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Biografia de Muhammad (parte 4 de 12)
Descrição: Os dias iniciais da missão do Profeta do Islã e a perseguição aos adeptos do Islã.
Por IslamReligion.com
Publicado em 24 Aug 2009 - Última modificação em 24 Aug 2009
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Categoria: Artigos > O Profeta Muhammad > Sua Biografia

Primeiros Convertidos

Pelos primeiros poucos anos de sua Missão, o Profeta pregou para sua família e amigos íntimos.  A primeira mulher a se converter foi sua esposa Khadija, a primeira criança foi seu primo de primeiro grau Ali, que estava sob seus cuidados, e o primeiro servo foi seu servo Zaid, um ex-escravo.  Seu velho amigo Abu Bakr foi o primeiro homem adulto livre a se converter.  Muitos anos depois o Profeta falou a respeito dele: ‘Nunca chamei ninguém para o Islã que não hesitasse inicialmente, com a exceção de Abu Bakr.’

Mais tarde veio a ordem para pregar abertamente e falar contra a idolatria.  A princípio os líderes dos Coraixitas foram capazes de ignorar esse estranho pequeno grupo, tratando Muhammad como um caso triste de auto-engano, mas depois começaram a se dar conta de que sua pregação, que estava atraindo adeptos entre os pobres e despossuídos (e podia, portanto, ser vista como subversiva), apresentava uma ameaça tanto à religião quanto à prosperidade de Meca.  Um conflito aberto, entretanto, seria contra seus interesses.  Seu poder dependia de sua unidade, e com o exemplo de Yathrib – destruída por conflito tribal – com um terrível alerta do que poderia acontecer em sua própria cidade, foram obrigados a aguardar seu momento.  Além disso, o clã Hashim, independentemente do que pensasse em particular de seu membro perigoso, era obrigado por força do costume a defendê-lo se atacado.  Restringiram-se no momento à zombaria, talvez a arma mais eficaz na defesa do homem comum contra o surgimento da verdade, uma vez que não envolve o nível de comprometimento inerente à violência.  Seu ex-guardião Abu Talib abriu mão de seu chamado para não prejudicar sua segurança e a segurança do clã.  ‘Ó meu tio’, disse ele, ‘mesmo se colocarem o sol em minha mão direita e a lua em minha mão esquerda, não abandonarei meu propósito até que Deus me conceda sucesso ou eu morra.’ Abu Talib respondeu com um suspiro: ‘Ó filho de meu irmão, eu não o abandonarei.’

A tensão na cidade aumentou gradualmente, mês a mês, à medida que a influência espiritual de Muhammad se espalhava, minando a hegemonia dos líderes dos Coraixitas e causando divisão em suas famílias.  Essa influência se tornou ainda mais perigosa para a ordem estabelecida quando o conteúdo de sucessivas revelações se ampliou para incluir a denúncia da insensibilidade da plutocracia de Meca, sua ambição por ‘mais e mais’ e sua avareza.  A oposição era agora liderada por um certo Abu Jahl, junto com Abu Lahab e o cunhado do segundo, um homem mais jovem que era mais sutil e talentoso do que ambos, Abu Sufyan.  Ao retornar um dia da caçada, Hamza, o tio de Muhammad, que até então tinha se mantido neutro, ficou tão irado ao saber dos insultos lançados ao seu sobrinho que procurou Abu Jahl, bateu em sua cabeça com seu arco e anunciou ali sua conversão ao Islã.

Começo da Perseguição

No final do terceiro ano, o Profeta recebeu o comando para “se erguer e admoestar”, depois do que começou a pregar em público, destacando a insensatez maléfica da idolatria em face das leis maravilhosas do dia e da noite, da vida e da morte, do crescimento e decadência, que manifestam o poder de Deus e atestam Sua Unicidade.  Foi então, quando começou a falar contra seus deuses, que os Coraixitas se tornaram ativamente hostis, perseguindo seus discípulos mais pobres, zombando dele e insultando-o.  A única consideração que os impedia que matá-lo era o medo da vingança de sangue do clã ao qual sua família pertencia.  Forte em sua inspiração, o Profeta continuou admoestando, pleiteando e ameaçando, enquanto os Coraixitas faziam tudo que podiam para ridicularizar seus ensinamentos e desanimar seus seguidores.

A Fuga para a Abissínia

Os convertidos dos primeiros quatro anos eram em sua maioria pessoas humildes para se defenderem contra a opressão.  A perseguição que sofreram foi tão cruel que o Profeta aconselhou que todos que tivessem meios emigrassem, pelo menos temporariamente, para a Abissínia (hoje Etiópia), onde seriam bem recebidos pelo Negus cristão, ‘um rei justo’.  Em torno de oitenta convertidos fugiram em 614 EC para o país cristão.

Essa aliança aparente com um poder estrangeiro enfureceu ainda mais os mecanos, e eles despacharam enviados para o Negus exigindo a extradição dos muçulmanos.  Um grande debate ocorreu na Corte e os muçulmanos ganharam o dia, primeiro por demonstrarem que adoravam o mesmo Deus dos cristãos, e então por recitarem uma das passagens corânicas referentes à Virgem Maria, depois do que o Negus chorou e disse: ‘Verdadeiramente isso veio da mesma fonte que Jesus trouxe.’

Apesar da perseguição e emigração, o pequeno grupo de muçulmanos cresceu em número.  Os Coraixitas ficaram seriamente alarmados.  A adoração de ídolos na Caaba, o lugar sagrado para o qual toda a Arábia peregrinava e do qual eram guardiães, era o primeiro de seus interesses.  Na estação da peregrinação eles colocaram homens em todas as estradas para alertar as tribos contra o louco que pregava em seu meio.  Tentaram fazer um acordo com o Profeta, oferecendo aceitar sua religião se ele a modificasse para acomodar seus deuses como intercessores com Deus.  Em troca, ofereceram fazer dele seu rei se ele abrisse mão de atacar a idolatria.  A constante recusa do Profeta Muhammad frustrou seus esforços na negociação.

Conversão de Umar

Ainda mais importante foi a conversão de um dos jovens mais formidáveis na cidade, Umar ibn al-Khattab.  Enfurecido pelo sucesso crescente da nova religião – tão contrária a tudo que ele cresceu acreditando – ele jurou matar Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, a despeito das consequências.  Foi instruído que, antes de fazê-lo, desse uma olhada nos assuntos de sua própria família, porque sua irmã e o marido tinham se tornado muçulmanos.  Irrompendo em sua casa ele os encontrou lendo um capítulo chamado ‘Ta-Ha’ e quando sua irmã admitiu que haviam abraçado o Islã, ele a atingiu com um forte soco.  Um pouco envergonhado, ele então pediu para ver o que estavam lendo.  Ela lhe entregou o texto depois de insistir que ele fizesse ablução antes de segurá-lo, e enquanto lia esses versículos do Alcorão ele passou por uma repentina e total transformação.  A doce potência das palavras do Alcorão o mudou para sempre!  Ele foi diretamente a Muhammad e aceitou o Islã.

Homens como esse eram muito importantes na hierarquia social para serem atacados, mas a maioria dos novos muçulmanos era pobres ou escravos.  Os pobres eram espancados e os escravos torturados para fazê-los renunciar à sua fé, e havia pouco que Muhammad podia fazer para protegê-los.

Um escravo negro chamado Bilal foi preso nu no chão sob o sol escaldante com uma pesada pedra sobre seu peito e deixado para morrer de sede.  Foi insultado pelos pagãos para renunciar à sua religião em troca de ser libertado da tortura, mas sua única resposta foi ‘Ahad! Ahad!’ (‘Deus é Um! Deus é Um!’). Foi nesse estado, perto da morte, que Abu Bakr o encontrou e resgatou por uma taxa exorbitante.  Foi tratado na casa de Muhammad e se tornou um dos mais próximos e amados entre os companheiros.  Quando, muito mais tarde, surgiu a questão de como os crentes deviam ser convocados para a oração, Bilal se tornou o primeiro muezzin (o chamado para a oração anunciado em voz alta a partir do local muçulmano de adoração, chamado masjid) do Islã: um negro alto e magro com uma voz poderosa e, por assim dizer, o rosto de um corvo sob uma cabeleira grisalha; um homem que o sol havia queimado, durante seu tormento, tudo por amor ao Único e ao mensageiro do Único.

Destruição do Sahifah

Frustrados em todos os lados, a oligarquia mecana, sob a liderança de Abu Jahl, escreveu um documento formal declarando o banimento ou boicote contra o clã Hashim como um todo; não haveria transações comerciais com eles até que banissem Muhammad, e ninguém se casaria com uma mulher dos Hashim ou daria sua filha para um homem do clã.  Então, por três anos, o Profeta foi confinado com toda sua parentela em sua fortaleza, que era situada em um dos desfiladeiros na direção de Meca.

Com o tempo alguns corações mais gentis entre os Coraixitas se cansaram do boicote de antigos amigos e vizinhos.  Conseguiram fazer com que o documento, que havia sido colocado na Caaba, fosse trazido para reconsideração.  Descobriu-se que tudo que estava escrito havia sido destruído pelas formigas brancas, exceto as palavras Bismika Allahumma (“Em teu nome, Ó Deus”).  Quando os líderes viram aquela maravilha o banimento foi removido e o Profeta ficou novamente livre para andar pela cidade.  Enquanto isso, a oposição à sua pregação se tornou rígida.  Ele teve pouco sucesso entre os mecanos, e uma tentativa que fez para pregar na cidade de Taif foi um fracasso.  Sua missão não estava prosseguindo da forma que ele esperava, quando, na estação da peregrinação anual, ele encontrou um pequeno grupo de homens que o ouviram com satisfação.

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