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Ser Fiel
SER FIEL À PALAVRA.


Cumprir o Prometido é Parte Essencial da Conduta do Muçulmano
Shaikh Mohamad Al Ghazali
Tradução: prof. Samir El Hayek

Quando um muçulmano empreende alguma coisa, ele deve respeitar o empreendimento. Quando ele toma parte em algum contrato, ele deve honrar seu compromisso até o final. Essa e uma condição da fé, de que o homem, ao se propôr algum objetivo, faça-o com intenção de levá-lo até a conclusão dele, como a água, que corre pelas vertentes até encontrar o nível do mar. Ele deve ser conhecido entre a gente como um homem fiel à sua palavra, que não deixa existir dúvidas ou temores nas transações de que participa, sendo alguém que não rompe um trato.
O cumprimento das promessas e necessário. Assim como quando se faz um juramento, e esse tem de ser redimido. Mas, tal fidelidade à palavra e exigido quando a transação e legítima e verdadeira, não tendo algum valor o cumprimento de promessas em relação a algo pecaminoso e que seja em desobediência a Deus, como as juras também não tem valor no pecado.
O Mensageiro de Deus disse: “Se alguém fez um juramento, mas viu um aspecto mais benéfico em outra coisa, ele pode romper o juramento mediante uma compensação (indenização) e deve fazer aquilo que for melhor e mais benéfico.” (Musslim)
Não é correto um homem insistir em resgatar um juramento. Será melhor nesse caso rompê-lo. Em certa tradição está dito:
“E pecaminoso um homem dentre vós procurar a sua esposa sem ter resgatado um juramento, sendo diferente quando ele tenha se redimido de algum compromisso (indenizado) conforme havia sido estabelecido no caso do rompimento de um juramento.” (Bukhári)
Por esse motivo, nenhuma promessa ou pacto é correto e válido a não ser que seja feito em assuntos idôneos. Quando um homem tiver se comprometido a fazer determinada ação benéfica, ele deve fazer todo o possível de conclui-la enquanto ela lhe parecer boa. E ele deve muito bem saber que deve se ater sempre a conversa sadia, à fé e à crença Não há lugar para o rompimento de promessas, dúvidas e vacilações.
Anas ibn Malik diz que seu tio Anas ibn Nadar não pôde tomar parte na batalha de Badr, e disse ao Profeta: “Ó Mensageiro de Deus! Na primeira batalha que você travou com os politeístas eu não pude tomar parte. Mas se Deus me conservar junto do Profeta, então verão de fato de que sou capaz na segunda batalha contra os politeístas.”
Quando na batalha de Uhud, os combates estavam encarniçados e os muçulmanos estavam recuando, ele suplicou a Deus: “Ó Deus! Imploro perdão pelos erros que eles cometeram, e me declaro inocente das transgressões dos politeístas.” E dito isso, penetrou fundo no foco da batalha. No caminho encontrou-se com Sa‘ad ibn Mo‘az a quem disse: “Ó Sa‘ad ibn Mo‘az! Pelo Deus de Nadar, siga para o Paraíso. Eu sinto o perfume dele no vale de Uhud.” Sa‘ad disse: “Ó Mensageiro de Deus! O amor do martírio que ele mostrou não pode ser descrito. E então avançou.”
Anas conta que encontramos mais de oitenta feridas em seu corpo causadas por espadas, pontas de lança e flechas. Os politeístas haviam desfigurado seu corpo e foi difícil identificá-lo. Só com grande dificuldade que sua irmão identificou por uma verruga que ele tinha nos dedos.
Anas diz que acha que os versículos que seguem tenham sido revelados a respeito de pessoas como ele senão dele mesmo:
“Entre os crentes, há homens que cumpriram o que haviam prometido, quando da sua comunhão com Deus; há-os que o consumaram (ao extremo), e outros que esperam, ainda, sem violarem a sua comunhão, no mínimo que seja.” (33ª:23).

Memória e Determinação - essenciais para o Cumprimento de Promessas
O cumprimento de promessas depende de dois fatores. Possuindo ambas essas coisas, o cumprimento de promessas será fácil. Deus exigia de Adão que este prometesse não se aproximar da árvore proibida, mas Adão esqueceu logo sua promessa. E assim, se tornou presa da fraqueza e rompeu a promessa:
“Havíamos firmado o pacto com Adão, porém, ele esqueceu-se dele; enão vimos nele nenhuma firme resolução.” (20ª:115).
Isso mostra que a deficiência de memória e a fraqueza de determinação são dois obstáculos que se opõe no caminho do cumprimento do dever. E isto é de se estranhar, de que o homem, estando freqüentemente assolado pelas privações dos tempos, por diversas dificuldades e pressionado por diferentes problemas, seja capaz de esquecer as realidades claras e abertas. Para ele as imagens claras aparecem fora de foco, e as realidades que são tão resplandecentes quanto a luz do sol, parecem desaparecer das suas vistas.
Nessas condições, a necessidade de um lembrete torna-se premente, para superar a negligência e o esquecimento, e para conservar essa coisa importante diante dos olhos dos homens. Existem diversos versículos do Alcorão que foram revelados para resguardar a memória:
“Segui o que vos foi revelado por vosso Senhor e não sigais outros protetores em lugar d‘Ele. Quão pouco meditais!” (7ª:3).
“E eis aqui a senda reta do teu Senhor. Já elucidamos as leis para aqueles que meditam“ (6ª:126).
“Ó filhos de Adão, enviamos-vos vestimentas, tanto para dissimulardes vossas vergonhas, como para o vosso aparato; porém,
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