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Dua (Súplica) (parte 2 de 4): Louve a Deus da forma que Ele merece ser louvado
Descrição: A etiqueta de fazer dua.
Por Aisha Stacey (© 2013 IslamReligion.com)
Publicado em 13 May 2013 - Última modificação em 13 May 2013
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Categoria: Artigos > Adoração e Prática > Os Cinco Pilares do Islã e Outros Atos de Adoração

A dua é essencialmente submissão a Deus e um sinal de nossa necessidade por Deus.  A dua foi chamada de arma do crente porque aumenta a fé, dá esperança e conforto ao angustiado e salve aquele que suplica do desespero e isolamento.  E, talvez o mais importante, Deus ama que recorramos a Ele e nos encoraja a chama-Lo em todas as nossas necessidades e desejos.

O renomado sábio muçulmano Imam Ibn al-Qayyim descreveu a dua da seguinte maneira:  “A dua e orações para buscar refúgio em Deus são como uma arma e uma arma é tão boa quanto a pessoa que a está usando; não é simplesmente uma questão do quão afiada ela é.  Se a arma é perfeita e livre de defeitos, o braço da pessoa que a usa é forte e não há nada para impedi-la, então ela pode destruir o inimigo.  Mas se uma dessas características não estiver presente, o efeito será deficiente na mesma proporção”.

É nossa incumbência ao fazermos dua que seja da melhor maneira possível.  Como uma forma de metaforicamente afiarmos nossa espada, devemos nos esforçar para clamar a Deus da melhor maneira e com os melhores modos.  Existe etiqueta para fazer dua.  Seguir essa etiqueta é uma indicação de que uma pessoa é sincera e está se esforçando para maximizar suas chances de ter a dua aceita por Deus, que diz que “ouvirei o rogo do suplicante quando a Mim se dirigir.” (Alcorão 2:186)

Uma crença firme e inabalável na unicidade de Deus é um ingrediente essencial para a dua.  A sinceridade e disposição sinceras de aceitar que somente Deus é capaz de mudar o curso dos eventos ou conceder pedidos também são necessárias. O suplicante deve chamar por Deus ansiosa e urgentemente, mas deve permanecer humilde e quieto sem exasperar-se ou entediar-se. O profeta Muhammad, que Deus o louve, gostava de dizer sua súplica três vezes e também pedia perdão três vezes.[1]

Louvar a Deus da forma que Ele merece ser louvado é o ponto de partida para uma pessoa fazer dua.  Quando o profeta Muhammad estava sentado, um homem entrou, orou e disse: "Ó Deus, perdoe-me e tenha misericórdia de mim." O profeta Muhammad o ouviu e disse: “Você foi muito apressado, adorador.  Quando tiver orado e estiver sentado, louve a Deus da forma como Ele merece ser louvado, envie bênçãos para mim e então chame por Ele.”[2] O profeta Muhammad também recomendou levantar as mãos ao fazer dua. Disse: “Seu Senhor, que Ele seja abençoado e exaltado, é Gentil e Generoso, e é gentil demais para deixar que Seu servo, se elevar suas mãos para Ele, voltar de mãos vazias.”[3]

Louvar a Deus da forma que Ele merece ser louvado essencialmente significa reconhecer Sua Unicidade.  Ele é o Primeiro, o Último, o Começo e o Fim. Somente Ele tem o Poder e a Força. Reconheça isso e envie bênçãos para o profeta Muhammad, antes de suplicar a Deus.

Quando o suplicante interage com Deus, deve fazê-lo com humildade.  Deus nos diz no Alcorão que a humildade é uma qualidade desejável e que um crente deve chamar por seu Senhor com um misto de esperança e temor.  Esperança de que Deus ouvirá sua dua e o manterá livre dos testes e tribulações e temor de que suas ações desagradarão seu Senhor.

Invocai vosso Senhor humílima e intimamente. (Alcorão 7:55)

Um procurava sobrepujar o outro nas boas ações, recorrendo a Nós com afeição e temor, e sendo humildes a Nós. (Alcorão 21:90)

E recorda-te do teu Senhor intimamente, com humildade e temor, sem manifestação de palavras, ao amanhecer e ao entardecer, e não sejas um dos tantos negligentes. (Alcorão 7:205)

As melhores horas para fazer dua incluem logo antes de Fajr (oração da alvorada), na última terça parte da noite, durante a última hora de sexta-feira (ou seja, a última hora antes da oração de magrebe), quando está chovendo e entre o chamado para a oração e o iqamah (o chamado para levantar imediatamente antes de a oração começar).  Outro momento excelente para fazer dua é quando o crente está em prostração.

O crente deve se esforçar para usar as palavras mais claras e concisas ao oferecer suas súplicas.  As melhores duas são as usadas pelos profetas, entretanto, é permissível dizer outras palavras de acordo com necessidades específicas do suplicante. Existem muitas coleções maravilhosas de duas autênticas e os crentes devem tomar cuidado extra para autenticar as duas que usam para suplicar a Deus.

Ao fazer dua é importante dizer duas autênticas encontradas no Alcorão ou tradições do profeta Muhammad ou as palavras que espontaneamente vêm à mente quando se busca proteção ou perdão de Deus.  Não é permissível estabelecer seu próprio horário específico, local ou número de repetições.  Fazê-lo seria um ato de inovação na religião do Islã e esse é um assunto muito sério.

Por exemplo, quando alguém se volta para Deus em sua hora mais triste ou em um momento de alegria, deve falar do seu coração com sinceridade e amor.  Uma pessoa nunca deve temer conversar com Deus, colocar para fora o que está em seu coração, seus anseios, amor, temores e desejos.   Entretanto, se começar a fazer rituais estranhos, como fazer uma dua 30 vezes na quarta-feira após a oração de Asr, começa o problema.  Como regra geral a dua deve ser espontânea ou autenticamente narrada.  Não é complicado. O Islã sem rituais e superstições feitas pelo homem é pura devoção a Deus, fácil e reconfortante.

Para fechar esse artigo da semana menciono situações nas quais a dua tem probabilidade de ser aceita.  Essas situações incluem quando alguém é mal tratado ou oprimido, está viajando, jejuando, em necessidade desesperada e quando um muçulmano faz dua por seu irmão ausente.



Footnotes:

[1] Abu Dawood, An-Nasai

[2] At-Tirmidhi

[3] Abu Dawood

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/4044/

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