهِ مِنِّي . أَنْتَ المُقَـدِّمُ، وَأَنْتَ المُـؤَخِّـرُ لا إِلهَ إِلاّ أَنْـت .

 

Allahumma ighfir lii ma qaddamtu wa ma akh-khartu, wa ma asrartu wa ma aalantu, wa ma asraftu wa ma anta aalamu bihii minni, antal-muqaddimu, wa antal mu’akh-khiru, la ilaaha illa anta

 

(Ó Allah perdoa-me pelo que já pequei e também pelo que ainda pecarei, pelos pecados que cometi em segredo e pelos que cometi publicamente, pelos que cometi em exagero e pelos que Tu sabes melhor que eu mesmo. Tu és Quem adianta e Quem atrasa, não há divindade a não ser Ti)

 

- Abdullah Ibn Amr relatou que Abu Bakr pediu ao Profeta (SAW): Ó mensageiro de Allah, me ensina uma súplica para minha oração e o Profeta (SAW) lhe disse: “Diga”

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي ظَلَـمْتُ نَفْسـي ظُلْمـاً كَثـيراً وَلا يَغْـفِرُ الذُّنـوبَ إِلاّ أَنْت ، فَاغْـفِر لي مَغْـفِرَةً مِنْ عِنْـدِك وَارْحَمْـني، إِنَّكَ أَنْتَ الغَـفورُ الرَّحـيم .

 

Allahumma innii dhalamtu nafsi dhulman kathiiran, walaa iaghfir alzhunúba illa anta, faghfir-lii maghfiratan min indika, wa irhamni innaka antal ghafuurul rahiim

 

(Ó Allah eu tenho oprimido minha alma excessivamente e não há ninguém que possa perdoar os pecados a não ser Ti. Então, me perdoa, pois o perdão vem de Ti e tenha misericórdia de mim, pois em verdade Tu és o Perdoador, o Misericordioso)

 

- Mihjan Ibn Al-Adraa contou que certa vez, o Profeta (SAW) disse: “Allah perdoou, Allah perdoou, Allah perdoou” quando entrou na mesquita e ouviu um homem terminando sua oração dizendo:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَسْأَلُـكَ يا اللهُ بِأَنَّـكَ الواحِـدُ الأَحَـد ،الصَّـمَدُ الَّـذي لَـمْ يَلِـدْ وَلَمْ يولَدْ، وَلَمْ يَكـنْ لَهُ كُـفُواً أَحَـد ، أَنْ تَغْـفِرْ لي ذُنـوبي إِنَّـكَ أَنْـتَ الغَفـورُ الرَّحِّـيم .

 

Allahumma innii as’aluka ia Allah al-waahidul-ahad alsamad, allazhii lam ialid wa lam iuulad wa lam iakun lahu kufuan ahad, an taghfira lii zhunuubii, innaka antal-ghafuur alrahiim

 

(Ó Allah, eu imploro-Te, ó Allah, Tu és o Único, o Único, o Mestre Auto-Suficiente, Possuidor das qualidades perfeitas para as quais toda a criação volta-se a Ti com precisão, não gerou, nem foi gerado e não há ninguém que se compare a Ti, que perdoe meus pecados, Tu és o Perdoador, o Misericordioso)

 

- Chaddad Ibn Aus relatou que o Profeta (SAW) dizia na sua oração:

 

اللَّهُمَّ إنِّي أسْألُكَ الثَّباتَ في الأمْرِ، وَالعَزيمَةَ عَلى الرُّشْد، وَأسْألُكَ شُكْرَ نِعْمَتِكَ وحُسْنَ عِبادَتِكَ، وَأسْألُكَ قَلْباً سَليماً، وَلِساناً صادِقاً، وأسْألُكَ مِنْ خَيْرِ ما تَعْلَم، وَأعوذُ بِكَ مِنْ شَرِّ ما تَعْلَم، وأسْتَغْفِرُكَ لِما تَعْلَم.

 

Allahumma innii as’alukal thabaata fil amr, wal aziimata alaal ruchd. Wa as’aluka chukra ni’matika wa husna ibaadatika. Wa as’aluka qalban saliiman wa lissaanan saadiqan. Wa as’aluka min khairi maa ta’lam, wa auuzhu bika min charri maa ta’lam, wa astaghfiruka limaa ta’lam<--PAGEBREAK-->

 

(Ó Allah, eu imploro-Te a firmeza nos assuntos e a força para me manter no caminho certo. Ó Allah, eu imploro-Te para fazer-me grato por suas bênçãos e excelente em sua adoração. Ó Allah, eu imploro-Te um coração tranquilo e uma língua verdadeira. Ó Allah, eu imploro-Te o bem do que Tu sabes e eu protejo-me em Ti contra o mal que Tu sabes e eu imploro-Te o perdão pelos pecados que Tu sabes)

 

- Abu Mijlaz relatou que certa vez, Ammar Ibn Yasser ao liderar a oração, a executou rapidamente. Quando os oradores começaram a reclamar, ele disse-lhes: Eu não completei as genuflexões e as prostrações? Eles responderam: Certamente. Então ele disse-lhes: Eu fiz uma súplica que o Profeta fazia:

 

اللّهُـمَّ بِعِلْـمِكَ الغَـيْبِ وَقُـدْرَتِـكَ عَلـى الْخَلقِ أَحْـيِني ما عَلِـمْتَ الحـياةَ خَـيْراً لـي، وَتَوَفَّـني إِذا عَلِـمْتَ الوَفـاةَ خَـيْراً لـي، اللّهُـمَّ إِنِّـي أَسْـأَلُـكَ خَشْيَتَـكَ في الغَـيْبِ وَالشَّهـادَةِ، وَأَسْـأَلُـكَ كَلِمَـةَ الحَـقِّ في الرِّضـا وَالغَضَـب، وَأَسْـأَلُـكَ القَصْدَ في الغِنـى وَالفَقْـر، وَأَسْـأَلُـكَ نَعـيماً لا يَنْفَـد، وَأَسْـأَلُـكَ قُـرَّةَ عَيْـنٍ لا تَنْـقَطِعْ وَأَسْـأَلُـكَ الرِّضـا بَعْـدَ القَضـاء، وَأَسْـأَلُـكَ بًـرْدَ الْعَـيْشِ بَعْـدَ الْمَـوْت، وَأَسْـأَلُـكَ لَـذَّةَ النَّظَـرِ إِلـى وَجْـهِكَ وَالشَّـوْقَ إِلـى لِقـائِـك، في غَـيرِ ضَـرّاءَ مُضِـرَّة، وَلا فِتْـنَةٍ مُضـلَّة، اللّهُـمَّ زَيِّـنّا بِزينَـةِ الإيـمان، وَاجْـعَلنا هُـداةً مُهْـتَدين .

 

Allahumma bi ilmikal-ghaib, waqudratika alal-khalq, ahyinii maa alimtal-hayaata khayran lii watawaffanii izhaa kaanatil wafaatu khayran lii, allahumma innii as-aluka khachiataka fil-ghaibi wal chahaadah, wa as-aluka kalimatal-haqqi fir-ridhaa walghadhab, wa as-alukal-qasda fil-ghinaa walfaqr, wa lazhzhatan-nadhari ilaa wajhik, wal chawqa ilaa liqaa-ik, wa auuzhu bika min dharraa mudhirrah, wa min fitnatin mudhillah, allahumma zayyinnaa biziinatil iimaan wa aj’alnaa hudaatan muhtadiin

 

(Ó Allah, em Teu conhecimento sobre o que está oculto e com Teu poder sobre a criação, mantenha-me vivo tanto que Tu sabes que seja bom para eu viver e leva-me daqui se a morte for melhor para mim. Ó Allah, imploro-Te o temor de Ti tanto secretamente como que publicamente, imploro-Te a palavra verdadeira tanto nos momentos que traz prazer como em momento de ódio, imploro-Te o equilíbrio na riqueza como na pobreza. Imploro-Te a doçura de mirar Tua face e a saudade para te encontrar. Protejo-me em Ti dos sofrimentos que possam me ocorrer ou das tentações extraviadoras. Ó Allah, adorna-nos com o adorno da fé, e faze-nos entre aqueles que guiam e são guiados)

 

- Abu Saleh relatou que um dos companheiros do Profeta (SAW) disse-lhe: O Profeta perguntou a um homem o que falava na sua oração? E ele disse: Após o Tachahhud eu digo:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَسْأَلُـكَ الجَـنَّةَ وَأَعـوذُ بِـكَ مِنَ الـنّار .

 

Allahumma innii as’alukal jannah wa auuzhu bika minal naar

 

(Ó Allah, eu imploro-Te o paraiso e protejo-me em Ti do fogo infernal)

 

Então o homem disse-lhe: Eu não sei murmurar tão bem quanto você e Mu'azh. O Profeta (SAW) disse: “Nós murmuramos em torno disso (o Paraíso e o Inferno)”.

- Ibn Masud relatou que o Profeta (SAW) ensinou-lhe a dizer esta súplica:

 

أللَّهُمَّ ألِّفْ بَيْنَ قُلوبِنا، وأصْلِحْ ذاتَ بَيْنِنا، واهْدِنا سُبُلَ السَّلام، ونَجِّنا مِنَ الظُّلُماتِ إلى النُّور، وجَنِّبْنا الفَواحِشَ ما ظَهَرَ مِنْها وما بَطَنَ، وبارِكْ لَنا في أسْماعِنا، وأبْصارِنا، وقُلوبِنا، وأزْواجِنا، وذُرِّيَّاتِنا، وتُبْ عَلَيْنا إنَّكَ أنْتَ التَّوَّابُ الرَّحيم، واجْعَلْنا شاكِرينَ لِنِعْمَتِكَ، مُثْنينَ بِها وَقابِليها، وأتِمَّها عَلَيْنا.

 

Allahumma allif baina quluubinaa, wa aslih zhaata baininaa wa ahdinaa subul al salaam, wa najjinaa mina dhulumaati ilaa nuur, wa jannibnal fauaahicha maa dhahara minhaa wa maa batan, wa baarik lanaa fi asma’inaa, wa abssaarinaa, wa quluubinaa, wa azwaajinaa wa zhurriyatinaa, wa tub alainaa innaka antat-tauwaabu al rahiim, wa ij’alnaa mina al chaakiriina lini’matika muthniina bihaa wa qaabiliiha wa atimmaha alainaa

 

(Ó Allah, pôe harmonia entre nossos corações e reconcilia nossas desinteligências. Guia-nos aos caminhos da paz e salva-nos das trevas para a luz. Mantenha-nos longe das obscenidades, aparentes e latentes. Abençoa nossas audições, nossas vistas, nossos corações, nossas mulheres e nossos filhos. Absolve-nos, pois Tu és o Remissório, o Misericordiosíssimo e faça-nos gratos e satisfeitos por Sua graça e complete-a para conosco)

 

- Disse Anas: Certa vez, estava sentado com o Profeta e um homem orando. Ao fazer o Tachahhud, ele suplicou dizendo:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَسْأَلُـكَ بِأَنَّ لَكَ الْحَـمْدُ لا إِلـهَ إِلاّ أَنْـتَ وَحْـدَكَ لا شَـريكَ لَـكَ المَنّـانُ يا بَديـعَ السَّمواتِ وَالأَرْضِ يا ذا الجَلالِ وَالإِكْـرام، يا حَـيُّ يا قَـيّومُ إِنِّـي أَسْأَلُـكَ الجَـنَّةَ وَأَعـوذُ بِـكَ مِنَ الـنّار .

 

Allahumma innii as’aluka bi’anna lakal hamdu laa ilaaha illaa antal mannaanu, badii’us-samauaati wal ardhi iaa zhal jalaali wal ikraam, ia haiiu iaa qaiuum, innii as’alukal jannata wa auuzhu bika minan naar

 

(Ó Allah, eu imploro-Te, pois para Ti são todos os louvores, não há divindade além de Ti, o Benfeitor, o criador dos céus e da terra, o possuidor da majestade e da honra. Ó Tu que vives eternamente, o Auto-Subsistente, eu imploro-Te o paraíso e protejo-me em Ti do fogo)<--PAGEBREAK-->

 

O Profeta(SAW) disse a seus companheiros: “Vocês sabem como ele fez a sua súplica?” Eles disseram: “Allah e Seu Mensageiro conhecem melhor do que ninguem. Ele (SAW) disse: “Por Aquele em cuja a alma de Muhammad está em suas mãos, ele suplicou Allah por Seu magnífico nome. Se alguém suplicá-Lo por esse nome, será ouvido e se alguém Lhe pedir com esse nome, será atendido”.

- Umair Ibn Said disse que Ibn Massud costumava os ensinar o Tchahhhud e que ao terminá-lo deveríamos dizer:

 

اللَّهُمَّ إنِّي أسْألُكَ مِنَ الخَيْرِ كُلِّهِ، ما عَلِمْتُ مِنْهُ وما لَمْ أعْلَم، وأعوذُ بِكَ مِنَ الشَّرِّ كُلِّهِ ما عَلِمْتُ مِنْهُ وَما لَمْ أعْلَم. اللَّهُمَّ إنِّي أسْألُكَ مِنْ خَيْرِ ما سَألَكَ مِنْهُ عِبادُكَ الصَّالِحون، وأعوذُ بِكَ مِنْ شَرِّ ما اسْتَعاذَكَ مِنْهُ عِبادُكَ الصَّالِحون، رَبَّنا آتِنا في الدُّنْيا حَسَنَةً وفي الآخِرَةِ حَسَنَةً وَقِنا عَذابَ النَّار.

 

Allahumma innii as’aluka minal khairi kullihi, maa alimtu minhu wa maa lam aalam, wa auuazhu bika minal charri kullihi, maa alimtu minhu wa maa lam aalam. Allahumma innii as’aluka min khairi maa sa’alaka minhu ibaadukal salihuun, wa auuzhu bika min charri maa ista’azhaka minhu ibaadukal salihuun. Rabbanaa atinaa fil duniaa hassanah wa fil aakhirati hassanah, wa qinaa azhabal naar

 

(Ó Allah, eu imploro-Te por todo o bem, que eu conheço e que não conheço. Eu protejo-me em Ti de todo o mal, que eu conheço e que não conheço. Ó Allah, eu imploro-Te pelo bem que vossos virtuosos servos Te imploraram e protejo-me em Ti do mal que vossos virtuosos servos, dele Te pediram refúgio. Senhor nosso, concede-nos na vida terrena, benefício e na derradeira vida, benefício. Guarda-nos do castigo do fogo)

 

Ele disse: Não há nenhuma súplica, nem de um profeta ou virtuoso servo, que não tenha sido feita em torno dessa súplica.

 

19 – Recordações e súplicas após At-taslim: É da Sunnah fazer as recordações e as súplicas que o Profeta (SAW) fazia depois do Taslim.

- Thauban relatou que quando o Profeta (SAW) terminava a sua oração, pedia perdão a Allah e em seguida, falava:

 

للّهُـمَّ أَنْـتَ السَّلامُ ، وَمِـنْكَ السَّلام ، تَبارَكْتَ يا ذا الجَـلالِ وَالإِكْـرام .

 

Allahumma antal salaam, wa minkal salaam, tabaarakta ia zhal jalaali wal ikraam

 

(Ó Allah, Tu és a paz e a paz vem de Ti. Bendito e exaltado sejas, ó Majestoso, Honorabilíssimo)

 

Al-Auza’i disse que pedir perdão é dizer: Astaghfirullah (Procuro o perdão em Allah).

- Moazh relatou que um dia o Profeta (SAW) lhe tomou a mão e lhe disse: “Ó Moazh, por Allah, que te aprecio muito e te recomendo que depois de cada oração nunca te esqueças de recitar”:

 

اللّهُـمَّ أَعِـنِّي عَلـى ذِكْـرِكَ وَشُكْـرِك ، وَحُسْـنِ عِبـادَتِـك

 

Allahumma a’innii alaa zhikrika wa chukrika wa husni ibaadatika

 

(Ó Allah, ajuda-me a recordar Te, a agradecer Te e a praticar a minha devoção e adoração a Ti de maneira excelente)

 

- Abdullah Ibn Az-Zubair relatou que o Profeta (SAW) dizia ao terminar a oração:

 

لا إلهَ إلاّ اللّه, وحدَهُ لا شريكَ لهُ، لهُ الملكُ ولهُ الحَمد، وهوَ على كلّ شيءٍ قدير، لا حَـوْلَ وَلا قـوَّةَ إِلاّ بِاللهِ، لا إلهَ إلاّ اللّـه، وَلا نَعْـبُـدُ إِلاّ إيّـاه, لَهُ النِّعْـمَةُ وَلَهُ الفَضْل وَلَهُ الثَّـناءُ الحَـسَن، لا إلهَ إلاّ اللّهُ مخْلِصـينَ لَـهُ الدِّينَ وَلَوْ كَـرِهَ الكـافِرون .

 

Laa ilaaha illal-lah, wahdahu laa chariika lahu, lahul-mulku walahul-hamd, wa huwa alaa kulli chayin qadiir, laa hawla walaa quwwata illa billaah, wala naabudu illaa iyyaah, lahun-ni’matu wa lahul-fadlu wa lahuth-thana-ul- hassan, la ilaaha illal-lah mukhlissiina lahud-diina wa lau karihal-kafiruun

 

(Não há divindade além de Allah, o Único que não possui sócio, Ele é o possuidor de toda soberania e louvores, Ele é quem possui poderes sobre todas as coisas, não há mudança nem poder a não ser por Allah, não adoramos a não ser a Ele, a Ele pretence a graça, o favor, e a virtude do louvor, não há divindade a não ser Allah, somos sinceros na Sua crença e devoção, mesmo que isso desgoste os incrédulos)

 

- Al-Mughiirah Ibn Chu’bah relatou que o Profeta (SAW) dizia ao terminar a oração obrigatória:

 

لا إلهَ إلاّ اللّهُ وحدَهُ لا شريكَ لهُ، لهُ المُـلْكُ ولهُ الحَمْد، وهوَ على كلّ شَيءٍ قَدير، اللّهُـمَّ لا مانِعَ لِما أَعْطَـيْت، وَلا مُعْطِـيَ لِما مَنَـعْت، وَلا يَنْفَـعُ ذا الجَـدِّ مِنْـكَ الجَـد .

 

Laa ilaaha illal-lahu wahdahu laa chariika lahu, lahul-mulku walahul-hamdu, wa huwa alaa kulli chayin qadiir, allahumma la mani’a limaa aatait, wala mu’tia limaa manaat, wala yanfa’u zhal-jaddi minkal-jad

 

(Não há divindade além de Allah, o Único que não possui sócio, Ele é o possuidor de toda soberania e louvores, Ele é quem possui poderes sobre todas as coisas. Ó Allah, ninguém recebe se Tu impedes. E ninguém pode beneficiar-se com o esforço, pois Tu és o distribuidor do esforço)

 

- Uqbah Ibn Amer disse: O Profeta me ordenou a recitar Al- Muauwazhaat, no final de cada oração. Al-Muauwazhaat são as suratas Al-Ikhlaas, Al-Falaq e An-Nass.<--PAGEBREAK-->

- Ali relatou que o Profeta (SAW) disse: “Aquele que recita o versículo do trono (Ayatul-Kursi – Alcorão 2:255) no final de cada oração obrigatória, permanecerá na proteção de Allah até a oração seguinte”.

- Abu Hurairah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Quem falar, depois de cada oração, trinta e três vezes Subhanallah (Glorificado seja Allah), trinta e três vezes Al-hamdulilah (Louvado seja Allah) e trinta e três vezes Allahu Akbar (Allah é o Maior), fará com que todas suas faltas sejam perdoadas, ainda que forem como a espuma do mar, se em seguida completar a cifra do cem com a recitação de:

 

لا إلهَ إلاّ اللّهُ وحدَهُ لا شريكَ لهُ، لهُ المُـلْكُ ولهُ الحَمْد، وهوَ على كلّ شَيءٍ قَدير

 

Laa ilaaha illa-lahu wahdahu laa chariika lahu, lahul mulku wa lahul hamdu, wa hua alaa kulli chai’in qadiir

 

(Não há divindade a não ser Allah, O Único que não possoui sócio, Seus são os louvores e a soberania, Ele é quem possui poder sobre todas as coisas)

 

- Kaab Ibn Ujrah relatou que o Profeta (SAW) disse: “Há certas afirmações que, se a pessoa pronunciá-las ou observá-las no final de cada oração obrigatória, não ficará desapontada: Trinta e três vezes Subhanallah, trinta e três vezes Al-hamdulillah e trinta e quatro vezes Allahu akbar”.

- Abu Saleh relatou que Abu Hurairah disse: Os emigrantes pobres foram até o Mensageiro de Allah, e disseram: Os ricos conseguem boas posições e prêmios permanentes. O Profeta disse: “Como é isso?” Eles disseram: Oram como nós oramos e jejuam como nós jejuamos, mas eles oferecem caridade, libertam escravos, coisas que não fazemos por sermos pobres. O Mensageiro de Allah disse: “Posso dizer-vos algo com o qual podereis superar aqueles que vão à vossa frente, vos manterá adiante daqueles que vos seguem e ninguém poderá superarvos, a menos que faça o que vós fazeis?” Responderam: Certamente, ó Mensageiro de Allah. Ele (SAW) disse: “Recitem, depois de cada oração, trinta e três vezes Subhanallah, trinta e três vezes Al-hamdulillah e trinta e três vezes Allahu Akbar”. Logo depois, voltaram e disseram ao Profeta (SAW): Ó mensageiro de Allah, nossos irmãos ricos se inteiraram do que fazemos e estão fazendo o mesmo. O Profeta (SAW) disse: “Essa é a recompensa de Allah, que dá a quem deseja”.

- O orador pode falar também, vinte e cinco vezes Subhanallah, vinte cinco vezes Al-hamdulillah, vinte cinco vezes Allahu akbar e em seguidar dizer:

 

لا إلهَ إلاّ اللّهُ وحدَهُ لا شريكَ لهُ، لهُ المُـلْكُ ولهُ الحَمْد، وهوَ على كلّ شَيءٍ قَدير

 

Laa ilaaha illa-lahu wahdahu laa chariika lahu, lahul mulku wa lahul hamdu, wa hua alaa kulli chai’in qadiir

 

(Não há divindade a não ser Allah, O Único que não possui sócio, Seus são os louvores e a soberania, Ele é quem possui poder sobre todas as coisas)

 

- Abdullah Ibn Amr relatou que o Profeta (SAW) disse: “Há duas coisas que, se forem executadas, levam a pessoa para o Paraíso. Elas são ações muito simples, porém poucas pessoas as fazem”. Perguntaram quais eram e ele (SAW) respondeu: “Louvar a Allah com Al-Hamdulillah dez vezes, glorificá-Lo com Subhanallah dez vezes e exaltar Sua grandeza com Allahu Akbar dez vezes no final de cada oração obrigatória. E ao dormir, Glorificar a Allah, louvá-Lo e exaltar Sua grandeza cem vezes. Essas são 250 ações faladas pela língua, mas 2500 na balança. Será que algum de vocês comete 2500 pecados durante um dia e uma noite?” Eles perguntaram como poucas pessoas que os fazem e ele (SAW) respondeu: “Satanás vem para a pessoa durante sua oração, lembrando-o das necessidades da vida para que a pessoa não consiga fazer e vem para a cama das pessoas para fazê-las dormir antes de fazer”.

- Ali relatou que ele e Fátima estavam procurando um funcionário para ajudá-los no serviço. O Profeta (SAW) recusou e disse-lhes: “Vocês querem algo melhor do que aquilo que vocês estão pedindo?” Eles disseram que sim, e ele (SAW) disse: “Estas são palavras que me foram ensinadas por Gabriel: Glorificai a Allah no final de cada oração dez vezes, louvai-O dez vezes e exaltai Sua grandeza dez vezes. Quando fordes dormir, Glorificai Allah trinta e três vezes, lovai-O trinta e três vezes e exaltai Sua grandeza trinta e quatro vezes”. Ali disse: Por Allah, eu nunca deixei de fazer o que o Mensageiro de Allah nos ensinou.

- Abdurahman Ibn Ghanim relatou que o Mensageiro de Allah (SAW) disse: “Aquele que disser dez vezes ao terminar a oração do Fajr ou Al-Maghrib:

 

لا إلهَ إلاّ اللّهُ وحْـدَهُ لا شريكَ لهُ، لهُ المُلكُ ولهُ الحَمْد، يُحيـي وَيُمـيتُ وهُوَ على كُلّ شيءٍ قدير .

 

Laa ilaaha illa-lahu wahdahu laa chariika lahu, lahul mulku wa lahul hamdu, yuhii wa yumiitu wa hua alaa kulli chai’in qadiir<--PAGEBREAK-->

 

(Não há divindade a não ser Allah, O Único que não possui sócio, Seus são os louvores e a soberania, Ele cria e causa a morte, e Ele é quem possui poder sobre todas as coisas)

 

Será escrita, para cada repetição, dez boas ações e apagada dez más ações, será elevado 10 graus, estará protegido do mal e do maldito Satanás e nenhum pecado levará à sua destruição, exceto a idolatria e será a pessoa com as melhores ações, superado apenas por quem faz mais e diz mais isso tudo”.

- Muslim Ibn Al-Harith relatou que seu pai disse que o Mensageiro de Allah (SAW) lhe disse: “Ao terminar a oração do Fajr e antes de falar com alguém, diga sete vezes:

 

اللَّهُمَّ أجِرْني مِنَ الـنّار

 

Allahumma ajirnii minan naar

 

(Ó Allah, protege-me do fogo)

 

Pois, morrer nesse dia, Allah vai protegê-lo do fogo do inferno. E ao terminar a oração do Maghrib e antes de falar com alguém, diga sete vezes:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَسْأَلُـكَ الجَـنَّةَ، اللَّهُمَّ أجِرْني مِنَ الـنّار .

 

Allahumma innii as’alukal jannah, Allahumma ajirnii minan naar

 

(Ó Allah, eu imploro-Te o paraiso, ó Allah, protege-me do fogo)

 

Pois se você morrer durante essa noite, Allah vai protegê-lo do fogo do inferno”.

- Al-Bukhari e At-Tirmizhi relataram que Saad Ibn Abi Waqqas ensinava para seus filhos uma súplica que o Profeta (SAW) dizia depois de terminar a oração:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَعوذُ بِكَ مِنَ البُخْـل، وَأَعوذُ بِكَ مِنَ الجُـبْن، وَأَعوذُ بِكَ مِنْ أَنْ أُرَدَّ إِلى أَرْذَلِ الـعُمُر، وَأَعوذُ بِكَ مِنْ فِتْنَـةِ الدُّنْـيا وَعَـذابِ القَـبْر .

 

Allahumma innii auuzhu bika minal-bukhl, wa auuzhu bika minal-jubn, wa auuzhu bika min an uradda ilaa arzhalil-umur, wa auuzhu bika min fitnatid-dunyaa wa azhaabil-qabr

 

(Ó Allah, eu protejo-me em Ti da avareza, eu protejo-me em Ti da covardia, eu protejo-me em Ti contra a senilidade da vida, eu protejo-me em Ti contra as tentações do mundo e do castigo do túmulo)

 

- Abu Hatim relatou que o Profeta (SAW) dizia, ao terminar suas orações:

 

اللَّهُمَّ أصْلِحْ لي ديني الَّذي هُوَ عِصْمَةُ أمْري، واصْلِحْ دُنْيايَ الَّتي جَعَلْتَ فيها مَعاشي. اللَّهُمَّ إنِّي أعُوذُ بِرِضاكَ مِنْ سَخَطِكَ، وَأعُوذُ بِعَفْوِكَ مِنْ نَقْمَتِكَ، وَأعُوذُ بِكَ مِنْكَ. لا مانِعَ لِما أعْطَيْتَ ولا مُعْطي لِما مَنَعْتَ ولا يَنْفَعُ ذا الَجَدِّ مِنْكَ الجَدّ.

 

<--PAGEBREAK-->Allahumma aslih lii diinii lazhi hua ismatu amrii, wa aslih duniaia allatii jaalta fiihaa ma’achi, allahumma inni auuzhu biridhaaka min sakhatik, wa auuzhu bi afwika min naqmatik, wa auuzhu bika minka. Allahumma laa maani’a limaa a’taita, wa laa mu’tii limaa mana’ta, wa laa ianfa’u zhal jaddi minkal jaddu

 

(Ó Allah, corrige-me em minha fé, que é a proteção dos meus assuntos e melhora minha vida neste mundo, onde tenho o meu sustento. Ó Allah, eu busco proteção e Teu contentamento contra a Tua fúria e de Tuas graças contra Tuas punições, eu protejo-me em Ti. Ó Allah, ninguém recebe se Tu impedes e ninguém pode beneficiar-se com o esforço, pois Tu és o distribuidor do esforço)

 

- Abu Daud e Al-Hakim relataram que o Profeta (SAW) dizia ao terminar a oração:

 

اللّهُـمَّ عافِـني في بَدَنـي ، اللّهُـمَّ عافِـني في سَمْـعي ، اللّهُـمَّ عافِـني في بَصَـري. اللّهُـمَّ إِنّـي أَعـوذُبِكَ مِنَ الْكُـفر ، وَالفَـقْر ، وَأَعـوذُبِكَ مِنْ عَذابِ القَـبْر ، لا إلهَ إلاّ أَنْـتَ .

 

Allahumma aafinii fi badanii, Allahumma aafinii fi sam’ii, allahumma aafinii fi bassari. Allahumma innii auuzhu bika minal kufri wal faqr, allahumma innii auuzhu bika min azhaabil qabr, laa ilaaha illaa ant

 

(Ó Allah, dá a meu corpo saúde, ó Allah, dá saúde à minha audição, dá saúde à minha vista. Ó Allah, protejo-me em Ti da descrença e da pobreza, busco refúgio em Ti contra o castigo da tumba, não há divindade além de Ti)

 

- Umm Salamah relatou que o Profeta (SAW) dizia na oração do Fajr após o Taslim:

 

اللّهُـمَّ إِنِّـي أَسْأَلُـكَ عِلْمـاً نافِعـاً وَرِزْقـاً طَيِّـباً ، وَعَمَـلاً مُتَقَـبَّلاً .

 

Allahumma innii as’aluka ilman naafi’an, wa rizqan waassi’an, wa amalan mutaqabbalan

 

(Ó Allah, imploro-Te o conhecimento que é benéfico, o sustento que é lícito e atos que são aceitáveis)

 

[1] Ocaso: Poente.

[2] Como referência de que ainda havia luz e conseguiam ver onde estavam as flechas que eles praticavam antes da oração do Maghrib.

[3] Aya: versículo do Alcorão.

[4] Al-Fadhilah: Posição acima do resto da criação.

[5] Suhur: Refeição realizada antes do jejum.

[6] Abu Al-Qasim: Uma das maneiras como Muhammad (SAW) era chamado.

[7] Izar: Peça de roupa que cobre a região que vai do umbigo até os tornozelos.

[8] Umm Al-Qur’an: Um dos nomes da Fatiha.

[9] Al-Macih Ad-Dajal: O Anti-Cristo.

 

Navegação de Artigos:
<< Artigo Anterior || Próximo Artigo >>

Compartilhar esse Artigo:
Url
BBCode
HTML

Centro Islâmico de Taubaté © 2009-2017, todos os direitos reservados.
Rua Benedito Silveira Moraes, 221, Bairro Jardim do Sol - Taubaté - SP. CEP: 12070-290. Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940.
E-mail:
siteluzdoislam@gmail.com

2,429,835 visitas únicas

site desenvolvido por www.wsdbrasil.com.br

Powered by PHP-Fusion copyright © 2002 - 2017 by Nick Jones. Released as free software without warranties under GNU Affero GPL v3