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Maria, Ex-Católica, EUA (parte 1 de 2) Vida Pregressa
Descrição: Um sonho notável seria o gatilho para a crença de Maria em Deus e um sinal claro de como encontrá-Lo.
Por Maria
Publicado em 03 Feb 2014 - Última modificação em 03 Feb 2014
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Categoria: Artigos > Histórias de Novos Muçulmanos > Mulheres

Meu nome é Maryam al-Mahdayah - não nasci com esse nome, mas o escolhi quando me converti ao Islã (em 1992).  Meu nome de nascimento cristão é Maria (Mary em inglês e Maryam em árabe).  Gostaria de compartilhar com vocês minha história pessoal de conversão ao Islã, com a esperança de que essa história possa trazer uma melhor compreensão do Islã.

Minha história é organizada em diferentes períodos de vida:

· Crescendo como cristã (primeiros anos)

· Afastamento (adolescência)

· Busca pela verdade (meus vinte anos)

· A abertura (meus trinta anos)

· Voltando para casa (meus quarenta anos e para sempre)

Crescendo como cristã - Primeiros anos

Cresci em uma família de tradição católica.  Fui à escola fundamental católica, aprendi meu catolicismo, recebi minha Primeira Comunhão, meu nome católico (em homenagem a uma santa), fiz confissão, todos os passos importantes ao crescer como católica.  Tentei ao máximo ser boa e era (tinha muito medo de algum castigo terrível de Deus se não fosse). Ao longo desses anos desenvolvi um sentimento considerável de culpa (pelo que, não estava certa, mas sabia que era culpada de algo).  As freiras que me ensinavam pareciam ríspidas e eu não podia entender por que essas “noivas de Cristo” eram tão tensas e zangadas.  Nos verões viajava para o sul para visitar a família de minha mãe - meu avô foi ministro batista por um tempo e minha mãe cresceu na tradição batista.  (Como meu pai era católico ela teve que se converter ao catolicismo para se casar com ele).  Então, quando ia para o sul, ia à igreja e escola bíblica e cantava canções cristãs ao redor de um órgão antigo - minha tia tocava e minha prima e eu cantávamos com grande sentimento.  Foram bons tempos e essa parte de minha educação cristã foi a mais agradável e confortável.  E os anos passaram.  Passava o ano escolar em casa e os verões no sul.  Minha vida religiosa era uma vida dupla.  Olhando para trás, parece que a única coisa que as tradições católica e batista tinham em comum era uma base em Jesus (que a paz esteja sobre ele).  Além disso, eram dois mundos diferentes para mim.

Afastamento - Adolescência

Não tive uma infância fácil e os problemas familiares aumentaram em gravidade ao ponto em que, um dia, cheguei à conclusão de que não existia Deus (ou, pelo menos, se existia um Deus, Ele não estava do meu lado).  Lembro-me daquele dia, deitada em minha cama à noite, acordando para aquela realidade.  De repente senti um grande vácuo dentro de mim mesma, mas disse a mim mesma que se essa era a realidade, tinha que aceitá-la.  No meu nível de compreensão, aquela era minha realidade.  À medida que minha adolescência progredia, comecei a pesquisar.  Nessa época não me era mais exigido que fosse à igreja (em nossa família a prática religiosa deixou de existir por essa época) e decidi buscar eu mesma a verdade.  Lembro-me de ler sobre Jesus (que a paz esteja sobre ele).  Tinha um sentimento muito forte sobre ele e até me sentia conectada a ele de alguma forma.  Mas nunca pude aceitar sua maneira de morrer (como podia alguém tão especial e próximo de Deus morrer daquele jeito???).  Parecia uma tragédia indescritível.  E assim desenvolvi minha própria opinião e crença de que Jesus era de fato uma pessoa real que viveu nessa terra, muito especial com uma missão muito especial, mas, além disso, não sabia.  No final abri mão da ideia do Cristianismo completamente, por que muitas coisas não faziam sentido.

Busca pela verdade - Meus vinte anos

Quando entrei nos meus vinte anos senti uma enorme necessidade de encontrar a verdade, para acalmar a inquietação em meu coração e alma.  Fui apresentada ao Budismo e como parecia próximo ao que procurava (pelo menos havia uma lógica clara), aderi.  De muitas formas me ajudou a sentir melhor, mas para mim parecia estar faltando algo (o que, não sabia na época).  Com o passar dos anos me afastei do Budismo também.  Estava se tornando mais um fardo do que um conforto em minha vida.  Durante essa época viajei para o Egito a negócios, onde encontrei meu marido, que cresceu na tradição muçulmana.  Continuava envolvida com o Budismo e tentei convertê-lo.  Ele ouvia pacientemente e eu acreditava estar tendo sucesso, mas sei agora que ele nunca teria se convertido.

A abertura - Meus trinta anos

Então continuei, ficando cada vez mais desconfortável com a prática budista, voltei ao Egito para me casar, voltei para os EUA sozinha e, por fim, retornei ao Egito para viver com meu marido.  Estávamos juntos lá há um ano, um ano maravilhoso, curativo e inesquecível.  Agora estava com trinta e poucos anos.  Tinha acabado de chegar ao Egito para começar realmente a vida de casada, estressada ao máximo, sentindo que tinha chegado com meu último suspiro.  Tinha ficado separada de meu marido por mais de um ano (meu emprego me manteve nos EUA e outras preocupações o mantiveram no Egito).  Ficamos em contato todo esse tempo, mas era tão difícil e estressante que perdi muito peso.  Fui descrita como parecendo anoréxica.  Não estava ciente disso até que um dia aconteceu de me ver no espelho retrovisor de um táxi.  Vi meu pescoço, com os ossos aparecendo.  A princípio não percebi que era eu e quando percebi, foi um grande choque.  Olhei para mim mesma com novos olhos - minhas mãos eram ossudas - estava começando a parecer um esqueleto vivo.  Durante esse tempo meu marido conversava comigo - quieta e pacientemente - explicando não sobre o Islã, mas sobre crer em Deus.  Disse que não importava que religião eu escolhesse praticar, desde que acreditasse em Deus.  Argumentei muito com ele que não havia um Deus (e o Budismo apoiava essa crença) e ele explicava repetidamente que há um Deus e me dava os detalhes dos Seus sinais e qualidades.  Explicava como Deus estava comigo (através de Seu conhecimento, audição, visão e outros atributos) e conversava comigo sobre Deus a partir da perspectiva do Islã, enfatizando que eu não tinha que ser muçulmana - apenas acreditar em Deus.  Sendo uma pessoa teimosa, continuava a resistir externamente, mas internamente uma pequena janela de esperança começou a se abrir...

Meu marido pediu a um amigo para trazer alguns livros sobre o Islã para mim.  Fiquei surpresa, porque eu continuava “não interessada em ouvir a respeito de Deus” - às vezes de maneira enfática.  Então ele me deixou com os livros: uma tradução para o inglês do Alcorão e um livro sobre todas as facetas do Islã.  Meu interesse foi ligeiramente instigado, mas ignorei.  Coloquei os livros de lado e mais tarde fui para a cama.  Naquela noite, tive um sonho.  Nesse sonho estava em algum lugar cercada por gloriosa luz branca.  No fundo ouvia uma bela música que soava como recitação corânica.  Atrás de mim estava uma escada dourada em espiral.  Todas essas imagens estavam suspensas nessa maravilhosa luz branca.  Essa luz era mais brilhante que qualquer coisa que tivesse visto em minha vida acordada, mas o brilho não feria meus olhos.  Era pura, brancura celestial.  Então olhei para baixo e me conscientizei de que estava toda coberta em branco, na maneira islâmica; vestido e lenços brancos, belos e graciosos.  Todo o tempo continuei sentindo uma tremenda alegria saindo de mim e estava cheia dessa mesma luz branca.  À minha frente à esquerda estava uma criança, com 5 ou 6 anos de idade olhando para frente, de modo que eu não podia ver seu rosto.  Não sabia se era menino ou menina, mas sabia que era minha.  (Na época, era fisicamente incapaz de ter filhos).  Esse sonho teve um impacto profundo em mim.  Embora tenha sido há 7 anos, ainda lembro-me dele vividamente em detalhes.  Quando acordei, relatei esse sonho.  Sem saber seu significado, contei ao meu marido sobre ele porque estava muito vívido em minha mente e não fazia sentido para mim.  Nunca tinha tido esse tipo de sonho antes.  Quando terminei de contá-lo, meu marido disse: “Esse é o tipo de sonho que todo muçulmano deseja ter”.  Mas por que eu?  Não acreditava em Deus, negava Sua existência (apaixonadamente, às vezes) e não tinha interesse no Islã ou em me tornar muçulmana.  Explicou que Deus estava me informando algo nesse sonho e que eu tinha muita sorte.  Aquilo me surpreendeu.  (O interessante é que esse sonho não tinha qualidade de um sonho, mas de fato me deu a sensação de olhar para coisas que estavam por vir). Depois desse sonho, decidi abrir os livros sobre Islã e descobrir mais sobre essa religião.

http://www.islamreligion.com/pt/articles/1171/

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