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A Fé - Força Revolucionária
A Fé é Uma Força Revolucionária
Shaikh Mohamad Al Ghazali
Tradução: Prof. Samir El Hayek


A fé firme e sólida e uma fonte inesgotável de forças para a perseguição dos objetivos desejados, e obtenção da necessária coragem e paciência para suportar (e superar) as adversidades e enfrentar os perigos. Ela gera no homem uma tal sensação de inquietude e profunda ligação com o seu ideal, que, se ele não for capaz de atingir o objetivo almejado, ele não hesita em partilhar do cálice da morte.
Quando a fé encontra um lugar no coração de um homem e nele estabelece raízes profundas, só produz os resultados que vamos descrever.
Ela enche o coração e a mente do homem com tal energia e força que esses passam a reger e influenciar todas as suas atividades. Assim sendo, quando ele abre a boca, ele fala com convicção e certeza. Quando ele empreende um trabalho, ele o realiza com um interesse e sinceridade totais.
Quando ele empreende uma viagem, tem somente o destino diante dos olhos. Se ele desfruta da riqueza do raciocínio correto e firme, a alma do seu coração também é habitada pelo entusiasmo e pela coragem incansável. A hesitação e a ambivalência não encontram lugar no seu ser, e nem os ventos mais possantes o demovem do seu caminho em direção à sua meta. Não será de surpreender se ele disser a todos, como o fez certo poeta Urdu:
“Venha ó tirano! mediremos as nossas artes,
Você à tua flecha, e eu ao meu fígado (coragem).”
E é bem possível até que ele desafie as pessoas ao seu redor, dizendo:
“Agi a vosso gosto! Eu também farei (o mesmo)! Logo sabereis a quem açoitará um castigo que o aviltará, fazendo com que tenha um tormento permanente“ (39ª:39-40)
Essa tônica desafiadora, esse espírito independente de ação e feitos, esta autoconfiança em compreender a verdade e a tradição, são as qualidades que o tornam em uma personalidade distinta (das outras) na vida. Ele trata com as pessoas sob a luz dos fatos que vê e através da vivência. Se ele conclui que as pessoas estão procedendo de acordo com a realidade e a verdade, ele lhes oferece a mão da cooperação; e se as encontra cometendo erros, se retrai, e deixa sua consciência limpa e desperta.
“O Mensageiro de Deus disse: ‘Cada um de vós deve desistir de acompanhar a todos os viajantes. Nenhum deve dizer que está com o povo, e de que se este povo praticasse o bem ele também o praticaria; e de que se este povo praticasse o mal ele cooperaria com ele. Deveis preparar-vos para cooperar com as pessoas que praticam boas ações e manter-vos afastados daquelas que praticam o mal.” (Tirmizi)
Mas aquele que é fraco, se vê levado e escravizado pelos costumes e hábitos do seu tempo. e é pela conduta de tais homens que se regula o procedimento corrente da sociedade. Se tais costumes e hábitos são equívocos e destrutivos, ele então carrega os problemas tanto deste mundo como carregará também os do outro.
Entre os povos, tornou-se comum introduzir todo tipo de inovações nas ocasiões de celebração ou de luto. Eles dão mais atenção ao desempenho dessas inovações do que às realidades da religião.
Mas o muçulmano correto não se interessa por tais coisas se elas não estiverem apoiadas em ditames da religião. Ele enfrenta a oposição e experimenta as dificuldades de se opor aos rituais populares e costumeiros, mas e óbvio que ele não precisa se preocupar em ser condenado por alguém quanto à sua obediência à religião de Deus. É ele quem tem de almejar o seu ideal. Nenhuma critica nem censura, nem as infâmias da língua, serão capazes de o desviar do seu caminho.
A falsidade que as vezes consegue êxito, e conseqüentemente manejada por indivíduos poderosos. E estes se propõem a destruir posições e categorias. Mas isto também não poderá durar muito tempo sem a ajuda e apoio dos seus aliados, porque muitos daqueles que o são hoje, eles próprios vindo a ser iludidos pela falsidade, amanhã passarão a apoiar dos que eram até então seus inimigos; pois terão oportunidade de constatar os objetivos e as metas destes e a firmeza do caráter com que os perseguem, e transformarão a hostilidade e o despeito em forças de apoio.
Ibn Abbás narrou que o Mensageiro de Deus disse:
“Aquele que desagradou a Deus por querer agradar as pessoas, e Deus desaprova dele e também as pessoas desaprovam dele por ter tentado agradar a Deus apesar de desagradar as pessoas, Deus aprova dele como também o fazem as pessoas que ele desagradou para poder agradar a Deus, tanto que Deus o tornou mais bem sucedido e fez com que suas palavras e atos fossem vistos pelos outros como sendo belos.” (Tabarani)
O muçulmano, para ser verdadeiro, deve ser fiel àquilo em que acredita, ser capaz de ignorar todos os insultos, deboches e dificuldades que lhe são lançados no caminho. Ele deve proceder de maneira a praticar sempre aquilo que seja digno de recompensa (sawab) de Deus. E se aqueles que acreditam em superstições e outras coisas absurdas, zombarem e rirem das pessoas fieis, então é necessário que o muçulmano seja forte e se mantenha firme nas suas sólidas convicções.
“E quando te vêem, escarnecem-te, dizendo: É este que Deus enviou por Mensageiro? Ele esteve a ponto de desviar-nos dos nossos deuses, e assim aconteceria, se não tivéssemos sido constantes com eles! Porém, logo saberão, quando virem o castigo, mormente quem
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