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A Verdade
A VERDADE

O Conselho de Ser Verdadeiro
Shaikh Mohamad Al Ghazali
Tradução: Prof.Samir El Hayek

Deus criou o universo todo com base no amor, e exigiu das pessoas que elas edificassem suas vidas sobre os alicerces da verdade, de fazerem da verdade e da honestidade a prática de suas vidas, usando tão somente da verdade nas suas conversas e entendimentos.
Quando um povo perde este sentido claro de vista, e as histórias falsas, as superstições e crenças absurdas passam a governar seus ser, idéias e pensamentos, então surge neles a insensibilidade e a aspereza, eles se afastam do caminho correto, e abandonam completamente as realidades cuja adoção era necessária.
Por esta razão, o pilar forte e sólido do caráter muçulmano e a honestidade. E dever dele se aliar à verdade em todos os assuntos e de examinar todas as coisas através das lentes da verdade. Mantê-la diante de si em todas as decisões será a manifestação mais clara do seu modo e temperamento de proceder. Da mesma forma, o edifício da sociedade no Islam e também alicerçado neste mesmo alicerce, e de que se deve combater as meras conjecturas e superstições, expulsar as coisas vãs e as histórias de fantasia, não se devendo estimular nem dúvidas nem apreensões, porque só as realidades fortes e sólidas merecem ser manifestadas; elas devem deixar sua marca sobre a sociedade, e a elas deve se recorrer para o fortalecimento dos diversos relacionamentos.
O Mensageiro de Deus disse:
“Afastai-vos dos maus pensamentos, por que os maus pensamentos são a maior falsidade.” (Bukhári)
Outra tradição diz:
“Deixai de lado as coisas duvidosas, segui aqueles assuntos em que não haja dúvidas, pois a verdade e o meio da satisfação e a falsidade e a causa das dúvidas e das apreensões.” (Tirmizi)
O Alcorão enunciou a condenação das comunidades que se norteam por conjecturas e superstições que lhes permearam as mentes de absurdos e puseram em jogo o presente e o futuro delas, com o suporte de histórias falsas, e apostando na corrupção e na ruptura.
“Não seguem senão as suas próprias conjecturas e as luxúrias de suas almas, não obstante ter-lhes chegado a Orientação do seu Senhor.” (53ª:23)
“Embora carecem de todo conhecimento a esse respeito. Não fazem senão segir conjecturas; sendo que a conjectura jamais prevaleceu, em nada, sobre a Verdade.” (53ª:28)
Uma vez que o Islam respeita a verdade vigorosamente, ele repele os mentirosos rispidamente. Ele os admoesta severamente. Aicha narrou:
“O Mensageiro de Deus não detestava coisa alguma mais do que à falsidade. Se ele fosse informado de que determinada pessoa havia mentido, ele arrancava todo o respeito e dignidade que pudesse sentir em seu coração por aquele homem, até que viesse a ser informado de que ele havia se arrependido.” (Ahmad)
Outra narrativa dela afirma:
“Para o Mensageiro de Deus, a falsidade era o pior hábito que uma pessoa poderia ter. Se alguém contasse uma mentira diante dele, a lembrança daquele indivíduo o perturbava sempre enquanto não viesse a saber que ele havia se arrependido.” (Ibn Hibban)
Essa atitude do Profeta não deveria nos surpreender. Ela era a prática dos nossos antepassados. Suas relações se formulava com base na probidade e no bom caráter moral. Eles se conheciam uns aos outros. Se algum possuisse qualquer nódoa de caráter, e se pudesse ser isolado em razão dos seus delitos, então sua situação naquela comunidade ficava igual à de alguém que sofresse de uma sarna infecciosa no meio de pessoas sadias, e lhe consideravam desmerecedor de qualquer respeito até que ele se redimisse daquele defeito.
A característica que distinguiu a sociedade muçulmana no seu primeiro período foi a verdade, a disciplina, a tolerância e a cautela no falar. A falsidade, o rompimento de promessas, o falso testemunho e outras baixezas são sinais de desintegração ou de rompimento da relação com a religião. Ou se é possível dizer-se que tivessem qualquer relação religiosa, esta então seria chamada de transação religiosa dos falsos acusadores, dos enganadores e embusteiros, ou a religiosidade dos mentirosos e dos homens sem palavra.

A Falsidade é uma Grande Maldição
A falsidade é um mal de tal ordem que põe a mostra a corrupção e a maldade internas do mentiroso; e este nome se dá a toda ação delituosa que só serve para espalhar o mal, a tal ponto que mesmo sem necessidades prementes ou tendências impetuosas, leva as pessoas a cometerem pecados.
Algumas tentações são tão profundas que o homem se envolve nelas completamente. Elas são como doenças que exigem um tratamento prolongado; elas são como o medo e a covardia, que sempre obstam o progresso do covarde e do homem amedrontado, ou como a ganância que torna o homem mesquinho e avarento.
Quando algumas pessoas se juntam ao jihad para acompanhar os soldados, elas vem trémulas. Ou algumas outras pessoas, que ficam aterradas ao calcular o valor que têm que pagar a título de zakat. Qual a comparação entre essas naturezas covardes e miseráveis com aquelas naturezas valentes e generosas que enfrentam a morte rindo ou que gastam as suas fortunas pela causa de Deus espontaneamente e com boa vontade!
Aqui poderemos ainda encontrar justificativas para tais pessoas na
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