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Capítulo 2, versículos 285 & 286 (Parte 1 de 2)

"O Profeta (Muhammad) crê no que foi enviado a ele de seu Senhor, e assim também os crentes. Todos creem em Deus, Seus anjos, Seus livros e Seus profetas. (Eles dizem,) ‘Nós não fazemos distinção entre nenhum de Seus profetas.’ Disseram: ‘Escutamos e obedecemos. Só anelamos a Tua indulgência, ó Senhor nosso! A Ti será o retorno!’ Deus não impõe a nenhuma alma uma carga superior às suas forças. Beneficiar-se-á com o bem quem o tiver feito e sofrerá mal quem o tiver cometido. Ó Senhor nosso, não nos condenes, se nos esquecermos ou nos equivocarmos! Ó Senhor nosso, não nos imponhas carga, como a que impuseste a nossos antepassados! Ó Senhor nosso, não nos sobrecarregues com o que não podemos suportar! Tolera-nos! Perdoa-nos! Tem misericórdia de nós! Tu és nosso Protetor! Concede-nos a vitória sobre os incrédulos!" (Alcorão 2: 285 & 286)

http://www.luzdoislam.com.br/images/articles/Chapter_2_Verses_285__286_Basic_Beliefs_and_Relationship_with_God_(part_1_of_2)_por-BR._002.jpgEsses são os dois últimos versículos do segundo capítulo do Alcorão, Al-Baqarah ou, em português, A Vaca. Esse capítulo foi revelado em Medina e é o mais longo no Alcorão. Foi revelado ao longo de vários anos e o tema cobre uma gama de questões, predominantemente regras, mas também doutrinas de fé e conceitos islâmicos fundamentais. Os dois últimos versículos fornecem um resumo dos temas principais do capítulo e definem as crenças básicas de um muçulmano, destacando a relação do crente com Deus.

De acordo com as tradições do profeta Muhammad, a recitação desses dois versículos contém muitas virtudes. Por exemplo, o profeta Muhammad disse a seus companheiros: "Quem recita os dois últimos versículos de Al-Baqarah à noite, isso lhe será suficiente (contra qualquer mal)".[1] Estão entre os versículos mais memorizados e recitados do Alcorão.

Começamos com a confirmação de que o mensageiro, profeta Muhammad, crê no que foi enviado a ele. Assim fazem aqueles que o seguem, conhecidos e descritos como os crentes. A fé do profeta Muhammad deriva diretamente das revelações que recebeu. É aqui que quatro artigos de fé são esboçados. Os muçulmanos creem em Deus, Seus anjos, Seus livros e Seus mensageiros.

Deus é a autoridade suprema e toda a autoridade temporal deriva Dele. Ele não tem parceiros e é o único provedor de vida e sustento. A crença nos anjos constitui crença no invisível, algo além da observação humana. O que a humanidade pode ver e sentir é apenas uma pequena parte da realidade. A crença nas escrituras e mensageiros de Deus flui naturalmente a partir da crença em Deus. Crer em Deus é acreditar em tudo que é revelado por Ele. Temos uma série de livros, como o Torá, o Evangelho e os Salmos, e uma série de mensageiros.  Os seguidores do profeta Muhammad são os herdeiros para essa orientação.

Os próprios crentes dizem que não discriminam entre quaisquer dos mensageiros. Não acreditam em alguns e rejeitam outros. É uma confirmação de que todos os mensageiros vieram com a mesma mensagem: adorar a um Deus. As leis trazidas pelos mensageiros antes do profeta Muhammad são ab-rogadas, mas a essência da adoração, a mensagem em si, permanece a mesma: não há divindade merecedora de adoração, exceto Deus.

Os crentes dizem: ouvimos a mensagem e obedecemos os mandamentos de Deus. Depois da aceitação das crenças básicas, os muçulmanos se submetem obedientemente à vontade de Deus. A submissão é uma expressão externa de sua fé. Com submissão e obediência vem o reconhecimento das deficiências e, assim, o crente apela a Deus por perdão, um apelo para que Ele releve suas falhas e defeitos.  "Conceda-nos o perdão", pede o crente. É ao mesmo tempo um apelo e uma súplica.

O crente também reconhece a realidade da Outra Vida. Retornaremos a Ti (Deus), dizem. Isso implica em crença na Outra Vida e é outro artigo de fé: crença no Dia do Juízo e na prestação de contas da humanidade. A crença na Outra Vida desempenha um papel central em moldar a consciência e comportamento de uma pessoa e sua percepção das consequências de suas ações.

Quando prosseguimos, Deus aborda um problema que incomodava muitos dos companheiros do profeta Muhammad. Como novos muçulmanos, novos crentes, estavam preocupados em terem que prestar contas por seus pensamentos e punidos de acordo, mesmo se nenhuma ação pecaminosa fosse cometida. Deus acalma seus temores dizendo que não sobrecarrega uma alma com mais do que ela pode suportar. O crente entende que Deus está completamente ciente das limitações e habilidades da humanidade, como um todo e especificamente. O indivíduo não será sobrecarregado ou colocado sob coação. Isso alivia as mentes de todos os crentes.

Deus não pede a uma pessoa o que está além de sua habilidade.  Isso demonstra a bondade, compaixão e generosidade de Deus com Sua criação. Ressalta por que Deus é conhecido como O Misericordioso. A próxima frase nos leva um passo adiante, ao enfatizar a responsabilidade individual.  Cada pessoa recebe o bem que tiver feito e sofre ou é punida pelo mal que tiver feito. Nenhum ser humano suporta mais do que é capaz e a recompensa ou punição é dosada por indivíduos. Os pecados do pai não são transferidos para os filhos.

 
Notas de rodapé:

[1] Saheeh Al-Bukhari, Saheeh Muslim

http://www.islamreligion.com/pt/articles/10779/capitulo-2-versiculos-285-286/

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