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O Estilo do Alcorão
Descrição: O artigo aborda os temas principais do Alcorão, os tópicos que discute, seu estilo de apresentação e alguns pontos de comparação com suas próprias escrituras para os leitores cristãos e judeus.
Por IslamReligion.com
Publicado em 05 Apr 2010 - Última modificação em 05 Apr 2010
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Categoria: Artigos > O Alcorão Sagrado > Um Resumo dos Significados de Seus Versículos

Quais tópicos o Alcorão discute?  Ele cobre vários assuntos.  Mas o mais importante, fala sobre a unicidade de Deus e como viver uma vida de acordo com Sua Vontade.  Outros tópicos incluem doutrina religiosa, criação, lei civil e criminal, Judaísmo, Cristianismo, politeísmo, valores sociais, moralidade, história, histórias de profetas anteriores e ciência.

O Alcorão apela aos grandes exemplos humanos dos profetas anteriores e menciona seu grande sacrifício na propagação da mensagem de Deus, os mais importantes deles sendo Noé, Abraão, Moisés e Jesus.  O Alcorão elabora sobre as formas nas quais os seguidores dos profetas, especificamente os judeus e cristãos, têm ou não vivido de acordo com as mensagens proféticas.   Também discute o destino de nações anteriores que rejeitaram seus profetas, como Noé e Lot.  Providencia instruções sobre como viver uma vida agradando a Deus.  Comanda as pessoas a orar, jejuar e cuidar dos necessitados.  Discute questões de interrelações humanas, algumas vezes em grandes detalhes – como leis de herança e casamento – em uma maneira reminiscente de partes da Bíblia hebraica, mas estranha ao Novo Testamento.  O Alcorão diz às pessoas que elas devem observar as instruções de Deus puramente em nome de Deus e não para ganhos mundanos.  Alerta àqueles que negam as mensagens de Deus que serão lançados no fogo do Inferno e promete àqueles que aceitam as mensagens que receberão a bênção do Paraíso.

O Alcorão reconta o original de muitas das histórias de herança bíblica, especialmente a que Moisés (mencionado pelo nome mais do que qualquer outra pessoa) foi seguido pelo Faraó, seu grande inimigo e arquétipo corânico do mal humano.  Entretanto não oferece uma narrativa sustentada do tipo encontrado no Livro do Êxodo.  Tem muito a dizer sobre os deveres morais e legais dos crentes, mas não contém nada semelhante a um código de leis, que é a peça central do Livro do Deuteronômio.   Muitas passagens corânicas podem ser apropriadamente descritas como pregação, mas onde a voz do pregador nos Evangelhos é a de Jesus durante seu ministério na terra, no Alcorão é a do Deus eterno.

O Alcorão também repete certos versículos e temas às vezes, muda de tópicos e com frequência relata narrativas de forma resumida.  Podemos ver duas razões para essa característica.  Primeiro, serve a um propósito linguístico e é uma das técnicas retóricas poderosas do árabe clássico.  Segundo, todos os temas do Alcorão, não importa o quanto variem, revolvem em torno de um fio condutor comum ao longo de todo o livro: que todos os tipos de adoração submetida a outros ao lado de Deus ou junto com Deus é falsa, e que obediência a Ele e Seus profetas, Muhammad sendo um deles, é fundamental.   O Alcorão, ao contrário da Bíblia, não menciona genealogias, eventos cronológicos, ou detalhes históricos minuciosos, mas ao invés disso, usa eventos do passado e do presente para ilustrar sua mensagem central.  Então, quando o Alcorão está discutindo as propriedades de cura do mel ou a vida de Jesus, nenhum tópico é um fim em si mesmo, mas cada um está relacionado de uma forma ou outra à mensagem central – a unicidade de Deus e da mensagem profética.  Não importa que tópico seja, o Alcorão encontra a oportunidade para reportar a discussão a seu tema central.

Outro ponto importante para ter em mente é que o Alcorão não foi revelado de uma só vez, mas em partes ao longo de 23 anos.  Como as escrituras anteriores, muitas passagens foram reveladas em resposta a eventos específicos.  Frequentemente a revelação corânica vinha do anjo Gabriel ao Profeta Muhammad como resposta a perguntas levantadas por aqueles ao seu redor, crentes ou descrentes.  O Alcorão se dirige ao Povo do Livro (um termo usado pelo Alcorão para os judeus e cristãos), a humanidade como um todo, aos crentes e, finalmente, se dirige ao próprio Profeta, orientando-o sobre o que fazer em certas situações ou lhe dando apoio e conforto em face da ridicularização e rejeição.  Conhecer o contexto histórico e social esclarece o texto.

Algumas outras características notáveis do estilo do Alcorão são as que se seguem:

(1)  O uso de parábolas para atiçar a curiosidade do leitor e explicar verdades profundas.

(2)  Mais de duzentas passagens começam com a palavra árabe Qul – “Dize” – orientando o Profeta Muhammad a dizer o que se segue em resposta a uma pergunta, para explicar um assunto relacionado à fé, ou anunciar uma norma legal.  Por exemplo:

“Dize: “Ó adeptos do Livro, pretendeis vingar-vos de nós, somente porque cremos em Deus, em tudo quanto nos é revelado e em tudo quanto foi revelado antes? A maioria de vós é rebelde e desobediente.” (Alcorão 5:59)

(3)  Em algumas passagens do Alcorão Deus jura por Sua maravilhosa criação e fortalece um argumento ou elimina dúvidas na mente do ouvinte:

“Pelo sol e pelo seu esplendor (matinal),

Pela lua, que o segue,

Pelo dia, que o revela,

Pela noite, que o encobre.

Pelo firmamento e por Quem o construiu,

Pela terra e por Quem a dilatou,

Pela alma e por Quem aperfeiçoou…”  (Alcorão 91:1-7)

Às vezes Deus jura por Si mesmo:

“Qual! Por teu Senhor, não crerão até que te tomem por juiz de suas dissensões e não objetem ao que tu tenhas sentenciado. Então, submeter-se-ão a ti espontaneamente.” (Alcorão 4:65)

(4)  Finalmente, o Alcorão tem o que se chama de “as letras desarticuladas”, que são compostas do alfabeto árabe e que juntas não têm nenhum significado conhecido no léxico árabe.  Seu significado só é conhecido por Deus.  Aparecem no início de vinte e nove suratas na recitação cada letra é pronunciada e não as palavras que formam. Por exemplo, o primeiro versículo da surata Bácara aparece como Alif-Lam-Mim, três letras do alfabeto árabe pronunciadas individualmente.

Uma pessoa não familiarizada com o Alcorão pode achá-lo um pouco difícil de ler, especialmente no início, mas se tiverem esses pontos em mente se acostumarão com ele e, de fato, mesmo que seja uma tradução verão que é verdadeiramente um livro profundo e incomparável.

leia o artigo original em: http://www.islamreligion.com/pt/articles/335/

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