Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940
Email: siteluzdoislam@gmail.com

Hierarquia dos Artigos
Início dos Artigos » Religião Comparada » Hinduísmo (parte 3 de 4): O status das mulheres no Hinduísmo
Tamanho da Fonte
Hinduísmo (parte 3 de 4): O status das mulheres no Hinduísmo
Descrição: Uma comparação dos direitos das mulheres no Hinduísmo e no Islã.
Por Aisha Stacey (© 2014 IslamReligion.com)
Publicado em 02 Jun 2014 - Última modificação em 02 Jun 2014
Visualizado: 370 (média diária: 5) - Classificação: nenhum ainda - Classificado por: 0
Impresso: 0 - Enviado por email: 0 - Comentado em: 0


Hinduism3.jpgO Hinduísmo[1] é a terceira maior religião no mundo, com mais de 950 milhões de adeptos.  Embora os hindus vivam predominantemente na Índia e Nepal, estão espalhados em todo o mundo.  Como discutimos nos dois artigos anteriores, em alguns aspectos o Hinduísmo e o Islã podem ser visto como polos opostos.  Duas das crenças mais básicas do Hinduísmo conflitam completamente com as crenças mais básicas do Islã.  No Islã a adoração é para o Deus Único. Os muçulmanos não adoram ídolos, estátuas ou representações de Deus.  Os hindus, por outro lado, adoram muitos deuses e divindades.

Os muçulmanos creem que cada um de nós tem uma vida, sobre a qual seremos julgados e recompensados ou punidos de acordo, enquanto que os hindus acreditam em reencarnação, o processo de renascimento e transmigração de almas.  Esses dois pontos foram cobertos no artigo dois. Nesse artigo falaremos sobre o status das mulheres no Hinduísmo e compararemos com os ensinamentos do Islã.

As mulheres na Índia sofrem uma ampla gama de injustiças sociais e o status das mulheres é geralmente discutido por todo o país.  Entretanto, é importante notar que mais de 80% dos indianos são hindus e a maioria dos comportamentos negativos em relação às mulheres pode ser atribuída às práticas hindus.  As mulheres indianas estão no topo das estatísticas mundiais em prostituição, assassinato e abuso de meninas, no número de mulheres vendidas como escravas, como vítimas da AIDS e por viverem abaixo da linha de pobreza.

O infanticídio, o assassinato de uma criança logo após o nascimento, tem sido predominante na Índia por séculos.  Relatou-se em 1834 que “em algumas aldeias não se encontrou nenhum bebê do sexo feminino e, em um total de trinta outras, havia 343 meninos para 54 meninas.” Cento e cinquenta anos depois, a matança de bebês do sexo feminino foi reduzida.  Em um artigo de 2007, a Reuters relatou um alto índice de feticídio feminino (a prática de abortar fetos do sexo feminino) na Índia.  De acordo com a UNICEF, “Um relatório de Bombaim em 1984 sobre abortos após a determinação do sexo pré-natal afirmava que 7.999 de 8.000 dos fetos abortados eram femininos.”

A Reuters também relata que “Em torno de 10 milhões de meninas foram mortas pelos pais nos últimos 20 anos. O infanticídio e o feticídio feminino, embora ilegais, continuam predominantes com a preferência de meninos em relação às meninas.” Uma pesquisa do governo de 2006 constatou que 45% das meninas se casavam antes da idade legal de 18 anos.  O índice de alfabetização de mulheres adultas em 2004 era de 47,8%, comparado om o índice de homens adultos de 73,4%.  O que há no Hinduísmo que permite essa discriminação gritante contra todo um gênero?

Alguns argumentam que as escrituras hindus permitem essas práticas.  Uma obsessão com filhos deriva do período de Atharva Veda, quando foi escrito “Deixe que a criança do sexo feminino nasça em outro lugar. Que aqui nasça um filho”. Entretanto, os hindus acreditam que toda vida é sagrada, para ser amada e reverenciada e, portanto, praticam ahimsa ou não violência.  Embora isso pareça não fazer muito sentido, na verdade faz, já que o Hinduísmo é uma mistura de práticas religiosas e culturais.  A religião hindu requer que sejam conduzidos rituais em honra às mulheres e, ao mesmo tempo, é negado às mulheres qualquer forma de últimos direitos na morte ou uma partilha justa na herança familiar.  Em uma carta a um jornal indiano em 2002, uma mulher tentou explicar o aumento nos feticídios.

Na Índia casar uma filha é muito caro e os meninos trazem para casa uma noiva e um dote. As leis hindus também requerem que somente um FILHO possa acender a pira funerária da mãe e do pai. Todos nós sabemos que é muito caro casar uma menina, enquanto que o casamento de um filho recupera tudo que foi gasto com ele desde o nascimento. Isso é um fato e a menos que isso seja abordado, o feticídio feminino não poderá ser detido.

Meninos são desejados enquanto que as meninas são desprezadas. Na Península Árabe antes do advento do profeta Muhammad, que Deus o exalte, e o Islã, as meninas eram enterradas vivas.  Era uma prática ignorante e o profeta Muhammad afirmou de forma inequívoca que as meninas eram uma bênção e que educá-las para serem crentes virtuosas é uma fonte de grande recompensa.  No Alcorão, Deus declara que aqueles que desprezam suas filhas são maus.

“Quando a algum deles é anunciado o nascimento de uma filha, o seu semblante se entristece e fica angustiado. Se oculta do seu povo, pela má notícia que lhe foi anunciada: deixá-la-á viver, envergonhado, ou a enterrará viva? Quem péssimo é o que julgam!” (Alcorão 16:58-59)

As tradições do profeta Muhammad mostram muito claramente que educar meninas é uma fonte de prazer tanto nessa vida quanto na vida futura.  Sua amada esposa Aisha relata histórias que demonstram o desejo por meninas.

Uma mulher, junto com suas duas filhas, veio até mim pedir caridade, mas eu não tinha nada exceto uma tâmara, que dei a ela. Ela dividiu a tâmara entre suas duas filhas, não comeu nada, levantou e saiu. Então o profeta entrou e o informei sobre essa história. Ele disse: “Quem educa filhas e as trata generosamente (com benevolência), então essas filhas lhes servirão como um escudo contra o Inferno.” [2]

“Quando uma criança nascia, Aisha não perguntava se era menino ou menina. Ao invés disso, perguntava: “A criança é saudável (e sem deficiência)?” Se a resposta fosse “sim”, ela dizia Todos os louvores são para Deus, o Senhor de todos os Mundos.”

Um mal social comum entre os hindus é a prática da família da noiva pagar o dote à família do marido.  Embora essa prática tenha sido banida em 1961, continua difundida.

O Islã reconhece as dificuldades causadas pelos dotes e, portanto, não tem esse costume ou requisito.  Ao invés disso, o Islã tem o que é conhecido como o mahr.  É um presente em dinheiro, bens ou propriedade feito pelo marido à esposa, que se torna propriedade exclusiva dela.  É uma admissão da independência dela e tem a intenção de mostrar a aceitação e disposição do marido de ser responsável por todas as despesas necessárias de sua esposa.

Como se pode ver dos dois exemplos, o status das mulheres no Islã é muito diferente do status das mulheres no Hinduísmo.  Enquanto uma religião, o Hinduísmo, alega honrar as mulheres, fica a critério do governo secular indiano faz leis proibindo o tratamento atroz que o Hinduísmo permite.  Por outro lado, o respeito às mulheres está consagrado na lei islâmica. 

http://www.islamreligion.com/pt/articles/4458/

Navegação de Artigos:
<< Artigo Anterior || Próximo Artigo >>

Compartilhar esse Artigo:
Url
BBCode
HTML

Centro Islâmico de Taubaté © 2009-2018, todos os direitos reservados.
Rua Benedito Silveira Moraes, 221, Bairro Jardim do Sol - Taubaté - SP. CEP: 12070-290. Fones: (12) 3624-8602 / 3411-1940.
E-mail:
siteluzdoislam@gmail.com

2,885,393 visitas únicas

site desenvolvido por www.wsdbrasil.com.br

Powered by PHP-Fusion copyright © 2002 - 2018 by Nick Jones. Released as free software without warranties under GNU Affero GPL v3