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Ritos funerários no Islã (parte 3 de 3)
Descrição: O que acontece depois do sepultamento e como as práticas islâmicas se comparam com as de outras religiões.
Por Aisha Stacey (© 2014 IslamReligion.com)
Publicado em 22 Dec 2014 - Última modificação em 22 Dec 2014
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Categoria: Artigos > Crenças do Islã > Os Seis Pilares da Fé e Outras Crenças Islâmicas

Uma das práticas prevalentes antes do Islã era a lamentação excessiva pelo morto.  Isso foi denunciado pelo Islã e é estritamente proibido.  O profeta Muhammad, que Deus o exalte, deixou muito claro quando disse aos seus companheiros e, portanto, aos crentes até o fim dos tempos: "O morto sofre quando alguém se lamenta em voz alta".[1] Nenhuma lamentação pode mudar a situação ou trazer o morto de volta à vida e, portanto, o Islã insiste que a morte deve ser tratada com dignidade e aceitação do decreto de Deus.

Luto

Uma mulher pode ficar de luto pela morte de um ente querido por três dias.  Esse período é considerado longo o suficiente para uma pessoa ficar imersa em si mesma em luto e tristeza.  O Islã enfatiza que a morte não é o fim de uma pessoa. Ao contrário, é o início de uma jornada, de uma parada transitória para uma vida eterna.  A única exceção a esse período é para a morte do marido.

É proibido para uma mulher que acredita em Deus e no Último Dia ficar de luto por uma pessoa por mais de três noites, exceto pelo marido dela.[2]

Uma esposa deve observar um período de luto, conhecido no Islã como iddah, de quatro meses e dez dias pelo marido morto.  Esse período é considerado uma extensão do casamento e ela não tem permissão para receber quaisquer propostas de casamento durante esse tempo.  Esse período é prescrito para as viúvas para que fiquem de luto pela morte de seus maridos, cumpram quaisquer obrigações exigidas e para verificar se a viúva está grávida.  Se a gravidez for confirmada, então o período de luto é estendido até o parto.

Condolências

Oferecer condolências aos parentes e amigos do morto é um ato importante de gentileza.  Não está limitado aos três dias e pode ser estendido pelo tempo que for necessário.  Oferecer condolências significa compartilhar do sofrimento e ajudar a aliviar os sentimentos de tristeza e infortúnio. Entretanto, também significa lembrar gentilmente ao enlutado para ser paciente e aceitar a vontade de Deus.  As palavras devem ser escolhidas com cuidado e oferecidas com simpatia.  Entre as ações recomendadas no momento de oferecer condolências estão sair relativamente rápido, a menos que a família precise e peça ajuda e preparar comida para a família enlutada.

Até agora aprendemos bastante sobre a atitude do Islã em relação aos mortos, à morte e a funerais.  O tema geral abrange submissão completa a vontade de Deus, ser paciente em face de adversidade e a simplicidade que envolve uma ausência de rituais e procedimentos mundanos.  Os procedimentos básicos de lavagem, envolver em uma manta, fazer orações e o sepultamento são exatamente os mesmos para todo crente, seja rico, pobre, negro, branco, rei, plebeu, jovem ou idoso.  Agora daremos uma breve olhada nos ritos funerários de outras religiões para enfatizar ainda mais os ritos descomplicados inerentes no Islã.

A cremação, uma prática proibida no Islã, é praticada em muitas partes do mundo e em muitas religiões.  No Hinduísmo a cremação é o modo principal para dispor do corpo.  Tirada da crença de que a alma não pode entrar em um novo corpo até que seu corpo anterior tenha desaparecido totalmente, a cremação é considerada a maneira mais rápida de dispor do corpo eficientemente.  Os ritos funerários conhecidos como antiesti são sacramentos importantes na sociedade hindu.  Embora textos extensos desses ritos estejam disponíveis, há muita inconsistência na teoria e prática e os procedimentos diferem dependendo do local, casta, grupo social e status do morto.

No Sikhismo o método preferido de disposição do corpo é a cremação e as cinzas são submersas no rio mais próximo.  No Japão estima-se que 99,81%[3] de todas as pessoas mortas sejam cremadas, a maioria delas após uma cerimônia budista.  Entretanto, antes do século 20 a maioria dos corpos no Japão era enterrada e a cremação era limitada aos ricos.

Em um funeral budista é realizado um velório antes do sepultamento. Isso envolve orações especiais e que os convidados deem dinheiro de condolências, recebendo em troca presentes de despedida com base no valor da contribuição de condolências.  Depois da cremação os convidados pegam os ossos do morto de entre as cinzas usando pauzinhos e os transferem, primeiro, para uma urna com pés.  Em alguns casos as cinzas do morto são divididas em mais de uma urna para transportá-las para locais diferentes e, dependendo do costume local, a urna pode ficar na casa do morto por um número específico de dias antes de ser transportada para o túmulo.

Algumas cerimônias fúnebres africanas são puramente animistas e sem qualquer conjunto de rituais.  Geralmente as mulheres se lamentam em voz alta e, às vezes, entram em um frenesi incentivado pelo uso do álcool.  O serviço fúnebre pode durar até uma semana.

Os funerais e costumes fúnebres chineses são determinados pela idade do morto, a causa da morte, o estado civil, status e posição do morto na sociedade.  Acredita-se que arranjos inadequados tragam desgraça e desastre para a família do morto.  Uma cerimônia fúnebre budista chinesa tradicionalmente dura 49 dias, mas se dinheiro for um problema, esse período pode ser encurtado para 3 dias.  É costume que as filhas do morto paguem pelas despesas do funeral.

A religião zoroástrica proíbe estritamente o sepultamento de corpos na terra, a cremação e a disposição em quaisquer tipos de cursos d’agua.   De acordo com injunções religiosas, são construídas Torres de Silêncio (estruturas circulares elevadas para a exposição do morto) com a perspectiva de que possam durar por séculos sem a possibilidade de corpos em decomposição poluírem a terra ou contaminarem quaisquer seres vivos.   O morto é carregado para a Torre de Silêncio em um catafalco de ferro por carregadores oficiais, seguido em procissão pelos enlutados vestidos em robes brancos, caminhando em pares e de mãos dadas segurando um lenço branco.

Quando estiver na torre o corpo deve ser exposto e deixado sem roupas, para que as aves de rapina sejam capazes de devorar o corpo completamente.  Hoje em dia, em grandes cidades como Mumbai existem grandes preocupações sobre as condições sanitárias nas Torres de Silêncio, devido ao fato de que as aves de rapina[4] não existem mais em números grandes o suficiente para dispor dos vários corpos deixados em decomposição.

A morte é um momento muito doloroso e emotivo, tanto para os que estão morrendo quanto para os entes queridos deixados para trás.  A simplicidade dos rituais do Islã enchem os crentes de esperança.  Esperança na vida eterna cercada pelos entes queridos e esperança no perdão, misericórdia e justiça de Deus.  

http://www.islamreligion.com/pt/articles/4979/

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