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Dua (Súplica) (parte 1 de 4): O que é dua?
Descrição: A arma do crente.
Por Aisha Stacey (© 2013 IslamReligion.com)
Publicado em 13 May 2013 - Última modificação em 13 May 2013
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Categoria: Artigos > Adoração e Prática > Os Cinco Pilares do Islã e Outros Atos de Adoração

Dua - uma palavra árabe escrita aqui em português. Três pequenas letras que compõem uma palavra e um tema que é amplo e de tirar o fôlego.  Esta palavra “dua” pode ser traduzida de forma superficial como súplica ou invocação. Embora nenhuma das palavras defina dua de forma adequada.  Súplica, que significa comunicar-se com uma divindade, é mais próxima em significado do que invocação, que em alguns casos implica na convocação de espíritos ou demônios.

Na terminologia islâmica dua é o ato de suplicar.  É clamar por Deus; uma conversa com Deus, nosso Criador, nosso Senhor, o Onisciente e Todo-Poderoso. De fato a palavra deriva da raiz árabe que significa clamar ou convocar.  A dua eleva, dá poder, libera, transforma e um dos mais poderosos e eficazes atos de adoração no qual um ser humano pode se engajar.  A dua foi chamada de arma do crente. Afirma a crença da pessoa no Deus Único e elimina todas as formas de idolatria ou politeísmo. A dua é essencialmente submissão a Deus e uma manifestação da necessidade da pessoa por Deus.

O profeta Muhammad, que Deus o louve, disse: “Um servo se aproxima de seu Senhor quando está em prostração. Então, aumentem as súplicas nas prostrações.”[1] "A súplica de cada um de vocês será concedida se não se impacientar e disser: “Supliquei ao meu Senhor, mas minha súplica não foi atendida.”[2]

Nesse ponto ao entender exatamente o que é dua, seria fácil para alguém de histórico cristão pensar que dua é oração. A dua certamente detém certas similaridades com a oração dos cristãos, entretanto, não deve ser confundida com o que os muçulmanos chamam de oração. A oração ou em árabe - salat - é um dos pilares do Islã e ao realizar as cinco orações diárias um muçulmano de fato se engaja em uma forma física de dua, pedindo a Deus que lhe conceda o Paraíso através de suas ações. Através da oração também se pode suplicar a Deus diretamente.

Para os muçulmanos a oração é um conjunto de movimentos e palavras rituais realizadas em horários fixos, cinco vezes ao dia.   Deus diz no Alcorão: “Observai a devida oração, porque ela é uma obrigação, prescrita aos crentes para ser cumprida em seu devido tempo.” (Alcorão 4:103) Os muçulmanos oram cedo pela manhã antes do nascer do sol, no meio do dia, à tarde, no por do sol e à noite. A oração é um ato de adoração no qual um muçulmano reafirma sua crença no Deus Único e demonstra sua gratidão. É uma conexão direta entre Deus e o crente e é uma obrigação.

A dua, por outro lado, é uma forma islâmica de sentir aquela conexão com Deus a qualquer hora, em qualquer lugar. Os muçulmanos apelam a Deus frequentemente durante o dia e a noite.  Levantam suas mãos em súplica e pedem por Sua ajuda, misericórdia e perdão. A dua incorpora louvores, agradecimentos, esperança e o recorrer a Deus para ajudar os necessitados e conceder seus pedidos.

A dua pode ser feita para o indivíduo, sua família, amigos, estranhos, os em circunstâncias extremas, os crentes e até para toda a humanidade. Ao fazer dua é aceitável pedir pelo que há de bom nessa vida terrena e na vida futura. Uma pessoa ao fazer dua deve pedir que Deus lhe conceda os maiores e os menores pedidos.

O profeta Muhammad, que Deus o louve, encorajou os crentes a fazer dua.  Disse: “A dua de um muçulmano para seu irmão em sua ausência é prontamente aceita. Um anjo é designado para o seu lado. Sempre que fizer um dua benéfico para seu irmão, o anjo designado diz amém. E que você também seja abençoado com o mesmo.”[3]

Embora a dua não seja uma obrigação, existem muitos benefícios em fazer dua frequentemente para Deus com total submissão. O sentimento de proximidade com Deus que advém da dua sincera aumenta a fé, dá esperança e conforto ao angustiado e salva aquele que suplica do desespero e isolamento. Em todo o Alcorão, Deus encoraja o crente a chamar por Ele. Deus nos pede que depositemos nossos sonhos, esperanças, temores e incertezas perante Ele e que tenhamos certeza que Ele ouve cada palavra.

Só a Ti adoramos e só de Ti imploramos ajuda! (Alcorão 1:5)

E o vosso Senhor disse: Invocai-Me, que vos atenderei!  Em verdade, aqueles que se ensoberbecerem, ao Me invocarem, entrarão, humilhados, no inferno. (Alcorão 40:60)

Dize: Ó servos meus, que se excederam contra si próprios, não desespereis da misericórdia de Deus;  certamente, Ele perdoa todos os pecados, porque Ele é o Indulgente, o Misericordiosíssimo. (Alcorão 39:53)

Dize-lhes: Quer invoqueis a Deus, quer invoqueis o Clemente, sabei que d’Ele são os mais sublimes atributos!  (Alcorão 17:110)

Quando Meus servos te perguntarem de Mim, dize-lhes que estou próximo  e ouvirei o rogo do suplicante quando a Mim se dirigir.  Que atendam o Meu apelo e que creiam em Mim, a fim de que se encaminhem. (Alcorão 2:186)

O profeta Muhammad, que Deus o louve, chamou a dua de a essência da adoração.[4] Também sugeriu que o crente seja humilde, mas firme ao fazer a dua e disse: “Quando um de vocês suplicar, não deve dizer "Ó Deus, perdoe-me se desejar", mas seja firme ao pedir e faça um grande pedido, porque o que Deus dá não é nada para Ele.”[5]

Quando fazemos dua, clamamos a Deus em nosso momento de necessidade, expressamos nossa gratidão ou por qualquer razão, incluindo simplesmente sentir o conforto de estar perto de Deus, devemos lembrar-nos de examinar nossa sinceridade e nossa intenção. A dua deve ser dirigida somente a Deus, que não tem parceiros, filhos, filhas ou intermediários. Nossa intenção ao fazer a dua deve ser agradar a Deus, obedecê-Lo e confiar Nele completamente.

Quando uma pessoa faz dua, Deus pode lhe conceder o que pediu ou desviar um dano maior do que o que foi pedido, ou Ele pode ainda reservar o pedido para a vida futura. Deus nos ordena a clamar por Ele e prometeu responder ao nosso chamado. No próximo artigo examinaremos a etiqueta de fazer dua e discutiremos por que algumas duas aparentemente não são atendidas.



Footnotes:

[1] Saheeh Muslim

[2] Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim

[3] Saheeh Muslim

[4] At Tirmidhi

[5] Saheeh Muslim

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/4005/

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