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Solidariedade - Benevolência
O ALTRUÍSMO E A BENEVOLÊNCIA

Generosidade - um componente Essencial do Caráter Muçulmano
Shaikh Mohamad Al Ghazali
Tradução: Prof. Samir El Hayek

O Islam é uma religião que foi formulada sobre os fundamentos da caridade, da generosidade e do altruísmo. A estreiteza de visão, a ganância e a avareza são males que perturbam sua estrutura. Por isso, o Islam prefere que seus adeptos sejam generosos e caridosos. Ele os aconselhou a tratar os outros com bondade, de agir corretamente, de ajudar aos seus parentes e a praticar todo tipo de ações boas e virtuosas. Ele ressaltou aos seus adeptos a importância de levarem uma vida correta como filosofia permanente:
“Aqueles que gastam dos seus bens, tanto de dia como à noite, quer secreta, quer abertamente, obterão a sua recompensa no Senhor e não serão presas do temor, nem se atribularão.” (2ª:274)
É da responsabilidade de todo muçulmano que ao satisfazer as suas próprias necessidades ele aja de maneira equilibrada, para que ele não venha gastar toda a sua riqueza somente consigo mesmo, porque é seu dever deixar que os outros também participem das bênsãos que Deus conferiu a ele, e de que destine uma parte de sua riqueza para a ajuda e assistência aos pobres e aos necessitados.
O Mensageiro de Deus disse: “Ó filho de Adão! Gaste a sua riqueza, que ela é para o seu bem. Mas não a tranque, pois isto será para o seu mal, uma vez que a abundância conforme a necessidade não pode ser censurada. Gaste primeiramente com a sua família e os seus dependentes, e a mão levantada é melhor que a mão abaixada.” (Musslim)
O Alcorão indicou claramente ao ordenar os muçulmanos a gastarem com seus parentes e com as pessoas necessitadas, mas que evitassem gastos supérfluos. Um perdulário gasta a sua fortuna praticando tolices. Ele gasta sua riqueza excedente para satisfazer seus prazeres pessoais, e após isso, o que lhe restará para contribuir ao direito dos outros e para dar a assistência às pessoas necessitadas?
Deus ordenou:
“Concede a teu parente o que lhe é devido, bem como ao necessitado e ao viajante,(851) mas não sejas perdulário,( Porque os perdulários são irmãos dos demônios, e o demônio foi ingrato para com o seu Senhor.” (17:ª26-27).
E além disso, é aconselhado ter consideração com os necessitados e com as pessoas carentes, advertindo que os sentimentos desses não devem ser magoados. Se não há nada que possa ser dado a eles, devem ser mandados embora com modos brandos e decentes.
“Porém, se te absténs (ó Mohammad) de privar com eles com o fim de alcançares a misericórdia de teu Senhor, a qual almejas, fala-lhes afetuosamente.” (17ª:28).
A convocação do Islam para que seus adeptos gastem pela causa de Deus e para a caridade e celebre e bem conhecida. Do mesmo modo que é a sua continua guerra contra a mesquinhez, a ganância e a estreiteza de espírito.
Uma tradição nos diz: “O doador de caridade está perto de Deus, perto dos homens e perto do Paraíso, e longe do inferno. Enquanto que o avarento está longe dos homens, longe do Paraíso, e perto do inferno. O analfabeto que dá em caridade é mais apreciado por Deus que o adorador mesquinho.” (Tirmizi)
Não existe nenhum outro sistema em todo este mundo, e nem há possibilidade de vir a existir, no qual todas as pessoas sejam indiferentes a ou que não tenham, necessidades de cooperação mútua. Enquanto houver os contrastes do poder e da fraqueza, da riqueza e da pobreza, lado a lado na sociedade humana, será necessário que, para se alcançar a paz e a satisfação, e para assegurar o êxito e a segurança da sociedade, que os fortes sejam bons para com os fracos, e os ricos favoreçam os pobres e necessitados com presentes e doações.
Se a riqueza e os bens são obtidos como resultado da capacidade e esforço do povo, então sempre há algumas pessoas que acumulam riquezas enquanto outras conseguem mal atender as suas necessidades. E isto não pode ser modificado. A questão em relação à infelicidade e a ingratidão surge quando tais pessoas vivem uma vida separada da sociedade, quando só se preocupam em satisfazer apenas as suas necessidades pessoais e de preencher os seus prazeres e luxos, quando Deus mandou que todos vivessem juntos e proclamou que tudo pertencia a todos por igual, ao contrário das diferenças circunstanciais, que lhes constituem uma severa provação. Esta determinação propõe um teste da fé deles e uma oportunidade para mostrarem o seu valor.
“...fizemos alguns, dentre vós, tentarem os outros. Acaso (ó fiéis), sereis perseverantes? Eis que o teu Senhor é Onividente.” (25ª:20)
Uma comunidade só poderá ser bem sucedida neste campo da vida quando o relacionamento entre os seus indivíduos for forte e sólido. Nenhum indivíduo da comunidade deve ser tão cerceado a ponto de ter que passar fome, nem algum homem opulento deve ser tão ganancioso a ponto de só gastar sua fortuna unicamente para o seu prazer e luxo pessoal.
Para atingir suas elevadas metas, o Islam estabeleceu uma legislação bastante rígida. Os corações do povo foram preparados para se dedicar aos atos de probidade e virtude, e foram instados a cooperarem uns com os outros, a ajudarem-se mutuamente e a praticar seus atos com correção. O Islam explicou-lhes que o benefício de gastar pela causa de Deus não é usufruído pelos pobres e necessitados, mas também os doadores de caridades alcançam as riquezas inestimáveis da paz e da satisfação; seus corações são protegidos dos terremotos do rancor e do ciúme, e eles ficam a salvo
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