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A Tolerância e o Perdão
devedores de quem a faz?
Não e improvável que o beduíno cujo contentamento foi comprado dando-se-lhe dinheiro, não viesse a se tornar um homem rico eventualmente por seu próprio esforço e podia realizar um grande feito oferecendo sua vida espontaneamente. Na realidade, a riqueza doada por tais grandes reformadores se destina às pessoas necessitadas, ou, em outras palavras, tal riqueza é como o capim que cresce no solo e que foi apanhado nas mãos e mostrado à camela, a qual, por tal demonstração de carinho, essas montarias desgarradas são atraídas para que possam ser usadas nas grandes viagens.
O Profeta às vezes ficava zangado, mas jamais ultrapassou os limites da decência ou à etapa do perdão. Como é brilhante este aspecto do seu caráter, de não ter ele jamais se vingado por ter sido ele mesmo o ofendido, mas jamais hesitou de exigir vingança do homem que violasse a santidade das leis de Deus.
Certa vez, quando ele distribuía o botim, certo beduíno rude o insultou dizendo: “Divida com justiça,” pois que na distribuição desse botim se almejava satisfazer somente a Deus. O Profeta não disse nada além do seguinte: “Que vergonha a tua. Se eu não fizer uma distribuição justa, quem mais o fará? E se eu não fizer assim, então terei ‘ fracassado, e eu terei sofrido uma perda.” E com tais palavras, ele não só retrucou à ignorância dele como também evitou que seus companheiros o matassem, o que teriam feito em outras circunstâncias.

O Perdão e a Remissão

Certa vez, na hora da oração Asr (oração da tarde), ao fazer o sermão ao povo, ele falou:
“Os filhos de Adão foram criados diferentes uns dos outros. Há uns que demoram muito a se zangar mas também muito rapidamente voltam ao normal. Algumas pessoas se zangam rapidamente e também não demoram a voltar ao normal, e ainda algumas pessoas que demoram a se zangar e também demoram a voltar ao normal, o que parece mostrar que a regra de normalidade é proporcional à velocidade com que se fica zangado. Mas cuidado, algumas pessoas se zangam logo e demoram muito a voltar ao normal. Escutai, os melhores dentre (todos) esses são aqueles que tardam a ficar zangados e se arrependem imediatamente, e os piores dentre eles são os que se zangam logo e demoram muito para voltar ao normal. Do mesmo modo, há entre as pessoas aquelas que reembolsam um empréstimo de maneira educada e correta, e também exigem se o faça de modo correto. Alguns tem preguiça de reembolsar empréstimos, mas não para cobrá-los. Outros cobram com maus modos mas reembolsam corretamente, isto é, eles possuem uma boa qualidade e uma qualidade ruim. Algumas pessoas provam ser ruins tanto para cobrar quanto para pagar. Ouvi atentamente, pois os melhores dentre esses todos são aqueles que são corretos no cobrar tanto quanto no pagar, e os piores são aqueles que são ruins em ambas as coisas.
“Não vos esqueceis que a ira se transforma em fagulha na alma do filho de Adão. Não vedes que quando zangado, os olhos de um homem ficam vermelhos, e suas narinas infladas? Se alguém notar que algum homem está com esses sinais, deve permanecer quieto onde estiver.” (Tirmizi)
Isto é, ele deve ficar quieto no seu canto, sem se mover até, para não piorar a situação.
Isto porque as chamas da raiva e da ira consome a todas as coisas. A inteligência e a consciência desaparecem diante delas, e se vê prisioneiro da magia das suas emoções. Quando isto acontece, esses problemas não melhoram.
A tradição acima citada explica quais os tipos de homens e seus atos e o valor da grandiosidade e moralidade deles. Sempre que necessário, o crente se humilha.
Um homem zangado é capaz de praticar vários tipos de atos insensatos. As vezes ele xinga a porta por esta não se abrir imediatamente para ele. Em sua raiva ele quebra qualquer coisa que possa porventura estar em suas mãos, e xinga o animal que não se deixa submeter.
O manto de certo homem foi arrancado pelo vento e ele o amaldiçoou. O Mensageiro de Deus disse: “Não o amaldiçoe, porque ele está submetido aos mandamentos de Deus e está sob o controle d‘Ele. Aquele que amaldiçoar uma coisa que não o mereça, verá a maldição se voltar contra ele próprio.” (Tirmizi)
Há vários males na ira, e seus resultados são tanto mais devastadores. Diz-se portanto, que para saber se dominar quando se está irado, é demonstração da força de auto domínio merecedora de louvores e também a força nobre da tolerância.
Ibn Mas’ud narrou que certa vez o Mensageiro de Deus perguntou: “A quem costumais chamar de forte?” As pessoas responderam: “Àquele que não pode ser derrubado por outra pessoa é chamado de forte por nos.” Ele disse: “Não, forte é aquele que tem domínio sobre si mesmo quando está zangado.” (Musslim)
Um homem perguntou ao Profeta: “Dê-me um algum conselho, mas que não seja tão longo que eu o esqueça facilmente.” O Profeta disse: “Não fique zangado.” (Málik).
Que outra resposta poderia ser melhor ou mais breve que esta?
O Mensageiro de Deus sempre deu muito valor ao temperamento e ao ambiente dos indivíduos e grupos ao lhes comunicar seus ensinamentos e instruções. De acordo com a ocasião ele costumava alongar ou encurtar seus ditos.
Os esforços que foram feitos para remover a ignorância tem dois fundamentos: Um era a rebeldia diante do saber e o segundo a intolerância. O primeiro ele (o Profeta) removeu com a ajuda de mais conhecimento, compreensão, sermões e conselhos, enquanto que o
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