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A Tolerância e o Perdão
A TOLERÂNCIA E O PERDÃO
Shaikh Mohamad Al Ghazali
Tradução: Prof. Samir El Hayek


As pessoas reagem de modo diferente às motivações e ocasiões que geram sentimentos de tristeza e de dor. Algumas pessoas são provocadas por coisas comuns, e se tornam alheias as demais coisas e acabam por precipitar-se a agir com insensatez. Mas há também aquelas pessoas que apesar de enfrentarem todo tipo de privações e adversidades, não se esquecem de proceder com seriedade, sabedoria, tolerância e boas maneiras.
É verdade que a natureza primitiva do homem e seu temperamento natural terem um papel preponderante na formação da sua personalidade como pessoa de temperamento esquentado ou bondosa, séria ou precipitada, correta ou mesquinha. Mas existe uma profunda relação entre a autoconfiança de um homem e seu comportamento solene para com os outros, e em perdoar os erros alheios. Na realidade, quanto mais bem-educado e perfeito um homem é, seu coração será grande na mesma proporção, e amplo o alcance da sua tolerância e indulgência. Ele sempre tentará encontrar justificativas atenuantes para os erros dos outros e aceitará as desculpas deles sempre que lhe forem pedidas. Se alguém calhar de com a intenção de o caluniar, ele encarará tal pessoa como um filosofo encara crianças jogando bolas de gude na rua e o ignorara.
Já vimos que a ira leva o homem à loucura. Um homem se desgraça diante de si mesmo, quando sente que foi submetido a alguma grande humilhação, e sente que tal mancha não pode ser redimida se não se verter sangue.
Pode um homem de elevada caráter moral dar um passo assim só porque teve que sofrer tristeza e dor? Jamais. Aqueles que infligem insultos aos outros habitualmente se desgraçam diante de si mesmos muito antes de insultar alguém.
É isto que entendemos da tolerância e indulgência demonstrada por Hud. Ele conclamou sua nação a aceitar a crença na unicidade de Deus. Sua nação reagiu a ele com abusos, maldições e acusações às quais ele tolerou calmamente. O povo de sua nação declarou:
“Porém, os chefes incrédulos, dentre seu povo, disseram: Certamente, vemos-te em insensatez e achamos que és mentiroso. Respondeu-lhes: Ó povo meu, não há insensatez em mim, e sou o mensageiro do Senhor do Universo. Comunico-vos as mensagens do meu Senhor e sou vosso fiel conselheiro.” (7ª:66-68)
Os abusos e as maldições da nação de Hud não o provocaram, porque havia uma grande diferença entre os dois grupos. De um lado havia Deus que escolhera Seu Mensageiro. Este era um representante da bondade e da correção. Do outro lado, estavam as pessoas imbuídas pela ignorância e insensatez, que competiam entre si na adoração de pedras. Devido à insensatez delas, pensavam que as pedras eram donas do seu destino. Como pode um grande mestre ficar desanimado pelo mau comportamento de tal rebanho?
Como o Mensageiro de Deus imbuiu as virtudes da tolerância e da indulgência aos companheiros dele pode ser entendido da seguinte tradição, que mostra a insensatez de um árabe e o amor e serenidade do Profeta.
Relata-se que um certo beduíno foi a presença do Profeta para pedir algo a ele, e o Profeta lhe deu qualquer coisa, e perguntou : “Trate-te bem?” O beduíno respondeu: “Não, você não me tratou bem.” Ao ouvirem isso, os muçulmanos se zangaram e avançaram sobre ele. O Profeta fez-lhes um sinal para pararem. Então, levantou-se e foi até a casa dele, e dali deu-lhe mais alguma coisa de presente, e novamente perguntou : “Tratei-te bem?” Ele respondeu: “Sim, que Deus te conceda prosperidade e à tua família.” O Profeta disse a ele: “O que quer que me tenhas dito, está certo no seu devido lugar, mas os meus companheiros estão zangados contigo, e se quiseres, poderás repetir diante deles o que quer que me tenhas dito para que a ira dos corações deles seja removida.” Ele disse que por ele ficava bem. Quando amanheceu, ele veio novamente, e o Profeta apontou para ele e disse: “Pelo que este árabe havia dito, eu lhe dei mais alguma coisa, e agora ele diz que esta satisfeito e feliz. Não e isto?” O beduíno respondeu: “Sim, que Deus conceda prosperidade à tua família.” Então o Mensageiro de Deus disse: “Meu exemplo é o exemplo deste homem e igual aquele do homem cuja camela havia se extraviado, e as pessoas saíram a procurá-la, mas o animal ficou ainda mais assustado de modo que o homem disse aos seus companheiros: “Deixem a mim e à minha camela em paz. Eu conheço os modos dela melhor e posso fazê-la retornar ao seu lugar certo.” E dito isso, tomou algum capim do chão em ambas as mãos e mostrou-o à camela, que voltou e deitou-se aos seus pés. Ele amarrou a Kajawa (sela?) nela e a montou. Se eu não vos tivesse impedido quando este homem estava falando grosseiramente, tê-lo-íeis morto e ele teria ido para o inferno.”
Vê-se que o bondoso Profeta não se sentira provocado no começo com a malcriação do beduíno. Ele havia compreendido sua natureza e temperamento que eram como os dos analfabetos que estão acostumados a usar uma fala selvagem e grosseira. Se tais pessoas fossem punidas sumariamente, então elas seriam destruídas e isto não seria justo.
Mas os grandes reformadores não permitem que os erros das pessoas lhes resultem em tão tristes fins. Eles tentam remover a ignorância e a emotividade das pessoas com a tolerância e indulgência deles próprios, com tal persistência que elas tem de se voltar para as coisas rigorosas, e se tornam admiradores seus.
O mais sábio dos intelectuais eruditos, e o mais rico dos homens não atingirão igual destino, por mais caridosos e generosos que possam ser. De que adianta a caridade que pretende tornar as pessoas
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