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Margaret Marcus, Ex-Judia, EUA (parte 3 de 5)
Descrição: Margaret discute como o Alcorão impactou sua vida.
Por Margaret Marcus
Publicado em 26 Nov 2012 - Última modificação em 26 Nov 2012
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Categoria: Artigos > Histórias de Novos Muçulmanos > Mulheres

P: De que maneiras o Alcorão Sagrado teve impacto sobre sua vida?

R: Uma noite me sentia particularmente exausta e sem dormir. Minha mãe veio até o meu quarto e disse que estava prestes a ir à Biblioteca Pública de Larchmont e me perguntou se havia algum livro que eu desejasse. Pedi a ela para olhar e ver se a biblioteca tinha uma cópia de uma tradução para o inglês do Alcorão Sagrado.  Imagine, anos de interesse apaixonado pelos árabes, lendo todo livro que pudesse colocar as mãos na biblioteca sobre eles, mas até agora nunca tinha pensado em ver o que estava no Alcorão Sagrado!  Minha mãe voltou com uma cópia para mim. Estava tão ansiosa que literalmente peguei-o das mãos dela e o li a noite inteira.  Ali também encontrei todas as histórias familiares da Bíblia de minha infância.

Em meus oito anos de escola primária, quatro anos de escola secundária e um ano na universidade, aprendi sobre gramática inglesa e composição, francês, espanhol, latim e grego no uso atual, aritmética, geometria, álgebra, história europeia e americana, ciência elementar, biologia, música e arte - mas nunca tinha aprendido nada sobre Deus! Pode imaginar que era tão ignorante de Deus que escrevi para meu amigo por correspondência, um advogado paquistanês, e confessei a ele que a razão de ser ateia era porque não podia acreditar que Deus era realmente um homem velho com uma longa barba branca, que sentou em Seu trono no Paraíso.  Quando ele me perguntou onde tinha aprendido essa coisa ultrajante, disse-lhe das reproduções da capela Sistina que tinha visto na revista “Life” de “Criação” e “Pecado Original” de Michelangelo. Descrevi todas as representações de Deus como um velho com uma longa barba branca e os numerosos crucifixos de Cristo que tinha visto com Paula no Museu Metropolitano de Arte.  Mas no Alcorão Sagrado li:

“Deus! Não há mais divindade além d’Ele, Vivente, Subsistente, a Quem jamais alcança a inatividade ou o sono; d’Ele é tudo quanto existe nos céus e na terra. Quem poderá interceder junto a Ele, sem a Sua anuência? Ele conhece tanto o passado como o futuro, e eles (humanos) nada conhecem a Sua ciência, senão o que Ele permite. O Seu Trono abrange os céus e a terra, cuja preservação não O abate, porque é o Ingente, o Altíssimo.” (Alcorão 2:255)

“Quanto aos incrédulos, as suas ações são como uma miragem no deserto; o sedento crerá ser água e, quando se aproximar dela, não encontrará coisa alguma. Porém, verá ante ele Deus, que lhe pedirá contas, porque Deus é Expedito no cômputo. Ou (estará) como nas trevas de um profundo oceano, coberto por ondas; ondas, cobertas por nuvens escuras, que se sobrepõem umas às outras; quando (o homem) estende a sua mão, mal pode divisá-la. Pois a quem Deus não fornece luz, jamais a terá.” (Alcorão 24:39-40)

Meu primeiro pensamento quando li o Alcorão Sagrado – essa é a única verdadeira religião – absolutamente sincera, honesta, não permitindo comprometimentos baratos ou hipocrisia.

Em 1959 passei muito de meu tempo livre lendo livros sobre o Islã na Biblioteca Pública de Nova Iorque.  Foi lá que descobri quatro volumes de uma tradução para o inglês de Mishkat ul- Masabih.  Foi então que aprendi que uma compreensão adequada e detalhada do Alcorão Sagrado não é possível sem algum conhecimento dos hadiths relevantes.  Como o texto sagrado pode ser corretamente interpretado exceto pelo profeta para o qual foi revelado?

Assim que estudei o Mishkat comecei a aceitar o Alcorão Sagrado como revelação divina.  O que me convenceu que o Alcorão devia vir de Deus e não composto por Muhammad (que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele) foram suas respostas satisfatórias e convincentes a todas as perguntas mais importantes da vida, que não pude encontrar em nenhum outro lugar.

Quando criança, tinha tanto medo da morte, particularmente de pensar em minha própria morte, que depois de pesadelos sobre isso às vezes acordava meus pais chorando no meio da noite.  Quando lhes perguntava por que tinha que morrer e o que aconteceria comigo depois da morte, tudo que podiam dizer era que tinha que aceitar o inevitável; mas que ainda faltava muito e como a ciência médica estava constantemente, talvez eu vivesse até os cem anos! Meus pais, família e todos os nossos amigos rejeitavam como superstição qualquer pensamento da Vida Eterna e viam o Dia do Juízo, recompensa no Paraíso e punição no Inferno como conceitos ultrapassados.   Em vão busquei em todos os capítulos do Velho Testamento qualquer conceito claro e não ambíguo da Vida Eterna.  Todos os profetas, patriarcas e sábios da Bíblia receberam suas recompensas ou punições nesse mundo.  A história de Jó é típica (Hazrat Ayoub).  Deus destruiu todos os seus entes queridos, suas posses e o afligiu com uma doença abominável para testar sua fé.  Jó lamentava melancolicamente a Deus sobre por que Ele fazia um homem virtuoso sofrer.  No final da história Deus restaura todas as suas posses terrenas, mas nada é dito sobre quaisquer consequências possíveis na Vida Eterna.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/120/

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