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Ahmadia (parte 2 de 3): As Crenças Blasfemas Qadianitas
Descrição: Alguns princípios da Ahmadia, sua visão sobre a finalidade da mensagem de Deus, o Alcorão, o profeta Muhammad e o jihad.
Por Abdurrahman Murad (© 2013 IslamReligion.com)
Publicado em 29 Apr 2013 - Última modificação em 29 Apr 2013
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Categoria: Artigos > Atualidades > Seitas Atribuídas ao Islã

Finalidade da Mensagem de Deus

Mirza Ghulam Ahmed reivindicou ser um verdadeiro “muçulmano” em alguns de seus trabalhos e discursos, mas, ao mesmo tempo, muitas de suas afirmações blasfemas podem ser encontradas “dispersas” em seus livros.  Disse, enquanto degradava o Islã abertamente: “Acreditamos que uma religião que não tem continuidade de missão profética (como no Islã) é uma religião morta. Chamamos as religiões dos judeus, cristãos e hindus de mortas porque agora não existem profetas nelas. Se essa fosse a posição no Islã também, não seríamos mais do que contadores de histórias! Por que o consideramos superior às outras religiões?” (Malfoozat-e-Mirza, Vol. 10, pág. 127)

Ele também disse: “Como é absurdo e falso acreditar que após o profeta sagrado (Muhammad) a porta da revelação divina foi fechada para sempre e não há esperança disso no futuro até o Dia da Ressurreição! Pode uma religião não ter traço direto de o Deus Todo Poderoso ser chamada de religião? Digo, por Deus Todo Poderoso, que nessa época não existe ninguém mais entediado do que eu com essa religião! Chamo essa religião de religião “satânica” e não divina. Acredito que essa religião orienta para o inferno e mantém as pessoas cegas na vida.” (Zamima Braheen-e-Qadianism, Parte V, Roohani Khazain, Vol.21, p354)

A partir dessas citações fica muito claro que Mirza Ghulam Ahmed despreza a religião do Islã e alega que seja uma religião “morta” porque a “cadeia” da missão profética terminou.  Muito convenientemente ele foi escolhido ser um profeta de Deus, para “completar” o Islã e mantê-lo vivo!

Como muçulmanos, acreditamos que a mensagem do Islã foi concluída antes da morte do profeta Muhammad.  Deus diz: Hoje, completei a religião para vós; tenho-vos agraciado generosamente e escolhi para vós o Islã como sua religião.” (Alcorão 5:3)

Acreditamos que nenhum profeta virá após o profeta Muhammad.  É o profeta final de Deus para a humanidade.  Deus diz: “Em verdade, Muhammad não é o pai de nenhum de vossos homens, mas sim o Mensageiro de Deus e o último dos profetas.” (Alcorão 33:40)

O profeta profetizou que um número de “charlatães” surgiriam, cada qual clamando ser um profeta.  Disse: “De fato, haverá em minha nação leões sedentos, cada qual clamando ser um profeta. Sou o último dos profetas e nenhum profeta virá depois de mim.” (Tirmidthi)

O Profeta disse: “A tribo de Israel foi guiada por profetas.  Quando um profeta falecia, outro profeta o sucedia.  Mas nenhum profeta virá depois de mim e somente califas me sucederão.” (Saheeh Al-Bukhari)

O profeta previu que a cada cem anos Deus enviaria uma pessoa que reviveria a religião do Islã.  Disse: “De fato, Deus enviará um renascedor a cada cem anos para reviver a religião do Islã.” (Abu Dawood)

Esses renascedores não terão conexões “divinas”.  Têm características de muçulmanos crentes e verdadeiros.  Trabalharão sem descanso para levar as pessoas de volta para os textos do Alcorão e para a maneira do profeta.

Alcorão

Mirza Ghulam Ahmed disse: “O Alcorão é o Livro de Deus e palavras de minha boca.” (Anúncio datado de 15 de março de 1897, Roohani Khazain vol.22 p.87)

Depois dessa reivindicação blasfema, Mirza Ghulam Ahmed começou a interpretar o Alcorão do jeito que queria e achava necessário.  Cada vez que um versículo do Alcorão parecia apresentar uma “ameaça” à sua reivindicação, ele simplesmente reinterpretava o significado para adequá-lo aos seus caprichos.  Antes de sua reivindicação de ser um profeta, Mirza Ghulam Ahmed aderia estritamente ao entendimento correto das provas textuais.  Até via o versículo do Alcorão que afirmava que o profeta Muhammad era o último dos profetas como sendo exatamente isso, evidência clara de que o profeta Muhammad era o último profeta para a humanidade.  Depois de sua reivindicação à missão profética, revisitou esse texto e o reinterpretou para significar que o profeta Muhammad não era o profeta final para a humanidade, mas que sua missão profética significava um “selo de aprovação”, ou seja, que era a beleza dos profetas e mensageiros e o melhor deles, mas não o último!

Mirza alegou que um número de versículos do Alcorão foram revelados a ele para significar sua grandeza.  Alegou que os seguintes versículos estavam entre os muitos revelados a ele novamente.

a. “Dize: Se verdadeiramente amais a Deus, segui-me.” (Alcorão 3:31)

b. “Nós te enviamos como uma misericórdia para todos os mundos.” (Alcorão 21:107)

c. “Ele foi Quem enviou Seu Mensageiro com a Orientação.” (Alcorão 9:33)

Dessa maneira, seus seguidores se tornaram “companheiros”, sua família se tornou “Ahlul-Bait” (ou seja, os membros da família respeitada) e sua esposa se tornou “mãe dos crentes”.

Para proteger-se, disse: “Sim, em apoio (às nossas reivindicações) também apresentamos aquelas tradições do profeta que estão de acordo com o Alcorão e não contradizem minha “revelação divina”. Quanto ao resto das tradições proféticas, eu as deixo de lado como papel velho.” (Roohani Khazain vol.19 p.140)

Os muçulmanos acreditam que o Alcorão é a palavra de Deus, reveladas ao profeta Muhammad através do anjo Gabriel, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele.  Deus diz: “Nós revelamos a Mensagem e somos o Seu Preservador.” (Alcorão 15:9)

Interpretar o Alcorão não é para qualquer um. Existem níveis da interpretação do Alcorão, o mais alto sendo interpretar o Alcorão com o Alcorão.  O segundo nível é interpretar o Alcorão com as narrações proféticas autênticas.  O terceiro nível é interpretar o Alcorão com as afirmações dos companheiros.  O quarto nível, o mais fraco, é interpretar o Alcorão através da linguagem (como uma tradução dos significados do Alcorão).  Não se pode interpretar qualquer versículo do jeito que se quer!

Profeta Muhammad

Os seguidores de Mirza alegam que Mirza era superior ao profeta Muhammad.  Alegam: “O desenvolvimento mental do Messias prometido (ou seja, Mirza Qadiani) era mais alto que o do sagrado profeta Muhammad. E isso é só uma parte da superioridade que o Messias prometido tem sobre o sagrado profeta. As faculdades mentais do sagrado profeta não puderam se manifestar plenamente devido à deficiência da civilização, embora a habilidade existisse. Agora se manifestaram plenamente através do Messias prometido pela virtude do avanço da civilização.” (Review of Religions (Revisão das Religiões, em tradução livre), Maio de 1929, Qadiani Mazhab, p.266, 9ª Ed. Lahore)

Mirza degradou ainda mais o profeta Muhammad, afirmando que parte de sua revelação era falsa e que não compreendeu partes da revelação dada a ele por Deus! (Roohani Khazain vol.3 pp.166-167)

Até ridicularizou Deus Todo Poderoso e o profeta, dizendo: “E Deus escolheu um lugar desprezível para enterrar o sagrado profeta que é extremamente fedorento, escuro e apertado!” (Roohani Khazain vol.17 p.205)

Como muçulmanos amamos e respeitamos o profeta Muhammad.  Não atribuímos a ele atributos divinos.  Deus diz: “Dize (Ó Muhammad): Sou tão-somente um mortal como vós, a quem tem sido revelado que o vosso Deus é um Deus único.” (Alcorão 18:110)

As alegações de Mirza não precisam de resposta, mas vale a pena mencionar como Mirza morreu! Morreu de forma vergonhosa, em um banheiro público em Lahore, enquanto havia sido contagiado pela cólera![1]

Jihad

Um dos fundamentos que nos é ensinado no Islã é a autodefesa.  Quando alguém nos prejudica, não “damos a outra face.”  Nós nos defendemos.  Defender-se e proteger-se de um invasor estrangeiro é algo que nenhum ser humano contestará.  Não se pode simplesmente cancelar o jihad por causa de alguma noção mal compreendida de que está recebendo um “comando de Deus”!

Mirza Ghulam Ahmed era na verdade o agente britânico ideal! Dizia abertamente: “Em nome do governo britânico, publiquei e distribui 50.000 panfletos nesse país (ou seja, Índia) e outros países islâmicos e o resultado foi que centenas de milhares de pessoas abriram mão de suas ideias “sujas” sobre o jihad.”(Roohani Khazain vol. 15 p.114)

Ele também disse: “Desde cedo até agora aos 65 anos de idade, estive engajado, com minha pena e minha língua, na importante tarefa de transformar os corações dos muçulmanos na direção do amor verdadeiro, boa vontade e simpatia pelo governo britânico e apagar a ideia do jihad dos corações dos muçulmanos estúpidos.”(Kitab-ul-Bariyah, Roohani Khazain vol. 13 p.350)

Mirza supostamente e muito convenientemente, “recebeu” revelação divina de Deus de que o jihad foi ab-rogado e não fazia mais parte do Islã! Disse: “A partir de hoje o jihad humano que é feito pela espada está sendo ab-rogado pela ordem de Deus. De agora em diante, qualquer um que levantar uma espada para um descrente/não muçulmano e chama a si mesmo de Ghazi/combatente em nome de Deus está desobedecendo aquele mensageiro (ou seja, Muhammad).  Após minha chegada não há jihad com a espada. Levantamos a bandeira da paz e amizade.” (Collection of Advertisement p.295, vol.3)



Footnotes:

[1] (http://www.islamicparty.com/commonsense/18qadi.htm)

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/1737/

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