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Capítulo 12, Yusuf (José) (parte 1 de 2)

yusuf_12.jpgA história de José foi revelada depois que um israelita perguntou ao profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele, o que ele sabia sobre o profeta José.  A história de José não era conhecida para os árabes na época e era parte de um teste que os judeus idealizaram para avaliar a reivindicação do profeta Muhammad de que era um profeta.[1] As histórias no Alcorão geralmente são contadas em pequenos trechos e distribuídas em vários capítulos. A história de José, entretanto, é diferente.  Foi revelada em um capítulo, do início ao fim.  

A história de José está estruturada por uma introdução de três versículos e um epílogo de 10 versículos.  Geralmente se concorda que foi revelada em Meca, em um ano conhecido como o Ano da Tristeza.  O profeta Muhammad perdeu dois de seus apoiadores mais próximos, a sua amada esposa Khadija e seu tio Abu Talib.  A história de José confirma incondicionalmente que Deus tem controle total sobre todos os assuntos.  É uma história de paciência em face de adversidade e confiança em face de tristeza.

Versículos 1-3  A melhor história

O Alcorão é um livro revelado na língua árabe para esclarecer as coisas e contém informação que Muhammad não conhecia.  A história é chamada a melhor das histórias porque contém informação relevante para os eventos acontecendo na época da revelação e lições para toda a humanidade.

Versículos 4-18  Sonhos e ilusão

José tem um sonho no qual vê o sol, a lua e onze estrelas prostradas diante dele.  Isso é interpretado como homens se curvando para ele.  Confidencia a seu pai, que o aconselha a mantê-lo em segredo dos seus irmãos. 

José e Benjamim eram os filhos da segunda esposa de Jacó.  Os mais velhos se consideravam homens.  Eram mais velhos, mais fortes e viam em si mesmos muitas qualidades boas.  Cegos pelo ciúme, planejam matar José.  Um dos irmãos convence os outros a jogá-lo no poço, ao invés de matá-lo.  Levam adiante seu plano desonesto e, usando o maior medo de seu pai (ataque de um lobo) e uma túnica manchada de sangue, tentam convencê-lo da morte de José.   Enquanto isso, Deus alivia o medo de José.   Deus inspira nele que um dia informará seus irmãos de seus atos, enquanto não percebem quem ele é.  O pai de José, Jacó, sentiu a traição, mas se voltou para Deus e aceitou as notícias com confiança e paciência.

Versículos 19-22 José se estabelece no Egito

José é resgatado do poço e vendido como escravo.  É vendido por preço baixo para um homem influente do Egito, que comenta com sua esposa que José pode ser útil a eles.  Deus observa que estabeleceu José na terra e lhe proveu com sustento para ensinar-lhe a interpretação de sonhos.  Deus possui total controle sobre os Seus assuntos, mas a maioria das pessoas está cega para isso.   José cresce em condições confortáveis e Deus lhe concede bom julgamento e conhecimento.  Está na casa de um político aprendendo como negociar e a tomar decisões sábias.

Versículos 23-30  A sedução fracassada

A esposa do político egípcio observa José crescer, se tornar homem e se sente atraída por ele.  Tenta seduzi-lo, mas ele busca refúgio em Deus.  A esposa persegue José até a porta da frente, justo quando o marido entra na casa.  Ela tenta colocar a culpa em José, mas um membro da casa destaca que a túnica dele estava rasgada na parte de trás.   As mulheres da cidade começaram a fazer fofoca sobre José e a esposa do político.

Versículos 31-35 José prefere a prisão

Depois que ela ouve as fofocas, convida as mulheres à sua casa para mostrar como José era belo e atraente.  Dá uma faca a cada uma e pede a José que apareça.  As mulheres ficam atônitas e cortam suas mãos.  Explica que tentou seduzi-lo, mas ele resistiu.  Ela o ameaça dizendo que se ele não obedecer, irá para a prisão.  José teme se deixar seduzir e pede a Deus que o proteja, dizendo que prefere ir para a prisão ao que as mulheres estão planejando. 

Versículos 36-40 Mais sonhos

É aprisionado junto com dois outros homens.  Os outros dois prisioneiros discutem seus sonhos com José e pedem a ele que os interprete.  Um deles disse: "Sonhei que estava espremendo uvas"; o outro disse: "Sonhei que estava carregando pão sobre minha cabeça e os pássaros o estavam comendo."  José mencionou suas próximas refeições, lembrando-os de que Deus provê o sustento, e então respondeu que é capaz de interpretar sonhos porque Deus o ensinou a fazê-lo.  Expõe sua crença em Deus e no Dia do Juízo.  José afirma que sua família, a família de Abraão, Isaque e Jacó, detém o conhecimento da Unicidade de Deus e que sua religião e sua família não atribuem parceiros a Deus.  A maioria das pessoas, entretanto, não percebem.

Versículos 41-42 José definha na prisão

José interpreta o sonho.  Um servirá vinho ao seu mestre; o outro será crucificado e os pássaros bicarão sua cabeça.  José pede ao que será salvo para mencioná-lo (José) ao seu mestre.  Mas Satanás faz o homem esquecer e José definha na prisão por mais tempo.

Versículos 43-57 A inocência de José é estabelecida

O rei (do Egito) pede aos seus conselheiros que interpretem seu sonho.  "Sonhei sobre sete vacas gordas sendo comidas por sete vacas magras; sete espigas verdes de milho e [sete] outras ressecadas." Foram incapazes de interpretá-lo e o ex-prisioneiro se lembrou de José.  Correu para José, José interpreta o sonho e o rei pede que José seja trazido à sua presença.  O ex-prisioneiro retorna para José, mas José pede a ele que pergunte ao seu mestre (o rei) sobre as mulheres que cortaram as mãos.  O rei estabelece a inocência de José.  José diz que queria que seu mestre, o político, soubesse que ele não o traiu e nem abusou de sua confiança.  José aparece perante o rei, que lhe oferece uma posição de alto escalão.  José pede para ser encarregado dos armazéns.  Dessa maneira Deus estabelece José na terra.  Deus destaca que garante misericórdia a quem desejar e não deixa de recompensar o bem.  A recompensa na Outra Vida, Ele destaca, é a melhor. 

Versículos 58-66 Uma previsão em um sonho é cumprida

Os irmãos de José se apresentam perguntando pela medida de grãos.  José os reconhece, mas eles não o reconhecem.  Pede a eles que voltem novamente, dessa vez com o irmão mais novo.  Sem ele, não terão o grão.  Respondem que tentarão convencer o pai e obter sua permissão.  José diz a seus servos para colocarem os bens que seus irmãos negociaram pelos grãos de volta em seus alforjes, para fazer com que ficassem ansiosos para retornar.  Os irmãos pedem a Jacó que os deixem levar o irmão mais novo, mas está desconfiado e pergunta: "Vou confiá-lo a vocês, como fiz com seu irmão antes?" Os irmãos abriram os alforjes e encontraram os bens devolvidos.  Jacó diz que não enviará o menino, a menos que os irmãos jurem que farão tudo humanamente possível para mantê-lo a salvo.  Comprometeram-se e Jacó disse: "Nossas palavras são confiadas a Deus."

 


Notas de rodapé:

[1] Ibn Kathir, Histórias dos Profetas.

http://www.islamreligion.com/pt/articles/10769/capitulo-12-yusuf-jose-parte-1-de-2/

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