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A Sinceridade
A SINCERIDADE

Os Atos do Homem Dependem da Sua Intenção
Shaikh Mohamad Al Ghazali
Tradução: Prof. Samir El Hayek

Os motivos e fatores que levam um homem a fazer um determinado trabalho melhor (que a outro), de se esforçar bastante e suportar todas as provações e atribulações, e o induzem a sacrificar seus bens e a própria vida por alguma coisa, são muitos e diferentes.
Um motivo é o que se manifesta no interesse e envolvimento que ele dedica ao trabalho, mas ainda há uma outra motivação que permanece oculta no recôndito mais íntimo do coração e que não pode ser discriminado a partir do exterior.
Muitas vezes o homem que pratica o ato, não reconhece (essa motivação) apesar de ser influenciado por esta, e estar contido nela o segredo da aceitação ou não de uma coisa por ele.
A natureza normal do homem decide quais são as regras gerais de tratamento em certos casos. Podemos facilmente deduzir quais as motivações de uma dada pessoa agir de determinado modo, observando-a enquanto trabalha. Há de ver-se essa pessoa ou muito envolvida com amor próprio e auto-preservação, ou perturbado pela ganância de mais riqueza, ou sofrendo até insônia por sentimentos de orgulho e demasiada importância de si mesmo, ou sendo incitado pela hipocrisia ou pelo desejo de fama, no prosseguimento do seu empenho.
Escutem o que as pessoas falam. Analise as suas atividades diárias. Ao centro do que dizem e fazem, não se perceberão senão as emoções de alegria ou de ódio, de orgulho e vaidade.
O Islam julga os atos e ações, decidindo sobre a importância destes com base nas suas intenções, e nas emoções e sensações que estiverem por trás deles. Para o Islam, o valor de um ato depende da natureza da motivação que estimulou o seu cometimento.
Às vezes um homem faz doações e presentes caríssimos, para que tais bons atos atraiam as atenções sobre ele e sua generosidade seja comentada, já outras vezes, seu propósito ao dar presentes valiosos é o de recompensar a pessoa que o tratou de maneira elogiável ou lhe prestou bons serviços ou favores.
Ambos esses atos são de caridade e generosidade, que foram guiados, como o definem os psicólogos, pela consciência do homem, quer tenha sido direta quer indiretamente. Mas o Islam não reconhece o valor da caridade feita de modo hipócrita ou com a intenção de adquirir fama, mas somente se ela é praticada com o propósito de agradar a Deus.
“Certamente vos alimentamos por amor a Deus; não vos exigimos recompensa, nem gratidão“ (76ª:9)
“(Aquele) que aplica os seus bens, com o fito de purificá-los, e não faz favores a ninguém com o fito de ser recompensado, senão com o intuito de ver o Rosto de seu Senhor, o Altíssimo; e logo alcançará (completa) satisfação“ (92ª:18-21)
Para corrigir as tendências do coração e mantê-lo afastado de desejos superficiais, assim falou o Profeta:
“Os atos dependem das intenções. Um homem sempre receberá aquilo que ele pretendia conseguir. Assim, o homem que emigrar em nome de Deus e do Seu Mensageiro, sua emigração será por Deus e pelo Seu Mensageiro. Mas se alguém emigrar com a intenção de conquistar o mundo ou para se casar com determinada mulher, então sua emigração será contada pelo propósito que o fez deixar sua casa.” (Bukhári)
A distância entre Makka e Madina é percorrida por milhares de viajantes, por motivos diferentes, mas o propósito de alcançar a supremacia da religião e para manter-se vivo e o que distingue um refugiado (Muhajir) de um viajante comum, apesar dos atos de ambos serem iguais.
O homem que deixou Makka para ir a Madina para salvar sua religião dos diversos perigos, e para que pudesse instituir um novo governo em uma nova cidade, a ele chamou-se de Muhajir (refugiado), mas àquele que viajou por qualquer outra razão, não tem nenhuma ligação com o hijrat (migração).

A Pureza do Propósito é Importante
A probidade da intenção e sua sinceridade são as duas coisas que enaltecem o ato terreno de um homem, transformando-o numa oração digna de ser atendida.
Mas se a intenção contiver uma perversão e houver corrupção no coração, o homem, a despeito das suas orações, será rebaixado. Pois ele estará cometendo pecados, e apesar de se esforçar, mostrar interesse, na realização do culto, está fadado ao fracasso e à perda.
Mas inversamente a isso, não raro o homem constrói palácios altos e elevados, constrói edifícios amplos e espaçosos, planta belíssimos pomares cheios de frutas, e começa a viver em tal Paraíso, e é chamado de rei. Mas como esses esforços e empenho de construir tais palácios altos e elevados etc., estava o propósito de beneficiar a humanidade, então por esses atos eles receberá recompensa infindável (sawab).
O Mensageiro de Deus disse:
“Qualquer um que, sem sujeitar a outra pessoa à crueldade ou à agressão, construir um edifício magnífico, ou plantar mudas sem fazê-lo com crueldade e rancor, receberá recompensa por tais coisas enquanto as criaturas de Deus estiverem sendo beneficiadas por elas.” (Ahmad)
Outra tradição, também afirma: “Se um muçulmano planta um pomar ou ara um pedaço de terra, e se um pássaro ou um homem se alimentar (com o fruto) dali, então ele receberá uma virtude (neki) por este.” (Musslim)
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